8 nov 2011

Mark Lanegan anuncia novo álbum de inéditas para fevereiro de 2012

Por  @9:34

Mark Lanegan acaba de anunciar seu próximo disco de inéditas para 6 de feveiro de 2012, pela 4AD. O álbum se chama Blue Funeral e foi gravado no estúdio caseiro de Alain Johannes, em Hollywood. Será o primeiro lançamento solo do cantor desde Bubblegum, de 2004. Além do próprio Johannes, Jack Irons também marca presença nas gravações, como músico de apoio, enquanto Greg Dulli e Josh Homme fazem as honras como convidados.

Vale ressaltar que durante esses 7 anos sem lançar disco solo, Mark Lanegan não ficou parado. Ele trabalhou e gravou com Greg Dulli no Gutter Twins, com Josh Homme no Queens Of the Stone Age, com o duo de música eletrônia The Soulsavers e a ex-Belle and Sebastian Isobel Campbell. A turnê de divulgação do novo disco já possui algumas datas marcadas pela Europa. Confira o roteiro logo abaixo. Por aqui, ficamos no aguardo, ao som de Revival. Bom dia.

Fevereiro

28th – GRONINGEN, NL – Oosterpoort
29th – AMSTERDAM, NL – Paradiso

Março

1st – EINDHOVEN, NL – Effenaar
2nd – ANTWERP, BE – Trix
4th – BRISTOL, UK – Academy
5th – MANCHESTER, UK – Academy 2
7th – DUBLIN, IE – Academy
8th – BELFAST, NI – Mandela Hall
9th – GLASGOW, UK – ABC
10th – LEEDS, UK – Cockpit
12th – BIRMINGHAM, UK – Library
13th – LONDON, UK – Shepherds Bush Empire
14th – COLOGNE, DE – Gloria
15th – HAMBURG, DE – Gruenspan
17th – COPENHAGEN, DK – Amager Bio
18th – BERLIN, DE – Columbia Club
19th – WARSAW, PL – Proxima
20th – PRAGUE, CZ – Lucerna Music Hall
22nd – VIENNA, AT – Arena
24th – BOLOGNA, IT – Estragon
25th – MILAN, IT – Alcatraz
27th – BILBAO, ES – Kafé Antzokia
28th – SANTIAGO, ES – Sala Capitol
30th – PORTO, PT – Hard Club
31st – LISBON, PT – TMN ao Vivo

Abril

1st – MADRID, ES – Sala Kapital
2nd – BARCELONA, ES – Sala Bikini

Mark Lanegan News

5 set 2011

Festa grunge: os 20 anos do Pearl Jam

Por  @1:08

Enquanto a capa da Ilustrada do domingo celebrou os 20 anos do “Nevermind”, que faz aniversário dia 24 deste mês, outra facção grunge também celebrou seus 20 anos este fim de semana.

O Pearl Jam para comemorar seu aniversário montou uma festa com Mudhoney, Queens Of The Stone Age, Strokes e mais outras bandas em Alpine Valley.

Havia a promessa de surpresas. E elas aconteceram. Chris Cornell apareceu durante o bis do show do Pearl Jam no sábado e promoveu um breve retorno do Temple of Dog tocando três músicas do grupo e uma do Mother Love Bone durante o bis.

Fora isso teve Eddie Vedder com Strokes, Julian Casablancas com o Pearl Jam, Josh Homme com o Pearl Jam, entre outras coisas ótimas. E isso foi só no sábado. Olha os vídeos de algums momentos especiais e o set list completo da apresentação do Pearl Jam:

15 abr 2011

Queens of the Stone Age no talk show de Conan O’Brien

Por  @14:05

O poderoso Queens of the Stone Age passou pelo palco do programa de Conan O’Brien na noite passada, e tocou “If Only”, faixa da reedição especial do álbum auto-intitulado do grupo.

