1 mar 2012

SILVA faz sua estreia ao vivo neste fim de semana no palco da Comuna, Rio de Janeiro

Por  @15:08

Apostamos no SILVA. Antes mesmo de elencar as listas de melhores de 2011 em um sem número de blogs nacionais (fora as menções honrosas na gringa), o capixaba bateu um longo papo com o Move. Na entrevista, conversamos sobre as referências musicais, os anseios pessoais e o EP de lançamento, conjunto que mais tarde levou SILVA a integrar o line-up da primeira edição brasileira do Sónar. O garoto se apresenta no festival em maio, mas faz neste fim de semana sua estreia ao vivo em dois shows no palco da Comuna, no Rio de Janeiro.

Horário do show no dia 02/03 (Sexta): 23h
Horário do show no dia 04/03 (Domingo): 20h

Festa após o show com os DJs Yugo (Os Ritmos Digitais/PartyBusters) e Tomás Pinheiro (PartyBusters)

Entrada: R$30 – Ingressos antecipados à venda na Sala de Estar da Comuna, das 14h às 21h
(no dia, R$15 para os que chegarem após o show)

Comuna: Rua Sorocaba, 585 – Botafogo / Mais informações na página oficial do evento no Facebook.

31 ago 2011

Curte mashup? Sexta tem Bootie Rio com Faroff e Folkatrua VJs; Concorra a VIPs

Por  @13:19

UPDATE: Levaram um par de VIPs cada para a Bootie Rio de hoje pelas sugestões de mashup nos comentários as leitoras Mariana Meireles e Thamine Rezende. Vocês receberão um e-mail agora! Boa festa!

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A obsessão pela cultura do mashup, hoje cultivada a rigor no Brasil e em todo o mundo, extrapola o universo musical. Misturando som e imagem, ritmos e brincadeiras visuais, DJ e VJ set, a Bootie Rio, festa carioca totalmente dedicada ao gênero, fincou identidade na noite carioca e chega a sua próxima edição no dia 2 de setembro como uma verdadeira experiência audiovisual, em clima Hollywood (dica do dress code, ok?). Estamos falando disso:

As atrações desta edição da Bootie Rio, além da tradicional vitamina de música promovida pelos residentes André Pipipi, Billy,the Kid, Fernando Schlaepfer, Beto Artista e Luiz G-Vô, são o DJ Faroff e o duo Folkatrua VJs. O vídeo abaixo, feito pelos Folkatrua para um mashup do Faroff, é o melhor cartão visita para o trabalho dos garotos:

Faroff é um dos grandes nomes da atual safra mundial de produtores e DJs de mashups, o que já lhe rendeu apresentações em Boston, Nova York, San Francisco, Los Angeles, Berlin, Paris, Brasília, Curitiba, entre outras cidades. Residente das festas Bootie de Boston e Los Angeles, seus vídeos tem mais de dois milhões de acessos no You Tube. Além de faixas explosivas, Faroff também é conhecido por misturar os clipes das músicas usadas em suas faixas, projetados na pista.

Formado por Guigga Tomaz e Francisco Costa, o Folkatrua VJs é residente da Bootie e também da New Laje, no Rio de Janeiro. Fazem apresentações com acervos pessoais e também com material exclusivo, um trabalho primoroso que já alcançou de shows da Xuxa e do Roberto Carlos à tenda indie do Skol Beats em 2010. Tanto o duo quanto o Faroff farão seus AVSets (DJ + VJ) na festa.

Os ingressos antecipados para a Bootie Rio jà estão à venda nas lojas da Chilli Beans de Ipanema 2000, Copacabana e Rio Sul (segundo piso), além da Zero Zen, no BarraShopping. Mas aqui no Move That Jukebox você encontra dois pares de VIPs dando sopa. Para concorrer, comente este post registrando seu nome e e-mail e sugerindo alguma combinação musical interessante, tipo as que você viu no flyer da Bootie. Nirvana vs. Duck Sauce. The Temptation vs. Cee Lo Green. Ou Franz Ferdinand vs. Michael Jackson. Entendeu?

