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Mar 10 2010

Sofia Coppola tramando algo com seu marido para a música “Love Like a Sunset”

Por Neto

Que “Love Like a Sunset”, quarta faixa do último disco do Phoenix, é linda, todos já sabem – tanto que o Animal Collective até já fez seu remix para aela. No entanto, Sofia Coppola, esposa do vocalista da banda, Thomas Mars, estaria decidida a levar a música para um nível mais, digamos, cinematográfico.

A revelação foi feita pelo New York Times, cuja entrevista com Mars também revelou, entre outras curiosidades, que o líder do Phoenix, quando está compondo alguma música, sempre pensa na letra em francês mas que ela acaba saindo em inglês.

Sobre a adaptação de “Love Like a Sunset”, a Paste Magazine nos diz que ainda não sabe se será um projeto mais voltado para o cinema, algum curta ou se se será apenas um videoclipe. O curioso é que a maior parte da música, que tem mais de 7 minutos de duração, é instrumental, contando com vocais apenas nos últimos minutos.

Como muitos já sabem, essa não será a primeira vez que Sofia e Mars unem forças em prol de algum projeto visual da diretora.

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Mar 09 2010

Lisztomania, cantada por crianças

O coral infantil PS22 foi montado pelo professor de canto Gregg Breinberg em 2000, e faz sucesso na Internet há um bom tempo. Para se ter uma ideia, os vídeos das crianças no Youtube já somam mais de 15 milhões de views. O coral já foi elogiado por Lady Gaga, Alicia Keys, Jason Mraz e Beyoncé, e participou de um dos discos mais comentados de 2009. As crianças cantaram em ‘Little Secrets’, ‘The Reeling’ e ‘Let Your Love Grow Tall’, de Manners, do Passion Pit.

No último final de semana, Gregg postou no YouTube o mais novo vídeo do coral PS22, em que as crianças cantam ‘Lisztomania’, do Phoenix. Coisa linda, de arrepiar.

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Feb 24 2010

Claudinha Bukowski’s Jukebox (Copacabana Club)

Por Neto

Baterista de uma das bandas nacionais mais promissoras do momento, Claudinha Bukowski (@claubukowski)- a mulher por trás das baquetas que conduzem o Copacabana Club – nos contou como começou a tocar bateria, as bandas de sua vida, os guilty pleasures e muito mais:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Tenho escutado muito o Two Door Cinema Club, acho que foi uma das bandas mais legais que apareceu nos últimos tempos. Eles e o Little Comets. Também gostei bastante do último do Hot Chip, One Life Stand, e do Transference, do Spoon.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Durante um bom tempo, o The Jesus & Mary Chain foi minha banda favorita de todos os tempos. Infelizmente, depois do show do Radiohead eles caíram pro segundo lugar, hahaha. Mas de qualquer maneira, acho que essas são as duas bandas que sempre fazem parte da “trilha sonora da minha vida”.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Acho que minhas músicas favoritas pra pista nesses ultimos tempos são: Julian Casablancas – 11th Dimension, The Gossip – Love Long Distance, Hot Chip – One Life Stand, Phoenix – Lisztomania e Peter Bjorn & John – It Don’t Move Me.

Meg White, do The White Stripes, Hannah Billie, do Gossip, Sandy West, do The Runaways e por aí vai: mesmo com fortes exemplos como estes, a bateria ainda é um campo dominado quase que exclusivamente por homens. No entanto, você é hoje uma das bateristas mais cool do país. O que te levou até isso?
Livre e espontânea pressão do meu melhor amigo, hahaha. Quando eu estava na faculdade, eu tocava violão e um pouco de guitarra. O Rafael Dal-Ri, guitarrista do White Strippers, minha primeira banda – dá pra adivinhar pelo nome que era uma banda cover do White Stripes, hahaha -, um dia veio e me disse que eu tocava terrivelmente mal e que eu deveria aprender a tocar bateria pra gente montar uma banda. Na semana seguinte, ele marcou uma aula de bateria pra mim. No mês seguinte, ele achou uma bateria por um preço legal e a “reservou” pra mim. Eu não sabia nem segurar a baqueta direito quando ele resolveu que tava na hora da gente começar a ensaiar. Mas, como não conseguimos convencer ninguém de tocar com a gente, resolvemos montar uma banda cover do White Stripes, assim poderia ser só nós dois. Minha primeira banda com músicas próprias só veio algum tempo depois, que foi o Constanza. Também tive uma banda que cantava em alemão, o Autobahn (eu fazia backing, e até hoje não faço a menor idéia do que eu estava cantando). E finalmente o Copacabana Club.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ultimamente eu não tenho me entregado muito aos guilty pleasures. Mas tem algumas coisas no meu passado que definitivamente me condenam. Acho que a pior delas é que eu gostava de Bon Jovi, hahahaha. Fui no show e tudo. Mas tudo bem, já superei isso. Eu também gosto de uma ou outra música da Kylie Minogue. E minha coleção de CDs do Red Hot Chili Peppers é bem mais extensa do que o recomendado.

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Feb 19 2010

Ana Freitas’ Jukebox (Olhômetro/Link)

De certa forma, todas as edições da Jukebox Weekly são consideradas homenagens – afinal, estamos querendo saber mais sobre pessoas que admiramos e que, em alguns casos, até nos influenciaram em determinados momentos da nossa vida. Mas, mesmo assim, essa Jukebox tem um sabor especial: Ana Freitas, além de ser uma das moças mais inteligentes que já conheci, é uma grande amiga. Das melhores. E, vale lembrar, também já assinou uma coluna por aqui (não repare em problemas de diagramação e afins, nosso layout era outro), além de ter resenhado o Dig Out Your Soul, de seu tão amado Oasis, para o qual deu nota máxima (na época em que ainda usávamos um sistema de notas).

Ana, além de admiradora de boa música, é dona de um sucesso intergalático gerado pelo Olhômetro, blog de reflexão/cotidiano/tragicomédia, é repórter do caderno de tecnologia Link, do Estadão, comanda o blog LOL, também do Estadão, e – surprise! – relata suas aventuras sobre rodas (as de um skate) no Caindo e Levantando, que também conta com os textos da Gabriela Hesz (grande amiga, as well) e do oficialmente comediante Nigel Goodman.

Sobre música, ela raramente escreve. Então nada mais apropriado do que deixar ela falar um pouco sobre o que ela tem achado dessa LOUCA CENA MUSICAL ALTERNATIVA.

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Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?

A banda aqui é provavelmente The Who. Eles me acompanham desde que eu comecei a ouvir rock, e apesar de a maioria das bandas de quando eu tinha 12 anos ter passado, essa não passou.

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?

Nevilton, os paranaenses de Umuarama que fazem o rock nacional nacional mais legal dos últimos tempos. A coisa gringa mais recente que ouvi foi The XX e Phoenix, que aliás só fui conhecer em janeiro, nas férias, quando tive tempo de baixar todas as bandas que me recomendaram ao longo do ano.

Atualmente você comanda blogs sobre skate, tecnologia e cotidiano ao mesmo tempo. Qual é o próximo plano de Ana Freitas? Não vale responder “dominar o mundo”.

Eu deveria responder “fazer menos coisas”, mas a verdade é que ainda em março devo estrear um projeto REVOLUCIONÁRIO. Mentira, é só um podcast cujo tema ainda é mistério. Guardem essa frase.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Michael Jackson. E Britney Spears, que não há mulher que consiga ficar impassível ao som de “Toxic”.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.

Eu sou dessas pessoas chatas que só ouve aquilo de que tem orgulho, porque blá blá blá. Mas uma coisa que eu acho bem farofinha e gosto é Incubus. E tenho todos os CDs do System Of A Down.

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Feb 08 2010

Novo filme de Sofia Coppola terá trilha feita pelo Phoenix

Por Neto

A maré tá realmente ótima para o Phoenix: os caras acabaram de receber o Grammy por Melhor Álbum Alternativo e já estão pensando em outro projeto. Como vocês sabem (ou não), o vocalista Thomas Mars é marido de Sofia Coppola, diretora de filmes como As Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros.

E foi aí que Sophia resolveu chamar o maridão e cia. para produzir a trilha sonora de sua mais nova produção, que terá o nome de Somewhere. Não será a primeira vez que a banda participará de um filme de Sofia – a diretora já colocou o Phoenix em algumas soundtracks e até vestiu os integrantes com roupas de época para tocarem para Kirsten Dunst em Maria Antonieta.

Em entrevista para a Radio 1, da BBC, Mars contou um pouco sobre a experiência de compor a trilha para o novo filme de sua amada esposa, filha do diretor de O Poderoso Chefão (que responsa, hein?):

Não foi como se tivéssemos que escrever músicas, foi mais uma tentativa de fazer um som que se encaixe com uma Ferrari e a cidade de Los Angeles. Foi um trabalho mais para um engenheiro [de som] do que para um músico.

Bem, não me empolgou muito, devo dizer. Mas é Phoenix, né? Ou seja, com certeza escutarei a trilha quando ficar pronta. Sobre o filme, ainda não se tem previsão de quando será lançado.

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Feb 01 2010

Kings of Leon e Phoenix levam prêmios, mas Beyoncé comanda noite de Grammy

Ontem à noite, em Los Angeles, aconteceu a edição de número 52 da maior premiação da indústria musical moderna: O Grammy. No entanto, a cerimônia, que deveria animar pessoas como eu e você, não empolgou – eu, pelo menos, peguei apenas alguns trechos do evento, que foi comparado ao VMA por milhares de tweets. Apesar das indignidades de sempre – afinal, é uma premiação de música pop -, o Grammy arrumou algumas lacunas para presentear artistas realmente legais com o gramofone dourado: Foi o caso do Kings of Leon, que levou três prêmios pra casa (“Música de Rock”, “Performance em Dueto/Grupo” e “Gravação Do Ano”, todos por “Use Somebody”), e do Phoenix (“Melhor Álbum Alternativo”).

Mesmo assim, a noite foi de Beyoncé, vencedora em seis categorias diferentes. Taylor Swift também arrematou um bom número de troféus – foram quatro – e, dessa vez, pôde agradecer sem interrupções, mas deixou um deles se espatifar no chão. A lista completa de indicados e vencedores pode ser acessada no Grammy.com.

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Jan 11 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Tiësto remixa Resistance, do MuseMuse BR, 9 de janeiro

Ingressos para cadeiras do show do Metallica já estão à vendaTerra Música, 9 de janeiro

Janeiro com Kassin, Del Rey, Vanguart, Céu e Wado no RioBloodypop, 9 de janeiro

Elvis, 75 anos depoisRolling Stone BR, 8 de janeiro

Radiohead’s Thom Yorke, TV On The Radio remix new Liars album - NME, 8 de janeiro

O Phoenix vai passar pelo México em fevereiro e tá com um buraco na agenda. E aí, Brasil?Twitter, 8 de janeiro

Dead Weather to release new singlePitchfork, 7 de janeiro

Pearl Jam oferece música grátis no TwitterLink Estadão, 7 de janeiro

“Fuck Twitter! That’s the biggest waste of time”Dave Grohl, 7 de janeiro

Santigold Producing Devo - Pitchfork, 6 de janeiro

Gravadora pede para fãs adivinharem lista de faixas de coletânea do PavementG1 Música, 5 de janeiro

Thom Yorke participa de trilha de documentário sobre o TibeteG1 Música, 5 de janeiro

Paul McCartney está em disco solo do líder do TravisRolling Stone BR, 5 de janeiro

Two Door Cinema Club announce debut album plansNME, 5 de janeiro

Red Hot Chili Peppers já tem novo guitarristaRolling Stone BR, 4 de janeiro

Reznor, Hot Chip, Justice remix U2Pitchfork, 4 de janeiro

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Dec 28 2009

A gente não postou, mas você precisa saber

Lembrando que a gente tá tirando umas férias

Vic Chesnutt morre aos 45 anosRolling Stone BR, 28 de dezembro

Here is a photo of Devendra Banhart without his bear – New York Music, 23 de dezembro

Empresa divulga roubo de ingressos para Metallica, Coldplay e CranberriesG1, 23 de dezembro

Blondie regrava clássico de Natal e promete novo discoTerra, 22 de dezembro

Baixe com exclusividade versão do The Name para “Soulful Christmas”, do James BrownDominódromo, 22 de dezembro

John Lennon’s Hollywood Walk Of Fame star stolen?- NME, 22 de dezembro

Amy Winehouse arruma confusão em teatro infantilO Globo, 21 de dezembro

Pete Doherty arrestedNME, 21 de dezembro

Última apresentação do Oasis está na internetWith Lasers!, 21 de dezembro

Phoenix Get CuredStereogum, S/D

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Dec 22 2009

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Alex Correa

O Neto começou o trabalho de listar álbuns e mais álbuns ontem, então continuo hoje. Segue:

15. Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz!

Três anos depois do lançamento-estouro de Fever To Tell, o Yeah Yeah Yeahs surpreendeu ao aparecer com um disco marcado pela presença de sintetizadores e com muito pouco da essência garage que, até então, havia marcado a carreira do grupo de Karen O. Com It’s Blitz, o som dosnova-iorquinos continuou delicioso, mas perdeu as origens que sempre deram destaque ao trio.

Escute: “Zero” e “Heads Will Roll”.

14. Juliette and the New Romantiques – Terra Incognita

Com nova banda, a atriz Juliette Lewis radicalizou ainda mais ao lançar Terra Incognita, disco com uma pegada progressiva que os Licks jamais a deixaram experimentar. Com a produção de Omar Rodríguez-Lopez, um dos fundadores do The Mars Volta, Lewis conseguiu alcançar um público que, por muito tempo, não acreditou no potencial musical de rostinhos conhecidos de Hollywood.

Escute: “Terra Incognita” e “All Is For Good”.

13. The Big Pink – A Brief History of Love

Apontado como um dos hypes de 2009 no ano passado, The Big Pink acabou não conquistando muitos fãs – pelo menos no Brasil – quando A Brief History of Love caiu na internet. Mesmo assim, o shoegaze moderno e convidativo (mas pouco inovador) da dupla serve como uma luva em dias chuvosos, noites obscuras e momentos introspectivos em geral.

Escute: “Too Young To Love” e “Dominos”.

12. The Gossip – Music For Men

Foi um barbudo estranho o contratado para cuidar da produção de Music For Men, com a proposta de sair da semi-mesmice que o Gossip provocou ao lançar três discos com poucas diferenças entre si. O barbudo em questão é ninguém menos que Rick Rubin, que teve a idéia de masterizar o disco em um volume acima dos padrões, gerando algumas distorções. Mesmo assim, as tendências punk do grupo conseguiram assumir uma forma mais digerível ao longo do disco – ou, se assim preferirem, mais pop. Aprovado.

Escute: “Heavy Cross” e “Spare Me From The Mold“.

11. Weezer – Raditude

Rivers Cuomo errou ao tentar, em 2007 e 2008, surpreender o público com dois discos solo. Mas, pra nossa sorte, algumas das músicas de pouco efeito de Cuomo acabaram por se tornar hits em potencial quando regravadas por todo o Weezer em Raditude, mais bem sucedido que o também recente Red Album. As canções são tão cativantes que até mamãe já canta junto.

Escute: “(If You’re Wondering if I Want You To) I Want You To” e “The Girl Got Hot”.

10. Sonic Youth – The Eternal

Quem ainda não se apaixonou pelo Sonic Youth só pode ter perdido todas as apresentações do grupo em terras tupiniquins (em 2000, 2005 e em 2009, no Planeta Terra Festival). Ver Kim Gordon exalando energia ao lado de seus quatro parceiros ao vivo é a prova real de que cada minuto de The Eternal precisa ser ouvido com atenção. A terceira idade já pode estar chegando pra eles, mas The Eternal não poderia soar mais juvenil e experimental.

Escute: “Sacred Trickster” e “Antenna”.