6 abr 2011

Mix That Jukebox #23

Por  @1:46

TIREM AS CRIANÇAS DA SALA! Brincadeira. Pode deixar elas aí – pelo menos enquanto estiver rolando o lado A da Mix That Jukebox #23. Cheia de novidades, a primeira parte, como de praxe, conta com 10 faixas fresquinhas pelas quais você talvez tenha passado batido. Se não, aperte o play e escute de novo. Já no lado B, o clima esquenta – e você já pode sacar pela capa. Chame sua peguete/rolo/namorada/bootycall/pretendente pra uma conversinha em particular e aumente o som. Obviamente, a mixtape não faz milagres, né, meu caro? Mas espero que ajude. Eu sei que faltaram alguns clássicos do gênero, mas daí surge a abertura pra você ir ali nos comentários e deixar sua sugestão de playlist ideal de, digamos, hot sex songs.

Lado A – What’s new
Download

01 – Burial & Four Tet & Thom Yorke – Ego
02 – Generationals – I Promise
03 – Tiê – Só Sei Dançar Com Você
04 – The Raveonettes – Apparitions
05 – Metronomy – She Wants
06 – The Pigeon Detectives – Done In Secret
07 – The Vaccines – Norgaard
08 – Fleet Foxes – Lorelai
09 – The Kills – You Don’t Own The Road
10 – The Pains of Being Pure at Heart – Too Tough

Lado B – Hot Songs
Download

01 – Air – Sexy Boy
02 – Nine Inch Nails – Closer
03 – Lovage – Book Of The Month
04 – Cat Power – New York
05 – The Kills – U.R.A. Fever
06 – Fever Ray – Triangle Walks
07 – The Black Keys – The Only One
08 – Queens of the Stone Age – Make it Wit Chu
09 – Portishead – Mysterons
10 – Marvin Gaye – Let’s Get It On

18 mar 2011

Vigilante no SXSW: QOTSA, Yuck, James Blake e mais

Por  @19:38

Continuando a parceria de divulgar a viagem e a cobertura do selo Vigilante lá no South by Southwest, em Austin, agora os enviados ao festival, Rafael Ramos e Fábio Silveira, contam como foram as apresentações do Queens of The Stone Age, James Blake, Yuck, Pulled Apart By Horses, Smith Westers e Okkervil River. É pra fazer você economizar cada centavo a partir de hoje e agendar viagem para o Texas pra pegar a edição 2012 do SXSW.

Não dá pra ficar melhor que isso: Queens of the Stone Age!

Então foi assim: uma das maiores bandas de rock da atualidade toca num clube pequeno no SXSW para 700 pessoas. Já seria um clássico por si só, mas o Queens Of The Stone Age aproveitou essa doce oportunidade para tocar na íntegra o primeiro disco e depois mandar mais 40 minutos de hits deliciosos. Primeiro ponto importante, o som do PA: alto, perfeito, melhor que nos discos. Alto mesmo, ensurdecedor.

De perto, fica bem fácil ver a execução da banda e seus equipamentos “trintage” fervendo. Josh Homme sola confortavelmente, curtindo o momento. Detalhe: anunciou que estava de ressaca e virava uma garrafa de vodka com goladas de um búfalo. Josh perguntava o tempo todo, “Are you having fun?”. O público, formado essencialmente por fãs doentes, não deixou a peteca cair, fazendo a banda corresponder com excelência. Hoje tem Strokes num parque gigantesco e TV On The Radio no Stubb’s, que, pra mim, é o clube mais charmoso da cidade.

Texto publicado originalmente no site da Vigilante

Yuck e sua formação peculiar

Enquanto uma parte do Vigilante enfrentava a concorridíssima fila para assistir ao Queens of the Stone Age em um canto da cidade, a outra metade corria para acompanhar showcases de algumas das mais interessantes e promissoras bandas que se apresentam no SXSW este ano. E, na verdade, bastou enfrentar uma única fila para assistir a 3 delas, num belo line-up montado pelo Time Out North America.

