Capa em baixa resolução de Oceania, novo álbum do Smashing Pumpkins
Acho que nem o próprio Billy Corgan entende bem a linha de raciocínio que envolve o Smashing Pumpkins atual. Tem aquele projetão com 44 músicas, chamado Teargarden by Kaleidyscope. Tem também os EPs que a banda solta aos poucos e que farão parte do pacote final, aparentemente. E agora, ainda como parte do “discão”, o reforço vem em forma de um novo LP.
Os Pumpkins, que fizeram show duvidoso no Planeta Terra Festival 2010, já estão com um novo disco “normal” engatilhado. Digo “normal” porque ele será formado por faixas inéditas – e apenas 13 delas. Nada de exageros. Por enquanto. Oceania, se Corgan não resolver atrasar o lançamento novamente, chega às lojas em 19 de junho.
A quem interessar possa, segue a tracklist:
1. Quasar 2. Panopticon 3. The Celestials 4. Violet Rays 5. My Love Is Winter 6. One Diamond, One Heart 7. Pinwheels 8. Oceania 9. Pale Horse 10. The Chimera 11. Glissandra 12. Inkless 13. Wildflower
Tava passeando pelo Blog do Bracin, do querido Vinícius Felix, e me deparei com a notícia de que James Iha, guitarrista da formação clássica do Smashing Pumpkins, está lançando um novo disco solo. Look To The Sky, ao que tudo indica, já foi lançado no Japão e terá divulgação pelo resto do mundo ao longo do ano.
E não só o primeiro teaser do trabalho (acima) deixa a espectativa lá no alto, como o time chamado pelo músico americano é de encher os olhos. Participam do segundo álbum de James Iha nomes como Nina Persson (vocalista do The Cardigans), Tom Verlaine (líder do Television), Sara Quin (Tegan and Sara), Nick Zinner e Kare O (Yeah Yeah Yeahs), entre outros.
Fique de olho e, se achar o disquinho dando bobeira por aí, avise a gente.
Gish e Siamese Dream, dois dos discos mais importantes e influentes do rock dos anos 90 foram remasterizados e serão relançados no fim de novembro. O website do Smashing Pumpkins já está fazendo a pré-venda e há diversas opções de compra.
Cada um dos discos vai sair em edição deluxe com 2 CDs e um DVD, vinil standard, CD standard, além da versão digital premium (em FLAC) e de alta fidelidade (em WAV). A melhor, mais atraente, e consequentemente mais cara, é o pack com dois CDs e um DVD, que contém alguns postais e um livreto de 24 páginas.
No total, são 32 canções inéditas e em versão alternativa, além de 2 shows nunca lançados em DVD anteriormente. Pra quem passou boa parte da adolescência nos anos 90 utilizando uma camisa com a palavra “Zero”, vai ser difícil tentar economizar e não comprar esses discos.
Parece que Billy Corgan finalmente percebeu que as pessoas preferem o Smashing Pumpkins clássico à formação atual, que tem o projeto megalomaníaco Teargarden by Kaleidyscope, de 44 faixas lançadas numa periodicidade indefinida.
O Smashing Pumpkins Record Club tem o objetivo de divulgar gravações antigas, da formação clássica da banda, e seus assinantes acabam de receber o link para download de “Rhinoceros Version Two”, uma versão diferente da canção originalmente gravada no álbum de estreia da banda.
Para baixar, é necessário se inscrever no SPRC pelo site http://www.smashingpumpkins.com/. O link para o download da música é enviado por e-mail, bem como futuras faixas a serem divulgadas pela banda.
Há ainda um vídeo gravado por Corgan, contando detalhes da gravação. Não é muito, mas compensa pelo valor histórico.
Numa tentativa mezzo caça-níquel, mezzo prato cheio pros fãs, Billy Corgan criou o Record Club do Smashing Pumpkins, que vai mandar para os fãs cadastrados no site (é só deixar seu e-mail) versões não lançadas, demos e bsides que a banda juntou ao longo dos anos. Aparentemente, tem tudo pra ser um bom recurso pra quem não anda curtindo muito o que a banda vem fazendo de uns anos pra cá, vide o projeto megalomaníaco Teargarden By Kaleidyscope.
Já tá rolando uma versão demo de “Drown” e, agora, o Consequence of Sound liberou duas faixas instrumentais lá da década de 90 pra estourar qualquer caixinha de som que não aguente fortes trancos. É o Smashing Pumpkins distorcido e pesado que todos nós gostamos:
Talvez Freud explique o fetiche de Billy Corgan em colocar uma baixista gostosa, um guitarrista japonês e um baterista virtuoso no palco do Terra 2010 e dizer para todo mundo que aqueles eram os Smashing Pumpkins. Não eram. Os Smashing Pumpkins verdadeiros nasceram, cresceram e morreram nos anos 90, uma década em que, se não foram soberanos, foram, pelo menos, essenciais.
Gish foi uma estréia musicalmente imperfeita, mas que pavimentou o que seriam os Pumpkins para todo o resto de sua carreira. Billy Corgan, ainda com cabelo, era o chefe: escolheu seus colegas de banda como quem escolhe seu exército, compôs todas as músicas e tocou todos os instrumentos, menos a bateria.
O guitarrista James Iha e a baixista D’arcy Wretzky eram os acessórios: tinham pouca influência nas decisões da banda e orbitavam em torno de Corgan. Mesmo queridos pelos fãs, os dois eram coadjuvantes – D’arcy só existe no disco porque canta “Daydream”, os baixos são todos de Corgan. Ela e Iha contrastavam com o baterista Jimmy Chamberlin, que sempre teve uma personalidade forte e foi o primeiro a bater de frente com o vocalista. As brigas entre os dois, que mais para frente resultariam na demissão de Chamberlin, seriam outro ingrediente decisivo no futuro dos Pumpkins.
