Lembra daquela banda formada por Thom Yorke, certo? Também presumo que você ainda não se esqueceu daqueles pontos de interrogação que apareceram na frente do nome do músico no cartaz do Coachella, não é? É que na última quinta-feira (25), o músico foi o alvo principal de blogs mundo afora: Nigel Godrich, Mauro Refoso, Flea, Joey Waronker e Yorke são os integrantes da banda Atoms For Peace. O anúncio foi feito pelo frontman do Radiohead, que também aproveitou para mostrar algumas datas dos próximos shows de sua mais nova menina dos olhos. Será que rola um disco de inéditas com essa formação? De acordo com o Bloody Pop, por que não? Um site ainda compilou vídeos do Thom Yorke tocando as músicas novas ontem a noite, em Cambridge, com direito as inéditas “Give Up The Ghost” e “Mouse Dog Bird”. Veja.
Bem, deixando um pouco de lado o Atoms, outra notícia que pôs Yorke e sua turma mais antiga, o Radiohead, em destaque nas discussões online foi o cover de Natasha Kahn – Bat For Lashes, pra quem preferir – para a intensa “All I Need”, que está no In Rainbows, de 2007. Natasha, que abrirá os shows do Coldplay no país no fim de semana, foi acompanhada por um competente quarteto de cordas, fazendo uma emocionante releitura da pérola que é a música do Radiohead. Perde não, ó:
E agora, pra finalizar, ainda no tema “cover + Radiohead”, deixo vocês com “Karma Police“, cantada por uma certa menina de 13 anos, algum tempo atrás. Quem? Kesha, digo, Ke$ha. Sério. Daqui a pouco tá aparecendo vídeo antigo da Lady Gaga mandando um Sonic Youth.
Na noite dessa quarta-feira, dia 24, a Brixton Academy londrina foi a casa de mais uma edição do Shockwaves NME Awards, promovido anualmente pelo mais importante semanário britânico: O New Music Express – ou, como a maioria de nós conhecemos, NME. Como costuma acontecer todo o ano, a revista deu prêmios para quem não deveria dar, o que significa que deixou de premiar quem realmente merecia, mas nada que supere a tradicional porcentagem de erros que uma premiação pode cometer. As contradições, já muito íntimas das premiações da NME (que parece achar isso tudo muito engraçadinho), também não deixaram de aparecer.
The Specials, um dos homenageados da noite
É claro que não dá pra condenar tudo que aconteceu na noite passada: O Muse, por exemplo, levou o prêmio de Melhor Banda Britânica (e, mais tarde, Matt Bellamy foi nomeado o Homem Mais Sexy do Ano), Bombay Bicycle Club saiu como Melhor Nova Banda (derrubando de vez o The XX, que não ganhou nada) e o West Ryder Pauper Lunatic Asylum, do Kasabian, foi nomeado Álbum do Ano, além de ter levado o título de Melhor Capa (categoria que apareceu com indicações fracas, acho). Também é louvável o fato do Big Pink, que teve pouco destaque em 2009, sair na frente de “Crying Lightning” (Arctic Monkeys), “Rabbit Heart (Raise Up) ” (Florence and the Machine), “Sticks n’ Stones” (Jamie T) e “My Girls” (Animal Collective, minha favorita) e arrebatar a estatueta de Melhor Música com “Dominos”. O Bify Clyro também passou por situação parecida, desbancando todos os favoritos ao levar o Melhor Vídeo com “The Captain”.
As surpresas negativas começaram com o Arctic Monkeys saindo vencedor na categoria de Melhor Banda ao Vivo. A banda é boa, de fato, mas beira a apatia em suas apresentações. E meus argumentos ficam ainda mais bem sustentados quando reparamos que também concorriam Kasabian, que estarreceu o público do Planeta Terra 2007, Them Crooked Vultures, que reune três das bandas mais impactantes que já existiram, Muse – faltam palavras para descrever o que foi a passagem do grupo pelo Brasil – e, choquem, Radiohead.
Também parece ter faltado critério para a galera que decidiu que o site do Muse é melhor que páginas como YouTube, Facebook e Twitter. Passando para as categorias desnecessárias, Lady Gaga levou os títulos de Melhor e Pior Roupa – piadinha que achei idiota, na verdade. A NME poderia ter passado sem essa e outras contradições, que não fazem muito sentido. Na categoria de Pior Banda concorriam Oasis, Green Day e Paramore, todos indicados também como Melhor Banda – o Paramore, inclusive, venceu na categoria internacional. O Arctic Monkeys passou pela mesma experência, tendo o Humbug indicado como Melhor e Pior Álbum. Pelo menos, foram os Jonas Brothers que sairam vencedores (se é que pode-se chamar assim) na Pior Banda E no Pior Álbum.
