3 nov 2010

Roxette anuncia quatro shows no Brasil em abril

Por  @13:16

A notícia é do jornal Folha de São Paulo: os suecos do Roxette vêm ao Brasil em abril para quatro shows. Segundo a publicação, as apresentações, ainda sem locais e preços confirmados, acontecem nos dias 12, 14, 16 e 17 em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente.

O Roxette estourou nos anos 1980 com músicas como “It Must Have Been Love” e “Listen To Your Heart”. Na década seguinte, teve alguns hit menores e ensaiou uma volta aos bons tempos com “Wish I Could Fly”, cujo clipe tocou exaustivamente na MTV Brasil.

A banda foi desativada em 2002, quando a vocalista Marie Fredriksson teve câncer no cérebro. Em 2009, a dupla voltou a gravar junta e, em 2010, reiniciou os shows. Durante todo esse tempo parado, porém, o Roxette continuou a ser lembrado nos listenings das escolas de inglês mundo afora e na programação da Alpha FM ;-)

20 mai 2010

Tiago Agostini’s Jukebox (Portal Vírgula, Rolling Stone)

Por  @15:54

Figurinha certa nas edições da Rolling Stone Brasil, Tiago Agostini (@tiagoagostini) ainda é editor de home do Portal Vírgula, toca o blog Balada do Louco e ainda arruma tempo pra fazer os entrevistões do mês, ao lado de Marcelo Costa, no Scream & Yell – além de outras intervenções ocasionais no próprio site, cujas festas também contam com Tiago mandando de tudo um pouco nas pickups. Vê aí o que ele acha do hype, bandas clássicas, guilty pleasures, músicas para dançar e shows inesquecíveis:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Rapaz, eu não acredito muito no hype. Às vezes demora semanas pra eu ouvir um disco novo que todo mundo tá falando no Twitter, sei lá por que. Mas aí eu tenho essas pequenas obsessões bizarras, tipo o EP novo do Boy Least Likely To, que é uma belezinha, e, obviamente, o Teenage Fanclub, cujo disco novo eu vou ouvir assim que vazar. No campo nacional a coisa é um pouco diferente: tenho me empolgado bastante com as novidades. O último disco que me bateu forte foi a estreia da Tulipa Ruiz, que tem uns arranjos fodas. Forte candidato a disco do ano, com pelo menos quatro músicas ótimas: “Às Vezes”, “Do Amor”, “Efêmera” e “Brocal Dourado”.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Talvez Legião Urbana. Eu fui muito, muito fã, de comprar tudo que saía sobre a banda, saber a história de cor, e isso era um traço marcante na minha adolescência, eu era conhecido no colégio como o fã de Legião Urbana. Com o tempo eu fui largando um pouco o fanatismo, ouvindo outras coisas e Legião foi ficando cada vez mais no passado. Mesmo assim, toda vez que eu começo a ouvir fico parado nisso umas 3 ou 4 horas. Até hoje não me perdoo por não ter ido ao Porão do Rock no ano passado, eu tinha acabado de voltar de férias, estava de plantão e soube que ia rolar a reunião do Bonfá e do Dado e meio que dei de ombros, pensando “ah, vou ter que trocar plantão, gastar uma grana”. Quando eu li os relatos, me arrependi na hora. Teria chorado litros no show. Fácil, fácil.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Esse rockinho dançante dos anos 2000, uma pitadinha de samba também, bons pop pegajosos, tipo Weezer ou “Nanana”, do Wonkavision. Mas o que não falha é música de negão: um baixão pulsante num belo soul da Motown é tiro e queda – Michael Jackson que o diga.

E aquele show inesquecível? Qual foi?
Os dois do R.E.M. em 2008 foram especiais, de tirar o fôlego. E ver o Franz esse ano, pulando como se não houvesse amanhã na beira do palco foi foda. Mas um que eu me lembro com bastante carinho foi o Raimundos em 2000, na Festa do Pinhão, tradicional festa anual, dessas agropecuárias, que acontece em Lages, uma cidade perto de onde eu me criei, que se chama Curitibanos, no interior de SC. Era turnê do Só No Forévis, os caras no auge, fazendo sucesso como nunca. Eu estava hospedado na casa de um amigo de Lages e lembro que choveu o dia inteiro, era um sábado. Chovia pra caralho, e o parque onde rolava a festa e os shows era aberto. Eu estava andando com esse meu amigo e os amigos dele quando vi que o show ia começar, me desgarrei, corri pra frente do palco e (parece mentira e piegas) no primeiro acorde a chuva parou. E não caiu uma gota o resto do show. Duas horas e meia só de hits, eu lá cantando tudo, batendo cabeça naquele lamaçal. Voltei pra casa com as calças totalmente detonadas de barro, mas valeu a pena pra caralho.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ah, eu assumo os guilty pleasures. Roxette, por exemplo, tem várias baladas fodas. Uma que pode soar como guilty pleasure é o Kid Abelha, mas eu ei de fazer a defesa deles. O pop que eles criaram naqueles dois primeiros discos é tão inocente e poderoso que pouca gente conseguiu fazer igual no Brasil. Leoni estava afiadíssimo como compositor – “A Fórmula do Amor” e “Educação Sentimental II” são duas pepitas raras.

