14 out 2010

SWU: Rage Against The Machine e o show quase perfeito

Por Neto Rodrigues @17:50

“Cara, confesso que não sabia por que o Rage tinha sido escalado pra ser headliner. Mas agora eu sei”, disse, ao final do show do Rage Against The Machine, um boquiaberto e quase sem palavras Alex Correa, cujo conhecimento sobre a banda de Los Angeles até aquele momento beirava o zero, de acordo com o próprio. E foi assim a passagem da banda pelo SWU – até as pouquíssimas almas vivas que não sabiam diferenciar “Testify” de “Guerrilla Radio” saíram de lá espantadas com a barulheira e a fúria (quase exagerada) promovidas por Zack De La Rocha, Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford.

Foto: Carol Zaine

O show só não foi histórico pra todo mundo por conta de algumas falhas no som e de um tumulto que resultou na pausa da apresentação por alguns minutos. Zack foi ao microfone e pediu pra galera dar um passito pra trás para que todos pudessem curtir o show numa boa. Ainda assim, minutos depois, presenciamos uma cena incrível: um camarada, no meio de seu trajeto camicase da Pista Comum para a Premium, foi abordado por uns 3 seguranças – que não conseguiram segurar a criatura, requisitando, assim, o auxílio de outros 3 homens para contenção. Sim, foram necessários 6 seguranças para imobilizar o maluco possesso.

Voltando à parte musical da coisa toda, o Rage Against The Machine não desperdiçou nenhuma das 13 faixas de seu rápido set e mandou hit atrás de hit. Zack raramente parava quieto e, entre um pulo e outro, Tom mostrava por que é um dos guitarristas mais influentes de sua geração. E fazendo uma parede de graves absurdos estava Commerford, que fazia tremer metade da Maeda a cada nota dedilhada em seu baixo. Fechando a conta, veio ela, uma das músicas mais esperadas pelos brasileiros fãs de rock. “Killing In The Name” lavou a alma dos 50 mil presentes (ou algo aproximado), que enfrentaram caos e desordem na saída do primeiro dia de festival. Enquanto isso, a banda principal, que citou o MST (Tom Morello usou um boné do movimento no palco) durante o show, voltava para casa – ou para a continuação de sua turnê – confortavelmente e com a consciência tranquila de que expôs bem a postura de rebeldia que sempre pregou. Contradições aparentes à parte, isso é assunto pra outra hora, devido à sua complexidade. Afinal, o zunido de Fuck You/ I Won’t Do What They Tell Me ainda ecoa nos ouvidos.

11 out 2010

Segundo dia de SWU: 56 mil pessoas, coxinhismo geral e a honestidade do Otto

Por Alex Correa @15:00

Domingo foi o dia mais pop do SWU. Não lembro qual foi a última vez que ouvi tantas trilhas sonoras de novela sendo tocadas ao vivo em um mesmo dia: “Fidelity”, da Regina Spektor, “Use Somebody”, do Kings of Leon, mais de uma da Joss Stone, “Crua”, do Otto, e mais outras, apareceram em algum momento dentro das 12 horas seguidas de festival. Mais cheio do que no dia 9, sábado, a segunda etapa do evento já tinha a área premium intrafegável por volta das 5 da tarde.

O maior número de pessoas deu corda para que mais problemas estruturais acontecessem. Apesar disso, a produção não parava de tentar somar pontos em uma coletiva de imprensa realizada de surpresa e com muita acidez dos jornalistas: falavam sobre o combate às drogas (46 pessoas foram autuadas no primeiro dia de evento), sobre a qualidade dos equipamentos (quando perguntados sobre as falhas de som do Rage Against The Machine no dia anterior, a culpa foi passada para a equipe da banda – “a mesa de som era deles”) e, principalmente, sobre os problemas nas redes locais: o wi-fi da sala de imprensa não conectava e as máquinas de cartão de crédito mal funcionavam nos bares.

O show do Sublime With Rome, que aconteceu no Palco Água antes de anoitecer, foi o primeiro a ficar lotado. LO-TA-DO. E a grande maratona de shows gigantes começou aí. A sequência veio com a fofíssima Regina Spektor, toda meiga atrás de um piano de cauda, com o apoio de apenas três pessoas: uma no violoncelo, outra no violino e uma outra na bateria. Nesse meio tempo, nada de muito interessante passava pela tenda da Heineken, que encarou o dia mais sem graça de programação (Killer On The Dancefloor, Twelves e MSTRKRFT ficaram pra segunda-feira; Aeroplane, Erol Alkan e o recomendadíssimo Mixhell se guardaram para o último dia de shows).

