Arquivo para 'queens of the stone age'

Nov 21 2009

Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Por Neto

TCV

Os primeiros segundos da primeira música do esperado disco do Them Crooked Vultures já dizem muita coisa sobre o trabalho dessa banda que foi reunida e divulgada com o status – meio renegado pelos membros, aliás – de supergrupo. “No one loves me, neither do I” começa com 10 segundos de uma promissora levada de bateria de Dave Grohl – como se o frontman do Foo Fighters dissesse: “Ladies and gentleman, aqui está a banda que reuni: John “Led Zeppelin” Paul Jones no baixo e Josh “Um montão de bandas” Homme tomando conta das guitarras, vocais e basicamente de todo o conceito e atmosfera criados no álbum. Enjoy!”.

E é bem isso que o ouvinte tem que fazer a partir dos primeiros acordes e sussuros de Josh: curtir a “vaibe”. Os mais perceptivos podem até sentir certa alegria e descontração durante o debut – afinal, deve ser o sonho de qualquer músico que se preze tocar com um membro do lendário grupo Led Zeppelin. E de fato, pelo menos para Grohl, é realmente a realização de um sonho, já que o músico nunca escondeu a admiração que tem pela banda.

I know you’ve got me confused

A estreia auto-intitulada do Them Crooked Vultures pode ser dividida sutilmente em duas partes – uma soando exatamente como imaginaríamos que tal parceria dos sonhos soasse, com a trinca inicial de músicas sustentando a tese. Destaque para “Mind eraser, no chaser”, cujo refrão, com as vozes intercaladas de Grohl e Josh, é uma das melhores passagens feitas no rock ultimamente. A segunda parte já resvala nos timbres e experimentações usados à exaustão por Homme no Queens of the Stone Age e em seu projeto Desert Sessions. Mas, ao contrário da conclusão óbvia neste caso, aqui não há a temida sensação de “mais do mesmo”. Pelo contrário, tudo soa fresco e renovado, mesmo contando com alguns timbres e viradas de tempo que se encaixariam perfeitamente em discos do QOTSA.

them-crooked-vultures

O debut do power trio só peca em um quesito: a duração excessiva e desnecessária de algumas músicas, o que deixou o disco com cansativos 67 minutos de duração. Me pergunto como músicas chatérrimas como “Interlude with ludes” e “Warsaw…” (uma “Burn the witch” que não deu certo) entraram na edição final do trabalho. Sem elas já seriam 10 minutos a menos na soma total. Inclua aí alguns minutos – ou mesmo segundos – cortados das faixas “Spinning in Daffodills”, “Caligulove”, “Bandoliers” e “Elephants” e teríamos, possivelmente, o melhor disco de 2009! Mas não é um problema tão grave a ponto de tirar Them Crooked Vultures das polêmicas listinhas de fim de ano.

Como noticiamos aqui, o trio planeja lançar um segundo CD já em breve. A torcida para que isso aconteça é grande – e que o projeto não passe só de um álbum de estreia, pois não é sempre que se vê John Paul Jones tocando baixo como na zeppeliana “Scumbag blues”, Josh Homme mudando de entonação várias vezes enquanto canta, como na “estranhamente-deliciosa” “Reptiles” e, claro, Dave Grohl voltando às baquetas que o consagraram no Nirvana. Ah, também vale uma torcida para a vinda de uma apresentação dos “Urubus Deformados” em terras tupiniquins (que quase se concretizou, sabiam?), porque por um show desses vale a pena vender os rins e tudo mais.

P.S: Alguém me explica o que é aquele riff de guitarra de “Gunman”? É pra botar no repeat e escutar por vezes e mais vezes seguidas!

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Nov 04 2009

Victor’s Jukebox (Black Drawing Chalks)

Por Neto

Vocalista de uma das bandas preferidas aqui da casa, Victor Rocha (flickr.com/victorjam) é o frontman do Black Drawing Chalks (@blackdrawing) – banda goiana que…bem, você já os conhece, certo? Dispensa apresentações.

Para os pecadores que ainda não são familiarizados com a mistura de stoner com rock n’ roll do quarteto, basta ir no Trama Virtual e baixar o primeiro disco da banda completo. Já no Myspace dos caras é possível escutar o segundo trabalho, o excelente Life is a big holiday for us.

Foto: @hickduarte

Foto: @hickduarte

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E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
O novo CD do Arctic Monkeys, Humbug (“Crying Lightning” é uma das músicas mais lindas que ouvi recentemente);
The Dead Weather (banda do Jack White com a linda vocalista do The Kills), só timbres fodas!!!
O último CD do Eagles of Death Metal, Heart On (“Anything ‘Cept The Truth”, essa música é pra ouvir na estrada), só letras safadinhas!!!!
PJ Harvey – pra mim a melhor cantora do universo, seu último disco solo, White Chalks, é bem lento, mas é maravilhoso.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Queens of the Stone Age! Músicas como “Autopilot” e “Long slow goodbye”, são ótimas para momentos mais relax! Mas, ao mesmo tempo, eles possuem as melhores canções pra quebrar tudo!!!! “Millionaire”, “Quick at the Pointless”, “Six Shooter”…e por aí vai! Uma das bandas com discografia mais invejável, não deu uma fora!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Ixe, tem coisa boa demais – o próprio Justice fez um remix de MGMT, da música “Electric Feel”, que eu choquei! Entrou pra minha discotecagem. Hahahha!
DVNO” do Justice, também – que música foda, viu. Vale conferir o clipe, aula de design!
E um Cansei de Ser Sexy não faz mal a ninguém! Hehehe.

Toca Raul – não importa a hora nem o lugar, clássico é classico (e vice-versa).
Led Zeppelin – When The Levee Breaks. Dá mais onda que qualquer droga. Hahaha!

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem absolutamente NINGUÉM por perto e, por garantia, só com fones de ouvido.
Duran Duran, apesar de que não rola vergonha da minha parte, mas sempre rolam piadinhas dos amigos! Ah, os caras tem altos hits, vai!!!

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