Entrevista: The Name
Foi difícil, mas eu finalmente consegui achar uma banda nacional de post-rock que realmente fizesse jus à importância do gênero. O The Name mostra os elementos do movimento musical dos anos 80 bem explicitamente, e ao mesmo tempo faz um revival com influências contemporâneas. A banda foi formada em 2006 pelos amigos Andy (guitarra e vocal), Molinari (baixo) e Alves (bateria) e no mesmo ano já lançou um EP que foi destaque em mídias importantes como a Revista da MTV e o canal pago Multishow. O single “Older” (melhor música da banda, na minha opinião) foi lançado no ano passado e incluiu uma versão da faixa-título gravada no quadro “12 Horas No Estúdio”, também no Multishow.

Veja o resultado da entrevista com o trio e tire suas próprias conclusões:
MTJ!: Conte-nos um pouco sobre a formação da banda e o início da carreira.
The Name: Nós três nos conhecemos há 12 anos e já haviámos tocado juntos em outros projetos nesse meio tempo. Nos reunimos novamente e montamos o The Name no meio de 2006. Na época, compusemos diversas músicas que resultou no EP Gone, lançado oficialmente em dezembro do mesmo ano. O EP foi gravado, produzido, mixado e masterizado por nós mesmos e, quando lançado, foi disponibilizado para download gratuito na internet.
MTJ!: Como foi aparecer em veículos de mídia importantes como a Revista da MTV e no canal Multishow, mesmo com tão pouco tempo de banda?
The Name: Foi muito legal. Essas citações e aparições são para nós como um sinal de reconhecimento de nosso trabalho, ainda mais com um curto intervalo de tempo desde o lançamento de “Gone” até as primeiras matérias.
MTJ!: Que banda de pós-punk/new wave vocês fariam de tudo para ir a um show?
The Name: Tivemos a oportunidade de ver New Order em 2006. Foi fantástico. Hoje eu gostaria muito de ver um show da volta do Duran-Duran. A-Ha é uma banda que gostaria de ter visto também. Tem algumas bandas que seriam muito legais ver até para o processo de crescimento musical. The Cure, Cocteau Twins, Pet Shop Boys, A Certain Ratio e por aí vai.

MTJ!: Pós-punk revival é um gênero que vem ganhando força pouco a pouco nos últimos anos. Vocês repararam um crescimento no número de admiradores da banda?
The Name: Com certeza. Não formamos a banda por conta desse movimento crescente, porém com certeza isso ajuda muito. Têm aparecido muitas bandas legais que seguem as mesmas influências que nós. O legal é que cada uma delas tem um diferencial baseado em algum elemento do estilo. Uns fazem referência a vocal, outros guitarra, outros os timbres e assim por diante. Além de fãs, o crescimento desse movimento também traz abertura para o gênero na mídia e, de outro lado, para o consumo dos trabalhos.
MTJ!: O que vocês têm ouvido ultimamente e o que recomendam para os fãs?
Andy: Tenho ouvido alguns trabalhos como referência de timbres, composição e arranjos. Junior Boys, Autechre, The Glass Candy e Polyphonic Spree são bandas bem legais. Ando ouvindo muito o último álbum do Editors, que apesar da crítica não ter elogiado, eu achei muito bom em termos de criação musical. Vale também ouvir o novo single do The Cure.
Alves: Dentre alguns trabalhos novos, tenho ouvido The Whip, Postal Service e Calvin Harris.
Molinari: Ouvindo muito A Certain Ratio, Glass Candy, Giorgio Moroder, Junior Boys e Caribou. Recomendo muito A Certain Ratio e Junior Boys.
MTJ!: No MySpace da banda diz que este ano vocês planejam lançar uns remixes feitos por DJs e produtores brasileiros. Já tem alguma coisa pronta ou prevista? Que faixas serão? Algum nome conhecido fará um remix?
The Name: Sim, é verdade. Foi uma idéia que surgiu há algum tempo e ficou sendo estudada. Como lançamos um single (Older) em Dezembro do ano passado, pensamos em lançar algum remix até o meio deste ano que seja anterior a um próximo trabalho de estúdio. Ainda não estamos com nada formatado, mas em breve teremos novidades.
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Autor: Cédric Fanti
















