30 jun 2008

Shows internacionais do Motomix

Por Cédric Fanti @9:55

Rolou neste sábado, dia 28/06 o MOTOMIX: THE ROKR FESTIVAL no Parque do Ibirapuera, São Paulo, e contou, como todos já sabem, com 3 atrações nacionais e outras 3 internacionais. Dois correspondentes do Move foram até o local conferir os shows, mas infelizmente nenhum conseguiu chegar em tempo de ver os ‘Novos Sons’. Aqui vão as nossas impressões:

Em um Ibirapuera comumente cheio nos fins de semana, porém longe do lotadérrimo (achei uma vaga fácil no estacionamento), cheguei ao recinto do MOTOMIX ao som de Does It Offed You, Yeah?. Obra dos DJs que tocaram nos intervalos, ótimas músicas que foram de Rapture a Interpol, além de M.I.A., Beastie Boys e Cut Copy. O lugar ainda estava razoavelmente vazio, peguei meu lugar na grade e não larguei mais. Após a montagem de toda a parafernalha, eis que entra o ex-VJ da MTV Edgar (nessa hora, a minha irmã quase surtou) usando uma camisa do Flaming Lips e anunciou a primeira atração internacional das três daquela noite: Fujiya & Miyagi.

- Fujiya & Miyagi

Vou confessar, resolvi conhecer o Fujiya dias antes do show. E sinceramente não me surpreendi muito com o Transparent Things. Mas o show dos caras provou que eu estava errado. Eles foram ótimos! Mesmo não conhecendo direito a banda nem as letras, me animei bastante. Eles começaram com a infalível Ankle Injuries, cujo clipe (aquele dos dados) foi mostrado o tempo todo durante o show e a repetição de ‘Fujiya, Miyagi, Fugiya, Miyagi…’ fez todo mundo cantar junto sem nem perceber. Após a segunda metade do show, as batidas eletrônicas foram substituídas por uma bateria acústica de verdade, o que deu um up na platéia. Aliás, a única coisa que não gostei neste show foi a platéia. Parece que a pseudo-síndrome de underground imperou no momento. O F&M conseguiu ser ovacionado por uma minoria e se contentaram com isso, mas a maioria das pessoas parecia estar de saco cheio. Até ai ok, mas não foi legal quando faltaram com respeito ao caras. Gritos de “Pula essa parte, vai!” e “Toca Edson e Hudson!” provocaram revolta nas pessoas que estavam apenas querendo se divertir. Enfim, o show foi ótimo. E eu até consegui ver a Ninja nos bastidores se alongando. Eu sabia que algo ótimo estava para vir.

- The Go! Team

Podem até me chamar de suspeito para falar do show. Confesso, sou meio tiete de The Go! Team, mas não tinha como não ter gostado deste show. Mesmo o som tendo falhado em algumas partes, isso foi o de menos. Durante a montagem dos instrumentos já deu um gostinho de ‘começa logo’, as características 2 baterias com Go escrito no bumbo de uma e Team na outra. Entra de novo o Edgar, desta vez fala um pouco da história da banda e como ela mistura hip-hop e indie rock (nesta parte ele foi um pouco vaiado, parece que as pessoas têm aversão à palavra indie rock falada em público). Entram todos e por último, Ninja. Nossa. Ninja.

Ninja negona black power who’s your daddy da quebrada pegaeu! Que energia! A primeira música já é de cara um hit do primeiro disco, a The Power Is On (essa é a que tem o sample de base mais legal, na minha opinião). Quando terminam, Ninja avisa avisa ao público que eles tocarão algumas músicas do Proof Of Youth e outras do Thunder Lightning Strike. Daí partem pra The Wrath Of Marcie, uma das minhas preferidas do disco novo. Neste momento alguns desanimados já começavam a dançar, outros fumavam um baseado ali no canto (outro ponto negativo do dia), mas a maioria olhava extasiada a energia de Ninja, pulando e cantando sem parar um segundo sequer. Quem também pulou bastante foi a guitarrista Kaori, com pulinhos bem…ahm, japoneses. Foi Kaori que acompanhou a também japonesa Chi em Fake ID (nesta Ninja assumiu as baquetas) e A Version Of Myself, esta última a mais baladinha de todas, b-side do Proof Of Youth.

 

Chega um tiozão loiro de camisa verde e bigodinho, o roadie da banda (seria pai do Ian Parton?), com um banjo na mão. Era Everyone’s a V.I.P. to Someone. Música linda, porém sem vocais. Em Flashlight Fight, o empolgado Ian Parton toca guitarra e gaita (quase perde o fôlego e derruba o suporte do microfone). Na música seguinte e provalvelmente a mais conhecida da banda, Ladyflash (sim, aquela do Simian Mobile Disco), Ninja disse que aquela era a hora de mostrar como éramos animados. Eu fiz o meu melhor, mas não funcionou muito com a maioria apática da platéia.

Ladies! Are you ready to shake some booty? Fellas! Are you ready to see some booties shakin’? This is Huddle Formation! A melhor música da noite. Não se todos sabem, mas nos shows, a Ninja muda (bastante) as letras. Portanto, o que era Standing on the board virou Bangin’ on the door. Já quase no fim, Ninja ensinou uma frase à platéia: DO IT, DO IT ALRIGHT! E assim foi, Doing It Right foi a penúltima tocada por eles e o público já estava muito cansado de tanto pular. Foi na última música que percebi que o público, uma vez apático, estava ganho. Quando anunciaram Keys To The City como a última música, a maioria ao meu redor gritou ‘aaahhh’, enquanto uma minoria de Metric fans gritavam ‘yes!’. O meu sonho de ver o The Go! Team ao vivo se realizou, em grande estilo, e com direito à pseudo-moonwalking de Ninja, a mesma pulando corda com o cabo do microfone, xilofones, flauta doce, banjos, gritinhos japoneses, um megafone de brinquedo, os guitarristas, bateiristas e o baixista enlouquecidos. Foi foda demais, e por esses motivos foi, de longe, o melhor show da minha vida.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=33wuJjvDo9g&hl=en]

- Metric:

Edgar entrou novamente, e após apresentar os DJs que estavam animando o povo nos intervalos entre os shows (o ótimo duo Killer On The Dancefloor), deu algumas informações desnecessárias e chamou a banda que veio para cá com o status de atração principal, Metric.

A banda entrou, Emily Haines linda, fazendo homens e mulheres babarem. Junto com ela, os grandões James Shaw, Josh Winstead e Joules Scott-Key, fazendo mulheres babarem. A partir daí o que se viu foi um show muito bom, mas pouco correspondido pela platéia. Dead Disco foi a primeira, e já mostrou o que estava por vir. Emily tomou conta dos teclados e sintetizadores, e pulando, cantando e falando com a platéia, chamou para si a responsabilidade de tornar aquele um grande show. E conseguiu.

O problema é que grande parte do público presente, ao invés de pular e cantar com a vocalista, simplesmente olhava para o palco, ou conversava, como se nada estivesse acontecendo lá na frente. Talvez a culpa disso tenha sido do ingresso grátis. Como ninguém tinha que pagar pra entrar, um monte de gente que nem sabia que bandas iam tocar, foi ao Ibirapuera. Um festival pago só atrai quem vai para realmente curtir as bandas, e o público conseqüentemente fica mais receptivo. A falta daquela massa cantando irritou até Emily Haines, que em certo momento disse: “Vamos cantar mais e bater menos palmas”. Mas não posso reclamar. Foi lindo ver Metric, The Go! Team e Fujiya & Miyagi sem pagar nada.

O show seguiu muito bem, com seus pontos mais altos em Poster Of A Girl, Combat Baby e Monster Hospital. Após esta última, a banda fez o tradicional sai-do-palco-e-volta, com direito a outra alfinetada de Emily: “Parece que vocês nem se importariam se a gente não voltasse”. A banda encerrou sua apresentação com uma versão acústica de ‘Live It Out’, com James e Emily no centro do palco, e os outros dois fazendo uma de backing vocal. Após os aplausos, a vocalista chamou Joules, o baterista, e pediu uma salva de palmas a ele, que fazia aniversário no dia. As palmas vieram, e eu, na empolgação, tentei puxar um ‘Happy birthday to you…’, sem sucesso. Emily ainda desceu do palco e distribuiu abraços ao longo da grade. O grande número de pessoas que rumava ao seu encontro e o modo como elas iam era algo como a Sheila Carvalho nua na frente de um pedreiro. Bom final para um bom show.

O Motomix saiu do jeito que a produção esperava, tudo na hora certa, a liberdade de ir como quiser e levar o que quiser foi respeitada, puderam ser vistos vários skatistas, patinadores, pais com filhos, pessoas com cachorros (quase pisei em alguns), enfim, diversas pessoas de estilos e idades diferentes curtindo os shows, os amigos, o que quisesse fazer. O Motomix conseguiu mostrar que dá pra fazer um ótimo festival sem precisar cobrar preços abusivos e desrespeitar o público (sabem do que eu falo).

Autores: Cédric Fanti e Marçal Righi

19 jun 2008

Metric realiza sonho vindo ao Brasil

Por Neto Rodrigues @14:03

Em entrevista ao Move That Jukebox, a banda canadense Metric – que toca em nosso país no próximo dia 28, no Motomix – falou sobre a viagem ao Brasil, comentou sobre seu CD (que não tem previsão de lançamento) e muito mais.

As respostas do grupo à nossas perguntas foram extremamente “nuas e cruas”, como diria mamãe. Entretanto, quando perguntamos sobre o show no Brasil que, como disse acima, acontece em breve, as palavras de Jimmy Shaw e Emily Haines definitivamente fluíram melhor. “Ter a oportunidade de tocar onde muitas bandas nunca estivaram é tornar um sonho em realidade”, disse Jimmy, comentando sobre a vinda ao Brasil.

Segundo a assessora da banda, os integrantes do Metric já estão no Brasil, e ficam aqui por mais algum tempo depois do show no Motomix.

A entrevista na íntegra vai ao ar, aqui no Move, no dia 22 de junho.

Autor: Alex Correa

8 jun 2008

Entrevista: The Go! Team

Por Cédric Fanti @10:53

[You can also read this article in English]

Imagine uma banda com a seguinte mistura: uma vocalista negra que despeja versos rápidos quase como em uma competição de hip-hop, 2 bateristas, 2 integrantes orientais, samples, mash-ups, mais samples e apresentações ao vivo de tirar o fôlego. Parece um caos musical e multi-étnico? Não, não. Por incrível que pareça, esta mistura dá certíssimo bem, obrigado e se chama The Go! Team. E eles vêm de Brighton, Reino Unido.

Formada em 2000, inicialmente era apenas um projeto musical do documentarista Ian Parton, que por ter uma forte ligação com o cinema, tirou suas influências de lá. Após gravar algumas músicas na cozinha da casa de seus pais (!), Parton resolveu recrutar uma banda de apoio e gravou o debut Thunder, Lightning, Strike, que foi bem recebido pela crítica mundial e chegou até a receber uma indicação no prêmio Mercury de 2005, aquele que o Klaxons e o Arctic Monkeys já ganharam. Logo, a banda estava em turnê, já com a vocalista atual, Ninja, e fazendo muito sucesso por onde passava.

Ano passado, o The Go! Team lançou o segundo disco da carreira, Proof Of Youth, e não decepcionou com um trabalho novo e fresco. A banda está marcada para fazer um show na terrinha ainda este mês, no Motomix e o que é melhor, de graça! Para ter uma pequena noção de como será a apresentação, acesse o canal de vídeos do site oficial, lá você encontra um documentário da banda, com vários trechos de shows e entrevistas.

O fundador e idealizador do grupo, Ian Parton, nos cedeu uma entrevista revelando um pouco da história da banda e das expectativas para o show no Brasil. Confira:

Move That Jukebox!: Antes de mais nada, quais são as expectativas de tocar no Brasil? O que esperam de um público tão desconhecido?

Ian Parton: Vamos apenas fazer o que fazemos sempre e esperar que a as pessoas gostem — acho que somos um pouco obscuros no Brasil ainda. Eu imagino que apareçam alguns modistas no show, mas todo mundo vai estar no escuro. Nós sempre subimos ao palco imaginando como se fosse o último show de nossas vidas, e de algum modo, transmitimos isso para o público.

MTJ!: Uma banda com 2 bateristas é bem incomum e, sem dúvida, um grande chamariz para curiosos. Como funciona o trabalho de composição e harmonia do instrumento?

Parton: Três integrantes da banda sabem tocar bateria, então fez sentido dobrar a quantidade do instrumento — visual e sonoramente, isso é muito bom, mas a razão principal disso é por chamar a atenção, nós gostamos de nos mostrar.

Da esquerda para a direita: Ian Parton, Sam Dook, Ninja, Jamie Bell, Chi Fukami Taylor e Kaori Tsuchida

MTJ!: O primeiro disco, Thunder, Lightning, Strike, foi mesmo gravado na cozinha da sua casa? Como foi feita a coleta dos samples, que são bem evidentes neste trabalho?

Parton: Eu fiz o ‘Thunder…’ enquanto eu ainda trabalhava [Ian fazia documentários]. Eu tirei umas férias, enchi meu carro com todos os meus apetrechos e fui para a casa dos meus pais, no País de Gales. Não teve pressão nenhuma, eu estava apenas tentando fazer música e queria que mais alguém fizesse também. Isso foi — e continua sendo — todas as minhas coisas favoritas combinadas. Estou sempre à procura de samples para usar. Minhs principais fontes são trilhas sonoras, filmes de Bollywood, documentários de Double Dutch [Double Dutch é aquele esporte de pular cordas fazendo acrobacias], em qualquer lugar, na realidade.

