16 mai 2012

Sónar 2012 – impressões, opiniões e fotos exclusivas do festival espanhol em São Paulo

Por  @1:54

No último fim de semana, aconteceu no Anhembi o Sónar 2012 SP, edição brasileira do renomado festival espanhol. Com um line-up certeiro e diversificado, o evento atraiu milhares de curiosos para os três palcos montados na arena. O Move That Jukebox esteve presente e conta, na sequência, algumas impressões, opiniões e relatos sobre o que de melhor – e pior – rolou no festival.

14 mai 2012

Fim de semana de Los Hermanos em Porto Alegre

Por  @23:38

Os barbudos mais queridos do Brasil (haters gonna hate) desembarcaram esse fim de semana em Porto Alegre para dois shows da turnê em comemoração aos 15 anos da banda. Mais de 14 mil gaúchos passaram pelo Pepsi on Stage. Sábado o Move esteve por lá.

alFoto: Revista Noize / Fernando Halal

Sem atrasados e com o público ansioso, clamando pelo início, a banda subiu ao palco e, de cara, mandou o hit “O Vencedor”. Entre um sorriso de Camelo e uma piada de Amarante, veio “Retrato pra Iaiá” e “Todo carnaval tem seu fim”, ambas do álbum Bloco do eu Sozinho, fazendo tremer o chão da casa.

5 mai 2012

A maior exposição de rock da América Latina

Por  @11:50

Desde o começo de abril na Oca, no Parque do Ibirapuera, a exposição Let’s Rock tem atraído milhares de roqueiros e curiosos. Anunciada como “a maior exposição sobre o rock já realizada na América Latina”, é uma visita interessante para os amantes do gênero residentes em São Paulo ou para os turistas que estão indo pra lá assistir algum show.

Logo na entrada, o visitante tem acesso à uma linha do tempo que tenta sintetizar a história do rock. Há várias lacunas e algumas inclusões questionáveis, mas cumpre bem o papel de dar um panorama geral sobre o gênero. Perto dali, há uma galeria com todas as capas da edição brasileira da revista Rolling Stone em formato gigante, além de algumas edições americanas. O mais legal dessa galeria é acompanhar o que de certa forma foi considerado mais relevante para música nos últimos cinco anos – e Lady Gaga apareceu na capa em três ocasiões.

O coração da exposição está nas relíquias expostas, algumas divididas por banda, outras por estilo, região ou época. Parte do acervo vem de fãs colecionadores, parte dos próprios artistas. Toda a sorte de itens está exposta: roupas de Elvis, Mike Patton e Dinho Ouro Preto, quinquilharias do Kiss, ingresso do Woodstock, camisinhas do U2, All-Star do Mark Ramone, discos do Roberto Carlos.

19 abr 2012

The Vaccines faz show-porrada de uma hora no Cine Joia, ontem (18), em São Paulo

Por  @16:38

Foto: Fabrício Vianna

Entre os finais de semana do Coachella, os ingleses do The Vaccines foram escalados para dois shows no Brasil – um em São Paulo, ontem (18), quarta-feira, e outro no Rio de Janeiro, hoje, no Circo Voador. As apresentações vieram como pedidos de desculpas pelo cancelamento da banda inglesa no Planeta Terra do ano passado – eles acabaram fechando uma turnê com os Arctic Monkeys para a mesma época do festival brasileiro.

Qualquer possível temor de um show mais contido, com ar de cansado – devido ao vai-e-volta entre Brasil e EUA – foi totalmente espantado na primeira apresentação no Brasil. O Cine Joia recebeu os ingleses de forma direta, sem nenhuma banda de abertura.

18 abr 2012

Nada Surf @ Webster Hall – New York (07/04/2012)

Por  @19:04

Com shows marcados em sete cidades brasileiras no fim do mês, a banda dos anos 90 voltou à sua cidade natal no último sábado, na turnê americana de The Stars are Indifferent to Astronomy, seu álbum mais recente.

Ao subir ao palco, o vocalista Mathew Caws foi recebido por calorosos gritos de boas vindas do público, misturado com fãs de longa data, novos ouvintes e parentes dos integrantes (teve até o clássico “oi, mãe!”). Por ser cedo (eram 20h30), a combinação proposta era adiantar as horas, fingir que ja passara da meia-noite, pedir mais bebidas e aproveitar ao máximo.

Com vinte anos de estrada, a banda estava muito à vontade no palco do Webster Hall. Na verdade, logo no inicio do show, Caws começou a contar histórias de quando o local ainda se chamava The Ritz e de quando ele frequentava a casa para ver seus ídolos. Após abrir com as duas primeiras faixas do último disco (que, diga-se de passagem, soa muito bem ao vivo) em sequência, o carismático baixista Daniel Lorca amarrou seus dreads gigantes e pediu a palavra para também contar como foi expulso do Ritz apos entrar sem ingressos na adolescência.