13 mai 2010

Diego Maia’s Jukebox (R7)

Por  @18:11

Ele é editor de blogs e mídias sociais do portal R7. Pra você que não conhece Diego Maia (@diegomaia), tá perdendo um dos melhores perfis de twitter pra quem curte música, cinema, notícias e cultura pop em geral. O cara já foi repórter da Editora Abril e ainda colabora com as revistas Rolling Stone Brasil e Movie. Com tanta bagagem, ele se dispôs a bater um papo com o Move e falou sobre as bandas que rondaram sua adolescência, seus hypes favoritos e aquela música que ele sempre escuta, mas até hoje não tinha contado pra ninguém:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Descobri Local Natives há pouco. Boa banda! Lançaram um belo disco no fim de 2009/começo de 2010, o Gorilla Manor. Surfer Blood é outra nova favorita, “Swim” é das grandes pequenas músicas do ano. Também tem Beach House (Teen Dream é meu disco favorito de 2010, até agora), jj, Titus Andronicus… Enfim, a escalação toda do Pitchfork Festival, haha. Podem me chamar de hipster, ligo não.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Foo Fighters meio que norteou minha adolescência. Ouço incansavelmente desde os 12 anos. Tenho todos os CDs em casa, apesar de, hoje, só ouvir o The Colour and The Shape. Mesma coisa com Queens of The Stone Age. O Rated R foi o primeiro disco que importei na vida, teve um impacto absurdo. Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden e toda a patota grunge também foram muito presentes (era isso que a gente conseguia ouvir no interior de São Paulo nos anos 90 – descontando uma até hoje inexplicável invasão de metal melódico que rolou no fim da década). E Elliott Smith também teve – e ainda tem muita – importância pra mim. O “Figure 8″ é álbum pra vida toda (Roger Waters discordaria!).

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
As boas do Michael Jackson, do Prince, da Madonna. Franz Ferdinand animou muitas festas de faculdade, sempre funciona. LCD Soundsystem é favorita do coração, me faz soltar a franga mesmo com “New York I Love You But You’re Bringing Me Down”, então não conta. Paulista/sulista emulando funk carioca também é divertido. Ah! Não vou citar Lady Gaga (que é legal, nada contra) porque, sejamos sinceros, alguém ainda aguenta “Poker Face”, “Bad Romance” ou “Telephone”?

E aquele show inesquecível? Qual foi?
O do Franz Ferdinand, no Circo Voador, em fevereiro de 2006, o primeiro show deles no Brasil. Todo mundo que esteve lá diz que o show foi histórico, marcante, inigualável e, bem, foi mesmo. Banda e público admirados um com o outro, calor absurdo, som do Circo bem calibrado, boa companhia. Não tem como um show de rock ser melhor do que aquilo. Espero tirar esse show do topo da lista este ano, no entanto. :)

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Roxette: “It Must Have Been Love” (e, quando quero disfarçar, digo que o Per Gessle é um puta guitarrista!)

8 abr 2010

Arthur Teixeira’s Jukebox (Volantes)

Por  @16:34

Na linha de frente do quinteto Volantes está o vocalista Arthur Teixeira, cuja voz é um dos pontos mais marcantes do som dos gaúchos. Depois de uma minitemporada de shows no estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro, a banda voltou para as longínquas terras do sul – e foi de lá que Arthur conversou um pouquinho com a gente sobre bandas marcantes, dançantes, a vida, o universo e tudo mais:

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Acho que até pela versatilidade dos discos, o R.E.M. esteve comigo em todas as bad e nos momentos de sol também. Não posso deixar de citar também o Kevin Shields, com a trilha de Lost in Translation.

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Essa semana o hype aqui em casa está rolando no Begin Here, do Zombies, que eu não tinha. De mais novinho, estou sacando o A Place to Bury Strangers e o solo do Jónsi.

O Volantes está pra lançar um single novo em breve, em vinil. O que vocês já podem contar sobre o material?
Posso contar que as gravações ficaram grandes, com peso. Escolhemos músicas que têm uma ótima resposta nos shows, mas que ainda não haviam sido bem gravadas. As pessoas já estavam cobrando pra ter essas músicas.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Pulp, New Order, Franz, Justice, Strokes e muita, mas muuuita caipirinha.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Hahahahaha. Jamais desabilitaria o last.fm por isso. Gosto de provocar. É praticamente um dever da minha profissão. Me pilho muito no segundo e terceiro disco do Roxette, até o single How Do You Do!, de 1992.