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	<title>Move That Jukebox &#187; resenha</title>
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		<title>The Raveonettes &#8211; Rarities &amp; B-Sides</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 23:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Bianchin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[The Raveonettes]]></category>

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										</div><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-41493" title="The Raveonettes - Rarities &amp; B-Sides" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/Raveonettes-rarities.jpg" alt="" width="648" height="423" /></p>
<p style="text-align: justify;">Antes da puerilidade de <em>In And Out of Control</em> (2009) e das trevas de <em>Raven In The Grave</em> (2011), os <strong>Raveonettes</strong> eram uma das bandas mais interessantes dos anos 00, mesclando shoegaze, surf music, rockabilly, girl groups dos anos 60, Phil Spector e Johnny Cash. O primeiro EP e os três álbuns subsequentes da banda equilibravam esses elementos com criatividade e personalidade, injetando ar fresco em uma cena que parecia ser dominada por cópias dos Strokes e dos Libertines – embora boa parte da mídia internacional fizesse questão de ignorar isso. <em>Rarities &amp; B-Sides</em> é o lançamento oficial da impressionante quantidade de lados-b que ficaram de fora dos discos dessa fase.<span id="more-41492"></span></p>
<p>Mais que isso, é um lançamento necessário: boa parte dessas músicas havia saído em singles obscuros e permanecia inacessível para o público, mesmo via download ilegal. O máximo em que os fãs conseguiam colocar as mãos era um torrent chamado Rave-O-Rama, que não continha nem metade das canções desse novo disco. E o incrível é que, mesmo com 27 faixas, <em>Rarities &amp; B-Sides</em> ainda deixa de lado algumas pérolas do duo dinamarquês, como a cover minimalista de &#8220;C’mon Everybody&#8221;, de Eddie Cochran, e a linda versão de &#8220;Everyday&#8221; (Buddy Holly) com Sharin Foo cantando, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas primeiras faixas do disco, revemos os Raveonettes da época de <em>Whip It On</em> (2002), com as guitarras distorcidas jogadas contra paredes de barulho branco e um baixo sempre encorpado. Músicas como “Evil  L.A. Girls”, “Go Girl Go” e “Demon’ Fire” trazem as Fenders e Gretsches de Sune e Sharin rasgando riffs a cem por hora, com camadas e camadas de feedback e eco ajudando a dar aquela cara de Suicide-encontra-as-Ronettes que a banda tanto gosta. Mas a bateria, essa lembra sempre o The Jesus &amp; Mary Chain.</p>
<p><object width="648" height="469" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RixlTdb-Z1w?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="648" height="469" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/RixlTdb-Z1w?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Quando “Bubblegum” bate nas caixas de som, já estamos no terreno de <em>Chain Gang of Love</em> (2003). Um doo-wop delicioso, a faixa conta com uma das guitarras-base mais inspiradas de Sune e uma letra que, como em vários bons momentos da carreira dos Raveonettes, parece saída do diário de uma menina de 13 anos: “I don&#8217;t like this town / I&#8217;m going away / Yeah that&#8217;s right / Now heaven awaits / A better place / If you ask me”. Mais confortável, a banda começa a explorar mais seu leque de influências. “The Christmas Song”, que chegou a aparecer no seriado The OC, põe a caixa da bateria no topo de uma balada que poderia ser das The Crystals. “Vamp, Scratch, Whore”, surf music com um tiquinho de blues, ressuscita o The Ventures. “I Wanna Be Taken” é Roy Orbison. “Oh, The Time”, Velvet Underground. “Go on and kiss me”, Buddy Holly.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nada que soe como reciclagem barata. A qualidade dos Raveonettes sempre foi juntar suas influências em uma mistura improvável, mas com estilo próprio e uma veia pop que apelaria muito mais a Nancy Sinatra do que a Debbie Harry. É rock, sim, mas idealizando o charme em vez da rebeldia, e sem abrir mão do barulho.</p>
<p><object width="648" height="469" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cLVaK4X4HHA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="648" height="469" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/cLVaK4X4HHA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">“Dreams Come True” já traz os timbres de <em>Pretty In Black</em>, o ótimo álbum de 2005 em que os Raveonettes começaram a esquecer o barulho branco (mas só um pouquinho) em busca de um som mais calmo e melódico. A faixa, um midtempo semiacústico, é outra ode ao pop dos anos 60, em especial aos Everly Brothers. “Please You”, que foi trilha de um filme dinamarquês obscuro, traz de volta as guitarras de surf music engolfadas pelos vocais doces de Sharin e por um feedback abrasivo que, quando chega o refrão, faz parecer que a música está sendo levada em um turbilhão de barulhos difusos. O fade-out é fantástico.</p>
<p style="text-align: justify;">A fase seguinte é aquela em que os Raveonettes começaram a olhar um pouco mais para os anos 80, como pode ser visto em “Another Noise”, que traz, entremeados entre as guitarras shoegaze de Sune, solos agudos bem ao gosto do The Cure, uma influência que seria importante mais para a frente (veja nossa resenha de <a href="http://movethatjukebox.com/the-raveonettes-raven-in-the-grave/">Raven In The Grave</a>). O refrão para estádios de “The Landlord”, uma das raras vezes em que os Raveonettes tentam ser grandiosos, é outro exemplo. Todas são sobras de <em>Lust Lust Lust</em>, um álbum em que Sharin e Sune carregaram as músicas de ambientações etéreas e espaçamentos maiores. “Honey, I Never Had You” remete imediatamente a esse álbum, mas ainda há espaço para o Raveonettes clássico, como na pesada “Where Hearts Are Dead”.</p>
<p><object width="648" height="359" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6UcI9hZeQqw?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="648" height="359" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/6UcI9hZeQqw?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da jornada de quase três dezenas de músicas, nenhuma ruim, percebemos como os Raveonettes de antigamente eram inovadores com sua salada sônica que viajava entre tantos estilos e épocas e não perdia seu pedigree pessoal. Retrô e modernista, áspera e delicada, masculina e feminina, preta e branca, pesada e acessível, a música dos Raveonettes era talvez o melhor símbolo do pop nesse novo século. Não é à toa que eles acabaram compondo uma canção chamada “Vintage Future” – que, aliás, não tinha vocais, pois, para algumas bandas e alguns momentos, palavras são desnecessárias.</p>
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		<title>Review: Planeta Terra Festival 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 15:38:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Move That Jukebox</dc:creator>
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										</div><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37288" title="planetaterra1" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra1.jpg" alt="" width="650" height="432" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eis que mais um a <strong>Planeta Terra </strong>finda abalando a nação indie brasileira. Mas abalando mesmo. Os comentários, logo na saída do Playcenter, eram radicalmente divididos. Em resumo, gente que saiu do show mais marcante da vida versus gente que saiu frustrada com a turma de Julian, indie que largou o Beady Eye pra curtir a montanha russa, Beady Eye que quase largou o indie que o assistia sentado no chão, atrações em quem ninguém botava fé e fizeram valer o ingresso, nomes brasileiros superando as expectativas com mais força do que nomes internacionais. Mas muito além dos shows, o consenso (se é que ele existe) pareceu pairar sobre a questão da organização, que continua fazendo do Planeta Terra o festival nacional mais legal, divertido e respeitoso com o seu público. Ainda que musicalmente mais marcante em edições anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">A equipe do Move compareceu em peso ao Playcenter (<a title="Em fotos, o que esperar do Planeta Terra 2011" href="http://movethatjukebox.com/em-fotos-o-que-esperar-do-festival-planeta-terra-2011/" target="_blank">inclusive um dia antes</a>, quando ele estava sendo transformado para o festival) e resolveu respeitar a diversidade de opiniões que vem tanto do público quanto da imprensa. Assim, cada um dos colaboradores desse blog registraram as suas impressões <strong>individualmente</strong>, de forma a compôr um review mais geral e abrangente do Planeta Terra. Vamos nessa?<span id="more-37211"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Planeta Terra 2011, por Gregório Fonseca</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A organização do festival foi mais uma vez excelente. Shows pontuais e várias ações promocionais com brindes bacanas. O “corredor da morte” no caminho para o indie stage foi eliminado &#8211; dessa vez havia mão e contramão no caminho. Outro ponto positivo foi a diminuição da carga de ingressos. Dava pra circular tranquilamente pelo Playcenter sem precisar ficar trombando em ninguém.</p>
<p>Comecei cedo, assistindo à trinca de shows brasileiros do palco indie: Selvagens à Procura de Lei, The Name e Garotas Suecas &#8211; esta última responsável pelo show mais animado que presenciei, principalmente no momento em que Jacaré (ex-É o Tchan!) entrou no palco. Broken Social Scene e Interpol não me empolgaram.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37290" title="planetaterra2" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra2.jpg" alt="" width="650" height="487" /><em>Garotas Suecas no &#8220;Banho de Bucha&#8221; com o Jacaré</em></p>
<p style="text-align: justify;">O show do Beady Eye, que aguardei cheio de expectativa, foi um pouco frustrante. Embora a banda tenha sido musicalmente impecável, tive a impressão de que foram boicotados pelo público &#8211; imóvel, calado e em alguns momentos sentado no chão. A banda não se esforçou pra agradar e o público não se esforçou pra gostar. Um pouco frustrante.</p>
<p style="text-align: justify;">Coube aos Strokes fechar o Main Stage e satisfazer a plateia que esgotou os ingressos com 3 meses de antecedência. As músicas do <em>Angles</em> (assim como todas as outras) tiveram uma recepção calorosa do público. Com tantas faixas do <em>Is This It?</em> (sete) não tinha como dar errado. Fechou o dia com a sensação de que o ingresso para o festival foi um bom investimento.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37295" title="planetaterra4" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra4.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Julian Casablancas. Acredite se quiser</em></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Planeta Terra 2011, por Victor Caputo</strong></h2>
<div style="text-align: justify;">Em 2011 o Planeta Terra mais um vez se confirma como o melhor  festival do Brasil. Ele vem sem a pretensão de ser o maior entre eles,  ele vem repetindo a sua fórmula ano após ano &#8211; principalmente desde  2009, quando se mudou para o Playcenter, em detrimento da antiga Vila  dos Galpões. A diminuição de 5 mil ingressos de 2010 para 2011 foi um  dos grandes pontos da organização. Com isso, o problema de lotação e a  dificuldade de trânsito entre os dois palcos foi suprimida, facilitando a  vida de quem procurava mesclar atrações dos dois palcos em sua agenda.</div>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37296" title="planetaterra5" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra5.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em> </em></div>
<div style="text-align: justify;">Entre outros pontos altos temos a organização, vista  principalmente na pontualidade dos shows, que até hoje soa como uma  resposta ao Tim Festival e seu épicos atrasos. Se em 2010 as filas não  foram tão grandes, em 2011, com a diminuição dos ingressos, tudo ficou  ainda menor. Banheiros, comidas e bebidas, para nenhuma destas  atividades era preciso enfrentar filas monstruosas.</div>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37297" title="planetaterra6" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra6.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Instant relax</em></div>
<div style="text-align: justify;">Com 5 mil ingressos a menos, a grana entrando também  é menor. É difícil saber se foi isso que motivou uma parceria exagerada  com anunciantes ou se isso já era previsto antes. Era quase impossível  não ser abordado visualmente por alguns dos patrocinadores do festival a  cada mexida de olhos. Era stand Grafisa, Close-Up e até mesmo o banheiro  não se livrava de patrocínio.</div>
<p style="text-align: justify;">Se um festival é feito de música, as atrações também  não foram grande coisa. Certamente uma das edições mais fracas do  Planeta Terra, os nomes de peso estavam ali, como o Strokes ou Beady  Eye. Mas o restante não foi tão forte se comparado com os anos  anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Beady Eye</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37357" title="planetaterra18" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra18.jpg" alt="" width="648" height="430" /></p>
<p style="text-align: justify;">Depois do que pareceu ser a briga final entre os irmão Gallagher, nasceu o Beady Eye, ou Oasis sem o Noel, como pode ser vulgarmente chamado. Escalado para o Planeta Terra 2011, o ambiente não era dos menos hostis para a banda.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi antes dos queridinhos do rock de garagem dos anos 2000, The Strokes, que Liam Gallagher subiu no palco para apresentar as músicas de <em>Different Gear, Still Speeding</em>, debut do Beady Eye. A apresentação mostrou duas metades muito diferentes. Se durante a primeira o Beady Eye mostrou que talvez pudesse convencer a plateia com músicas como “Beatles and Stones” e “The Roller”, na segunda, a banda mostrou que fora os amantes mais fervorosos de Oasis, poucos devem engolir um show deles.</p>
<p style="text-align: justify;">É verdade que a banda está redonda como sempre e a presença de Gem Archer com uma guitarra pesa muito, apesar da apatia do mesmo, que pode abusar mais dos solos. No entanto, a frieza da banda não conquistou o público no Playcenter. Para ajudar, Liam esbanjava o temperamento complicado e característico dos irmãos Gallagher. Some a isso à sua falta de voz – que não conseguia sustentar o refrão da faixa “The Roller”, de longe uma das melhores da banda – e uma série de baladas muito fracas e temos uma show fraco e dispensável para o Planeta Terra.</p>
<p><strong>Strokes</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37356" title="planetaterra17" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra17.jpg" alt="" width="648" height="430" /><br />
Uma banda que não se apresentava desde o dia 15 de outubro – exceto por um show em Buenos Aires um dia antes. Era isso que seria o Strokes no palco do Planeta Terra 2011. Por mais que a fama para apresentações ao vivo dos novaiorquinos não seja das melhores, o tempo em que ficaram sem se apresentar e os longos intervalos durante a turnê tinham tudo para mostrar que o encerramento do festival seria ainda mais fraco do que o esperado.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi com &#8220;NYC Cops&#8221; que eles resolveram começar. E o resultado foi a plateia ganha logo de cara. Durante todo o show, a banda abusou do repertório do primeiro álbum, <em>Is This It</em>, que completou 10 anos em 2011. Faixas dos outros três trabalhos, incluindo <em>Angles</em>, lançado esse ano e friamente recebido, completavam a setlist.</p>
<p style="text-align: justify;">Há pouco para ser dito sobre os Strokes, a história foi a de sempre, desde a chegada de Julian Casablancas sozinho, não acompanhado do restante da banda, até a apatia entre todos eles em cima do palco. O clima não é dos melhores faz tempo e isso vem refletindo nos trabalhos de estúdio e nas apresentações ainda majoritariamente baseadas no primeiro álbum, de 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">Os momentos de amizade parecem forçados, como quando na primeira música do bis Julian diz que Nick pode demorar o quanto precisar para começar a tocar. Sem sequer olhar para o vocalista, o guitarrista se arruma, começa a tocar e vira as costas. Os Strokes são isso, é cada um por si.</p>
<p style="text-align: justify;">É cada um por si nos acertos e nos erros. Erros nas letras e em solos e riffs de guitarra podem ser facilmente percebidos durante a apresentação. Mas quem se importa? Depois de &#8220;NYC Cops&#8221;, foram mais 18 faixas que fizeram a plateia pular e gritar como se 2001 ainda estivesse aqui. Mas não estamos em 2001, o clima entre eles não é dos melhores e a banda não tem mais shows marcados em sua agenda. 2021 está chegando, quem sabe rola uma reunião comemorando os 20 anos do<em> Is This It</em>?</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Planeta Terra 2011, por Victor Bianchin</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Em um festival coeso como o Planeta Terra, o Beady Eye com certeza era o patinho feio. A banda de Liam Gallagher não tem nada a ver com as outras atrações, em termos de estilo. Mesmo tendo sido formado em 2009, o Beady Eye é de uma outra geração.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso é problema? Claro que não, pois o disco de estreia do Beady Eye é ótimo e uma banda que tem só ex-Oasis na formação é, no mínimo, interessante de se assistir. Liam subiu ao palco sabendo disso: mesmo sem Noel, sem os hits do Oasis e sem o posto de headliner, o vocalista parecia confortável e tranquilo, sorrindo até, com uma energia bem diferente da que apresentou nos últimos shows por aqui. Seria um show ótimo.</p>
<p style="text-align: left;">Se não fosse o público.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="planetaterra3" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra3.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em><br />
Força, Liam!<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nunca antes, na minha história de shows, presenciei algo tão ridículo: fãs de Strokes, aborrecidos com o show do Beady Eye, sentaram-se no meio da pista, enfiaram as cabeças entre os joelhos e assim ficaram. Por toda a pista, havia “buracos” de gente sentada, inclusive perto da grade. Um desrespeito sem tamanho.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37298" title="planetaterra7" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra7.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>&#8220;Cadê meu Strokes?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Lá no palco, Liam foi se emputecendo aos poucos. A felicidade inicial foi esvaziada e a banda, embora tecnicamente perfeita, esfriou com a recepção gelada do público. “Se vocês não forem se mexer”, disse Liam, “talvez a gente vá pra casa”. Mas a ameaça não surtiu efeito. Mesmo ao som de músicas ótimas como “The Roller”, “Standing on The Edge of The Noise” e “Man of Misery”, o público continuava agachado, como crianças mimadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não ajudou também o fato de que a setlist da banda juntou todas as músicas lentas para a segunda metade do show. Sem poder pular, os fãs que acompanhavam o show não tinham muito como ajudar a banda a não ser levantando os braços e cantando.</p>
<p style="text-align: justify;">Liam saiu bravo do palco e o show terminou cortado, sem “Sons of The Stage”, que tradicionalmente encerra as apresentações da banda. Liam e sua banda cumpriram seu papel: vieram ensaiados, afiados e dispostos a fazer um show bem feito. E fizeram.  Quem se dignou a assistir, saiu do Terra com mais um show ótimo na lembrança. Quem ficou no chão olhando pro All-Star, perdeu. E deveria ficar em casa no ano que vem, assistindo pela internet – assim, pode ficar sentado durante o festival inteiro, olha que maravilha.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37299" title="planetaterra8" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra8.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Mais Beady Eye</em></p>
<p style="text-align: justify;">“I love you, Fabrizio. I love your hips. I love your hair. I often fantasize about you”, declarou um abobalhado Julian Casablancas ao baterista brasileiro no meio do show dos Strokes. O momento resume bem o clima do show da banda, que teve o melhor astral do festival.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Strokes subiram ao palco com o jogo ganho. Só com algum desastre muito grande o show seria desapontador. E a banda não brincou com o perigo: emendou hit atrás de hit e não se privou dos clássicos. Uma vantagem de os Strokes quase não terem lados-b é que eles têm que tocar apenas músicas dos álbuns. E os álbuns dos Strokes são muito bons.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-37350" title="nick" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra2011_1942-648x430.jpg" alt="" width="648" height="430" /><em>Nick Valensi encapuzado</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ou nem tanto, no caso de<em> Angles</em>, o disco de 2011 cujas faixas esfriavam o público quando apareciam (há algo mais broxante que “You’re So Right”?). Felizmente, quem tem trunfos como “The Modern Age”, “12:51” e “Juicebox” não precisa de muito pra levar o clima de novo lá para o alto.</p>
