24 nov 2010

Regina Spektor no programa de Jimmy Fallon

Por Raul Ramone @13:30

O primeiro DVD de Regina Spektor, intitulado Live in London, foi lançado na última segunda-feira, acompanhado de um álbum ao vivo. Maiores detalhes e até o trailer do lançamento podem ser vistos aqui. Para começar a divulgar tudo isso, a cantora passou pelo Late Night with Jimmy Fallon na noite passada, para tocar “Dance Anthem of the 80′s” , com uma “ajudinha” do The Roots:

18 nov 2010

“Live in London” será o primeiro DVD e álbum ao vivo de Regina Spektor

Por Hick Duarte @10:51

A doce Regina Spektor vem liberando, desde a semana passada, algumas amostras em vídeo do que virá a ser o seu primeiro DVD e álbum ao vivo. O Live in London ganha as lojas no dia 22 de novembro e reunirá 22 apresentações históricas da cantora – a maioria delas no Hammersmith Apollo, monumental teatro na capital inglesa. Também estarão incluídas as performances de 3 novas músicas de Regina: “Silly Eye-Color Generalizations”, “Bobbing for Apples and Love” e “You’re a Whore”.

Se liga no trailer:

Agora assista ao vídeo para a fantástica “Dance Anthem of the 80′s”, a melhor prévia do DVD até agora:

Mais? O canal oficial da cantora no Youtube também já disponibilizou os vídeos das performances de “Eet” e “Folding Chair” que integrarão o DVD. Corre lá pra ver. Informações sobre preços e tracklist completa do material você encontra no reginaspektor.com.

11 out 2010

Segundo dia de SWU: 56 mil pessoas, coxinhismo geral e a honestidade do Otto

Por Alex Correa @15:00

Domingo foi o dia mais pop do SWU. Não lembro qual foi a última vez que ouvi tantas trilhas sonoras de novela sendo tocadas ao vivo em um mesmo dia: “Fidelity”, da Regina Spektor, “Use Somebody”, do Kings of Leon, mais de uma da Joss Stone, “Crua”, do Otto, e mais outras, apareceram em algum momento dentro das 12 horas seguidas de festival. Mais cheio do que no dia 9, sábado, a segunda etapa do evento já tinha a área premium intrafegável por volta das 5 da tarde.

O maior número de pessoas deu corda para que mais problemas estruturais acontecessem. Apesar disso, a produção não parava de tentar somar pontos em uma coletiva de imprensa realizada de surpresa e com muita acidez dos jornalistas: falavam sobre o combate às drogas (46 pessoas foram autuadas no primeiro dia de evento), sobre a qualidade dos equipamentos (quando perguntados sobre as falhas de som do Rage Against The Machine no dia anterior, a culpa foi passada para a equipe da banda – “a mesa de som era deles”) e, principalmente, sobre os problemas nas redes locais: o wi-fi da sala de imprensa não conectava e as máquinas de cartão de crédito mal funcionavam nos bares.

O show do Sublime With Rome, que aconteceu no Palco Água antes de anoitecer, foi o primeiro a ficar lotado. LO-TA-DO. E a grande maratona de shows gigantes começou aí. A sequência veio com a fofíssima Regina Spektor, toda meiga atrás de um piano de cauda, com o apoio de apenas três pessoas: uma no violoncelo, outra no violino e uma outra na bateria. Nesse meio tempo, nada de muito interessante passava pela tenda da Heineken, que encarou o dia mais sem graça de programação (Killer On The Dancefloor, Twelves e MSTRKRFT ficaram pra segunda-feira; Aeroplane, Erol Alkan e o recomendadíssimo Mixhell se guardaram para o último dia de shows).

Vai, Regininha! (Foto: Carol Zaine)

Foi Joss Stone quem preparou o terreno para os headliners da noite, usando um vestidinho de verão, descalça e tentando não tremer com frio e vento inexplicáveis na Fazenda Maeda. Dave Matthews Band entrou logo depois, levando os mais tiozões pra frente do palco Ar, mas foi às 11 da noite que o show mais cobiçado começou. Foi a segunda vez que o Kings of Leon veio ao Brasil, mas dessa vez com uma cara diferente: se em 2005 o espírito da banda era um tipo de caipira-do-interior-da-Inglaterra, agora são os galãs Followill que dominam o palco. Dá pra sentir uma pegada quase boyband, principalmente quando as ovações aparecem: é sempre o coro feminino que predomina.

Quem chegou tarde ou não teve grana pra comprar os ingressos premium não tinha muito do que reclamar: apesar da maior distância do palco, a estrutura da Maeda ajudava a visão do palco com a inclinação da pista.