E a noite começou com o Yuck, banda inglesa formada por 2 membros remanescentes do Cajun Dance Party, uma das maiores apostas da gravadora XL há 2 anos e autores de um dos maiores hits que o mundo não descobriu. Nesta nova formação – com referências um pouco aparentes demais ao Sonic Youth – o ótimo guitarrista Max Bloom ganhou mais espaço e guia todas as músicas brilhantemente. No repertório, belas baladas e algumas outras boas canções. Banda pra se acompanhar com atenção!

Em seguida, James Blake, o novo artista mais hypado do momento (ou confundi com o Vaccines?), subiu ao palco, acompanhado apenas de um guitarrista e um baterista. Não precisava de mais. Se você se apaixonou ou se indiferença foi a sua resposta às gravações de estúdio dele não importa. Ao vivo, você vai se render. O show conectou toda a audiência, levou às lágrimas alguns, mobilizou todos. É impossível não se emocionar com o baile de graves que dançam sob a linda voz de Blake. Hoje ele se apresenta numa igreja. Tem tudo para ser um dos grandes shows do ano.

Ainda estupefatos com a curta apresentação, o público assistiu em seguida aos aguardados Smith Westerns, cujo Dye It Blonde foi um dos primeiros belos álbuns de 2011. De cara, ao subirem no palco, a primeira dúvida que cruza a cabeça é se eles não têm que acordar cedo pra escola amanhã: poderiam ser facilmente confundidos com uma banda adolescente de garagem. E talvez tenha sido isso, ou a potente beleza do show de Blake ou as altíssimas guitarras do Yuck, mas as ótimas canções do grupo ainda não parecem inteiramente azeitadas ao vivo. Os timbres de guitarra que permeiam o disco não foram alcançados pela banda e o resultado é uma massa sonora, que ainda que executada com esforço por eles, revela uma ponta de inexperiência que não se demonstrava em estúdio. Ainda assim, o show teve seus bons momentos e foi a oportunidade de ver uma boa banda em crescente ao vivo.

A noite terminou com uma corrida ao Red 7, um delicioso inferninho, onde estava para acontecer um show do Okkervil River. Para quem não conhece, a banda ganhou atenção em 2005 quando lançou a pequena obra-prima “Black Sheep Boy“. Desde então, na linha de artistas como The National e The Hold Steady, que conquistam grande apelo de imprensa antes do público, eles só vêm crescendo. E com casa lotada, o grupo, natural de Austin, realizou uma apresentação impressionante, comandando uma espécie de catarse coletiva que só podia acontecer em um espaço como aquele. O setlist impecável foi executado com a precisão de um Wilco e a potência de um Foo Fighters. O líder e vocalista Will Sheff chegou a pedir desculpas pela sua guitarra ter ficado um pouco alta demais em determinado momento. O público não se chateou nem um pouco. Basta dizer que se tem um show ao qual fez todo o sentido assistir no Texas foi o do Okkervil River. E que eles são de fato uma das bandas mais importantes dos EUA no momento.

Para encerrar, na noite anterior, após o Foo Fighters, o Vigilante teve tempo ainda para acompanhar mais um show. Também muito jovens, os ingleses do Pulled Apart by Horses fizeram um set DESTRUIDOR no Latitude 30, aqui em Austin. A banda era uma dica da Spin e o pequeno clube estava lotado, derretendo. Imagine juntar o DNA do Black Sabbath com o do Black Flag somado a tendências progressivas e levadas pula-pula bem sujas. Tipo o Rage Against the Machine virado no cão. Não, você não consegue imaginar, tem que ver. Foi um dos sets mais quentes que vimos de uma banda nova nos últimos tempos e uma das melhores interações banda/platéia também. O guitarrista preferia fazer seus solos sujos e atonais (à la Sonic Youth mesmo) sendo carregado em mosh pela platéia e o vocalista preferia cantar os refrões gritados (GRITADOS!) montando em cima de alguma vítima na beirada do palco. Inquietos? Talvez. Na real, o palco ali era pequeno pra essa enorme banda.

