Hoje faz um mês que o mundo perdeu Poly Styrene para o câncer, aos 53 anos. Uma das pioneiras do punk mundial, Poly era solenemente ignorada mundo afora em comparação com suas contemporâneas mais famosas. Uma grande injustiça, já que Poly era uma artista real e uma das pessoas que mais poderiam se orgulhar de ostentar a palavra “punk’ em sua biografia. Antes de partir, Poly deixou um último trabalho, Generation Indigo, lançado semanas antes de sua morte.

Poly era a versão real (mas com saias) de qualquer moleque que pega numa guitarra e sonha em ser famoso. Após passar um tempo fugida de casa, ela viu um show dos Sex Pistols e decidiu que queria aquilo para si. Publicou um anúncio no jornal convocando outros músicos e formou sua banda, a X-Ray Spex. O grupo tocava um punk revoltado, como os Sex Pistols, mas com a diferença de que tinha um saxofonista – o instrumento, aliás, era colocado em destaque em todas as músicas.