Vai, Regininha! (Foto: Carol Zaine)

Foi Joss Stone quem preparou o terreno para os headliners da noite, usando um vestidinho de verão, descalça e tentando não tremer com frio e vento inexplicáveis na Fazenda Maeda. Dave Matthews Band entrou logo depois, levando os mais tiozões pra frente do palco Ar, mas foi às 11 da noite que o show mais cobiçado começou. Foi a segunda vez que o Kings of Leon veio ao Brasil, mas dessa vez com uma cara diferente: se em 2005 o espírito da banda era um tipo de caipira-do-interior-da-Inglaterra, agora são os galãs Followill que dominam o palco. Dá pra sentir uma pegada quase boyband, principalmente quando as ovações aparecem: é sempre o coro feminino que predomina.

Quem chegou tarde ou não teve grana pra comprar os ingressos premium não tinha muito do que reclamar: apesar da maior distância do palco, a estrutura da Maeda ajudava a visão do palco com a inclinação da pista.

Enquanto os gringos dominavam os dois palcos principais, quem passava pelo Oi Novo Som ficava deslumbrado. Com Pernambuco correndo na veia, Otto deu um choque de autenticidade em um line-up de artistas comportados demais e setlists calculadíssimos. Além de encher a tenda, o cara conseguiu botar todo o público dali nas suas mãos – dava pra ver muita gente suingando e cantando durante as músicas, que eram finalizadas com manifestações bem calorosas. A banda do cara é poderosa: o time instrumental junta Cidadão Instigado e Nação Zumbi. “Eu tinha mesmo que estar aqui”, disse, satisfeito e surpreso com a aprovação. O espírito da música brasileira todo representado no palco.

O show-lava-alma foi incrivelmente harmônico pra algo que parece ser tão espontâneo, livre e natural. Otto se meteu no meio do público, tirou a camisa mesmo com a friaca e, dessa vez, só deixou faltar uma de suas maiores marcas registradas: o cofrinho do cara estava por dentro da calça, comportado, sem chamar a atenção. Tanto faz: foi bom poder contar com o rapaz pra aliviar todo o coxinhismo do dia.

Hoje, terceiro e último dia de festival, é pra escapar de todas as tensões: pela segunda vez no Brasil, o Queens of the Stone Age toca no Palco Ar ao mesmo tempo em que o CSS, depois de três anos longe do país, vai deixar o Oi Novo Som lotadíssimo. E a tenda eletrônica caprichou no line-up.

O resumão do primeiro dia de SWU tá aqui.

10 out 2010

Primeiro dia de SWU: Estrada de terra, bucolismo e a fúria do Rage Against The Machine

Por Alex Correa @14:42

9 de outubro, primeiro dia de SWU, também pode ficar marcado como a primeira oportunidade que as gerações mais recentes tiveram de presenciar um festival “de verdade”, daqueles dos grandes – dizem, não posso afirmar por ter nascido tarde demais, que o Starts With You (lembra que esse é o nome original?) só se equipara ao Rock In Rio em questão de tamanho no Brasil.

É fácil perceber que o SWU é realmente um monstro, como já dava pra dizer assistindo ao preview da visão área do lugar. A Fazenda Maeda (Arena Maeda, Pousada Maeda ou Pesqueiro Maeda são os mesmos lugares, vale dizer) é, provavelmente, o maior campo aberto que eu já vi na vida. A estradinha de terra de 3km que conecta a rodovia principal ao lugar é genial: não facilita a locomoção, verdade, mas serve pra dar um baita choque de ambiente, principalmente pra quem tinha São Paulo como ponto de partida – de repente, a poluição do dia-a-dia e a correria da Avenida Paulista viraram plantações de eucalipto (logo na entrada você dá de cara com a Eucatex, do Maluf), gramados infinitos e árvores que vão até sabe-se-lá-onde.

Se todo esse verde deixa o evento com a mesma cara do Woodstock? Não, não deixa. Mais uma vez, não posso usar a minha memória para descrever as diferenças, mas os registros falam por mim: pra entender a vibe, vale pegar um Aconteceu em Woodstock ou o próprio Woodstock e sacar o abismo que existe entre a geração paz e amor e os tempos atuais. Quem ficava tentando travar uma competição entre o SWU e o Planeta Terra também saiu perdendo: a pegada aqui é mais abrangente, popular e bem mais intensa, enquanto o Terra aposta em mais conforto e “tendência”, com o perdão da palavra. No final das contas, todo mundo sai ganhando.