Os responsáveis pelos “mashups imaginários” mais sagazes vão pra Bootie na faixa com direito a um acompanhante. Anunciaremos os escolhidos nesta sexta (2/9), dia da festa, às 17h.

SERVIÇO:

Bootie Rio
Com: Faroff, Folkatrua VJs, André Pipipi, Billy, the Kid, Schalepfer, Beto Artista e Luiz G-Vô.
Quando: 2 de setembro de 2011 (sexta-feira), à 23h
Onde: Espaço Acústica – Praça Tiradentes, 2 (esquina com a Rua da Carioca, Centro – RJ)
Mais informações no Facebook.

27 jul 2011

Avalanche Tropical desaba em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba; Concorra a VIPs

Por  @20:34

UPDATE: Segue a relação dos ganhadores dos VIPs em cada cidade.

São Paulo: André Motta Vieira e Felipe Rocha
Rio de Janeiro: Paloma A. Monteiro e Paula Pereira
Curitiba: Juliana Anverce e Elis Regina Pontel

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Uma turma criativa de músicos, DJs e produtores nacionais está prestes a invadir as capitais Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba nos próximos fins de semana. A Avalanche Tropical, de quem já falamos um bocado aqui, se lança na sua primeira turnê pelo Brasil entre os dias 28/7 e 4/8 – e você, seja de onde for, não pode perder. Principalmente agora que tem VIPs do Move na jogada.

21 jul 2011

Sexta tem festa Products no Rio de Janeiro! Informe-se e concorra a VIPs

Por  @11:51

UPDATE: Via sorteio no random.org, os leitores que ganharam um VIP + acompanhante para a Products de hoje no Rio de Janeiro foram Pedro Dutra e Louise Simões. Parabéns e boa festa!

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Você, carioca que lê o Move That Jukebox, deve ter percebido a atenção que temos dado às festas e aos agentes que movimentam a vida noturna da cidade maravilhosa. Já falamos sobre a Helvetica, sobre o DJ Strausz e nada mais justo do que te presentar com o sorteio de dois pares de VIPs para a Products, festa que celebra a cena autoral de música eletrônica do Rio de Janeiro e que chega a sua terceira edição amanhã, dia 22, na Fosfobox. Olha que flyer irado:

19 jul 2010

Delicious Jukebox Carioca #2: dia 24 de julho na Pista 3!

Por  @1:18

Sorteio de ingressos encerrado! O nome dos vencedores está no final do post. Quer pagar menos? Manda nome pra lista!

Falta pouco! A Delicious Jukebox, que acontece todo mês na Funhouse, em São Paulo, vai ganhar uma segunda edição carioca nesse final de semana. Mais uma vez, o Move vai fazer uma visitinha à Pista 3, no Rio de Janeiro, com uma galera finíssima. Anotem na agenda: dia 24 de julho, sábado, tâmo aí!

ATACANDO DE DJ estamos eu (representando todos os amigues do Move That Jukebox), Henrique Sauer (nosso grande colaborador) e o Carlão, do Lost In Lost, que tá mais acessível pra DJ sets depois que a série acabou. Uns convidados bem legais devem aparecer por lá pra soltar uns hits ora ou outra, também. Além disso, a festa serve de comemoração pro meu aniversário (que é oficialmente no dia 27, mas tanto faz) e o do Carlão (que nasceu no dia 25, então vai dar pra gritar FELIZ ANIVERSÁRIO pro cara logo depois da meia-noite). Nas pick-ups, tudo o que você costuma conhecer no Move e mais um pouco.

Pra garantir desconto, já vale ir se cadastrando na lista amiga. E ainda rola aquele esquema: todo mundo que comentar nesse post concorre a um par de entradas na faixa pra noite. Ninguém te desculpa pra não ir, hein!

Flyer do Vitor Pereira

E os vencedores do sorteio são: Pedro Paulo A. Rodrigues e Tatiana Vargas! Os dois vão de graça na festa com direito a um acompanhante cada! :) É só se apresentar na entrada e falar que estão na lista VIP.

