Mar 10 2010
Igor Filus’ Jukebox (Charme Chulo)
Algumas semanas atrás, tive o prazer de presenciar o show dos paranaenses do Charme Chulo (@charmechulo). A banda, famosa por misturar estilos tão díspares como o rock e o sertanejo, fez uma apresentação bem digna, divulgando seu segundo disco, Nova Onda Caipira. Pouco antes da performance, bati um papo com o simpático vocalista Igor Filus, que me contou um pouco sobre seu background musical:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Gosto muito de um pessoal de Curitiba que anda fazendo um som por lá e despontando, como Bonde do Rolê (apesar de não ser mais novidade), Copacabana Club, Sabonetes. Tô sempre apoiando toda essa galera de lá. Já de fora, cara…eu sou muito eclético – por exemplo, acabei de baixar um disco do Serge Gainsbourg, mas não é nada novo, entendeu?
Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Pra mim é sagrado: Leonard Cohen. Nunca deixo de ouvir. É quase religioso.
Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
New Order. Dos anos 80, dentre essa galera de Manchester aí, é o que eu mais gosto.
Esta deve ser a pergunta que você mais responde, provavelmente, mas que não poderia faltar por aqui: de onde veio essa ideia inusitada de misturar rock independente com música caipira?
Tem mais a ver com a cidade. É tipo uma busca pelas suas raízes. O principal, a essência da banda é a seguinte: Curitiba tem fama de ser européia, sabe? Mas isso é uma grande farsa, é uma coisa mais política. É algo que foi divulgado mais na mídia. E a gente gosta de zoar com isso, entendeu? A gente quer mostrar que isso é uma farsa. Por exemplo, Copacabana Club combina muito com esse estereótipo da cidade, de ser cult e tal. Eu gosto, acho que deu certo e eles estão aproveitando. E é bem por aí o motivo pelo qual a gente resolveu flertar com a música caipira: porque no Paraná tem muita gente que curte isso, muita gente que veio do interior. E as pessoas não sabem que essa é a essência da banda: zoar, mas de uma maneira séria. E também é uma busca de identidade, por uma coisa mais regional. E o que mais rola no Paraná é o sertanejo e o caipira. Então é isso, é flertar com o caipira de um jeito legal, explorando as raízes do estilo, lá dos anos 50 e com uma pegada folk também.
Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Pet Shop Boys e Madonna, por exemplo, são coisas que não dá pra ouvir junto com a banda.






