Na recepção, a organização não falhou só uma vez. O staff terceirizado, que erra quase em todos os eventos, não sabia orientar bem quais entradas as pessoas deveriam pegar para entrar nas diferentes áreas. Péssima qualidade na hora de informar, mas a educação dos funcionários funcionava bem – eu, pelo menos, fui super bem tratado e só ouvi relatos de pessoas que também receberam tratamentos bem simpáticos. Ponto positivo.

O climão de festival ficava estampado na cara de todo mundo logo na primeira tour pela Maeda. Os dois palcos principais, Ar e Água, ficam mais próximos da entrada, o Oi Novo Som fica quase no final do espaço e a tendona verde da Heineken é ponto obrigatório, bem no meio do caminho. Se você pretende passar por lá nos próximos dias (ou voltar no ano que vem, de repente), é bom botar na cabeça de uma vez que não se anda pouco, principalmente quem tem que recorrer aos estacionamentos ou ao camping no final da noite. O passeio fica mais leve com os passatempos que aparecem no caminho, mesmo não sendo tão acessíveis – a roda gigante e o paredão de escalada, as coisas mais legais de lá depois dos palcos, tinham filas enormes.

Também vale preparar um mantra pra encarar filas com bom humor. A Ana observou bem, inclusive: “Ir no banheiro, comprar bebida, comida… Não se gasta menos de 40 minutos pra fazer qualquer coisa aqui”. A dinâmica tradicional dos 1001 caixas não funcionou, como sempre – quem quisesse comprar cerveja tinha que passar por três: o das fichas, o para conseguir uma pulseirinha de maior de 18 anos e o terceiro para pegar a bebida, finalmente.

O barulho sobre sustentabilidade não foi tão grande quanto na web. Pela primeira vez, não senti que estavam tentando empurrar um papo sobre ecologia pela garganta de todo o mundo – quem quisesse ter informação sobre reciclagem, energia e tudo o mais, poderia procurar uma das tendas ecologicamente corretas e se informar melhor, por livre e espontânea vontade.

A agendinha de “Shows Que Eu Quero Ver” só funciona pra quem tem muita disciplina. Ao mesmo tempo em que é bom saber que você tem várias opções de shows para assistir (Los Hermanos, Apples In Stereo e MSTRKRFT tocaram ao mesmo tempo em palcos diferentes), também é legal poder contar com um relevo confortável no meio do gramado pra descansar. Dos 13 shows que eu pretendia ver, nem que fosse por um tempinho, só consegui pegar cinco – e com um puta frio no nariz:

* Um pedacinho do The Twelves, que recebeu gritinhos durante um remix de Phoenix;

* Mallu Magalhães, muito mais articulada do que era há dois anos, trocando frases com os fãs, fazendo piadinhas e complementando o setlist (boa parte formado pelas músicas do segundo disco) com um cover de Billie Holliday;

* Mutantes, com Sérgio Dias já na flor da idade e mostrando a nova vocalista, Mara Maravilha Bia Mendes;

* Los Hermanos, emocionando, sendo recebidos com calor pelo público e mais bem humorados do que no último show que fizeram, em 2009;

* E, fechando a noite, o COMPLETAMENTE INSANO Rage Against the Machine, que deixou todo mundo de queixo caído com o poder de controle sobre o público, mesmo com várias dificuldades técnicas. O som da banda foi desligado duas vezes por um bom intervalo de tempo, mas Zach de la Rocha e cia. não deixaram nenhuma música pela metade. Depois da segunda falha, quando muita gente achou que eles desistiriam do show, a banda voltou ao palco e improvisaram uma jam para testar o som. Incitadas pelo próprio Tom Morello a invadir a pista premium, as pessoas da pista comum tentavam entrar na área mais cara várias vezes – e, inclusive, vi dois caras conseguindo o que queriam. A confusão foi tanta que a barricada do fosso dos fotógrafos quase cedeu. Foi nessa altura que o show parou mais uma vez, agora com a produção pedindo para todo mundo dar três passos pra trás – “Ou isso ou não tem mais show”, disse uma voz no microfone que tentava impedir que a barricada fosse abaixo. A banda manteve a postura e ainda voltou pro bis, fechado com o mega supreme hit “Killing In The Name”, que a Globo comeu na transmissão pela TV.