Serviço:
Delicious Jukebox Carioca
Quem toca: Alex Correa (Move That Jukebox), Carlão (Lost In Lost) e Henrique Sauer
Quando: 24 de julho, sábado
Quanto: R$15 (com nome na lista) | R$20 (sem nome na lista)
Onde: Pista 3 – Rua São João Batista, 14, Botafogo – Rio de Janeiro

24 jun 2009

Confirmado: Cat Power também vai tocar no Rio de Janeiro

Por  @15:07

Cat Power no Tim Festival paulista de 2007, com o recado de um fã (por Yasmin)

Com ingressos um pouco mais caros do que os de São Paulo, o HSBC Arena vai receber Chan Marshall (a.k.a. Cat Power) em 19 de julho, no Rio de Janeiro – um baita presente para os cariocas, que já pensavam em desembolsar uma grana pra sair do Estado e assistir a cantora no Via Funchal um dia antes.

Depois de trocar Marshall pelo Arctic Monkeys no Tim Festival de 2007 (o que, ao menos pra mim, foi uma escolha óbvia), acho que dessa vez aproveito as férias pra ir ao show da moça. Dizem que vale  a pena, né? Se você também se interessou, pode ir adiantando seu ingresso no site do Via Funchal (as inteiras vão de R$60 até R$300) ou se segurar até o dia 29, próxima segunda-feira, quando os tickets pra assistir Chan começam a ser vendidos no Rio, pelo ingresso.com (de R$80 a R$320).

*Catei aqui, ó

14 jun 2009

Rio de Janeiro, an Absolut City

Por  @5:20

IAAW2-4

Por Heitor Machado

Apesar do domingo (7) nublado e atipicamente frio para a maioria dos cariocas, o evento In an Absolut World foi um sucesso. Com a premissa “a photo shoot is a great party”, o projeto foi todo organizado pelo fotógrafo Renato de Cara, um dos escolhidos da Absolut.

Realizado no Parque Lage, no Jardim Botânico, o evento precisou de autorização especial do IBAMA: tudo para garantir que a integridade do local permanecesse intacta. A escolha não foi melhor: quem conhece o Parque sabe de sua beleza, ainda mais com a iluminação especial que decorou o local, espalhando pontos de luz com a cor “azul Absolut.” Na piscina, garrafas cenográficas flutuavam com o nome do evento.

A festa, logicamente open bar, contava com seis bebidas disponíveis. O drink mais tradicional da lista era o , que talvez tenha feito mais sucesso por isso. Os outros podiam parecer exóticos demais: Rocket Starter, feito de uva thompson; Mangostini, um martini feito com Absolut de manga; Absolut Trilogy, que vinha com caju e lichias em calda; e Vanilla Chill, apenas Absolut vanilla com água de coco. Para acompanhar os drinks, o buffet de Adriana Mattar.

O som da festa passou do lounge ao hip hop, tudo apresentado pelo DJ Dani Roland. Nelly Furtado, Madonna, Ting Tings, Lykke Li e clássicos dos anos 80 e 90 como New Order, Depeche Mode, Eurythmics e George Michael animaram o início da festa. Por volta das 23h, começou no palco o show da banda Stop Play Moon. Mesmo com um ótimo som, era difícil entender quando a vocalista Geanine Marques falava. A banda foi uma boa escolha para o evento, acertando no tom e clima da festa. O momento mais animado do show provavelmente foi na apresentação de “Hey”.

Apesar disso, muitas pessoas preferiram ficar do lado de fora, já que na pista não havia bar nem garçons servido. O pessoal que aproveitou o show nem viu a chuva caindo lá fora, que deu trabalho pro pessoal da organização, encarregado de secar todos os puffs. Após o show, foi a vez do DJ (e também ator) Rodrigo Penna, já conhecido pelo seu famoso bailinho, que iniciou seu set com funk.

Com muita gente bonita, o evento ainda contou com famosos como Maria Paula, Danton Mello, Rodrigo Santoro, Preta Gil, Susana Vieira, Carolina Dieckman e seus pares, Sandro Pedroso e Tiago Worcman, que provavelmente decidiram esticar a noite após o Rio Fashion Week. Com previsão de acabar por volta das 2h, a festa esticou até às 3h da manhã de segunda. Uma bela maneira de começar a semana.