Tudo bem que a gente gosta de falar que essa música ou aquela banda é a trilha sonora do fim do mundo. Mas essa aqui, era mesmo.

Texto publicado originalmente no site da Vigilante

18 jan 2011

Próximo álbum do Queens of the Stone Age terá influências de blues

Por  @15:48

Em 2011, o Queens of the Stone Age deve gravar seu próximo álbum, sucessor do Era Vulgaris, lançado lá em 2007. Segundo o guitarrista da banda, Troy Van Leeuwen, o blues será uma grande influência para o novo trabalho. “Todos nós amamos blues e todos nós amamos dançar [boogie]“, afirmou o guitarrista ao australiano Faster Louder.

Troy ainda acrescentou que as previsões de lançamento do sexto trabalho de estúdio da banda para o meio do ano parecem um pouco distantes ainda, uma vez que o processo de composição ainda está em andamento. Segundo ele, o Queens of the Stone Age é uma banda que não força as coisas e deixa que tudo role naturalmente.

A banda encontra-se entre as gravações e composição do novo álbum, além da turnê de relançamento do seu disco debut auto-intitulado, que foi remasterizado recentemente, mas que ainda não foi lançado e vem enfrentando alguns problemas com a data de lançamento.

17 dez 2010

2011 chega com várias novidades: The View, Coldplay, Bright Eyes e mais

Por  @15:04

Convenhamos, 2010 já acabou e tá todo o mundo querendo que o próximo ano chegue logo – e, com ele, quem sabe, novidades dos queridos Strokes, Radiohead, Foo Fighters, Cat Power, Noel Gallagher… a lista só cresce. Por exemplo, 2011 ainda verá novos trabalhos de Coldplay, Bright Eyes, Peter Bjorn and John, The View e Edward Sharpe and the Magnetic Zeros.

Os escoceses do The View gravaram seu terceiro disco em Londres, sob o comando do produtor Youth, que é ninguém menos que a outra metade do projeto The Fireman, de Paul McCartney. O sucessor do fraco Which Bitch? foi batizado de The Best Lasts Forever e deve chegar às lojas gringas no dia 14 de março. Só espero que tenhamos mais hits como “Same Jeans” e “Wasted Little DJs”, do debut lançado pela banda em 2007.

Já o Bright Eyes, grupo liderado por Conor Oberst, soltará seu sétimo trabalho inédito já em fevereiro próximo – no dia 15, mais especificamente. A tracklist contará com 10 faixas, que, de acordo com Oberst, em entrevista à Billboard, terá menos elementos acústicos e soará mais roqueiro. Pra quem criou temas tão introspectivos e melancólicos à base de violão como “Lua“, The People’s Key, assim chamado o novo trabalho, pode surpreender.

A trupe gigante do Edward Sharpe and the Magnetic Zeros já está instalada nas florestas da Louisiana finalizando o sucessor de Up From Below, do ano passado. De acordo com a Spinner, a banda de 10 membros está trabalhando em um disco com “menos desespero” e com composições mais colaborativas. Entre as candidatas a fazerem as vezes de “Home” estão “Night Riding” e “Fire And Water”.

O Coldplay também está na lista de 2011. A banda, que está em estúdio com o produtor Brian Eno, trará em seu próximo disco um trabalho conceitual. Chris Martin disse à BBC que o sucessor de Viva La Vida será sobre duas pessoas que estão um pouco perdidas e que se encontram em difícil ambiente e embarcam numa jornada (!!). Ainda sem data de lançamento e sem um nome, tá aí um álbum do qual eu não faço ideia do que esperar.