<p style="text-align: justify;">O público na pista se esbaldava. E daí se Julian esquecia as letras e desafinava em todas as músicas? E daí se Albert errava os solos? Cada música era um clímax. Cada refrão era uma histeria coletiva. A cada intervalo, o nome de um dos integrantes era gritado em coro, junto a pedidos de “fala, Fabrizio” – que falou, no final. O planeta Terra (o verdadeiro) podia acabar ali.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas 2012 não chegou ainda e o show terminou com “Take It Or Leave It”, um dos hinos de<em> Is This It</em>. Podia até soar como um desafio, a essas alturas: pegue ou deixe os Strokes. Mas quem eles iriam querer enganar? Os Strokes é quem tinham todos nós nas mãos.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Planeta Terra 2011, por Neto Rodrigues</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Antes de falar propriamente dos shows, vale ressaltar a organização quase impecável do festival. Banheiros limpos, com sabonete e toalhas até de madrugada (pelo menos quando e nos quais eu fui), filas &#8220;encaráveis&#8221; e shows com pontualidade de impressionar. O translado entre palcos, bastante criticado no ano passado, foi resolvido e dava pra sair (como eu fiz, por exemplo) do Toro Y Moi no Indie Stage e correr pro palco principal pegar o Broken Social Scene sem grandes transtornos. Se essa foi uma decisão acertada (trocar um show pelo outro), já é outra história.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37300" title="planetaterra9" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra9.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Broken Social Scene</em></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de anos indo ao Planeta Terra e saindo de lá completamente embasbacado com os shows e o clima presenciado, a expectativa pra edição 2011 era, no mínimo, grande. Oras, tinha Strokes! Mas o quinteto nova-iorquino não daria as caras até uma e meia da manhã. E chegando no Playcenter por volta das 16h30 do último sábado, eu esperava um pouco mais das atrações pré-&#8221;Istrouques&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">E olha que sou fanzaço do Broken Social Scene, curto o disco do Beady Eye e já fui bastante viciado nos 3 primeiros discos do Interpol, mas, sabe quando a coisa não anda? Eu sei que é uma pergunta vaga, mas é que o sentimento é bem esso: vago. Parece que faltou uma empolgação que injetasse um pouco de ânimo nos doloridos pés de quem ficou à espera de &#8220;Reptilia&#8221; e &#8220;Hard to Explain&#8221; madrugada adentro. Quem chegou mais perto disso foi o Garotas Suecas, que chamou o Jacaré e colocou o Indie Stage INTEIRO pra dançar. Coisa linda! Palmas e mais palmas pros caras.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas cadê o Phoenix, o Pavement e o Sonic Youth desse ano? O BSS, infelizmente, não deu conta do recado. O palco era grande demais e a maioria do público parecia não querer saber das lindas &#8220;Cause=Time&#8221; e &#8220;Stars and Sons&#8221;. Interpol tentou, mas nem os velhos hits deslancharam (com exceção, talvez, de &#8220;Obstacle 1&#8243;). Show burocrático demais pra uma banda que mostrou entusiasmo de menos em seu último CD.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37303" title="planetaterra11" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra11.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Interpol animadão</em></p>
<p style="text-align: justify;">Aí veio o Beady Eye, com o mito inglês Liam Gallagher e toda a sua pompa de rockstar. E a figura do mito, pelo menos naquela noite, foi contradita em menos de uma hora. Com as três faixas iniciais colocando todo mundo na pilha, a banda não segurou o ritmo e saiu de cena, meio que abruptamente, 9 músicas depois. Uma pena. Mas, no geral, pelo menos pra um fã incondicional de Oasis como este que vos escreve, foi bom ver Gem Archer, Andy Bell, Chris Sharrock e Liam Gallagher juntos novamente, a poucos metros de distância.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pés já pediam por cama e o estômago roncava mais alto do que os gritos das Strokezetes quando &#8220;New York City Cops&#8221; abriu um dos melhores shows que o país viu e vai ver em 2011. Se a banda tem futuro, é outra história. O lance é que o passado dela está muito bem guardado e preservado. A memória de ver de pertinho pequenos hinos como &#8220;You Only Live Once&#8221; e &#8220;12:51&#8243; apaga qualquer decepção com o abominável <em>Angles</em>. Um show pra lavar a alma de céticos, fãs de Gang Gang Dance (existem, acredite!), fãs de Oasis e até mesmo do mais otimista dos fãs do próprio Strokes &#8211; que, mesmo com as desafinações ocasionais de Julian Casablancas e as guitarras baixas no início da apresentação, conseguiu estampar um sorrisão no rosto de quem ainda tinha que enfrentar perrengues homéricos na volta pra casa. Como diria o vocalista com a calça mais justa da cidade, &#8220;é difícil explicar&#8221; o que se passou por ali. Mas é fácil saber que valeu a pena passar os últimos 10 anos cantando a(s) mesma(s) música(s).</p>
<p style="text-align: center;"><img title="planetaterra10" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra10.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em><br />
Strokes: Take it or Leave it</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><img class="aligncenter size-full wp-image-37304" title="planetaterra12" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra12.jpg" alt="" width="650" height="432" />Take it</em></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Planeta Terra 2011, por Hick Duarte</strong><em> </em></h2>
<p style="text-align: justify;">Desculpa. Eu talvez seja o único escrevendo ou lendo este post que foi, sábado passado, pela primeira vez ao Planeta Terra. Dessa forma, não posso comparar a organização desse ano com a das edições passadas. Mas essa nem de longe é a questão mais polêmica envolvendo o festival em 2011. Ter o Playcenter como espaço continua sendo um dos grandes trunfos. Diminuir a quantidade de ingressos vendidos diz muito sobre a proposta do Terra como festival de música radicalmente diferente dos outros que rolam no Brasil. Fila, alimentação, tráfego pelo parque, preço da cerveja: esteva tudo certo quanto à estrutura.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37327" title="planetaterra13" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra13.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em> <img src='http://movethatjukebox.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas talvez eu tenha ido na edição mais fraca do festival quanto às atrações. Tentei dar uma chance vendo o máximo de shows que eu pudesse naquela noite, acabei vendo um pouco de todos os mais esperados, menos Interpol e Beady Eye. Preciso destacar as apresentações do Toro Y Moi e do Gang Gang Dance. Foi bonito ver a dança de sintetizadores do Chaz ao vivo. Começou com um pequeno problema técnico (retornos desligados), o suficiente para o público vaiar&#8230; o técnico de som! Nunca vi isso na vida, vaiaram o real culpado da falha técnica. Mas a tensão passou rápido e Toro Y Moi disparou todos os hits de seu <a title="Toro Y Moi – Underneath The Pine" href="http://movethatjukebox.com/toro-y-moi-underneath-the-pine/" target="_blank"><em>Underneath the Pine</em></a>, além de algumas pérolas do incrível EP novo, o <a title="Toro Y Moi – Freaking Out" href="http://movethatjukebox.com/toro-y-moi-freaking-out/" target="_blank"><em>Freaking Out</em></a>. Uma performance simples, concentrada, mas divertidíssima e carismática na medida certa. Chaz ficou vagando pelo Terra como quem não queria nada depois. Tava bem à vontade, era pouco reconhecido, assistiu a vários outros shows. <a href="https://twitter.com/#!/ToroyMoi/status/133255784120332288" target="_blank">E curtiu as garotas brasileiras.</a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37328" title="planetaterra14" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra14.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Toro Y Moi, esse sim não decepcionou</em></p>
<p style="text-align: justify;">O Gang Gang Dance quase me fez apanhar. Meus amigos não estavam acreditando que eu ia deixar de ver o Interpol pra assistir à banda que ocupou o último buraco da programação do festival. Eles foram, eu fiquei e não me arrependi hora nenhuma. Digo mais: talvez o Gang Gang Dance tenha sido um dos 3 melhores shows do festival pra mim. Os caras do Holger tinham me antecipado que ia todo mundo ficar de cara com a banda, mas não imaginei que eles estivessem falando tão sério. No palco, o Gang Gang Dance é puro experimentalismo espontâneo. Show sincero de verdade, com a banda o tempo todo entregue ao palco &#8211; sobretudo a vocalista. A voz de Lizzi Bougatsos não é para ser clara, é quase mais uma camada sonora para a vitamina de instrumentos digitais e analógicos do Gang Gang Dance. Músicas de forte levada étnica (às vezes indiana, às vezes latina), moombathon (the new dubstep) marcando presença, sintetizadores pesados, percussão marcante e visceral, tudo muito dançante pra uma parcela do público e ao mesmo tempo muito esquisito pra maioria que se &#8220;arriscou&#8221; a perder o Interpol. Pra mim foi uma excelente troca.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37329" title="planetaterra15" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra15.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Não subestime o Gang Gang Dance</em></p>
<p style="text-align: justify;">E o Goldfrapp, hein? Playback no Terra! Ou quase isso. A apresentação já estava bem morna quando Alison levantou o braço para passar a mão nos cabelos loiros esvoaçantes e a letra da música continuou. O microfone não estava na boca. A baterista não estava cantando. Podia ser uma segunda voz base, recurso que até o Phoenix usou no ano passado. Mas ficou a impressão de playback, descarado mesmo, e a sensação de que a voz estava limpa e regular demais pra ser ao vivo. O setlist conciliou os clássicos e os trabalhos mais recentes do duo electro-rock. &#8220;Believer&#8221;, &#8220;Ooh La La&#8221;, &#8220;Rocket&#8221;, &#8220;Ride a White Horse&#8221; e o vestido de rolo de fita cassete foram os pontos altos do show.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-37330" title="planetaterra16" src="http://movethatjukebox.com/wp-content/uploads/planetaterra16.jpg" alt="" width="650" height="432" /><em>Que vergonha, Alison Goldfrapp</em></p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o Strokes: ok. Eu curti o show. Esperava um pouco mais de movimentação no palco e de carisma com o público (alô, Tim Festival), mas a ausência desses fatores não me faz dizer que foi um show ruim. Vejo mais como um momento de relativa relevância histórica pra qualquer fã de indie rock do que como a atração que salvou o Planeta Terra. Me diverti mais antes. E aceite: o Casablancas está vivendo o efeito Axl Rose. <em>Sad, but true</em>.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Fotos: <a href="http://planetaterra.com.br" target="_blank">Terra</a>/<a href="http://ihateflash.net" target="_blank">I Hate Flash</a></em></strong></p>