16 mar 2009

Chuva no Rio, Keane no Citibank Hall

Por  @13:42

WARMING UP

keane-2Tudo parecia bem calmo no estacionamento minutos antes do show marcado para as 22h no Citibank Hall: pouca movimentação ao redor do shopping onde fica a casa de shows e uma meia dúzia de atrasados na bilheteria. Mesmo os cambistas parecem ter evitado esta noite chuvosa no Rio de Janeiro. Sabe-se lá porque, né?  Vai que eles não se garantem numa sexta feira 13 de lua cheia…

Tanto que testemunhei algo inédito pra mim: um segurança (daqueles 2 m x 2m) abordava compradores na fila e oferecia ingressos de cortesia ao preço de meia entrada para quem fosse pagar com dinheiro. WTF????

Mas vamos ao que interessa.

Deixei pra entrar em cima da hora (escolha esquizofrênica de abertura: Fresno = não). E me surpreendi ao ver bastaaaante gente lá dentro para o segundo show do Keane na cidade maravilhosa. Um público mais numeroso que aquele da primeira passagem da banda por aqui em 2007. Eco das trilhas de novela? Talvez. Essa aposta faz bastante sentido quando você percebe a já tradicional mistureba que é o publico carioca em eventos desse tipo.

Outro fato curioso: considerando que o publico cresceu em dois anos você logo pensa: “puxa, esse disco novo deve ter feito sucesso mesmo!”. Nem.

As musicas que balançaram as estruturas locais foram mesmo as dos dois primeiros discos da banda (Hopes and Fears, de 2004, Under the Iron Sea, de 2006). A teoria novelesca/popradio marca mais um ponto.

E antes de começar a falar do show propriamente dito, preciso deixar claro uma coisa: eu não curto muito o Perfect Symmetry, lançado em 2008. Pra mim é o mais fraco dos três da banda. Tem uma ou outra musica mais interessante e tal. Mas como obra mesmo, acho este bem atrás dos antecessores.

O SHOW

O palco era simples. Ao contrario da ultima passagem da banda por aqui que contava com vááários telões e torres de luz, dessa vez tudo limitou-se a um fundo de palco com triângulos coloridos nos motivos da arte do disco.

Quando as luzes se apagaram, bexigas começaram a ser jogadas pra cima (como aconteceu no show de São Paulo) pelos fãs debruçados na grade, muitos flashes e gritos. A banda iniciou esse que foi o ultimo show da turnê jogando o o público pra cima com “Everybody’s changing” logo na segunda musica.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=b_tLJaSrn70]

O saltitante Tom Chaplin corria loucamente de um lado pro outro do palco esbanjando fôlego e sua bela voz.

As baladas do Keane funcionam assim: bases de piano muito marcantes, se alternam entre lentas e muuuito reflexivas ou verdadeiros hinos pop com refrões fortes e dramáticos sempre com melodias precisas e muitas viradas.

Entre musicas novas e seus maiores sucessos, o Keane trouxe o publico pra dentro do show com muito papo entre as musicas, recadinhos em português e um elogio atrás do outro aos fãs brasileiros.

MOMENTO FOFO

Já com as bochechas roxas de calor, Tom pegou um violão para cantar sozinho no palco “Playing Along” para um arsenal de câmeras e flashes enlouquecidos. Na sequência, seus companheiros de banda retornaram para um set curto e “acústico” que contou com a canção “Early Winter”, composta pelo tecladista/co-fundador Tim Rice-Oxley e gravada pela ex-rockeira/divapop  Gwen Stefani em seu último CD.

Da dançante “Spiralling”, passando pela comoção em coro de “Leaving so soon”, até o fechamento com os hits “Somewhere Only We Know” e “Crystal Ball” o Kenae fez um ótimo show de repertório impecável e simpatia incontestável.

keane1

Para finalizar, voltaram para o bis com três musicas. Um cover de “Under Pressure” do Queen (uma espécie de pais musicais da banda, sem duvida. Na ultima turnê o homenageado foi o U2), a aniamda “Is it any Wonder” e seus synths, e a balada de letra triiiiiste “Bedshaped” (eco da fase rehab de Tom).

Sexta feira chuvosa no Rio? Nada como uma boa dose de rock inglês.

Setlist:
01.The Lovers Are Losing
02.Everybody’s Changing
03.Bend and Break
04.Nothing in my Way
05.Again and Again
06.Atlantic
07.This is the Last Time
08.Spiralling
09. Playing Along
10. Try Again
11. Early Winter /Sunshine
12.You Haven’t Told Me Anything
13.Leaving So Soon?
14.You Don’t See Me
15.Perfect Symmetry
16.Somewhere Only We Know
17.Crystal Ball
18.Under Pressure
19.Is It Any Wonder?
20.Bedshaped

Henrique Sauer

28 set 2008

E a noite foi de electro no Rio de Janeiro

Por  @18:04

Rio de Janeiro, sexta-feira 26 – Circo Voador. O show do duo francês Justice, atração principal da noite, só foi começar efetivamente na primeira hora do dia 27. Mas vamos começar pelas bordas.

A noite de música – que não demorou muito para se tornar madrugada – começou com o Mixhell. Nome desconhecido para muitos, mas que conta com um dos mais famosos músicos brasileiros: Iggor Cavalera. Iggor, por sua vez, conta com a sua esposa e excelente DJ/produtora Laima Leyton e, juntos, fazem uma mistura da dançante música eletrônica com o som quente e pesado da bateria. Mixhell… um show para se guardar na memória e conferir de perto sempre que possível. A apresentação surpreendeu a maior parte do público, inclusive a esse moribundo que lhes escreve nesse exato momento.

Proporcionalmente à troca de Cavalera entre bateria e sintetizadores, a sonoridade do DJ set de abertura esquentava e esfriava. Enquanto a bateria esteve ativa, o Mixhell mostrou à seu [novo] público um electro-metal pouco comum mas demasiadamente conveniente. Já quando os laços matrimoniais uniam o sorridente casal na mesa de som, o resultado era extremamente variado. Até o funk carioca e o hype MGMT chegou ao duo, que incluiu Kids em seu set.

A tenda – que é como a de um circo de verdade – começou a encher depois da meia-noite, conforme os equipamentos do Justice apareciam no palco. O público, que até então estava muito disperso, deu início a um tumulto enquanto as vinte e quatro caixas de som iam sendo armazenadas ao lado da incandescente cruz justiceira, símbolo que virou a logomarca do álbum Cross, único do grupo.

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay (vulgos Justice) só deram o ar de sua graça quando a madrugada já havia começado, repetindo o que disse no início desse texto. Quem estava com a cara no palco (expressão que aqui também vale no sentido literal, já que o Circo Voador não tem o corredor de divisão entre o palco e a pista) mal pôde reparar a chegada dos rapazes por trás de suas altas parafernálias, e logo tratou de arrumar um espaço um pouco mais atrás, onde se tinha uma melhor visão do palco.

Era previsível que Genesis abriria o setlist, mas a sensação que se tem quando isso de fato acontece não é nada óbvia. Euforia, insanidade e muito, mas muito prazer. Entretanto, um dos momentos de pico do show só viria mais tarde, sucedendo Phantom, quando pode-se ouvir a primeira ordem que mandava, expressamente, que todos fizessem A dança. Em uma versão prolongada, remixada e não-inédita pra quem já consultava o YouTube ou sites de Torrent para amenizar a ansiedade pré-show, D.A.N.C.E. deu início a uma sequência fenomenal que se manteria até os últimos minutos do pré-bis, passando por DVNO, Stress, Waters of Nazareth, remixes de remexer o esqueleto (como os de The Fallen e Skitzo Dancer, originalmente do Franz Ferdinand e Scenario Rock) e fazendo as pessoas menos animadas e de mais idade do mezanino deixarem o espírito da electromusic dominar seus corpos.

