Entrevistas no meio da rua, registros intimistas dos shows, closes de um pessoal estiloso e ávido por música nova. O videomaker Gabriel Dietrich (Index:f) e o rraurl só precisaram de nove minutos para apresentar um panorama do South by Southwest 2011, o festival dos 10 dias e das 1300 bandas de que tanto falamos no mês passado.
Gravado a céu aberto, nas lanchonetes e inferninhos de Austin (Texas), o mini-documentário conta com takes de shows e depoimentos preciosos de Toro y Moi, Miami Horror, Who Made Who, Database, Twin Shadow, Brandt Brauer Frick e outras revelações do festival. Material de primeira, tipo o guitarrista do Miami Horror refletindo sobre as últimas produções das bandas australianas e o Database comentando que pulou de dois para nove shows desde a edição passada do festival.
No final das contas, nove minutos e mais uma chance pra entender porque o efervescente SXSW é o evento de música mais legal do mundo. Dá o play que vale a pena:
Na “luta” pra pegar os shows mais imperdíveis do SXSW, o pessoal do Vigilante passou os últimos dias de Texas indo ver as apresentações dos Strokes, Charles Bradley, TV On The Radio e Vaccines. Dá uma olhada no que eles contaram pra gente sobre a experiência:
O post sobre o show do The Strokes no parque vai como resposta a um e-mail que recebi do meu amigo Chuck Hipolitho. Na mensagem, ele falava para eu ouvir o novo do Strokes nos fones e ir ao show descobrir se a banda tava naquela vibe ou se era alguma busca louca do Julian Casablancas por um certo som.
Este show no parque parecia mais armação de empresário pra fazer o Strokes parecer maior do que é, mas o tiro saiu pela culatra: num lugar gigante, a banda ficou pequenininha.
As músicas novas não soam como o álbum, soam mais como uma banda ensaiando e, com isso, perdem muito de sua graça. As músicas do primeiro disco chegam muito bem, mas o resto vira resto naquela onda “somos-uma-banda-tosca-e-curtimos-muito-tudo-isso”. É, rapaz, mas comigo não cola. Até porque, uma hora depois, vi o TV On The Radio também cagar e andar pra tudo isso – mas tocando pra caralho e levando suas músicas e seu som a sério. Outra onda.
Mas bem, voltando ao Strokes, amigo Chuck, o disco é lindo e muito bem feito. As músicas do Julian continuam lindas e é claro que você consegue se divertir. Mas isso se não esperar muito deles.
Pra começar, você já conhece a Daptone Records? Se a resposta foi “não”, clique AQUI agora.
Agora que você já está por dentro de uma das gravadoras mais bacanas do momento, que lança uns discos de soul esquema retrô muito bem gravados e que tem os músicos mais sagazes do planeta (os Dap Kings), posso te contar ao que assisti antes do TV On The Radio aqui no SXSW.
Charles Bradley é o nome da fera que, junto com a Menaham Street Band, fez o show mais sedutor do SXSW. Funk, soul e uma forte persona que rebola e remexe respondendo aos grooves e dinâmicas da banda – Charles faz um hoje um resumo de todos os ótimos clichês que o segmento pode te dar. Tanto musicalmente, quanto na performance, Charles Bradley é o novo rei do espetáculo, a Sharon Jones de calças.
Levando até uma espertíssima e emocionante versão de “Heart Of Gold” (Neil Young), o show foi um dos grandes exemplos de jovens mostrando seus ídolos ao mundo. Charles Bradley é de uma outra geração, mas sabe brincar com a nossa direitinho. Canta muito, dá uns gritos à James Brown perfeitos e tem repertório e banda invejáveis. Daquele tipo de som bom de ouvir em toda e qualquer situação.
Depois, veio a melhor banda que tem por aí e contra a qual muita gente abre um escudo. Não entendo! São os negão, mermão. Os caras que sabem de Nova York e da rua!
Se no Rio, com o equipamento do Thievery Corporation, já tinha sido uma porrada, imagina aqui, com o som correto. