15 set 2011

7 anos sem Johnny Ramone

Por Raul Ramone @0:11

Johnny Ramone perdeu a luta  para o câncer no dia 15 de setembro de 2004, aos 55 anos. Junto com o vocalista Joey, foi o único integrante do lendário Ramones a permancer no grupo do começo ao fim de sua história.

Fica minha pequena mixtape-homenagem ao eterno guitarrista da maior banda punk de todos os tempos.

18 jul 2011

[Especial mês do Rock] End of The Century – A História dos Ramones (completo, legendado em português)

Por Raul Ramone @8:57

O documentário narra, através de depoimentos, a história do grupo mais notável do Punk Rock. Extensas entrevistas com ex-integrantes dos Ramones, família e personalidades da era punk são a voz principal do filme, que relata também os laços de amizade de infância entre os caras, até o triste fim da banda.

12 jul 2011

Rhino Records anuncia reedição dos quatro primeiros álbuns dos Ramones

Por Raul Ramone @16:24

A Rhino Records anunciou para 19 de julho o relançamento dos quatro primeiros álbuns da maior banda punk de todos os tempos: The Ramones.

Ramones (1976), Leave Home (1977), Rocket to Russia (1977) e Road to Ruin (1978) sairão em vinil de 180 gramas e, além da arte original dos encartes, trarão prensagens feitas a partir das masters originais.

19 mai 2011

Joey Ramone, 60 anos

Por Raul Ramone @0:04

Se estivesse vivo, Jeffrey R. Hyman – o nosso querido Joey Ramone – completaria 60 anos de idade hoje. E claro, não poderíamos deixar de citar essa ocasião tão importante.

23 abr 2011

Disco de estreia dos Ramones faz 35 anos

Por Raul Ramone @14:01

Hoje o disco de estreia dessa banda que todo mundo tanto gosta faz 35 anos de vida. Os Ramones continuam mais vivos do que nunca – prova disso é o legado e a influência deixados pela banda nova-iorquina, que ainda reflete em cada grupo que pipoca por aí usando jeans surrados, e com guitarras distorcidas.

- O álbum foi gravado e mixado em apenas uma semana, e custou seis mil e quatrocentos dólares para ser feito.
- A idéia original da capa era fazer algo parecido com o disco Meet the Beatles!, e a banda até tirou algumas fotos nessa linha, mas a Sire Records achou a idéia horrível e acabou indicando Roberta Bayley (na época, fotógrafa da Punk Magazine).
- A faixa de abertura, “Blitzkrieg Bop”, inicialmente se chamava “Animal Hop”, mas Dee Dee Ramone (compositor da música) resolveu mudar o título da canção de última hora. “Blitzkrieg” era o nome da tática usada pelo exercito alemão na Segunda Guerra Mundial, e quer dizer “guerra-relâmpago”.
- A terceira faixa, “Judy Is a Punk” fala de duas fãs obcecadas pelos Ramones: Jackie e Judy. Garotas punks de boa família, acabaram morrendo ainda jovens em um acidente de avião. Profecia: no refrão da música, Joey Ramone canta: “Perhaps they’ll die, oh yeah”.

- O Massacre da Serra Elétrica” foi a inspiração para a letra da quinta faixa do disco, “Chain Saw”. Já a música “I Don’t Wanna Go Down to the Basement” sofreu influência de outro filme, “Don’t Look in the Basement“. Joey e Johnny sempre foram fanáticos por filmes de terror.
- A faixa “53rd & 3rd” relata a época em que Dee Dee se prostituia na famosa esquina da terceira avenida (3rd) com a quinquagésima terceira rua (53rd). O baixista recorreu ao famoso ponto underground de Nova Iorque a fim de sustentar seu vício em heroína.
- O álbum foi totalmente remasterizado e relançado em 2001, com 9 faixas bônus, para a alegria dos fãs.
- Uma ótima pedida para essa data é o documentário End of Century – A histórias dos Ramones, que pode ser encontrado legendado aqui. No mais, Hey ho, let’s go!

Live @ CBGB 1977

15 set 2010

Alan’s Jukebox (Rock Rocket)

Por Neto Rodrigues @14:21

Por um rock n’ roll mais alcoólatra e inconsequente (me desculpe pela introdução previsível), o baterista de uma das bandas com maior espírito roqueiro desse Brasilzão conversou com a gente. Alan, dono das baquetas do Rock Rocket, fez piadinha (e bem boa, aliás) com o melhor lançamento de 2010 e deu muita explicação pra falar sobre seu guilty pleasure. TEM QUE VER ISSAÍ, ALAN!