Enquanto os gringos dominavam os dois palcos principais, quem passava pelo Oi Novo Som ficava deslumbrado. Com Pernambuco correndo na veia, Otto deu um choque de autenticidade em um line-up de artistas comportados demais e setlists calculadíssimos. Além de encher a tenda, o cara conseguiu botar todo o público dali nas suas mãos – dava pra ver muita gente suingando e cantando durante as músicas, que eram finalizadas com manifestações bem calorosas. A banda do cara é poderosa: o time instrumental junta Cidadão Instigado e Nação Zumbi. “Eu tinha mesmo que estar aqui”, disse, satisfeito e surpreso com a aprovação. O espírito da música brasileira todo representado no palco.

O show-lava-alma foi incrivelmente harmônico pra algo que parece ser tão espontâneo, livre e natural. Otto se meteu no meio do público, tirou a camisa mesmo com a friaca e, dessa vez, só deixou faltar uma de suas maiores marcas registradas: o cofrinho do cara estava por dentro da calça, comportado, sem chamar a atenção. Tanto faz: foi bom poder contar com o rapaz pra aliviar todo o coxinhismo do dia.

Hoje, terceiro e último dia de festival, é pra escapar de todas as tensões: pela segunda vez no Brasil, o Queens of the Stone Age toca no Palco Ar ao mesmo tempo em que o CSS, depois de três anos longe do país, vai deixar o Oi Novo Som lotadíssimo. E a tenda eletrônica caprichou no line-up.

O resumão do primeiro dia de SWU tá aqui.

21 jun 2010

Hot Chip e Phoenix no Planeta Terra 2010, Kings of Leon no SWU e 1001 especulações

Por Alex Correa @12:30

Através do Terra Música, a produção do festival Planeta Terra confirmou a presença de duas bandas européias para a quarta edição do festival. O Hot Chip, negociando uma vinda ao Brasil desde o final do ano passado (Joe Goddard, vocalista, chegou a tocar por aqui em novembro), finalmente aterrissará em terras tupiniquins mais uma vez. A primeira apresentação dos londrinos no país aconteceu em 2007, no extinto Tim Festival, quando – no Rio, pelo menos – a escalação do grupo para fazer o show de abertura do Arctic Monkeys não agradou.

O Phoenix, que só virou sucesso por aqui no ano passado, com o lançamento de seu quarto disco, também toca no Planeta Terra 2010. As especulações já eram fortes, assim como as sobre a vinda do Gorillaz, que parece ter caído, e a do Pavement, que está em negociação. Apesar da confirmação oficial ainda não ter saído, o Passion Pit (com o Fred Mercury Prateado nos vocais, diz um amigo meu, haha) também deve integrar o line-up do festival.

Phoenix

Enquanto isso, o mais-ou-menos concorrente do Terra está pegando fogo. De acordo com o Vírgula, o festival Starts With You, “novo Woodstock” cheio de apelo ecológico mimimi, vai levar o Kings of Leon até a Fazenda Maeda, em Itu, com outras 59 atrações. Paul McCartney e Smashing Pumpkins estão “quase certos” para se juntar ao mega line-up do evento, que se mostra mais fraco (porém mainstream) com a escalação de Incubus, Dave Matthews Band e Linkin Park. O idoso Pixies também toca.

Aproveitando, Lúcio Ribeiro ainda mandou um papo rápido sobre a segunda edição do Natura Fest, que foi um grande #fail no ano passado (Sting, galera? Sério?) mas deve refinar o line-up dessa vez. O cara ainda aproveitou pra fazer uma listinha com bandas que “estão em negociação, foram oferecidas ou que querem ser encaixadas em festivais brasileiros (ou mesmo para apresentações solo) para o segundo semestre”. A seleção mostra o Interpol (já?), Regina Spektor, Metric (pela segunda vez), White Lies (sucesso lá fora, fogo de palha aqui), The Temper Trap, The Soft Pack (meu hype favorito de 2010, acho), Two Door Cinema Club (quase lá), Yo La Tengo (no SWU) e Arcade Fire (SERÁ MESMO?). Fora esses, Lúcio chegou a comentar sobre a vinda pouco certa de Calvin Harris (XXXperience, em novembro) e Chemical Brothers (SWU, em outubro). Mas aí é muito bom pra ser verdade.

27 abr 2010

“No Surprises”, do Radiohead, por Regina Spektor

Por Alex Correa @18:42

“No Surprises”, além de hino, é uma das músicas mais bonitas e lacrimejantes do Radiohead. A Regina Spektor, esperta que só ela, reconheceu o fato e gravou um cover da faixa em prol da Doctors Without Borders Emergency Relief Fund, instituição que arrecada fundos para ajudar as vítimas dos terremotos no Haiti e no Chile – afinal, apesar das catastrofes terem saído da TV, o pessoal continua sem lugar pra morar. Quem quiser ajudar a ONG pode baixar a faixa pela iTunes Store, mas também existem as opções de download gratuito (botão direito, salvar como…) e streaming. Que venham as lágrimas.