The Party (ou TTHHEE PPAARRTTYY) não ficou de fora, obviamente, e ganhou mais glitter em sua sonoridade do que na sua versão de estúdio, aquela que foi lançada em 2007, no †. (Falando em glitter, alguém reparou no quão IN está o Glam? Não acharia estranho se o Ziggy Stardust brotasse no meio da platéia…) We Are Your Friends marcou o segundo ápice de todo o show, que teria atingido um estado de pico ainda mais alto se não fosse pelo desgaste do povo, que deu [quase] tudo de si nas músicas anteriores. A cruz, no centro do palco, apagava e acendia conforme o som mandava. O coro do público dedicado – e esgoelado – ficou ainda mais assustador quando nada mais do que o silêncio saia do palco do Justice, num período de forte integração entre os anônimos da pista e os ídolos franceses do palco. Esse, inclusive, foi o único momento da madrugada em que integração foi sinônimo de cantoria. Na maior parte do duradouro e proveitoso setlist francês, a comunicação banda-público foi feita exclusivamente com o uso de gestos (os da cruz, por exemplo) pelo mais solto e bigodudo Gaspard. Quem esperava pouco feedback da parte de Xavier, se surpreendeu – e muito. O show terminou com o mais novo dando sua cabeça para as pessoas mais adiantadas fizessem praticamente o que quisessem com ela – felizmente, elas se limitaram ao toque. Ainda mais cedo, o rapaz se deixou abraçar enquanto passava-se por uma estátua, e divertiu-se ajudando o segurança local a empurrar o público invasor para seu devido lugar.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=stRtm6l829o]

D.A.N.C.E.

No bis, que foi pedido com pouca animação, veio uma versão mais calma de We Are Your Friends, que dessa vez foi tocada apenas com o auxílio de um teclado – logo, sem aquele sample super legal de Klaxons. E, fechando com chave de ouro a passagem do duo pela cidade maravilhosa, vieram dois remixes imperdíveis: O primeiro, da menos conhecida NY Excuse (Soulwax), se rendeu ao low-fi com o plus de uma percussão dominante. Em seguida, o que veio foi Master Of Puppets, do Metallica, remixada com um conhecido “Let’s get this party started right”, que agradou os metaleiros e criou até uma daquelas rodas de socos e empurra-empurra, marca oficial de shows de heavy metal.

A banda havia ido embora sob uma grotesca ovação, e uma parte daqueles que pagaram merecidos 80 reais para conferir um pedacinho da França de perto já havia ido embora quando o The Twelves, que foi promovida de banda de abertura à banda de despedida, entrou no palco. Pouca luz, equipamento mais do que básico: Isso talvez importasse, se os rapazes de Niterói não fossem tão bons no que fazem. Logo nos primeiros minutos de sua apresentação, o Twelves conquistou um bom público, que acabou por adiar a volta para casa para conferir o que o terceiro duo da rodada tinha para oferecer à madrugada carioca de electro.

Logo no início do set saiu um remix de Reckoner, do Radiohead, das caixas de som do Circo. Não era nem o início. Quem achou que o Justice traiu o movimento [Daft] Punk por excluir o remix de Human After All de seu setlist, sentiu-se mais do que satisfeito ao ouvir Voyager, Around The World, Revolution 909 e Digital Love enquanto o 12s fechava a madrugada. A voz relaxada do Black Kid Owen Holmes não ficou de fora, e a batida remixada do hit I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You fez a galera exausta continuar de pé. Enquanto eu fazia uma visita ao mezanino, avistei um bocado de gente agradecendo e elogiando aos montes os talentosos niteroienses. Digno.

Autor: Alex Correa

25 jun 2008

Justice confirma mais uma data no Brasil

Por  @10:58

Macacos me mordam. Eu já me lamentava porque o Skol Beats acontece em São Paulo, enquanto eu moro no Rio. Eu já me lamentava porque a censura do Skol Beats é de 18 anos, enquanto eu tenho 15. Mas o DVNO (pegaram?) aconteceu: O electro-duo Justice confirmou em seu MySpace que, em setembro, eles também passarão pelo Rio de Janeiro.

A apresentação em solo carioca acontece em 26 de setembro, um dia antes da performance dos energéticos Xavier e Gaspard no festival paulista. Bem, por enquanto, essas são as únicas informações que se tem desse show que foi agendado agorinha: Data e cidade. O local exato do evento não foi revelado. Aguardemos.

Veja o line-up do Skol Beats

Autor: Alex Correa