Os garotos do The Drums foram lembrados como a maior novidade do ano
As apresentações, pelo menos, parecem ter compensado as gafes: Lily Allen tocou com o Big Pink, Marina and the Diamonds participou do show do Biffy Clyro e o Hole voltou. Mas, como o evento só foi transmitido pela rádio, não temos vídeos no YouTube para conferir tudo isso. Opa, parece que achei uma outra gafe.
Melhor Banda Britânica
Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian Muse
Oasis
Melhor Festival
Download Glastonbury
Reading & Leeds Festivals
T In The Park
V Festival
Melhor Nova Banda
The Big Pink Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux
Prêmio de Contribuição à Música:
The Specials
Melhor “Enchedor” de Pistas
Dizzee Rascal & Armand Van Helden – ‘Bonkers’
Florence And The Machine – ‘You’ve Got The Love’ La Roux – ‘In For The Kill’ (Skream remix)
Lady Gaga – ‘Poker Face’
Yeah Yeah Yeahs – ‘Zero’
Prêmio de Retribuição ao Fã
Kasabian and Noel Fielding for free ‘Vlad The Impaler’ video
Danger Mouse for leaking ‘Dark Night Of The Soul’ Lily Allen for her Twitter ticket treasure hunt
Arctic Monkeys for their Oxfam Golden Tickets
Vampire Weekend for giving away ‘Horchata’ from new album ‘Contra’
Melhor Banda ao Vivo Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures
Philip Hall Radar Award:
The Drums
Melhor Evento Blur at Hyde Park
Jay-Z at Alexandra Palace
Muse at Teignmouth
Oasis at Heaton Park
The Dead Weather at Shoreditch Church
Melhor Programa de TV The Inbetweeners
Never Mind The Buzzcocks
Peep Show
Skins
True Blood
Melhor Banda Internacional
Green Day
Kings Of Leon Paramore
Vampire Weekend
Yeah Yeah Yeahs
Melhor Faixa
Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’ The Big Pink – ‘Dominos’
Melhor Artista Solo
Dizzee Rascal
Florence And The Machine Jamie T
Julian Casablancas
Lady Gaga
Melhor DVD
Kings Of Leon – Live At The O2, London, England
Flight Of The Conchords – Complete HBO Second Season
The Killers – Live From The Royal Albert Hall The Mighty Boosh Live – Future Sailors Tour
Nirvana – Live At Reading
Melhor Vídeo
Arctic Monkeys – ‘Cornerstone’ Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’
Melhor Álbum
Arctic Monkeys – ‘Humbug’ Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’
Godlike Genius Award:
Paul Weller
Melhor Filme:
(500) Days Of Summer
In The Loop Inglorious Basterds
The Twilight Saga: New Moon
Where The Wild Things Are
Herói do Ano Beyonce Knowles
Noel Gallagher Rage Against The Machine Matt Bellamy
Alex Turner
Vilão do Ano
Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell Kanye West Lady GaGa
Melhor Roupa Lady GaGa Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O
Pior Roupa Lady GaGa
Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux
Pior Álbum
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady GaGa – ‘The Fame’ The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’ U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Pior Banda Green Day
Oasis Jonas Brothers Paramore
JLS
Melhor Site Muse.mu YouTube
Facebook
Twitter
Greenday.com
Melhor Capa Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’ Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’ The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘
Melhor Blog de Banda Muse (Muse.mu and Twitter.com/muse) Radiohead (Radiohead.com/deadairspace) Noel Gallagher (Oasisinet.com)
Los Campesinos! (Loscampesinos.com)
Paramore (Paramore.net)
Baterista de uma das bandas nacionais mais promissoras do momento, Claudinha Bukowski (@claubukowski)- a mulher por trás das baquetas que conduzem o Copacabana Club – nos contou como começou a tocar bateria, as bandas de sua vida, os guilty pleasures e muito mais:
E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Tenho escutado muito o Two Door Cinema Club, acho que foi uma das bandas mais legais que apareceu nos últimos tempos. Eles e o Little Comets. Também gostei bastante do último do Hot Chip, One Life Stand, e do Transference, do Spoon.
Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Durante um bom tempo, o The Jesus & Mary Chain foi minha banda favorita de todos os tempos. Infelizmente, depois do show do Radiohead eles caíram pro segundo lugar, hahaha. Mas de qualquer maneira, acho que essas são as duas bandas que sempre fazem parte da “trilha sonora da minha vida”.
Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Acho que minhas músicas favoritas pra pista nesses ultimos tempos são: Julian Casablancas – 11th Dimension, The Gossip – Love Long Distance, Hot Chip – One Life Stand, Phoenix – Lisztomania e Peter Bjorn & John – It Don’t Move Me.
Meg White, do The White Stripes, Hannah Billie, do Gossip, Sandy West, do The Runaways e por aí vai: mesmo com fortes exemplos como estes, a bateria ainda é um campo dominado quase que exclusivamente por homens. No entanto, você é hoje uma das bateristas mais cool do país. O que te levou até isso?
Livre e espontânea pressão do meu melhor amigo, hahaha. Quando eu estava na faculdade, eu tocava violão e um pouco de guitarra. O Rafael Dal-Ri, guitarrista do White Strippers, minha primeira banda – dá pra adivinhar pelo nome que era uma banda cover do White Stripes, hahaha -, um dia veio e me disse que eu tocava terrivelmente mal e que eu deveria aprender a tocar bateria pra gente montar uma banda. Na semana seguinte, ele marcou uma aula de bateria pra mim. No mês seguinte, ele achou uma bateria por um preço legal e a “reservou” pra mim. Eu não sabia nem segurar a baqueta direito quando ele resolveu que tava na hora da gente começar a ensaiar. Mas, como não conseguimos convencer ninguém de tocar com a gente, resolvemos montar uma banda cover do White Stripes, assim poderia ser só nós dois. Minha primeira banda com músicas próprias só veio algum tempo depois, que foi o Constanza. Também tive uma banda que cantava em alemão, o Autobahn (eu fazia backing, e até hoje não faço a menor idéia do que eu estava cantando). E finalmente o Copacabana Club.
Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ultimamente eu não tenho me entregado muito aos guilty pleasures. Mas tem algumas coisas no meu passado que definitivamente me condenam. Acho que a pior delas é que eu gostava de Bon Jovi, hahahaha. Fui no show e tudo. Mas tudo bem, já superei isso. Eu também gosto de uma ou outra música da Kylie Minogue. E minha coleção de CDs do Red Hot Chili Peppers é bem mais extensa do que o recomendado.
Mais uma premiação divulga sua lista de indicados. Dessa vez é a Shockwaves NME Awards 2010, premiação da publicação britânica NME, obviamente.
Com 6 indicações cada – incluindo Melhor Banda, Melhor Álbum e Melhor Banda Ao Vivo -, Kasabian e Arctic Monkeys lideram a briga entre os concorrentes. Muse, Lily Allen e Oasis, entre outros, também estão em destaque nas categorias do evento – que são tantas que eu escolhi somente algumas para postar:
Best British Band (sponsored by Shockwaves) Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian
Muse
Oasis
Best New Band (sponsored by USC) The Big Pink
Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux
Best Live Band (sponsored by Tuborg) Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures
Best Album (sponsored by HMV) Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’
Best Track (sponsored by NME Radio) Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’
The Big Pink – ‘Dominos’
Best Video (sponsored by NME TV) Arctic Monkeys – ‘Cornerstone ‘
Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
The Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’
Hero Of The Year Beyoncé Knowles
Noel Gallagher
Rage Against The Machine
Matt Bellamy
Alex Turner
Villain Of The Year Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell
Kanye West
Lady Gaga
Best Dressed Lady Gaga
Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O
Worst Dressed Lady Gaga
Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux
Worst Album Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady Gaga – ‘The Fame’
The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’
U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Worst Band Green Day
Oasis
Jonas Brothers
Paramore
JLS
Best Album Artwork Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘
.
Pra ver toooooda a lista, é só ir direto na página da NME. E ah, eu vou respeitar muito a pessoa que conseguir ganhar da Lady Gaga na categoria Worst Dressed.
Os caras do Radiohead são loucos (e quem já não sabia disso, né?). Nesse último domingo, a banda subiu ao palco em Los Angeles para arrecadar fundos para o Haiti e soltou uma música quase inédita bem no final do show, antes da clássica “Paranoid Android”. A atitude, que poderia ter desanimado a platéia, acabou por deixá-la ainda mais feliz, vide aplausos no final.