9. Kid CuDi – Man On The Moon: The End of The Day

Existem poucos artistas que, assim como Kanye West, tentam salvar o hip-hop de músicas fúteis e videoclipes com mulheres suadas e carros possantes – e Kid CuDi, com certeza, é um deles. Em seu primeiro disco, a aposta da BBC mesclou o ritmo das ruas, o electro das boates e o som dos adolescentes descolados. Destaque para os arranjos instrumentais do Ratatat, que deveriam ser mais frequentes.

Escute: “Pursuit of Happiness (feat. Ratatat and MGMT)” e “Make Her Say (feat. Kanye West and Common)”.

8. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum

É provável que o Kasabian seja uma das melhores bandas de rock da atualidade, título que, depois de Kasabian e Empire, ficou ainda mais consistente como lançamento de The West Rider Pauper Lunatic Asylum. Misturando suas vozes com menos frequência do que no último trabalho, Tom Meighan e Sergio Pizzorno ficaram mais obscuros, sentimentais e cativantes nesse novo registro.

Escute: “Fire” e “Vlad The Impaler”.

7. Dirty Projectors – Bitte Orca

No Brasil, pelo menos, o Dirty Projectors nunca recebeu tanto destaque quanto em Bitte Orca – e não é pra menos. O oitavo disco capitaneado por Dave Longstreth flerta mais com o pop do que seus antecessores, fazendo com que guitarras desafinadas e vozes não muito potentes sejam aceitas com mais facilidade pelo público. A produção é fina e limpa, enquanto as fofíssimas Angel Deradoorian e Amber Coffman dão o clima cute das composições.

Escute: “Cannibal Resource” e “Stillness Is The Move”.

6. The XX – The XX

Uma das melhores coisas que aprendemos em 2009 foi que um grupo de adolescentes recém-saídos do colégio não só pode fazer música, mas também consegue atingir uma maturidade sonora surpreendente e inspiradora logo em seu primeiro disco. Em pouco tempo de carreira, o The XX pode ter perdido um membro, mas ganhou o respeito de meio mundo. Introspecção e talento são com eles mesmos.

Escute: “Crystalised” e “Heart Skipped Beat”.

5. Arctic Monkeys – Humbug

Três anos e dois álbuns depois de seu debut, os Monkeys atingiram um nível de reconhecimento que garotos de Sheffield jamais imaginariam. Humbug prova que todas as fichas creditadas ao indie rock moleque da turma de Turner valeram a pena e que, hoje, refletem na criação de rock de gente grande. Uma salva de palmas para Josh Homme, que produziu o trabalho.

Escute: “Crying Lightning” e “Pretty Visitors”.

4. Florence and the Machine – Lungs

É verdade que a cena indie européia já está saturada de mocinhas com vozeirão de cantoras históricas, mas Florence Welsh conseguiu – e honrou – o espaço que conseguiu com seu álbum de estréia. Sua voz, ao invés de ficar em evidência, compartilha o plano de um apoteótico instrumental com piano, rock e orquestrações, já que egocentrismo feminino é muito last week.

Escute: “You’ve Got The Love” e “Kiss With a Fist”.

3. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix

A referência à música clássica pára em seu título, já que Wolfgang Amadeus Phoenix é, basicamente, uma das melhores crias da mistura de rock e sintetizadores da atualidade. Soando como garotos de escola, os caras do Phoenix (que já somam dez anos de carreira) fabricaram dez hits que descem bem em qualquer balada, pré-balada, pós-balada ou até mesmo quando você não tem planos para o final de semana.

Escute: “1901″ e “Lasso”.

2. Animal Collective – Merriweather Post Pavillion

Pode-se dizer que, depois do Radiohead e dos Strokes, o Animal Collective foi um dos grupos que mais influenciaram a criação de uma nova geração de músicos nessa década. Merriweather Post Pavillion veio para fechar com chave de ouro os anos 2000, inundado pelo experimentalismo rápido e inteligente que dominou toda a carreira dos caras. Ame-o ou odeie-o.

Escute: “My Girls” e “Brother Sport”.

1. Franz Ferdinand – Tonight: Franz Ferdinand

Um dos lançamentos mais esperados do ano veio cedo, em janeiro , então não faltou tempo para que todos nós ouvíssemos músicas como “Ulysses” e “No You Girls” centenas de vezes, sem enjoar. Em Tonight, o Franz Ferdinand teve a manha de compilar músicas que soam muito diferentes entre si, passando pelo indie rock de “Turn It On” até o momento psicodélico de “Lucid Dreams”. Um disco pra vida toda.

Escute: “No You Girls” e “Ulysses”.

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Dec 21 2009

Os 15 melhores álbuns internacionais de 2009, por Neto Rodrigues

Por Neto

Eu sei que todos já devem estar cansados dos zilhõõões de listas que apareceram por aí nos últimos dias, né? Muitas em virtude do fim da década, elegendo os melhores discos, os piores, as melhores músicas, as pessoas que arruinaram os últimos dez anos, os melhores clipes e por aí vai. E a contagem só aumenta quando você pensa que todos os exemplos, ou a grande maioria deles, podem ser feitos de forma “nacional” e “internacional”. Enfim, o que interessa é que, com a lista abaixo, procurei citar meus discos internacionais preferidos de 2009 – o que é sempre complicado porque é impossível agradar a todos e nem sempre as justificativas propostas são convincentes para alguns, que não aceitam que o disco X ou Y não tenha entrado na seleção final. Então, quando você se deparar com a listagem abaixo e não enxergar nada do Grizzly Bear ou do Animal Collective, lembre-se do seguinte comentário, postado pelo Eduardo Martinez num ótimo texto do Marcelo Costa: “E quem espera concordar com uma lista de cabo a rabo certamente acredita em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa”.