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Eu me considero o oposto do hype. Tenho ouvido Toots & The Maytals, Cock Sparrer, Public Enemy e Eric Burdon Declares WAR. Nada de novo. Se me perguntarem sobre o melhor lançamento de 2010, eu digo que foi esse http://www.youtube.com/watch?v=ks0OMF0rL4Q.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Banda da vida talvez seja Beatles. Ou Ramones. Mas se for dizer “goodtimesbadtimes”, no “8 ou 80″, com certeza Tom Waits. Ouço quando estou feliz, para me deleitar mais ainda. E ouço na depressão, pra me afundar mais ainda.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Frangotten Boys (ah, vai, a piada já tava pronta na pergunta).

E aquele show inesquecível? Qual foi? (tanto pra você, como telespectador, quanto aquele show foda do Rock Rocket que você nunca vai se esquecer)
Já dividi palcos gigantes pra até 30.000 pessoas, com bandas famosas tipo Guns n’ Roses, Sepultura, Sebastian Bicha, Mudhoney e sei lá mais o quê. Mas não botaria nada disso na minha lápide. Me orgulho mesmo é de ter dividido o palco com o Restos de Nada, Lixomania e Zefirina Bomba num show pra 300 cabeças, intitulado “Fresh Fruit For Rotten Vegetables”. Agora, sobre shows que fui como mero apreciador de música, eu tenho uma coleção grande de momentos incríveis: Beastie Boys, Vibrators(3), Pixies, Addicts, Cockney Rejects, Circle Jerks, Chico Buarque, Os Mutantes, Big Bad Voodoo Daddy, Chaos UK no CBGBs, Flaming Lips(2), Sparklehorse (RIP), MC5, New York Dolls, FuzzFaces, Cólera, Sonic Youth(2), Toy Dolls(2), Motorhead(3), Alice Cooper, Riistetyt, Rattus, Rezillos, Extreme Noise Terror…puts, um monte. Mas inesquecível mesmo foi subir no palco dos Stooges e ficar lado a lado com o Iggy Pop e Scotch Asheton durante “Shake Appeal”.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Get Up Kids. Aliás, eu não ouvi isso nos útimos 9 anos, mas resolvi perder um tempo agora pra saber o que eu acho deles hoje em dia, afinal, depois de muito pensar, a pergunta me levou a essa banda. Ouvi e… é, não compraria um disco, mas teve um momento da minha vida em que o Get Up Kids era presente, tocava nas festas dos meus amigos. Imagino que muitos da minha geração, e até aqueles um pouco mais velhos, sintam isso. E muita gente que hoje usa camiseta do Motorhead, ouvia o som deles 9 anos atrás. Era tipo febre. Era uma época em que ainda não existia isso que chamam hoje de emo. Pra mim, era mais indie mesmo, tipo Rentals. E eu tinha 17 anos, né? Dá um desconto. Então bateu uma nostalgia. Mas também nunca mais ouvi muito a banda. Era mais por tabela dos amigos. É uma questão de ouvir uma melodia confortante, nada demais. Bom, vou parar de desculpas antes que alguém parafraseie o Emicida e diga: “Irmão, você não acha que se explica de mais pra quem tem razão?”

23 jun 2010

Gustavo Riviera’s Jukebox (Forgotten Boys)

Por Neto Rodrigues @15:28

Há pouco mais de uma decada à frente do Forgotten Boys (@forgotten_boys), o guitarrista e vocalista da banda paulistana se prepara para lançar, provavelmente ainda em 2010, o quarto disco de inéditas do grupo. O Livio já deu a dica e, agora, resta aos fãs esperar pelo sucessor de Louva-A-Deus, que será o primeiro trabalho a contar com os 2 novos integrantes: o guitarrista Dionísio Dazul e o tecladista Paulo Kishimoto. Enquanto as companheiras de “You Draw The Line” não saem, Gustavo Riviera conversou um pouquinho com a gente:

Gustavo Riviera, o segundo da direita pra esquerda

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Pouca coisa hype, tenho escutado bastante Pharoah Sanders. Às vezes, uma música ou outra me chama atenção enquanto estou escutando rádio, tipo LCD Soundsystem, e tem também Animal Collective, TV On The Radio. Algumas coisas não tão hype, como Don Cavalli, o novo do Gil Scott-Heron…

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
MC5 e Bob Dylan.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Ramones.

E aquele show inesquecível do Forgotten? Qual foi?
Cara, tem vários inesquecíveis. Dos últimos, foi abrindo pro Guns no Parque Antártica lotado e com um público que não foi lá pra nos ver, mas se animaram bastante com a gente. Um especial na Argentina, num lugar chamado V8, foi violento, junto com o Motosierra, há uns 4, 5 anos atrás.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Nem escuto escondido, mas às vezes as pessoas torcem o nariz. Tem umas canções bem bonitas dos anos 60 que minha mãe me mostrou, especialmente uma banda chamada The Association.