A faixa, como já disse, não é exatamente nova. Thom Yorke já havia aparecido com ela em dois ou três shows solo, mas essa foi a primeira vez que “Lotus Flower” entrou no setlist de um show do Radiohead – e, por mais que a banda não estivesse completa durante a faixa, isso já conta como um big deal. Olha aí:
Reparou naquele monte de pontos de interrogação na frente do nome de Thom Yorke, no cartaz do line-up do Coachella 2010? Então, a curiosidade foi tanta que a Entertainment Weekly procurou os representantes do artista e estes falaram que Yorke pretende usar aqueeeela bandinha “modesta” que mencionamos aqui, lembra? A escolha de grafar os “???” foi simplesmente porque o grupo não conseguiu pensar em nenhum outro nome. Mas e na hora de falar? A gente tem que usar intonação de pergunta quando mencionar a banda? (??) Reflita.
Enfim, no mesmo dia de Gorillaz, Pavement, Phoenix e mais um absurdo de bandas, podem subir ao palco no terceiro dia do Coachella, junto ao frontman do Radiohead, Flea, Nigel Godrich, Joey Waronker e o brasileiro Mauro Refoso. E você achando que o festival não poderia ficar melhor, hein?
No último dia 9, o Sudão comemorou o quinto aniversário do Amplo Acordo de Paz, tratado que decretou o fim de uma guerra civíl que dominava o país desde os anos 80. Mesmo assim, a população e o governo locais ainda acreditam que uma nova guerra está para se formar, já que, mesmo com um tratado assinado, milhares de pessoas são brutalmente assassinadas por grupos rebeldes na região a cada ano.
Em uma tentativa de alertar o mundo sobre a “criação de um novo conflito no Sudão que levaria a uma violação massiva do código dos direitos humanos”, a organização Sudan 365 uniu bateristas e percussionistas de todo o mundo na campanha “Beat For Peace”, que teve seu vídeo divulgado na semana passada. O clipe, que dura cerca de 4 minutos, mostra Nick Mason (Pink Floyd), Richard Jupp (Elbow), Phil Selway (Radiohead), Stewart Copeland (The Police), Jonny Quinn (Snow Patrol), Caroline Corr (The Corrs) e músicos regionais de diversas partes do globo (inclusive do Rio de Janeiro) “batucando pela paz”. A edição ficaria ótima, não fosse o textinho correndo no final:
Banda: Single Parents; Origem: São Paulo;
Integrantes: Anderson Lima, Fernando Dotta e Rafael Farah;
Tags no MySpace:Rock. E só;
Semelhantes:Oasis, Radiohead (ou quase isso) e, arriscando, Pavement;
Desde: 2008; Em até 140 caracteres: Um rock simples com letras – em inglês – que chamam a atenção e que, vez ou outra, esbarram num quê alternativo com cara de Thom Yorke. Uma música: “Homesick”, que puxa o som do EP Could You Explain? para um lado mais enérgico, com uma guitarra acelerada, notas de baixo em evidência e muito do rock britânico clássico que a gente ouve por aí, mas sem soar muito clichê. Acha que estou falando de uma edição musical do Missão Impossível? Então julgue você mesmo.
Wayne Coyne, a cabeça pensante do Flaming Lips, também andou dando seus pitacos sobre os melhores discos da década. Em entrevista para a Spinner, o vocalista da banda americana disse que, apesar de nunca ter amado as obras anteriores do Radiohead, ele realmente gostou de Hail To The Thief, lançado pelo quinteto britânico em 2003, e que com certeza ele é um de seus favoritos dos anos 00′:
Houve algumas músicas daquele disco que me deixaram maravilhado. [...] Hail To The Thief é um dos álbuns poderosos.
Coyne também elogiou outra banda conterrânea do Radiohead, o grupo Portishead e seu último trabalho, Third. “Gostei muito do último disco do Portishead. Apesar de que na época de seu lançamento eu não o entendi muito bem, it really grew on me a lot.” (Não consegui achar uma expressão equivalente em português pra isso, mas vocês pegaram o espírito da frase, né?)
O frontman do Flaming Lips disse que também gostou muito de alguns CDs do Deerhoof e, sobre os lançamentos remasterizados dos discos dos Beatles, Wayne filosofou: “Foram muito kick-ass“
Falando em listas de melhores, já viram nossas seleçõesde discosdo ano? Ainda não? Corre lá então e dê também seus pitacos, libere o troll existente em você!
Uma das coisas mais legais sobre o Radiohead é que, independente do tempo que a banda leva para gravar um novo álbum, ele nunca fica meia-boca – um ano depois de terem lançado Kid A, por exemplo, os caras apareceram com o semi-histórico Amnesiac. É com pouco mais de dois anos de intervalo que Thom Yorke e sua trupe pretendem lançar o sucessor de In Rainbows que, de acordo com o guitarrista Ed O’Brien, terá suas gravações iniciadas em janeiro de 2010. “Estou muito animado, mas ainda não posso divulgar mais nada, por motivos óbvios”, disse Ed.
No segundo semestre de 2009, o Radiohead apareceu com duas inéditas: “Harry Patch (In Memory Of)” e “These Are My Twisted Words”, que não devem constar no novo trabalho. “Definitivamente, nós mudamos muito, o que com certeza irá refletir em nossas músicas”, explica O’Brien em seu blog sobre a sonoridade das novas composições. O disco deve ser lançado até o final de 2010, provavelmente no segundo semestre.
O ano praticamente acabou mas as listas de melhores do ano não param. Em um futuro muito próximo, inclusive, o Move vai soltar alguns rankings de melhores discos de 2009 – mas, enquanto eles não aparecem, a gente quer saber de vocês: Qual foi o melhor festival musical do ano? Antes de linkar pra enquete, fazemos uma rápida retrospectiva do que aconteceu de melhor nas terras tupiniquins. Olha aí:
Just a Fest na Praça da Apoteose e na Chácara do Jockey: Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos – 20 (RJ) e 22 (SP) de março.
Planeta Terra Festival no Playcenter, São Paulo: Iggy Pop, The Ting Tings, Sonic Youth, Primal Scream, Patrick Wolf, Maxïmo Park, Metronomy, Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Copacabana Club, EX!, N.A.S.A., Anthony Rother e Etienne de Crécy – 7 de novembro.
Maquinária Festival na Chácara do Jockey: Faith No More, Evanescence, Panic at the Disco, Deftones, Jane’s Addiction, Sepultura, Dir En Grey, Danko Jones, Nação Zumbi, Duff McKagan, Maldita, Silicon Fly, Terceira Edição, Comodoro e Volantes – 7 e 8 de novembro.
Festival Indie Rock no Via Funchal e na Fundição Progresso: Gogol Bordello, Super Furry Animals, El Mató a un Policía Motorizado e Holger (os dois últimos tocaram apenas no Rio de Janeiro) – 10 (SP) e 13 (RJ) de novembro.
Goiânia Noise Festival: Dirty Projectors, Móveis Coloniais de Acaju, MQN, Hermeto Pascoal, Violins, Black Drawing Chalks, Walverdes, Volver, Vivendo do Ócio, Devotos, The Name, Jorge Mautner, Porcas Borboletas, Siba + Roberto Corrêa e Mugo – de 25 a 29 de novembro.
1. Lenny Kravitz – Let Love Rule (Justice Remix) Single – Nova York/Paris
2. Sea Wolf – The Violet Hour New Moon Soundtrack – California
3. Numismata e Kassin – O Inferno e um Pouco Mais Chorume – São Paulo, SP
4. Florence and the Machine vs. The XX – You’ve Got The Love Single – Londres
5. Asobi Seksu – Transparence Transparence EP – Nova York
6. Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta – Aquela Dança Frascos, Comprimidos, Compressas – Salvador, Bahia
7. Joe Lean and the Jing Jang Jong – One Women Single – Londres
(Download)Lado B - Raridades, b-sides e live tracks de bandas que serviram (e servirão, possivelmente) de influência para gerações seguintes:
1. Klaxons – Hall of Records (2006) Criando o termo “new rave” (que mais tarde foi recusado pelos próprios), a banda estimulou uma série de novos artistas que seguiram suas mesmas vertentes. “Hall of Records” é b-side do single Magick.
2. Kraftwerk – Numbers (Live Remix at San Francisco) (2005) Os alemães inauguraram os sintetizadores e espalharam a cultura de electro por todos os continentes. A música faz parte do live album Minimum-Maximum.
3. CSS e Supla – Fuck of Rock (2005) Consagrando-se no exterior antes mesmo de se eternizar no Brasil, o CSS mostrou aos artistas brasileiros que é possível buscar uma nova forma de atingir o sucesso. Deu certo, afinal. “Fuck Off Rock” está no EP CSS SUXXX.
4. Radiohead – Gagging Order (2004) Em 2007, com o In Rainbows, o Radiohead divulgou uma nova forma de distribuir música – o sistema pay-what-you-want. Além do mais, não é todo o dia que se encontra um Ok Computer por aí. A faixa escolhida é do COM LAG.