Os suecos do Peter Bjorn and John já estão prontos pra mostrar ao mundo seu mais novo CD, batizado de Gimme Some. O sucessor de Living Thing, lançado em 2009, sairá pelo selo Star Time Internacional no dia 29 de março. A produção ficou por conta de Per Sunding.

Já anotou tudo na agenda? E ainda tem The Kooks, Beady Eye, quem sabe um Queens Of The Stone Age, White Stripes e Them Crooked Vultures? VEM LOGO, 2011.

24 nov 2010

QOTSA e sua versão para “Goin’ Out West”, do Tom Waits

Por  @16:31

Josh Homme e a turma do Queens Of The Stone Age fizeram uma versão muito bacana de um clássico de Tom Waits. Estou falando de “Goin’ Out West”, sonzeira do premiado álbum Bone Machine, de 1992. A roupagem do QOTSA não é tão diferente da música original – o que ressalta a idéia de homenagem.

Apesar de só ter sido descoberta agora pelo Some Kind Of Awesome, a faixa é bonus track do disco mais recente do Queens, o sensacional Era Vulgaris, de 2007. Ainda assim, vale o play, até porque muita gente aparentemente nunca ouviu essa versão:

18 out 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Por  @14:31

U2 Planning to Release New Album in Early 2011 - Spinner, 18 de outubro

[Listen] Warpaint – ‘The Fool’ Full Album – Some Kind Of Awesome, 18 de outubro

Weezer’s Rivers Cuomo collaborates with Best Coast’s Bethany Cosentino – NME, 17 de outubro

Pink Floyd To Reunite For Charity Gigs – Gigwise, 17 de outubro

Rumor: Mônica Bergamo diz que U2 fará shows no Brasil em Março – U2BR, 16 de outubro

The Go! Team – “T.O.R.N.A.D.O.” – Stereogum, 15 de outubro

Destroyer announces new album Kaputt – One Thirty BPM, 15 de outubro

R.E.M Name New Album ‘Collapse Into Now’ – Gigwise, 15 de outubro

Paul McCartney no Morumbi: saiba como escolher um bom lugar para ver o show – Rock ‘n’ Beats, 15 de outubro

The Dandy Warhols, ‘This Is the Tide’ — Video Premiere – Spinner, 15 de outubro

Pete Yorn “Precious Stone” (Live On Leno) (Video) – Prefix, 15 de outubro

Hear Four Unreleased Weezer Tracks – Pitchfork, 14 de outubro

Pixies Honor the 33 Rescued Miners With 33-Song Set in Chile – Spinner, 14 de outubro

[Download] The Ting Tings – “We’re Not The Same” – Some Kind Of Awesome, 14 de outubro

Beastie Boys pode estar finalizando novo álbum – Rolling Stone Brasil, 14 de outubro

Major Lazer New Album To Include Vampire Weekend, Lykke Li – Gigwise, 14 de outubro

Don’t tell anyone – O show inteiro do Queens of the Stone Age no SWU – Popload, 13 de outubro

Cold War Kids Announce New Album: Mine Is Yours – WAWSTSF, 13 de outubro

[Watch] Mark Ronson & The Business INTL – “Somebody To Love Me” Featuring Boy George & Andrew Wyatt (Video) – Some Kind Of Awesome, 13 de outubro

15 out 2010

SWU: a catarse barulhenta do QOTSA e a fofura indie do Pixies

Por  @16:51

Minhas atenções e expectativas no SWU estavam todas concentradas no último dia de festival, segundona pré-feriado, que contou com a trinca de shows iniciada com competência pelo Incubus e fechada com maestria pelo Pixies. Entre os dois, estava o grande Queens of the Stone Age e sua distorção no talo, ensurdecendo completamente a Pista Premium (sinceramente, não sei como estava o som nos outros setores da Maeda) e saindo consagrado do SWU.