Daí ainda teve o show do Brothers of Brazil, logo no início, que eu vi porque eu era muito fã do Supla na pré-adolescência por inércia. Os caras até mandaram bem num cover de “Folsom Prison Blues”, do Johnny Cash (e aí teve a parte vergonha alheia, com uma versão de Lady Gaga, e a etapa nostalgia com “Japa Girl” e “Garota de Berlim”). HEH

Já estamos na Maeda pro segundo dia de festival, com Kings of Leon, Sublime with Rome, Joss Stone, Regina Spektor e os brasileiros Otto, Tulipa Ruiz e Volver, além de uma porrada de outros. Pra acompanhar isso e todo o resto, na medida do possível, cola no @movethatjukebox e fica de olho.

7 abr 2010

Woodstock chega ao Brasil, Maquinária se expande e “Green Day e Linkin Park estão quase confirmados”

Por Alex Correa @16:48

O link veio pelo Marcelo Costa: de acordo com a All Access Media, o Woodstock, um dos festivais mais importantes já realizados no universo da música, chega ao Brasil em outubro de 2010. A sondagem vem sendo feita pelo produtor Eduardo Fischer desde o ano passado, mas a idéia se tornou ainda mais sólida com o envolvimento de Perry Farrell, líder do Jane’s Addiction e criador do Lollapalooza, que já pensava em realizar uma edição de seu festival no país.

O Woodstock Brasil está programado para acontecer nos dias 7, 8 e 9 de outubro na cidade de Itu, próxima à capital paulista, provavelmente na mesma fazenda que recebe o festival Kaballah na Fazenda Maeda, segundo o Vírgula. A notícia é fresca, mas as especulações já começaram: nomes como Foo Fighters, Smashing Pumpkins, Rage Against The Machine, Pearl Jam, Limp Bizkit e até Bob Dylan estão sendo cotados para tocar no festival, que tem Linkin Park e Green Day como “atrações praticamente confirmadas”. Os ingressos devem começar a ser vendidos em maio.

Será que o rei vem?

A equipe de produção do Woodstock é a mesma que realizou o Maquinária Festival. O Maquinária, inclusive, aproveita a oportunidade para se alastrar pela América do Sul e, ainda em 2010, deve chegar a mais dois países como um “braço” do Woodstock.

Essa será a quarta edição já realizada do Woodstock, que mudou o mundo em 1969. Alguém tem dúvidas de que o Brasil está prestes a conhecer o maior evento musical da sua história? Rock in Rio que se cuide.

UPDATE: A assessoria do evento confirmou as informações, segundo o IG Música.

UPDATE 2: Segundo o twitter de Eduardo Fischer, todas as informações sobre o evento serão divulgadas oficialmente em 7 de maio.

20 jan 2010

Guri’s Jukebox (Pública)

Por Neto Rodrigues @9:48

A banda dona do quarto lugar na nossa listinha de Melhores Álbuns Nacionais de 2009 resolveu dar as caras aqui no Move! O guitarrista da Pública (@publicaoficial), o talentosíssimo “Guri” Assis Brasil (ou simplesmente Guri), conversou um pouquinho com o blog e nos contou quais são suas bandas favoritas, os guilty pleasures, as novidades do rock gaúcho e por aí vai…

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Eu nunca tinha parado pra escutar essa banda, porque uma vez escutei um disco e me baixou extremamente quadrado. Mas o último disco do Cidadão Instigado me fez repensar alguns conceitos. É um som quase que inclassificável, tão estranho que te pega pelo ouvido. Parece que os caras tomaram muitas drogas e escutaram a discografia do Brian Eno, do Bowie – não deixando de lado o sotaque nordestino, a brasilidade e os discos do Odair José. Músicas dançantes, synths e vocoder. Excelentes baterias e guitarras. É a típica banda que todo o crítico vai pagar pau por ser moderna, inusitada e abrasileirada ao mesmo tempo, mas que aquele teu amigo de trabalho vai dizer “que porra é essa?”. O novo disco da Pata de Elefante, que não foi lançado (mas estou com ele em casa), é lindo demais. O caras esbanjam categoria e bom gosto nos arranjos, nunca ultrapassando o limite e tornando a música instrumental muito agradável ao invés de solos intermináveis com 23 notas por segundo.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
É inevitável falar dos Beatles, porque, concordando ou não, é a banda mais completa que o mundo já viu. Tão completa que deveria sair de todas as listas. Por incrível que pareça, por não ter nada a ver com a Pública, uma banda que escuto desde a minha adolescência é o Rage Against the Machine. Essa banda é o maior soco na cara que alguém pode tomar! Escuto até hoje!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Gosto de escutar coisas inusitadas em uma festa. Como sair de um MGMT pra um Sinatra. O DJ que consegue isso com categoria ganha pontos e tem toda a manha. Mas o Rei do Pop não pode falar. Ah, um AC/DC quando o cara já ta na décima quinta garrafa de cerveja é sempre bem vindo!

Quais são as novidades mais promissoras da cena roqueira gaúcha, atualmente?
Tem três nomes de bandas amigas que podem dar o que falar: Valentinos, Gulivers e Volantes. Os Volantes já estão com passos um pouco mais longos. As outras duas estão prestes a lançar seus discos de estréia!

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Essa eu costumo escutar no Youtube. Hehehe. Mas não costumo me envergonhar das coisas. Eu gosto de música em geral, gosto daquela música que todos tem capacidade de assimilar. Acho que é para isso que a música foi feita. Gosto de escutar coisas da Lily Allen, gosto daquela música do Jason Mraz, acho que se chama “I´m Yours“. É brabo isso daí, tchê…

14 jan 2010

Placebo na América do Sul em abril?

Por Neto Rodrigues @21:35

Ao que tudo indica, isso parece ser um consenso para o site Placebo Brasil, que garimpou a informação do Placebo CL. Para o informado fã-clube chileno que comanda o site, a banda de Brian Molko teria fechado com o festival ‘Cristal en Vivo‘ uma apresentação em abril, em Santiago.

Só estaria faltando uma confirmação oficial da produtora. Mas, aparentemente, a vinda do Placebo à América do Sul já é um fato. Agora, se a turnê do disco “Battle For The Sun” chegará ao Brasil, aí já é outra história – embora seja perfeitamente plausível acreditar que alguma produtora brasileira também pegue carona na oportunidade e traga a banda, que tocou em nossas terras pela última vez nos idos de 2007.

Além do Placebo, os jornais chilenos também especulam uma possível apresentação do Rage Against The Machine. E aí, Brasil?

10 dez 2009

Mix That Jukebox #7

Por Neto Rodrigues @17:21

cover

Imagem via We heart it

.

Lado A – Top 7 dos últimos dias

01 – Ecos Falsos – Deadline
Na faixa, que é uma regravação da banda JazzBlaster e que se encontra no novo disco do Ecos, se destaca o vocal feminino contrastante de Julia Jups, cantora da banda Condessa Safira.
02 – Shout Out Louds – Walls
Um dos melhores produtos de exportação da Suécia volta com a primeira música tirada do novo disco, esperado para março de 2010.
03 – The Dead Weather – A child of a few hours is born
A música, encontrada no recém lançado single de “I cut like a buffalo”, não só é melhor que qualquer uma do debut da banda, como ainda conta com uma guitarra matadora à la Jimmy Page.
04 – Jónsi – Boy lilikoi
O líder do Sigur Rós soltou essa prévia de como pode ser seu debut. A música se encaixaria muito bem no último trabalho de sua banda.
05 – The Cribs – We share the same skies
Uma das melhores criações do trio de irmãos ingleses, que agora contam com a companhia do ex-Smiths Johnny Marr na guitarra.
06 – Mallu Magalhães – My home is my man
Não, não vou falar que a Mallu cresceu. Mas que esse segundo disco da cantora está beeeem mais interessante que o primeiro, isso é verdade.
07 – Charlotte Gainsbourg – Heaven can wait (ft. Beck)
A canção em si já é muito boa, mas fica melhor ainda com o clipe sensacional que foi dado à ela.

.

Lado B – Liberte o headbanger que existe dentro de você!

01 – Alexisonfire – Drunks, lovers, sinners and saints
Post-hardcore canadense de primeira!
02 – Rage Against the Machine – Sleep now in the fire
“Se rebelando aos 15 anos” feelings.
03 – At the Drive-In – One armed scissor
A banda que deu origem ao The Mars Volta.
04 – Metallica – Ain’t my bitch
Dispensa comentários, né?
05 – Rise Against – Prayer of the refugee
Hardcore americano com vocais e guitarras poderosas.
06 – Avenged Sevenfold – Bat country
Música feita sob a influência de Medo e delírio em Las Vegas, de Hunter C. Thompson.
07 – Slipknot – Before I forget
Essa é da época em que eu ainda curtia um new metal. Não me julguem. É boa, vai.