Não é surpresa, porém, que Chamberlin seja o único por quem Corgan ainda tenha apreço e o único com o qual ele cogite voltar a tocar junto. Corgan sempre teve um ego gigantesco e não se privava de demonstrá-lo (vide as patadas que vivia dando nos jornalistas em entrevistas). A conivência de Iha e Wretzky, se por um lado dava espaço para a vazão criativa do líder, por outro o deixava numa zona de conforto. Quando Chamberlin o confrontava, Corgan entendia que estava numa banda.
Essas personalidades se refletiram nos destinos de cada integrante. Iha nunca foi longe: limitou-se a aparecer como convidado em discos de outras bandas e, na sua única tentativa solo, lançou um disco de folk-pop açucarado que foi um choque para quem estava acostumado com o peso dos Smashing Pumpkins. D’arcy se afastou da música, destruiu o rosto com cirurgias plásticas e mantém-se longe do showbiz. E Chamberlin continuou tocando com diversas bandas – a mais recente, SkySaw, deve lançar seu primeiro disco em junho.
Corgan, como se sabe, criou o Zwan e tentou lançar-se em carreira solo, mas não resistiu em reformar os Pumpkins, seu maior (e único realmente bem-sucedido) projeto. Talvez xerocar a banda antiga não seja só uma questão de fetiche – talvez seja realmente uma obsessão.
Gish foi a semente dessa história toda, a primeira peça de um longo quebra-cabeça. Musicalmente, o álbum não é o melhor dos Pumpkins (meu voto vai para Mellon Collie…), mas a energia da banda já estava toda ali.
“I Am One” é uma pérola que traz muitos dos segredos dos Pumpkins: riffs irresistíveis, vocais rápidos, solos complicados por cima de bases ferozes, partes lentas intercaladas com partes rápidas, bateria de funk. “Siva” e seu riff inesquecível é marcada pelos momentos em que diminui o volume até deixar a voz de Corgan quase inaudível e depois retornar com tudo, explodindo a caixa de som. É a primeira música do disco a flertar com heavy metal.
“Rhinoceros” segura bem seus seis minutos principalmente por causa do refrão delicado e grudento. “Bury Me” é outra pesada com influências de heavy metal, enquanto “Snail” aponta para os rocks épicos que a banda faria no futuro. “Tristessa” repete um pouco a fórmula das anteriores, mas não chega ao ponto da saturação.
“Crush”, “Suffer” e “Window Paine” são os momentos mais lentos do álbum, baladas em que a banda aproveita para expandir suas influências, jogando um pouco de psicodelia aqui e ali e brincando com finais falsos. “Daydream”, por dar um descanso da aspereza da voz de Corgan e nos apresentar ao vocal melódico de D’arcy, fecha o álbum com um intimismo inesperado para uma banda que, até então, estava dedilhando guitarras como se o mundo estivesse prestes a acabar. Essa dicotomia seria constante nos álbuns dos Pumpkins e brindaria os fãs, no futuro, com os clássicos “Disarm” e “Thirty-Tree”, entre outros. Há uma música extra escondida na última faixa, chamada “I’m Going Crazy”, com Corgan no violão, que adiciona pouco ao conjunto.
Toda banda tem um começo, e o dos Smashing Pumpkins acertou bem mais do que errou. Gish tem faixas muito boas e poucos defeitos relevantes – criticá-lo é basicamente uma questão de gosto, mas, naquele maio de 1991, com a explosão do rock alternativo, os americanos preferiram adorá-lo. Era o início de um fenômeno, ainda que construído sobre as relações quebradiças de quatro músicos desiguais. Ah, se eles soubessem…
OK. Esse talvez seja um daqueles casos em que dizemos: “mas se é um cover, por que não ouvir direto o original?”, afinal, se trata de um clássico recente da música pop – além de nos proporcionar aquela nostalgia típica de quem conheceu o Smashing Pumpkins ainda nos anos 90. Mas, no final das contas, essa versão de “1979″, feita pelo grupo Bad Rabbits tem o seu valor, sim. Veja você mesmo:
A banda ainda disponibilizou esse som para download livre, aqui.
A EMI irá relançar em versões de luxo, remasterizadas e com faixas bônus todos os discos do Smashing Pumpkins no período de 91 a 2000, ou seja, da estréia Gish até o Machina II:/The Friends & Enemies of Modern Music.
O processo levará dois anos. Em 2011, saem Gish, Siamese Dream e a coleção de lados B Pieces Iscariot. 2012 vem com Mellon Collie and the Infinite Sadness, o box de singles The Aeroplane Flies High e o Adore. Por fim, no começo de 2013, saem a dupla Machina I e II e uma coletânea com o melhor do material remasterizado inédita.
Enquanto isso o que restou da banda, leia-se Billy Corgan, entra em estúdio mês que vem para gravar Oceania, uma das partes do mega-disco Teargarden by Kaleidyscope, que vem sendo lançado aos poucos por Corgan. De acordo com o divulgado, serão 10 faixas com lançamento previsto para setembro.
O Smashing Pumpkins disponibilizou, via site oficial, seu último projeto – denominado Teargarden By Kaleidyscope Vol II: The Solstice Bare. O EP traz cinco músicas, incluindo “Cottonwood Symphony”, um lado B jamais lançado.
Com tiragem limitada, o projeto é acompanhado por uma caixa de luxo e um Vinil de 12″. Tá esperando o quê? Ouça tudo agora: