Noel Gallagher e sua banda High Flying Birds também passaram pelos palcos do festival Coachella, com um repertório bastante equilibrado. Teve espaço pra velhos hits e lados B do Oasis, além de canções do elogiado álbum Noel Gallagher’s High Flying Birds. Bom show:
Tem 40 minutos sobrando por aí? Então dê o play nesse set acústico impecável que Noel Gallagher fez na Itália poucos dias atrás. Entre pouquíssimas palavras, performances singelas e perfeitas para os fãs de clássicos de sua ex-banda e uma dupla de canções de sua carreira solo. E também não deixa de ser uma boa chance de ensaiar o coro pro comecinho de maio.
Foi no dia 2 março de 1996 que a música com um dos refrões mais explosivos do rock alcançou o primeiro lugar das paradas britânica. O Oasis já havia lançado (What’s The Story) Morning Glory? e era uma das bandas mais promissoras da Inglaterra.
“Don’t Look Back In Anger” também acabou sendo a faixa que apresentou o cantor Noel Gallagher. Isso começou durante uma passagem de som na turnê com o The Verve, quando Liam ouviu o irmão mais velho cantar. O próprio Noel explica: “Eu tinha os acordes iniciais da canção e comecei a escrevê-la. Nós iríamos tocar dois dias depois, nosso primeiro grande show de arena, (o lugar) agora se chama Sheffield Arena. Durante a passagem de som eu estava longe, tocando guitarra acústica, quando Liam perguntou “O que é que você está cantando?”. Eu não estava cantando nada, estava inventando. “Você está cantando ‘So Sally can wait’”, disse Liam, e eu fiquei tipo “Gênio!”. Me lembro de voltar para o backstage e escrever tudo pra fora. Depois disso tudo veio muito rapidamente, O título (Don’t Look Back In Anger) apenas saiu. Nós escrevemos as frases no camarim e realmente a tocamos naquela noite. Na frente de dezoito mil pessoas, com a guitarra acústica. Como um idiota. Eu nunca faço isso agora.”
Tá confirmado! O sempre informado Oasis News cravou as datas de Noel Gallagher no Brasil. O músico volta ao país com seus High Flying Birds nos dias 2 e 3 de maio. Em São Paulo, o show será na primeira data, com apresentação marcada no Espaço das Américas. 24 horas depois, o autor de “Don’t Look Back In Anger” aterrisa no Rio de Janeiro e faz sua performance no Vivo Rio. A confirmação também aparece na agenda oficial de Noel.
A turnê ainda se estenderá por mais países da América do Sul. Mas, por enquanto, é isso. Ao longo dos dias, completaremos esse texto com mais informações sobre preços, ingressos e logística (cheque o fim do post). No mais, aumente o som e solte o gogó com o refrão mais explosivo de todos os tempos:
[UPDATE] O Scream & Yell soltou informações sobre preços e datas de venda dos ingressos. Segura o bolso:
São Paulo
• Pista Premium: R$ 340 (meia R$ 170)
• Pista: R$ 180 (meia R$ 90)
O talentoso Noel Gallagher, indiscutivelmente dono de um dono dos melhores lançamentos de 2011, levou o seu projeto High Flying Birds até o palco do programa de Conan O’Brien na noite de ontem, apresentando a faixa “AKA… What A Life!”.
Na semana passada (no dia 7 pra ser mais exato) o guitarrista se apresentou no Die Harald Schmidt Show (TV alemã), com a sonzeira “If I Had A Gun”, a melhor de seu álbum solo. Bom dia.
Enquanto isso, no twitter, Liam fala sobre o Beady Eye… que não conseguiu engrenar em 2011.
Por aqui, all things Noel. Depois da apresentação de “AKA… What a Life!” cair nas interwebs na semana passada, agora foi a vez das outras duas faixas tocadas por Noel Gallagher no programa de Jool Holland aparecerem.
No palco do programa, entre Red Hot e Bjork, o músico britânico, acompanhado de seus High Flying Birds, tocou a linda “If I Had A Gun”:
A noite também contou com “The Death of You and Me”, primeiro single de seu disco de estreia:
Em tempo: Noel aproveitou o começo da semana para lançar o vídeo “Ride The Tiger”, que é simplesmente a junção de seus três clipes lançados até agora! A trilogia se encaixa para formar uma história com um quase-casamento, noiva em fuga, garçonetes, Russel Brand, road movie, influências tarantinecas e, obviamente, alguns momentos nonsense. Separe 20 minutinhos do seu dia e dê o play:
Durante a divulgação de seu primeiro disco solo, Noel Gallagher manteve uma pose de austeridade. Convocou uma coletiva onde disse que não queria ter que recontar a história do rompimento do Oasis em todas as entrevistas (o que acabou fazendo mesmo assim). Disse que abominava o fato de ser obrigado a recomeçar do zero a essa altura de sua vida. Foi humilde ao assumir que as gravações que havia preparado em Londres foram consideradas horríveis pelo produtor Dave Sardy e tiveram que ser refeitas. Não destratou o Beady Eye e fez elogios aos ex-colegas de banda. Por fim, foi taxativo em entrevista à revista Mojo: “isto não é Oasis”.
Por trás da pose, a verdade: há sim muito de Oasis no disco de Noel, como a mídia especializada se apressou a apontar. Basta ouvir “Stop The Clocks”, a música que serviu até para nomear uma compilação do Oasis, mas que nunca saiu pela antiga banda. Ou “(I Wanna Live A Dream In My) Record Machine”, que é uma daquelas baladas sinfônicas que marcaram alguns dos melhores momentos do Oasis. Mas há muito mais também, para quem está disposto a encontrar. E é aí que está a diferença: Noel solo é um Noel de detalhes.
“AKA… Broken Arrow”, por exemplo, tem bongôs, algo que dificilmente se encontraria numa música do Oasis. E o instrumento joga a favor da canção, dando uma sensação de que ela é mais rápida do que realmente é. “(Stranded On) The Wrong Beach”, herdeira das músicas cantadas por Noel em Dig Out Your Soul, último álbum do Oasis, é um proto-glam em que a guitarra country se junta ao baixo pulsante e a uma nota de piano tocada repetidamente. O resultado é a música mais encorpada de Noel em o quê, dez anos? E que, ainda assim, consegue soar despretensiosa.
Paul McCartney e seus Wings emprestam o riff de piano de “Nineteen Hundred And Eighty Five” para Noel em “AKA… What A Life”, que remonta o tema como uma música… disco! Com o piano e a bateria acelerados ao fundo, Noel mantém os vocais no midtempo e capricha nos falsetos, criando um cruzamento improvável entre o Oasis e os Bee Gees. É tão disco que não seria estranho se as moças do Abba surgissem ali no meio com suas vozes estridentes.
“The Death Of You And Me”, o fabuloso single de estréia e a melhor música do disco, é o momento jazzístico de Noel, com suas influências de New Orleans alternando com puros momentos de rock britânico. Os metais da música resgatam as big bands dos anos 50 sem que nada soe ultrapassado. Uma obra-prima.
Os Kinks, referência em “The Death…”, são homenageados em “Soldier Boys And Jesus Freaks” tanto na letra (“ All the people in the village green…”) como na melodia, um tanto influenciada pelo clássico “Dead End Street”. Nessa faixa, o groove do staccato de Noel se mostra em sua melhor forma.
E por aí vai. Cada pequena peça do quebra-cabeça é um componente da música característica de Noel, aquela que aprendemos a amar. As paredes de guitarras, os teclados épicos, os coros, as letras meio românticas e meio existencialistas e os solos virtuosos estão todos lá, como se o Oasis nunca tivesse acabado, apenas perdido sua voz principal. Noel não se arrisca muito e não inventa moda, mas entrega o que se espera dele. E o que esperamos de Noel é o épico, o impressionante, o arrebatador.
O Gallagher mais velho pode se orgulhar, pois todos os boxes estão ticados. “Não é Oasis”? Talvez não, mas é primo em primeiro grau. Se a banda nunca mais resolver suas diferenças e clássicos como “Live Forever” nunca mais puderem ser executados da forma como deveriam, pelo menos teremos isto, que é mais do que um disco: é um honesto passo adiante. Para onde, talvez nem Noel saiba. Mas ele está voando alto.
Ah, esse Jools Holland. Deve ser muito bom ter seu próprio show e chamar três nomes de peso pra UMA das noites do seu programa, né? Como o cara pode, convidou, para a transmissão de ontem (terça), Red Hot Chili Peppers, Noel Gallagher e Bjork.
A banda de Anthony Kiedis e Flea tocou uma dupla de músicas novas e, apesar de alguns errinhos na batera de Chad Smith (ou foi impressão minha?), até que mandou bem. Já a franja do nosso querido vocalista…
O irmão de Liam encurtou a ótima “AKA… What A Life!” e mostrou entrosamento com sua nova banda – que deve pintar em solo brasileiro no primeiro semestre.
O show também contou com a islandesa Bjork – que, bem, foi a Bjork de sempre.
Noel Gallagher levou sua banda até o palco do programa de David Letterman na noite passada, para interpretar um dos temas do álbum High Flying Birds (ouça-o inteiro aqui). A música apresentada foi “If I Had A Gun”, uma das melhores do repertório. Uma bela perfomance e uma certeza: Noel is back.
Noel Gallagher e sua banda levaram um pouco do elogiado High Flying Birds até o palco do francês Grand Journal, programa do Canal+, na semana passada. As canções apresentadas foram “The Death Of You And Me” (acima) e “If I Had a Gun” (abaixo). Eu diria que é como fazer uma viagem no tempo, mas o fato é que Noel nunca esteve tão em forma.
Vale lembrar que, no Brasil, High Flying Birds será lançado no dia 8 de novembro, via Universal Music.