5. Chico Science e Nação Zumbi – Cidade (1994) Em 1994 surgiu o Da Lama ao Caos, álbum que marcou o início do movimento manguebeat. “Cidade”, a única música não-rara da nossa mixtape, estava lá.
6. Los Hermanos – Lisbela (?) Nossos hermanos mudaram a forma de se ouvir música no Brasil ao misturar MPB com pop-rock, samba com jazz, democratizando todos esses gêneros.Fenomenal, como a maioria de vocês já sabe. “Lisbela” foi originalmente escrita por Caetano Veloso e nunca foi lançada oficialmente.
7. The Beatles – Komm, Gib Mir Deine Hand (1964) E precisa explicar o motivo do fab-four estar nessa mixtape? “Komm, Gib Mir Deine Hand” é a versão em alemão de “I Want To Hold Your Hand”, relançada em 2009 na coletânea Past Masters.
Uma semana após sua estréia, a coluna Jukebox Weekly volta com outro representante de peso dentro do cenário de rock independente no país. Gustavo Martins (@gbmartins), vocalista e guitarrista do Ecos Falsos, respondeu nossas perguntinhas e descobrimos o que inspira o líder da banda do “Spam do Amor“:
Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Temo não poder responder essa pergunta com total sinceridade, porque meu gosto mudou radicalmente algumas vezes antes de se estabelecer no indie/grunge/BRock na adolescência (e evoluir timidamente a partir daí). Quer dizer, meus primeiros momentos bons foram ao som das “7 Melhores da Joven Pan”, não levei isso muito adiante. Mas hoje, acho que Wilco é o que consegue ser mais versátil para o meu humor. Se está tudo muito bem, Frank Zappa. Se está tudo muito mal, “Videotape” do Radiohead no repeat, hahaha.
E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Acho que qualquer novidade que eu tentar dizer vocês vão rir, porque já deve ter uns três… MESES de idade, hahaha. Bom, eu não acompanho muito os hypes, infelizmente. Gosto de ouvir hypes de dois anos atrás, pra ver se ainda grudam: acho um exercício bacana. Eu também gosto muito de enrolar antes de responder a uma pergunta. Uma banda nova que eu ouvi e, segundo o Mininova, é hype, é um grupo holandês chamado The Gasoline Brothers. Eu baixei porque dizia que parecia Pavement, o Pavement tinha anunciado que ia voltar, fiquei empolgado. De primeira ouvida achei uma merda, falei isso no twitter, eles me acharam e vieram pedir desculpas. Fiquei emocionado, dei uma segunda chance pro disco (“Tsk!”) e agora estou gostando.
Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Músicas sem muita virada de bateria: Ting Tings, coisa do Pinkerton, Flaming Lips das antigas… Aquela “Magick” do Klaxons também vai bem. Não tocando a maldita música do Le Tigre, tá ótemo. Se não tiver só homem na pista ajuda, também.
Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Eu faço isso com Ecos Falsos! Que mais… Gostei do último do Fall Out Boy, e toda vez que eu ouvia me zoavam lá. Tem os supracitados Engenheiros… E muitas bandas independentes nacionais, que eu não vou falar o nome pra não arranjar mais inimigos! Hahahaha.
Pra quem ficou com medo daquela declaração de Thom Yorke, em agosto, pode relaxar porque, aparentemente, teremos um disco cheio de músicas inéditas do Radiohead em 2010. Bem, pelo menos foi isso que deu a entender o guitarrista da banda, o anti-pró-Lily-Allen (?) Ed O’Brien.
Perguntado pela NME sobre a veracidade do fato de que o Radiohead não mais gravaria nem lançaria discos inteiros, O’Brien declarou o seguinte:
Fomos interpretados de maneira errada naquela ocasião. Nós faremos sim um novo álbum. [...] Nós amamos toda a arte envolvida no CD. Também gostamos muito de vinil. E isso não irá desaparecer. [...] Entraremos em estúdio (em Oxfordshire) no inverno, quando tudo é sempre deprimente. [...]Quando você está num estúdio no campo, a música que você é definitivamente afetada pela estação do momento.
Ed não deu muito mais detalhes e falou também que não faz idéia de como será o lançamento do próximo disco. Se será “oferecido” para download antes do lançamento físico ou ao contrário. Mas quem se importa, certo? O importante é que o guitarrista que fica sempre à direita de Thom Yorke garantiu que o Radiohead lancará SIM um álbum novo em 2010! HOORAY!!!