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15: Lily Allen – It’s Not Me, It’s You
Muita gente não curtiu a mudada de rumo que Lily deu em seu segundo CD. Depois do “pop-ska” de Alright, Still, Lily trocou o ritmo jamaicano por batidinhas eletrônicas e se deu muito bem. Se não teve todo o impacto de seu debut, pelo menos a cantora-que-não-sabe-a-hora-de-ficar-calada mostrou que pode transitar bem por várias vertentes do pop e que deveria repensar sua decisão de se afastar da música por um tempo.
Escute: “Who’d Have Known” e “Not Fair“.

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14: Fever Ray – Fever Ray
Sombrio, sexy e instigante – são alguns dos adjetivos que podemos dar ao projeto solo da vocalista do The Knife, a sueca Karin Dreijer Andersson. Com uma sonoridade que nos remete desde Portishead até o som de sua banda principal, o disco do Fever Ray se consolida como um dos melhores debuts do ano, contanto com paredes de sintetizadores e climatizações muito bem arranjadas.
Escute: “Seven” e “Triangle Walks“.

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13: Passion Pit – Manners
Depois de um celebrado EP – Chunk of change – o Passion Pit lançou seu primeiro LP, intitulado Manners, e mostrou que o hype às vezes acerta. A voz fina de Michael Angelakos é um dos trunfos do grupo, que aposta muito em arranjos e ritmos comandados principalmente por sintetizadores e pianos, com eficientes guitarras ocasionais.
Escute: “Sleepyhead” e “Little Secrets“.

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12: The Mars Volta – Octahedron
Com “apenas” 50 minutos – o que é pouco para os padrões da banda -, o The Mars Volta concebeu o que os próprios integrantes chamaram de “o mais próximo de um álbum acústico que podemos fazer”. Os resultados foram músicas com uma calmaria que impressionou muitos fãs xiitas das guitarras e percussões poderosas que Cedric e Omar normalmente costumam disparar contra os ouvidos alheios. Mas, obviamente, Octahedron também tem seus momentos mais pesados e característicos da banda.
Escute: “Cotopaxi” e “Since We’ve Been Wrong“.

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11: The XX – XX
O quarteto londrino – que virou um trio recentemente – foi, provavelmente, a banda mais hypada de 2009. Fato que não é injusto, visto que o grupo fez um dos discos mais redondos do ano – é muito improvável alguém gostar de uma música específica do debut e não gostar do trabalho por inteiro. A leveza dos sintetizadores de xx somada aos discretos riffs de guitarras e aos vocais femininos e masculinos se intercalando fizeram o primeiro disco do trio inglês ganhar o 11° lugar da lista.
Escute: “Heart Skipped a Beat” e “Crystalised“.

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10: The Pains Of Being Pure At Heart – The Pains Of Being Pure At Heart
A melhor (e única, talvez??) mistura de dream pop com shoegaze surgida nos últimos anos! A banda nova-iorquina formada dois anos atrás lançou seu debut em 2009 e conquistou vários fãs com uma sonoridade que pega influências desde The Cure até My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain. Alguns meses depois de ter lançado seu debut, o quarteto americano ainda teve fôlego pra lançar um EP, o ótimo Higher Than The Stars.
Escute: “Stay Alive” e “Young Adult Friction“.

gossip

09. Gossip – Music For Men
O trio que ficou conhecido pelos discos crus e energéticos resolveu lançar mão do pop nesse novo trabalho – e o fez com muita competência, diga-se de passagem! Beth Ditto, a cantora mais huuuuuuuge de que se tem notícia, teve a ideia de acalmar um pouco a sonoridade da banda e surgiu com um CD redondinho que mistura rock, pop, garage e uma atmosfera dance bem surpreendente e agradável.
Escute: “Heavy Cross” e “Four Letter Word“.

wolfmother

08. Wolfmother – Cosmic Egg
Apesar do título horrendo, Cosmic Egg é um dos melhores lançamentos do ano para quem é fã de hard rock misturado com muitas, mas muitas guitarras pesadas jimmypagianas. Mas, no meio de tanto barulho, ainda podem ser encontradas baladas interessantes. Enfim, um disco de rock basicamente completo, com instrumental bem executado e a voz de Andrew Stockdale soando mais impressionante do que nunca.
Escute: “New Moon Rising” e “10.000 Feet“.

koc

07. Kings of Convenience – Declaration of Dependence
Aqui a tranquilidade e a calmaria reinam de forma absoluta. O duo norueguês de indie folk crava 100% de acerto em sua carreira que conta com 3 maravilhosos discos. Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe se declaram dependentes (sacaram?) um do outro produzindo lindas melodias que soariam vazias e até mesmo sem sentido caso um não existisse na vida do outro. Que bonito, não?
Escute: “Boat Behind” e “Me In You“.

sy

06. Sonic Youth – The Eternal
Não dá pra fugir muito do clichê no caso do Sonic: décimo sexto disco na carreira dos cinquentões (a maioria da banda) e soa como se estivessem fazendo seu primeiro álbum, na longíqua década de 80, tentando experimentações não usuais e afinando suas guitarras da forma mais inusitada possível – isso tudo culminando em um dos melhores shows que o Brasil viu em 2009.
Escute: “No Way” e “What We Know“.