13 abr 2012

Carl Barat mistura Libertines, Dirty Pretty Things e músicas da carreira solo em São Paulo

Por  @16:47

Carl e o BDC como banda de apoio

Em sua terceira passagem pelo Brasil, o ex-guitarrista e vocalista do Libertines, Carl Barât, parece cada vez mais longe de sua antiga banda e das confusões com o parceiro Pete Doherty. Apesar de não descartar uma possível turnê de reunião da banda – mesmo que daqui alguns anos -, o inglês parece bem à vontade longe dos antigos companheiros.

Com uma mini turnê que passa por São Paulo e Porto Alegre, sendo os dois shows nos Becos 203, Carl apresenta um repertório que mistura Libertines, Dirty Pretty Things – banda que formou depois do fim dos Libertines – e canções de sua carreira solo.

11 abr 2012

Lollapalooza: opiniões, acertos, erros, pitacos e comentários sobre a estreia do festival no Brasil

Por  @0:45

É claro que o maior festival brasileiro de 2012 até agora não passaria em branco por aqui. Antes tarde do que nunca, aí vão as opiniões e comentários gerais de três colaboradores do Move That Jukebox sobre o Lollapalooza, que aconteceu no último fim de semana, no Jockey Club, em São Paulo:

3 abr 2012

Lollapalooza Chile: veja fotos e saiba o que esperar da edição brasileira, que acontece no fim de semana

Por  @1:05

Foto: Gregório Fonseca

O Move That Jukebox marcou presença novamente no festival Lollapalooza, no Chile. Dessa vez, as principais atrações foram divididas com a edição brasileira do Lolla, e boa parte do que foi visto lá deve se repetir por aqui no próximo fim de semana.

As falhas de organização do ano passado foram superadas, e o festival teve uma infraestrutura que conseguiu atender bem o público de 115 mil pessoas. Filas pequenas nos banheiros, praças de alimentação, circulação fácil entre os palcos e nenhuma confusão. As maiores filas eram nos estandes dos patrocinadores, que distribuiram milhares de brindes como camisetas, óculos, bancos de papelão e acesso a camarotes exclusivos.

Move de verde e motorizado no Lolla chileno

O clima familiar permeou o Parque O’Higgins, com carrinhos de bebê e casais da terceira idade. Quase nada de policiamento – o que, pelo que se viu no local, não era mesmo necessário. E álcool zero, mais uma vez (nesse ponto ao menos, o festival brasileiro deve ser diferente – uma marca de cerveja é patrocinadora).

Henrique Sauer [HS] e Gregório Fonseca [GF] compartilham um pouco da experiência do festival e, de certa forma, mostram o que se deve esperar para o Lollapalooza Brasil.

27 mar 2012

White Rabbits – Milk Famous

Por  @1:14

Não é incomum que uma certa sonoridade fique em alta e diversas bandas tentem seguí-la. Afinal de contas, apesar de todo idealismo com o qual a música possa ser vista, ela também tem seu lado mercadológico. O White Rabbits é uma banda que tem como marca principal sua bateria – ou suas, já que em alguns momentos são duas. Elas têm sempre os tambores com aquela batida característica, usando pouco a caixa para marcar o andamento da música e apostando numa sonoridade muito mais grave.

Aliada à sonoridade da bateria, está a capacidade da banda de equilibrar essa batida mais insana e caótica com momentos de melodia bem trabalhados. Este traço principal ainda marca Milk Famous, o mais novo trabalho da banda.

26 mar 2012

Paul Weller – Sonik Kicks

Por  @11:49

Procure na internet, nas revistas e nas rádios e você não verá ninguém – absolutamente ninguém – deixando de laudear Sonik Kicks, décimo-primeiro álbum solo de Paul Weller, por ele ser uma tentativa de inovação em um momento que, para dezenas de outros artistas, seria a hora de relaxar. O disco fecha, extra-oficialmente, uma trilogia que começou com 22 Dreams (2008) e passou por Wake Up The Nation (2010), ambos discos em que Weller saiu de sua área de conforto (se é que ele jamais entrou) para tentar criar algo minimamente interessante, sempre com resultados acima da média. Sonik Kicks, como os outros, oscila entre o erro e o acerto, mas o saldo final é positivo.

Por todo o lado no disco, há barulhinhos, trucagens de estúdio, efeitos estranhos, jogos sonoros. O ouvinte raramente fica confortável. Em “Drifters”, por exemplo, a voz de Weller é reverberada e ecoada por cima de uma melodia oriental feita com violinos distorcidos. Há um baixo destacado do resto do áudio que às vezes parece fora de ritmo e um barulho de rádio-tentando-pegar-sintonia que vai e volta. E há bongôs batidos freneticamente e chimbaus massacrados sem dó. Mas ainda não chega perto de “Green”, uma bagunça com vocais robóticos e modulados jogados contra uma parede de guitarras alucinadas em reverb que só tem sua tênue coerência segurada pela bateria. É um caos, uma versão musicada para um pesadelo futurístico. E é a faixa que abre o álbum.