Josh Homme e seus asseclas atrasaram por quase 1 hora a subida ao palco. O problema alegado pela produção, que só deu uma satisfação cerca de 40 minutos após o atraso, foi um delay técnico – e de fato, durante a apresentação, ouviam-se alguns chiados vindos dos instrumentos e do microfone do líder do QOTSA. Mas a euforia era tanta que os problemas e o atraso passaram praticamente despercebidos. Ainda mais quando se abre um show com “Feel Good Hit Of Summer” e “The Lost Art Of Keeping A Secret”. Depois disso, o jogo estava praticamente ganho.

Entre simpáticas intervenções com a plateia, Josh comandava uma das mais pesadas apresentações do festival – havia momentos em que o som ficava mais alto até que Cavalera Conspiracy e Avenged Sevenfold, principalmente por conta do baixo imponente de Michael Shuman, que, junto com Joey Castillo esmurrando seus pratos e caixas, faziam a parede ideal para que as guitarras distorcidas tomassem conta dos ouvidos – e sorrisos – de cada um. Quem estava ali sabe o quão surreal e intenso foi gritar a plenos pulmões “Go With The Flow” e “No One Knows”, entre outros clássicos do stoner rock.

Com a incrível “Misfit Love” deixada de fora por causa do atraso, o QOTSA fechou seu set com pouco mais de uma hora de duração, no qual não faltou testosterona, graves no volume máximo, hits cantados fervorosamente e uma espera de muitos anos compensada por uma banda que se saiu tão bem no palco, que nem um showzaço do Pixies foi capaz de apagar o rastro de euforia, rock n’ roll e satisfação deixados no Palco Ar.

E foi com a quase impossível missão de suceder a catarse roqueira proporcionada pelo Queens que Frank Black, Kim Deal, Joey Santiago e Dave Lovering ocuparam seus lugares no Palco Água, para fazer o que viria a ser um ótimo show com 24 (!) músicas (alguém sabe se teve alguma apresentação com mais músicas?). A média de idade entre os presentes era visivelmente contrastante com a molecada que esperava o Linkin Park a poucos metros dali. Dava gosto ver os tiozinhos pulando loucamente enquanto um só-um-pouquinho-acima-do-peso Frank Black, ou Black Francis, abria a maratona com o hit “Bone Machine”. E os anos 90 e parte da história do rock alternativo iam passando diante dos presentes – nessa hora, o frio já não incomodava e tudo o que valia a pena era tentar adivinhar qual seria a próxima música. E assim vieram “Gouge Away”, “Hey”, “Dig For Fire”, “La La Love You” e, obviamente, “Here Comes Your Man”, numa versão um tanto quanto preguiçosa.

21 números e a banda se despedia. Anh? Como assim? Ainda falta A música. E ela veio – num bis que ainda contou com a explosiva “Planet Of Sound” e “Gigantic”, cantada com entusiasmo por Kim Deal, “Where Is My Mind?” apareceu e só o que se via na plateia eram braços para cima, abraços de felicidade e a sensação de que não teria Linkin Park e Tiesto o suficiente pra superar tudo aquilo – e nem precisava. Com dois shows, em sequência, como Queens of the Stone Age e Pixies, o SWU acabava ali, com a impressão de que, pelo menos em matéria de shows, o festival se saiu bem.

Agora, é trabalho – e obrigação – dos organizadores e produção correrem atrás dos inúmeros erros e equívocos cometidos na primeira edição do festival. O SWU 2011, pra ser de um fato um movimento que visa à sustentabilidade, precisar melhorar – e muito – sua logística, produção, equipe organizadora, alimentação, transporte, etc. Reconhecer os equívocos e tentar melhorá-los é o primeiro passo para uma segunda edição com menos falhas – e potencial para isso, a Fazenda Maeda e o próprio SWU mostraram que tem. Só falta consciência e bom senso para não ter, como única opção de alimentação na madrugada fria de Itu, pizza de calabresa crua. Por 8 reais. Isso sim diminui a empolgação até de uma dobradinha de QOTSA + Pixies.

Fotos: Carol Zaine