tcv

05. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures
Reunir John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme não poderia dar em outra, né? Discão pesado e consistente, como há tempos não se via. Mais de uma hora de muita porrada com as guitarras stoner de Homme, que canta em todas as 13 faixas. A cozinha do trio é de dispensar comentários – Grohl voltando aos seus áureos tempos de Nirvana e Paul Jones empunhando seu baixo que tanto barulho fez na década de 70.
Escute: “Mind Eraser, No Chaser” e “Gunman“.

phoenix

04. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix
Um CD que começa com o trio de músicas “Lisztomania”, “1901″ e “Fences” deveria estar, automaticamente, em qualquer lista de melhores de 2009 que se preze. Em seu quarto trabalho, o Phoenix conquistou os ouvintes não familiarizados com sua música, foi em todos os talk-shows possíveis, gravaram para o Blogotheque e lotaram apresentações em todo o mundo – menos no Brasil, que esqueceu de trazer o grupo em seu melhor ano.
Escute: “1901” e “Lisztomania“.

Kasabian

03. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum
Depois de um razoável segundo disco, o Kasabian surpreendeu muita gente (eu, inclusive) com uma mistura muito convincente de britpop, psicodelia, Beatles, Stones e outros marcos da música inglesa. A faixa “Fast fuse” entrou até para a trilha sonora do game Fifa 09′, enquanto “Underdog” foi tema de uma propaganda da Sony que teve a participação de Kaká.
Escute: “Fire” e “Underdog“.

ff

02. Franz Ferdinand – Tonight
Um CD que começa com Alex Kapranos dizendo que está entediado e te chamando pra ficar chapado não tem como ser ruim. Aí vem uma dezena de músicas que mostram que o quarteto inglês quer te levar para a pista de dança a qualquer custo. Ou você acha que toda aquela viagem psicodélica de “Lucid Dreams” está ali à toa? E que venha março de 2010!
Escute: “Turn it on” e “Ulysses“.

AM

01. Arctic Monkeys – Humbug
Muita gente achou que Josh Homme foi o culpado pela “seriedade” que os Monkeys apresentaram em seu terceiro disco. Já eu prefiro dizer que ele foi UM dos responsáveis pela incrível evolução dos moleques de Sheffield. Humbug é visivelmente mais pensado e trabalhado do que os álbuns anteriores e mostrou que o quarteto conta com pelo menos dois grandes instrumentistas: o batera Matt Helders e, é claro, Alex Turner, que não só canta e toca com precisão exemplar, como também se mostra um dos bons letristas dos anos 00′.
Escute: “Crying lightning” e “Cornerstone“.

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Dec 09 2009

The XX tocam “Crystalised” acústica em Amsterdã

Na semana passada nós postamos os vídeos do Phoenix tocando algumas músicas acústicas pelas ruas de Paris, vocês chegaram a ver? A produção foi assinada pelo La Blogotheque, da França, que possui vários primos espalhados pelo mundo: No Brasil, por exemplo, é o Música de Bolso que grava e divulga vídeos de artistas nacionais tocando músicas de forma alternativa. Acontece que, pra minha surpresa, a capital holandesa também tem um projeto audiovisual do gênero – chama-se Amsterdam Acoustics, que já gravou com Passion Pit, Peter, Bjorn and John e até Eagles of Death Metal. Mesmo assim, não são nenhum desses que chamaram a minha atenção: Em julho desse ano, o AA levou Romy Madley Croft e Oliver Sim, do sempre ascendente The XX, para gravar uma versão acústica de “Crystalised” em um dos cartões postais da cidade. Já assisti umas dez vezes:

Via Lalai.

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Dec 03 2009

Vídeos: Phoenix tocando pelas ruas de Paris

Como convidado do La Blogotheque, blog francês que grava apresentações de diversas bandas em lugares inusitados, o Phoenix apareceu nas ruas de Paris para mandar ver em versões acústicas de “1901″ (em uma praça, com direito a recém-casados admirando a apresentação), “Lisztomania”, “One Time Too Many” (no segundo andar de um daqueles ônibus chics e sem cobertura) e “Lond Distance Call” (no maior mendigo style, embaixo de uma ponte). O resultado é bem legal:

Se você nunca fez uma visita ao Blogotheque, corre lá que tem muito material legal: Cold War Kids, Beirut, Andrew Bird, Dirty Projectors, Vampire Weekend, R.E.M., Wombats e centenas de outros.


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Nov 19 2009

Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection)

wolfgang amadeus phoenix remix collectionEu realmente não sei quem disse que o Phoenix precisava de um álbum de remixes, mas aí vai um fato: eles não precisam – e isso é uma das coisas mais legais sobre a banda. Com uma pegada mezzo-Brooklyn, mezzo-Londres, o Phoenix apareceu com Wolfgang Amadeus Phoenix, seu quarto álbum de estúdio, no início de 2009 e, graças ao som mais dançante e grudento de sua carreira, arrematou um bocado de hipsters por aí. O sucesso foi certo: era como se uma nova banda tivesse nascido e, pra surpresa de muita gente, seu berço não era nem os Estados Unidos, nem a Inglaterra – o quinteto havia nascido em Versalhes, na França.

Continua no rraurl.

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Nov 17 2009

Esdras and Beto’s Jukebox (Móveis Coloniais de Acaju)

Por Neto

Jukebox Weekly dessa semana não só conta com a participação da banda com um dos melhores shows do Brasil como também conta com respostas de dois membros do Móveis Coloniais de Acaju (@moveis) para as nossas perguntinhas usuais.

