Los Hermanos retorna a Belo Horizonte agradando novos e antigos fãs

O público que foi ao show do Los Hermanos no último sábado em Belo Horizonte pode ser dividido em dois grandes grupos: aqueles que acompanhavam os shows da banda em seus tempos áureos, e aqueles que nunca tiveram oportunidade de vê-los ao vivo. Independentemente disso, foi a recepção mais intensa que o Los Hermanos já teve na capital mineira em todos os tempos, e a maior comoção. Pessoas na fila desde muito cedo, histeria pré-show e ovação da plateia a todo instante. E certeza de um grande espetáculo antes, durante e depois.

O show começou com “O vencedor” cantada pelo público, como de costume. A faixa é talvez a melhor abertura para um show possível no rock nacional, e consegue arrepiar mesmo quem não gosta da banda. Enfileiraram hits como “Retrato pra Iaiá”, “Todo Carnaval Tem Seu Fim” (sem confetes e serpentinas) e “Além do que se vê”. Essa última faixa, aliás, é uma das mais impressionantes de se ver ao vivo: mesmo repleta de variações e mudanças de andamento, é sempre acompanhada intensamente pela plateia. Mas acabaram gastando cartucho com suas músicas mais poderosas no começo.
O mesmo público que cantou “Além do que se vê” não conseguiu acompanhar boa parte das outras canções com a mesma empolgação, guardando a voz apenas para os refrões ou frases mais marcantes. Isso seria natural com qualquer banda, mas comparando-se com os shows do Los Hermanos no ápice da turnê de Ventura, por exemplo, percebe-se que a banda já não tem a devoção que tinha alguns anos atrás. Que fique claro: não deve haver nenhuma banda brasileira em 2012 que consegue se envolver com o público como o Los Hermanos tem se envolvido na turnê atual. Mas a empatia entre o Los Hermanos de 2005/2006 e o público da época era muito maior que nos dias de hoje.

Foto: Revista Noize / Fernando Halal





