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		<title>Muse em São Paulo: confraternização de etnias</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 19:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cédric Fanti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Muse]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

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<p class="MsoNormal">Pulei o Jay Vaquer mesmo porque sinceramente eu nem lembro direito como foi.</p>
<p class="MsoNormal">Ontem eu tive uma pequena noção da grandiosidade do Muse. Não pela suntuosidade do do cenário, até porque este estava incomparávelmente menor ao do HAARP, e sim pelo modo como o Muse consegue agradar gregos e troianos, no sentido clássico da expressão. Cheguei no HSBC Brasil por volta das 8 horas da noite e a boca da pista já estava relativamente cheia. Cheia de figuras dos mais variados tipos. Os indies compareceram em massa. Mas além deles, pude observar uma série rodinhas de metaleiros, tiozões vestindo camisetas do Genesis e do Pink Floyd, um cover de Axl Rose e ocasionalmente uma ou outra pessoa ‘normal’. Voltando ao ponto, que outra banda consegue reunir tantas tribos antagônicas em um espaço limitado que é o HSBC Brasil e fazer com que elas convivam pacificamente, tirando o micro bate-cabeça que aconteceu do meu lado, mas aquilo nem contou. E pequena noção porque infelizmente o Muse não lota um estádio no Brasil nem ferrando.</p>
<p class="MsoNormal">Mas enfim, diante de tantos elogios e puxa-saquismo eu consegui um defeito. O Muse não sabe variar setlist, então acaba sempre sendo aquela mesma coisa, Dance of Knights de entrada, seguido de Knights of Cydonia, uma exploração aleatória dos hits dos 3 últimos álbuns e os bis com Stockholm Syndrome e Take a Bow.<span>  </span>Não que seja de todo mal isto acontecer, até porque elas são as minhas preferidas e seria uma decepção não encontrá-las na seleção. Porém esperava algo a mais, nem que o tempo de duração do show tivesse que ter sido aumentado, visto que aqui em São Paulo nenhuma música do Showbiz foi tocada. Mas enfim, isso é o de menos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3014/2721723819_e0a0767926.jpg?v=0" alt="" width="270" height="360" /><em>Rapaz declarando sua verdadeira paixão: Ney Matogrosso, a próxima atração do HSBC Brasil</em></p>
<p class="MsoNormal">Matthew Bellamy é um showman completo, no estilo dele, comparações com Justin Timberlake devem ser ignoradas. Passando de herói da guitarra fodão à pianista tímido, enloqueceu a platéia com seu falsetes e sua voz incansável e potente. Pena que ofuscou o brilho dos outros dois integrantes da banda, quase nem foi percebida a presença do tecladista convidado, o Morgan Nichols. Depois de um atraso de mais ou menos 30 minutos (todos estavam cansados de ver os roadies afinando e testando os instrumentos, mas mesmo assim esbravejavam e gritavam quando eles entravam, desconfiando que talvez seriam algum membro da banda).</p>
<p class="MsoNormal">Finalmente. Knights of Cydonia veio, quase como um hino.<span>  </span>Os riffs eram cantarolados por todos numa harmonia bem homogênea. E no telão, como de costume, apareciam as palavras do refrão. NO ONE IS GOING TO TAKE ME ALIVE. Serviram até de apoio para os pára-quedistas que apareceram por lá, inclusive a minha companhia (que ficou parada o show inteiro, mas isso já é outra história). Gritos histéricos de alguns tietes anunciaram a música seguinte. Ironicamente, Hysteria. A música mais bonita (que sua letra certamente serviria em um livro de auto-ajuda) foi Invincible, com Matt no piano. Well, pelo que parece os shows de São Paulo e Rio de Janeiro foram similares. O <em>olê olê olê olê Musê Musê</em><span> </span>também rolou (isso é Brasil gente, ê povinho sem criatividade), assim como as bexigas gigantes e as cortinas de fumaça refrescantes, porém ouvi comentários de que no Rio o som estava ruim, em São Paulo estava ótimo. Mas o que valeu a pena mesmo? Bliss, New Born e Plug in Baby. Origin of Symmetry era meu cd menos preferido, mas confesso que essas 3 músicas ao vivo foram o auge.</p>
<p class="MsoNormal">Não é à toa mesmo que o Muse anda ganhando prêmios de Best Live Act. Os caras são fodas ao vivo, fenomenais. Posso dizer com segurança que está no topo da minha lista de melhores shows.</p>
<p class="MsoNormal">A setlist:</p>
<p class="MsoNormal">Knights of Cydonia<br />
Hysteria<br />
Bliss <br />
Map of Problematique<br />
Supermassive Black Hole<br />
Butterflies and Hurricanes<br />
Citizen Erased<br />
Feeling Good<br />
Bass Jam<br />
Invincible<br />
New Born<br />