São eles: Esdras Nogueira, um dos saxofonistas da super-banda, e Beto Mejía – responsável pela flauta transversal nas músicas do grupo brasiliense.

móveis coloniais de acaju

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao lado de vocês, como trilha sonora de suas vidas, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Beto – Beatles ; Beach Boys; Tom jobim.

Esdras – Pixinguinha e Hermeto.

E o hype? – o que vocês tem escutado de novidade?

BetoHarlem Shakes – ótima banda americana; O novo disco do Phoenix; Uma banda canadense chamada Gentleman Reg; O novo do Animal Collective; Danger Mouse and the Sparklehouse; The Asteroids Galaxy Tour; O novo da Céu; O novo do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta e Maia Hirasawa.

EsdrasPomplamoose. Conheci há pouco tempo. Músicas e vídeos bem legais.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Beto – Putz, coisas dos balcãs são bem legais. Tem umas coisas boas do Balkan Beat Box. Tava meio na moda isso, né? Curto a vibe dos mashups, tem coisas bacanas, também. Ah, claro, Michael Jackson talvez seja a resposta na lata!

Esdras – Tecnobrega é a vibe da franga louca total. Tem o FIRME, versão de “Beat It dos” Karinha, de Belém. À disposição no nosso site. Recomendo.

Quais são os ingredientes ideais para uma deliciosa feijoada búlgara?
Beto – Música de qualquer lugar do mundo temperada com música de qualquer lugar do mundo. Sem frescura mesmo, o que soar bem aos ouvidos tá valendo!

Esdras – Eu gosto com muita pimenta e todas as sobras.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem absolutamente NINGUÉM por perto e, por garantia, só com fones de ouvido.
Beto – Rapaz, não tenho isso, não. Legião Urbana, talvez!

Esdras – Laura Pausini é bom pra treinar o italiano e emociona.

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Nov 11 2009

Paramore faz cover de Phoenix

Por Neto

2009 é mesmo o ano dos franceses do Phoenix – não só lançaram um dos melhores discos do ano, como também lotaram apresentações nos EUA e apareceram em todos os talk-shows possíveis da TV americana.

Até a banda da fofinhacuticuti da Hayley, Paramore, resolveu fazer um cover da sensacional “Long Distance Call” – música presente no terceiro disco do Phoenix. A apresentação – que foi bem digna, diga-se de passagem – aconteceu no programa francês Taratata, alguns dias atrás:

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Nov 03 2009

Mix That Jukebox #5

Por Neto

mix

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Lado A – What’s new?

01 – Norah Jones – Chasing pirates
Deixando o jazz um pouco de lado, a cantora volta numa linha mais parecida com Regina Spektor.

02 – Weezer – I’m your daddy
Apesar de Rivers Cuomo estar transformando, deliberadamente, o Weezer numa piada, o novo disco ainda tem alguns momentos divertidos.

03 – Port O’Brien – Sour milk salt water
Duo californiano que faz uma maravilhosa mistura de folk com indie rock e que acabou de lançar o segundo disco da carreira – Threadbare.

04 – Sabonetes – Quando ela tira o vestido
Sério, fazia tempo que eu não botava no repeat uma música de indie rock brazuca tão cheia de vitalidade como essa.

05 – Tegan and Sara – The cure
As gêmeas mais famosas da música (não, não são Pepê & Nenem) voltam com um eficiente disco novo, chamado Sainthood – o sexto da carreira.

06 – Phoenix – Fences (Friendly Fires Remix)
O Remix Collection do disco Wolfgang Amadeus Phoenix ficou sensacional! Nessa faixa, o Friendly Fires leva toda sua ginga percursiva e transforma a música em um hit para as pistas.

07 – Wolfmother – 10000 feet
Pra quem curte um guitar rock sem firulas, pesado e com referências clássicas, ouça o novo álbum Wolfmother porque está sensacional!

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Lado B – 90’s One Hit Wonder (Sabe aquelas músicas que já foram tocadas à exaustão e que todos conhecem, mesmo não sabendo os nomes envolvidos? Resolvi separar algumas que foram os únicos (ou quase únicos) sucessos das bandas que as lançaram.)

01 – Semisonic – Closing time
Que refrão clássico: “I know who I want to take me home”

02 – Sixpence None The Richer – Kiss me
Essa música tem cara de comédia romântica fofa, né? Não é surpresa que ela faz parte da OST do filme Ela é demais, de 99.

03 – Smash Mouth – All star
Falando em filmes, o Smash Mouth tem que agradecer eternamente ao Shrek por ter iniciado seu primeiro filme com essa música.

04 – Eagle Eye Cherry – Save tonight
Minha mãe, sem saber inglês, repete o refrão dessa música com uma perfeição absurda.

05 – Chumbawamba – Tubthumping
Levanta a mão quem conhece essa música mas não fazia idéia do nome dela. Levanta outra vez se você achava que o refrão era “I get no doubt!”. Fiquei revoltado quando descobri que era “I get knocked down”.

06 – Spin Doctors – Two princess
Pra mim, anos 90 tem a cara dessa música! Muito clássica!

07 – New Radicals – You get what you give
E claro, dessa também! Lembro de ver o vídeo dela no Fantástico – aquele clipe icônico do shopping com scooters, cachorros soltos e tudo mais.