MTJ!: Como foi fazer turnê com o Franz Ferdinand?

Parton: Esse tour com o Franz Ferdinand não passa de um rumor, não sei de onde tiraram. O primeiro show da nossa banda foi em um festival que o Franz ia tocar também. Já tocamos como banda de apoio para nomes incríveis como The Flaming Lips e Sonic Youth, minha banda preferida, algumas vezes. Também já tocamos com o The Gossip, então posso considerar que somos bem sortudos.

MTJ!: Como um grande fã da banda, eu não consigo imaginar as performances ao vivo sem a energia que a Ninja (vocalista) traz (sem querer desmerecer os outros integrantes, eu gosto de todos). Como você a conheceu?

Parton: Eu a encontrei em um fórum na internet — sabia que a vocalista ia ser a mais difícil de ser encontrada —, mas eu não queria uma indiezinha qualquer. Começei a ir em baladas de hip hop, mas todas as garotas eram “Beyoncé demais”. Então um dia eu postei em um fórum dizendo “Procuro rapper feminina old skool” e ela respondeu “Rapper feminina old skool…encontrada”.

MTJ!: Ao gravar o ‘Proof of Youth’, vocês se preocuparam muito em superar o primeiro disco, já que ele foi muito bem recebido pela crítica mundial?

Parton: Não exatamente. Eu estou sempre pensando em melodias, se me agradam ou não. Tento nunca pensar no que os críticos vão dizer, ou até o que nossos fãs acham, mas eu acho que o ‘Proof of Youth’ foi uma continuação natural do ‘Thunder..’, com um pouco mais de música negra na mixagem, como hip hop das antigas e funk com sons tradicionalmente ‘brancos’, como guitarras barulhentas e baterias meio zuadas.

MTJ!: A brasileira Marina Vello, ex-Bonde do Rolê fez uma participação em umas das faixas do disco novo. Vocês mantêm contato com mais bandas brasileiras?

Parton: Nós faremos em breve uma pequena turnê pelos EUA com o CSS, com a qual eu estou muito animado. Eu me identifico mais com eles e com o Bonde do que com todas essas outras bandinhas indies de merda da NME.

MTJ!: Vocês pretendem começar a trabalhar em material novo após o fim da turnê do disco novo?

Parton: Eu estou sempre pensando nisso, nunca desligo. Estou sempre gravando melodias no meu celular e caçando samples à toda hora, portanto é uma coisa contínua. Há sempre tentativas e erros ao escrever uma música do The Go! Team: é como um quebra-cabeça. Você tenta várias vezes até dar certo.

Site Oficial | MySpace

Autor: Cédric Fanti

6 jun 2008

“Imagino que apareçam alguns modistas no show”

Por Neto Rodrigues @13:56

Falando ao Move That Jukebox, os ingleses do The Go! Team relevaram suas expectativas de tocar no Brasil e muitas coisas mais. Pra quem não sabe, Ninja, Ian, Jamie e os demais membros do grupo se apresentam na cidade de São Paulo no dia 28 desse mês, quando tocam no ‘Motomix: The Rokr Festival 2008′, ao lado de Metric e Fujiya & Miyagi.

“Acho que somos um pouco obscuros no Brasil, ainda” – disseram eles, que continuaram, garantindo que darão o melhor de si na apresentação – “nós sempre subimos ao palco como se fosse o último show de nossas vidas”.

Na mesma entrevista, realizada por Cédric Fanti, os britânicos também falaram um pouco sobre seu próximo material.

A entrevista com o Go! Team vai ao ar, na íntegra, nesse domingo (8). Aguarde.

Autor: Alex Correa

11 mai 2008

The Go! Team é confirmado no Motomix deste ano

Por Cédric Fanti @16:52

Não, desta vez não foi o Lúcio Ribeiro que disse, e sim a própria organização do evento. Escalados para substituir o Chromeo, que deu pra trás por motivos pessoais, o sexteto britânico promete um show bastante enérgico, como sempre. Formado em Brighton, o grupo se destaca pelo fato de ter duas baterias tocando no estúdio e na apresentações ao vivo (!), e é caracaterizada como uma mistura de rock com hip-hop com power pop e alguma coisa de funk dos anos 70. Adicione à tudo isso refrões chicletes gritados a là líderes de torcida.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=aWvgPzfReMY&hl=en]

The Wrath of Marcie

Além do The Go! Team, como já foi falado anteriormente, o festival contará com trio Fujiya & Miyagi.

Vai nos shows? Inscreva-se na comunidade do evento no Last.Fm e converse com gente quem também vai.