Starlight<br />
Time is Running Out<br />
Plug in Baby</p>
<p class="MsoNormal">(Bis)<br />
Stockholm Syndrome<br />
Take a Bow</p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal">Vídeo de Knights of Cydonia:</p>
<p class="MsoNormal">[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=RdQLaGwroBk&amp;feature=related]</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><a href="http://www.flickr.com/photos/kidindenial/2721723819/">Créditos da foto</a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em>Autor: Cédric Fanti</em></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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		<title>O melhor show da vida de muita gente, no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 01:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vivo rio]]></category>

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										</div><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1338" src="http://movethatjukebox.files.wordpress.com/2008/07/muse1.jpg" alt="" width="396" height="297" /></p>
<p>Ontem (30) aconteceu aqui no Rio o show do trio inglês Muse, que fez um show de encher os olhos e levou um Vivo Rio quase lotado a loucura. A abertura foi feita por Jay Vaquer, um músico carioca que faz um pop rock que agradou pouca gente no local. A surpresa foi a educação do público, que evitou vaias e por diversas vezes chegou a aplaudir o músico, que mais tarde agradeceu &#8220;por ser bem recebido&#8221;. O mais curioso foi observar que as pessoas do meu lado esquerdo se divertiram durante o show do rapaz jogando adedanha.</p>
<p>Talvez tentando compensar pela boa educação da platéia, os organizadores do evento foram extremamente arrogantes com Jay, entrando no palco e dando fim ao show de uma hora para outra. É claro que grande parte do público vibrou demasiadamente quando o show do rapaz finalmente acabou, já que isso significava que a apresentação do Muse ficava cada vez mais próxima, mas deu pra notar que muitos ficaram com um certo dó do carioca.</p>
<p>A atração principal da noite começou seu show quase uma hora depois do programado, e as vaias que foram guardadas durante o show de Jay Vaquer se desprenderam das gargantas para atingir a produção do evento. É claro que tudo isso foi compensado com o show que estaria por vir &#8211; e, meu deus, que show. O que muito me chamou atenção foram as dedicadas fãs dos ingleses na porta do Vivo Rio, antes mesmo do show começar, que saíram distribuindo papéis rigorosamente picados em quadradinhos para todos da fila &#8211; que seriam arremessados mais tarde, em <em>Feeling Good</em>, mais ou menos como aconteceu no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dwXEe-9dRJE">show do Chile</a>. A abertura ficou por conta de<em> Knights of Cydonia</em> que, na minha opinião, é simplesmente perfeita para tal papel. A histeria continuou na próxima música, que não coincidentemente tem esse nome: <em>Hysteria</em>. <em>Dead Star</em>, que até hoje só foi lançada numa versão ao vivo na coletânea <em>Hullaballo</em>, foi interpretada de um modo diferente e com pitadas mais eletrônicas do que aquela que foi lançada em 2002, mas tal versão já estava sendo apresentada nos shows a tempos.</p>
<p>O show parou na ma-ra-vi-lho-sa <em>Plug In Baby</em>, quando gigantes balões brancos distraíram o público enquanto Matt, Dom e Chris saiam do palco sem serem muito notados &#8211; e, até tal momento, Matthew já havia arriscado um &#8220;Muito Obrigado&#8221; (em português mesmo) e tocado várias mini-canções super inusitadas em seu piano, incluindo Jazz e uma clássica Bossa Nova.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1337" src="http://movethatjukebox.files.wordpress.com/2008/07/baloes.jpg" alt="" width="396" height="297" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Os tais balões brancos (que, diga-se de passagem, soltavam um ar super refrescante quando estourados)</em></p>
<p>Não demorou muito para que a apresentação fosse retomada, logo depois de gritos de &#8220;Olê, olê, olê, olê! Musê, Musê!&#8221;, e Dominic logo entrou com uma bandeira do Brasil amarrada ao pescoço e usando uma simpática cartola verde &#8211; que por um momento me fez confundir a homenagem ao nosso país com uma forma de lembrar-nos da Irlanda. Dessa vez, toda a energia do trio foi depositada em <em>Stockholm Syndrome</em>, uma das canções mais populares do grupo. O melhor show da vida de muita gente (inclusive o da minha) foi finalizado com <em>Take a Bow</em>, uma das minhas preferidas &#8211; pena que eu já estava sem fôlego e tive que sair da grade da pista normal pra tomar um pouco d&#8217;água. A finalização contou com jatos de fumaça que estavam localizados na frente do palco e que já haviam aparecido em <em>Butterflies &amp; Hurricanes</em>, um pouco mais cedo. O resultado final foi- quase literalmente &#8211; de matar.</p>
<p>O setlist final foi:</p>
<p>Knights of Cydonia<br />
Hysteria<br />
Dead Star<br />
Map of the Problematiqué<br />
Supermassive Blackhole<br />
Butterflies and Hurricanes<br />
Sunburn<br />
Feeling Good<br />
Bass Jam<br />
Invincible<br />
New Born<br />
Starlight<br />
Time is Running Out<br />
Plug In Baby<br />
Stockholm Syndrome<br />
Take a Bow</p>
<p style="text-align:right;"><em>Autor: Alex Correa</em></p>
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