26 mai 2011

Fleet Foxes – Helplessness Blues

Por  @20:54

Que o Fleet Foxes é daquelas bandas que fazem você largar mão da sua vida urbana e desejar estar no campo, sob uma árvore, numa sombra fresca, não é novidade pra ninguém. Em 2008, no debut auto-intitulado, Robin Pecknold e companhia trouxeram um revival pro folk com canções que esbanjavam harmonias vocais perfeitas e um clima bucólico e poético. Agora, 3 anos depois, temos Helplessness Blues, uma evolução no som dos americanos.

25 mai 2011

Poly Styrene – Generation Indigo

Por  @11:32

Hoje faz um mês que o mundo perdeu Poly Styrene para o câncer, aos 53 anos. Uma das pioneiras do punk mundial, Poly era solenemente ignorada mundo afora em comparação com suas contemporâneas mais famosas. Uma grande injustiça, já que Poly era uma artista real e uma das pessoas que mais poderiam se orgulhar de ostentar a palavra “punk’ em sua biografia. Antes de partir, Poly deixou um último trabalho, Generation Indigo, lançado semanas antes de sua morte.

Poly era a versão real (mas com saias) de qualquer moleque que pega numa guitarra e sonha em ser famoso. Após passar um tempo fugida de casa, ela viu um show dos Sex Pistols e decidiu que queria aquilo para si. Publicou um anúncio no jornal convocando outros músicos e formou sua banda, a X-Ray Spex. O grupo tocava um punk revoltado, como os Sex Pistols, mas com a diferença de que tinha um saxofonista – o instrumento, aliás, era colocado em destaque em todas as músicas.

19 mai 2011

Danger Mouse & Daniele Luppi – Rome

Por  @15:32

O trabalho mais recente do produtor Danger Mouse é Rome. Em parceria com o italiano Daniele Luppi – que trabalha com composição de algumas trilhas sonoras, incluindo o novo clássico “Vovó… zona 3″ – eles tomaram como inspiração as clássicas trilhas dos spaghetti westerns. Uma espécie de resposta aos westerns tradicionais americanos, a versão italiana tinha como principal diretor Sergio Leone – e como compositor quase que oficial do gênero, e grande parceiro de Leone, o também italiano Enio Morricone.

17 mai 2011

Miles Kane – Colour Of The Trap

Por  @11:56

Não existe resenha do primeiro disco solo de Miles Kane (e provavelmente não existirá dos próximos também) que deixe de mencionar Alex Turner, Noel Gallagher, Gruff Rhys e todos os outros amigos/colaboradores do rapaz. Esta não é exceção. Mas justifica-se: Miles, como vários grandes nomes da música, se cerca dessa gente porque sabe que pode tirar o melhor deles para incorporar a seu trabalho. E sabe que a experiência é recíproca.

13 mai 2011

Foo Fighters – Wasting Light

Por  @15:10

Dave Grohl é uma das mentes mais espertas – e inquietas – do rock atual. Ele sabia que, depois de 3 álbuns medianos, o Foo Fighters precisava voltar com um disco impactante – e deixar de lado o estigma de “banda de single” que assombra as guitarras e a cozinha do grupo desde One By One (2002).

12 mai 2011

of Montreal – thecontrollersphere EP

Por  @13:21

Aproveitando as sobras de estúdio do último álbum False Priest, o of Montreal lançou o thecontrollersphere EP no mês passado. Embora tenham sido gravadas na mesma época que o citado álbum, as canções do EP parecem ser de uma banda em um momento diferente.

10 mai 2011

Marcelo Camelo – Toque Dela

Por  @23:04

“Toque Dela”, novo disco de Marcelo Camelo, segue na mesma linha no primeiro álbum do cantor: melodias calcadas no violão, voz suave e arranjos bem trabalhados. A abertura do álbum, com o verso “Triste é viver só de solidão”, na canção “A Noite”, explicita, no entanto, uma temática inversa ao trabalho anterior, que exaltava a “Doce Solidão” do cantor e compositor.

9 mai 2011

Jamie Lidell @ Clash, São Paulo (05/05/11)

Por  @17:51

Já dava meia hora de atraso, embora não houvesse o menor sinal de reclamação, quando Jamie Lidell desceu as escadas que levam do mezanino para a pista da Clash e atravessou o público até a entrada de uma pequena área VIP lateral praticamente sem ser reconhecido. Poucos minutos depois, estaria no palco pronto para começar seu show.

2 mai 2011

David Bowie – Toy

Por  @22:51

“O buzz não dura muito hoje em dia. Se Bowie tivesse começado alguns anos atrás, já teríamos parado de falar dele”, disse a NME em um review recente de outra banda. Mas o fato é que, quase cinquenta anos após ele começar sua carreira e sete após ele sumir dos olhos da mídia, continuamos falando de David Bowie. E muito. Só neste começo de 2011, Bowie já foi tema de música dos Flaming Lips com o Neon Indian, já teve suas músicas remixadas para um projeto com o filme 2001: Uma Odisséia No Espaço, já foi vítima de um anúncio falso de disco ao vivo e já foi alvo de rumores de que teria escrito com um filme com Mick Jagger. Isso sem falar no vazamento de Toy, álbum que foi gravado e engavetado em 2001. Mesmo escondido, a música ainda o procura, e continuamos falando de David Bowie.

2 mai 2011

Apanhador Só – Acústico-Sucateiro

Por  @22:18

Acústico-Sucateiro é o mais novo trabalho da banda gaúcha Apanhador Só, lançado em – pasmem – fita cassete (!) no último mês de abril. Com 9 regravações e uma música inédita, o repertório se destaca pela transformação das canções quando comparadas às versões originais. Sucatas e brinquedos foram utilizados na gravação, e o único instrumento convencional creditado é o violão. Mais ou menos como foi feito no último e elogiado disco do Pato Fu, Música de Brinquedo.