Com muito mais dignidade e bom senso do que quando formou a lista das melhores músicas da década, a Pitchfork soltou os 200 discos que, para seus jornalistas, estão entre os mais bem sucedidos dos últimos nove anos. Quem canta vitória no pódio é a trupe de Thom Yorke, que chegou em primeiro lugar com Kid A, de 2000. O Radiohead, inclusive, aparece mais duas vezes na lista: Com In Rainbows (2007) na 21ª posição e Amnesiac (2001) na 34ª, deixando apenas Hail To The Thief (2003, um dos meus preferidos) de lado – além, é claro, dos discos lançados pela banda antes dos anos 2000.
Turn On The Bright Lights, do nosso querido e amado Interpol, ficou em 20º lugar. Fair enough.
Em segundo e terceiro lugar temos, respectivamente, o Arcade Fire (com o clássico Funeral, de 2004) e, claro, o segundo disco do Daft Punk (Discovery, 2001). O Animal Collective, cotado por muitos como a banda da década, não aparece entre os dez primeiros, mas abocanhou o 14º lugar com seu mais recente (e mais divino) Merriweather Post Pavillion. Wilco e Jay-Z completam o Top 5, deixando Is This It, do Strokes, e Ágætis Byrjun, do Sigur Rós, para sétimo e oitavo colocados. A lista é extensa, mas vale dar uma olhada em toda ela, mesmo que seja rapidinho.
Março de 2009. Depois de anos de espera, Thom Yorke, Ed O’Brien, Phil Selway e os irmãos Greenwood finalmente chegam ao Brasil para dar forma a primeira turnê do Radiohead no país, que fez um baita barulho em todos os cantos dessas terras, mesmo com o Just a Fest – festival que, além dos ingleses, recebeu Kraftwerk e Los Hermanos – sendo realizado apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Quem teve a oportunidade de assistir a banda sabe que a experiência foi inesquecível – e, pra nossa sorte, teve gente que resolveu eternizar essa lembrança em vídeo. O paulistano Andrews Guedis, empolgado com a sensação pós-show, colecionou as melhores gravações da passagem do Radiohead por São Paulo e as juntou, arquivo por arquivo, editando áudio e vídeo, num trabalho que levou cerca de quatro meses para ficar pronto. O resultado acabou sendo um “DVD de fãs para fãs”, onde diversos registros postados no YouTube foram aproveitados para fazer nascer o Alive 2007 do rock. Afinal, quem precisa de gravadoras e super produções? Yorke ficaria orgulhoso.
Pra começar, fale um pouco sobre você e sobre o porquê de fazer um projeto desse porte.
Bem, sou Andrews, um webdesigner e um aficionado por tecnologia e arte. Desde pequeno abrindo e destruindo aparelhos eletrônicos até ganhar meu violão e descobrir o que era música. Depois disso sempre descobrindo coisas novas até chegar à minha nova realização, que foi a edição de vídeos unida ao poder espantoso da internet.
O projeto não nasceu antes do show, mas sim poucos dias depois. Devo agradecer aos fãs que apoiaram e contribuíram para isso acontecer, se não fosse eles não tomaria a grandiosidade que tomou.
Você tem idéia de quantos downloads já foram feitos?
Não consigo estimar quantas pessoas conseguiram fazer o download até o final, mas se fosse fazer uma conta seriam mais ou menos umas 500 pessoas no mundo que já assistiram esse projeto. Olhando para o torrent neste momento, existem 100 pessoas semeando e 460 na fila de download. É muita gente, sem contar o formato de download direto que também é uma outra opção. E isso cresce a cada dia.
Existe um botão do pagseguro no site pra arrecadação de fundos. Tem bastante gente doando? Pode falar a quantia que conseguiu arrecadar até agora?
Sim, mas só recebi uma doação pelo pagseguro no valor de R$ 30,00. Que foi o valor referente ao domínio ww.raindown.com.br, da qual eu pedi uma ajuda no blog para adquirir este endereço. Foi apenas isso.
Foram quatro meses de projeto, né? Em algum momento você achou que não daria certo, pensou em desistir?
Mais ou menos isso. Uma semana após o show já comecei a me movimentar editando o primeiro vídeo de Paranoid Android. Claro, sem intenção nenhuma de fazer algo grandioso, era apenas uma ideia qualquer, que nasceu vendo os trechos dessa música no YouTube.