[via]

18 jun 2009

Coluna PopMata: The Rumble Strips, Cachorro Grande e Regina Spektor

Por Alex Correa @17:44
The Rumble Strips - Welcome To The Walk Alone

The Rumble Strips – Welcome To The Walk Alone (2009)
Com a produção de Mark Ronson e orquestração de Owen “Final Fantasy” Pallet, qual a possibilidade de um álbum dar errado? Pequena, cá entre nós. E, sabendo disso, o Rumble Strips não economizou, preparou logo um álbum cheio de composições pop que não cabem a um determinado estilo ou a uma determinada época. Como isso? Trabalhando com diversas influências que atravessam décadas. É possível ver influências desde o mais novo indie-rock ao mais clássico tema de um filme lançado nos anos 40. Prepotente demais? Pretensão absurda? O quinteto inglês não parece ter se preocupado com isso.

Se no primeiro álbum o foco era na mistura que o ska permitia, eles voltaram mais focados no soul e nos hits grandiosos. Não, não parece como uma banda envelhecida para grandes estádios. É mais como um grande passo para um banda que tinha tudo para se perder, mesmo depois de uma grande estreia.

Charlie Waller se afirma como um grande compositor e mostra porque é uma das vozes mais bacanas do cenário atual. E o Rumble Strips prova que a síndrome do segundo disco pode ser o melhor pretexto para sair de linha e dar um grande salto. E que salto.

Cachorro Grande - Cinema

Cachorro Grande – Cinema (2009)
Os gaúchos do Cachorro Grande não pensam em fazer diferente, eles vão continuar explorando as vertentes do rock e os grandes clássicos para criar seus discos. Que bom para nós.

Claro, nem sempre isso é sinal de sucesso. Quantas bandas dizem fazer “classic-rock” ou algo do tipo? Quantas são desprezíveis? Não sei o que você pensa sobre o Cachorro Grande, mas é certo de que este é o melhor de seus álbuns. Experimentando no rock mais psicodélico e indo em direção ao mais dançante, eles não vacilam. As influências de Stone Roses, Beatles, Oasis e Who ainda estão lá, mas melhores trabalhadas. As letras sobre assuntos aleatórios, ainda são marca registrada. Então, o que realmente mudou?

Mais dinâmico, direto e bem produzido, o Cachorro Grande parece querer mostrar que não são apenas uma bandinha tendência ou algo assim. Mostram que são uma verdadeira banda de rock e que estão dispostos a não se preocupar com preconceitos ou com o que as críticas se preocuparão em apontar. Se trata de música e rock’n'roll, e isso basta pra eles.

Regina Spektor - Far

Regina Spektor – Far (2009)
Se Regina Spektor era a pecinha esquisita que completava o quebra-cabeça que une o mainstream e o indie-pop, este é o álbum em que ela se mostra madura suficiente pra aceitar isso. O sucesso alçado com “Begin to Hope” não foi o suficiente para Regina abandonar aquela veia mais excêntrica. “Far” é a obra fundamental da russa-estadunidense, onde ela visita e passeia pelas rádios ou pelo mundinho underground mas que, acima de tudo, apresenta as suas melhores canções, independente do universo em que está.

As melodias pops açucaradas são ótimas para dias mais melancólicos, mas há também aquelas canções divertidas e ensolaradas. Há, na verdade, um álbum completo. A voz suave de Regina Spektor e os arranjos de piano proporcionam diversas sensações e momentos interessantes. Se há um álbum para representar a figura que ela se tornou, este é o álbum. Não há irregularidade, mas há um pouco de cada álbum dela até agora, e há momentos que não são perfeitos pra rádio (quanto aos outros, são mais radiofônicos do que nunca).

Depois de fazer tema pra filme da Disney, trilha-sonora para novela e seriados, e arrebatar críticas mais que positivas de diferentes meios, faltava um trabalho apenas para reunir toda a personalidade da cantora. Esse trabalho deveria conter lapidadas canções e toda a beleza que ela é capaz de produzir. E esse trabalho, é a obra “Far”.

Coluna PopMata

28 mai 2009

Clipe: Regina Spektor – Laughing With

Por Alex Correa @17:45

Pouco a pouco, Regina Spektor vai saindo do forno.

O novo álbum da cantora, Far, tem lançamento marcado para 23 de junho.