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Oct 01 2009

Phoenix lançará versão remixada de seu último disco

Por Neto

phoenix

Geralmente não dou muita atenção para discos de remixes. Quase sempre prefiro as versões originais das músicas. Mas quando se trata de um dos melhores discos do ano, a curiosidade fica maior, definitivamente.

Me refiro ao Wolfgang Amadeus Phoenix. Sua versão remixada se chamará Remix Collection (quanta criatividade) e terá lançamento digital no próximo dia 13.

Artistas como Animal Collective, Passion Pit, Friendly Fires, além de Devendra Banhart, já citado aqui, participarão da empreitada. Confira o tracklist completo:

01 – Lisztomania (Alex Metric Remix)
02 – Fences (The Soft Pack Remix)
03 – 1901 Bo Flex’d (Passion Pit Remix)
04 – Lasso (2 Door Cinema Club Remix)
05 – Fences (25 Hrs a Day Remix)
06 – 1901 (L’aiglon Remix)
07 – Love Like a Sunset (Turzi Remix)
08 – Fences (Boombass Remix)
09 – Lisztomania (A Fight For Love – 25 Hrs a Day Remix)
10 – Fences (Friendly Fires Remix)
11 – Armistice (YACHT Remix)
12 – Girlfriend (Young Fathers Remix)
13 – Fences (Chairlift Remix)
14 – Rome (Neighbours with Devendra Banhart Remix)
15 – Love Like a Sunset (Animal Collective Remix – Deakin’s Jam)

Para baixar (via Pitchfork) o remix feito pelo Animall Collective, basta dar um clique aqui.

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Sep 28 2009

Música do Phoenix ganha versão com Devendra Banhart

As probabilidades de ouvir uma música do Phoenix com Devendra Banhart antes de morrer, na minha concepção, eram tão pequenas quanto Lily Allen e Katy Perry gravarem uma música juntas. Pra nossa sorte, realmente me parece que essa segunda parceria nunca vai acontecer, mas, quanto a outra, já temos um motivo pra comemorar: O Neighbors uniu suas forças às de Devendra e apareceu com uma versão lenta, melancólica e maravilhosa para “Rome”, que teve sua versão original lançada no Wolfgang Amadeus Phoenix, de maio desse ano.

O download do remix, disponibilizado no blog que o Phoenix mantêm em seu site, pode ser feito por esse link. Have fun.

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Sep 17 2009

Phoenix @Conan O’Brien

Por Neto

E os americanos continuam sendo encantados pelo indierock esperto do Phoenix. Desta vez no programa do Conan O’Brien, a banda francesa tocou a ótima “1901″ – um dos singles de Wolfgang Amadeus Phoenix.

O Festival Planeta Terra vacilou muito em não trazer a banda que é dona de um dos melhores lançamentos do ano. Seria um reforço e tanto pro line-up da edição de 2009 do evento. Infelizmente o sexteto francês já tem show marcado pro dia 7 de novembro, na Suécia. Só nos resta torcer para confirmarem o Yeah Yeah Yeahs LOGO, CARAMBA!

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Apr 16 2009

Clipe: Phoenix – Lisztomania

Ótima música, bom clipe. Enfim, já babamos o ovo do Phoenix aqui, então vou pular essa parte – como costumo fazer nesses posts de vídeos. ‘Lisztomania’ em widescreen pra vocês:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=i8e_n3qxg60]

Alex Correa

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Mar 17 2009

…easy like sunday morning

Por Neto

Acabei de pegar o finalzinho do show do Radiohead que o Multishow tava passando. Apresentação da banda no festival francês Eurockéennes, em 2003. Foram só 5 músicas (My iron lung, Paranoid android, Idioteque, Kid A e Karma police) mas que, logo depois do fim, me fizeram vir direto pro computador e escutar um bootleg inteiro deles do ano passo. E a ansiedade tá aumentando exponencialmente a medida que os dias vão passando. Ê domingo histórico que não chega…
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Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix

phoenix

Confesso que não conhecia nada sobre a banda francesa Phoenix até uma semana atrás. Resolvi baixar o novo álbum por pura curiosidade e tive uma ótima surpresa. No quarto disco da banda, Wolfgang Amadeus Phoenix (excelente nome, haha) o quarteto parisiense nos apresenta 9 faixas com um indiepop de altíssimo nível misturado à uma discreta mas bem situada influência eletrônica.

A trinca de músicas que abre o disco é simplesmente impecável: “Lisztomania” começa Wolfgang… de uma forma contagiante (não consegui pensar num adjetivo menos gay) e nos dá a impressão de que a música poderia ter saído do ótimo Antidotes do Foals; “1901″ será o primeiro single do álbum, eu acho. Arrisco em dizer que é uma mistura de Of Montreal (pela voz do vocalista) com boas doses de indierock britânico(!!); e “Fences”, que é uma das músicas mais legais e tranquilas que eu ouvi ultimamente.

As outras 6 faixas do cd seguem o caminho aberto pela trinca inicial, fazendo de Wolfgang Amadeus Phoenix um ótimo disco pra ser citado naquele programa antigo da Luisa (nhui! *-*) que passava de madrugada na MTV (esqueci o nome) e perguntava pra um artista qual era um bom disco para se ouvir no domingo de manhã. Geralmente as manhãs de domingo pra mim não existem, mas ser acordado por “Fences” poderia melhorar um pouco meu humor matinal.

Nota: 4,0/5

O dito cujo pode ser baixado neste tópico na comunidade de downloads do MTJ!

Por Neto Rodrigues

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