Você também tem uma banda chamada Refink, que arrumou espaço pra um pouco de divulgação na página do projeto. Houve um grande aumento de procura?
Sim, sou guitarrista e backing vocal nessa banda que tem muita importância em tudo que faço. Aprendi a editar vídeos utilizando o material de bastidores de shows e isso teve uma grande importância para o projeto Rain Down. Eu acredito que divulgar minha banda era uma forma de mostrar outro trabalho, que também tinha um grande valor. A procura cresceu um pouco, mas existe uma realidade muito triste no cenário que tocamos que impede qualquer banda como a nossa de crescer, ela é envolvida por modismo, falta de respeito com as bandas, interesses financeiros, grandes panelinhas e pessoas que não tocam pela música. Se não fosse por amor ao que faço, já teria desistido faz tempo.
No Brasil, você é um dos assuntos preferidos não só dos blogueiros, mas também de jornais e TV. Como você sente a repercussão internacional do Rain Down?
Acredito que por ter feito um projeto envolvendo uma banda tão revolucionária e criativa com o Radiohead, o conceito do projeto tomou um rumo de inovação. Não que eu tenha feito nada inédito, canso de ler que pessoas já fizeram o que eu fiz antes e não tiveram tanta repercussão. A questão é que eu mesmo não planejei isso, tomou corpo, aconteceu e ponto. Já a repercussão internacional não foi tão intensa como a brasileira, mas tenho acompanhado muita gente de fora dizendo que isso poderá chegar ao Radiohead se continuar assim. Eu já me sinto muito bem pelo reconhecimento que obtive até o momento.
Pra muita gente, é quase um castigo baixar 4.5GBs por torrent/rapidshare. Existe a idéia de fazer a distribuição em formato físico, mesmo que com uma edição bem básica, pra facilitar o acesso dessas pessoas?
É, com a internet que temos no Brasil, baixar 4.24 GB por torrent ou download direto é realmente duro. Eu sei por que baixo DVDs do mesmo tipo e chega a levar dias.
Sobre a distribuição em formato físico, eu deixei bem claro que não posso comercializar o DVD, mas me coloquei a disposição para enviar para quem precisasse desde que a pessoa banque os valores de frete, mídia, porque eu não tenho como fazer isso tirando do próprio bolso. Para isso a pessoa pode entrar em contato comigo via e-mail ou comentando no blog.
They don’t love you like I love you, they don’t love you like I love you, they don’t love you like I love you, they don’t love you like I love you, they don’t love you like I love you.
Foi citando a maravilhosa música do Yeah Yeah Yeahs que Thom Yorke começou “Everything in its right place”, música que fechou o set do Radiohead no Reading Festival, no último domingo (30).
Todos estavam esperando um EP do Radiohead nessa segunda-feira, mas não foi bem isso que aconteceu. Há algumas horas, a W.A.S.T.E. divulgou o novo trabalho da banda, ‘These Are My Twisted Words’, que se apresentou como um MP3 solto, só com uma capa pra contar história (arquivos em .tiff e .pdf, esqueceram do .jpg) – nenhum b-side, nenhuma acompanhante, nada.
A tal capa
A faixa é quase toda instrumental e demora a convencer, mas pega de jeito quando chega a hora. De qualquer forma, é sempre bom ouvir a trupe do caolho em ação. O esquema para download, ao contrário do que diziam, é diferente do usado no In Rainbows: Para baixar ‘These Are My Twisted Words’, você nem pode escolher dar uns trocados pra banda – o download gratuito é obrigatório.
Depois de uma semana onde Thom Yorke e cia. ficaram em evidência pelo lançamento de uma canção póstuma e por terem declarado (Yorke, no caso) que a banda não tem planos de gravar um álbum inteiro de estúdio tão cedo, se focando mais em ocasionais EPs e singles, o quinteto britânico novamente é foco de especulações nos sites de músicas. Tudo por causa de uma suposta música nova que a banda lançaria no dia 17 de agosto, próxima segunda. Pra saber mais sobre essa teoria, o Lívio, do Bloody Pop, fez um belo trabalho de Sherlock Holmes e desvendou algumas informações quentinhas pra gente e, junto com alguns colaboradores de um fórum gringo, bolou algumas idéias sobre o lançamento da faixa e até de um possível EP. Enfim, pra saber todos os detalhes dessa ótima música nova do Radiohead, é só dar um clique aqui, ó. Pra baixar a faixa, que se chama “These are my twisted words”, é só clicar na imagem ali em cima.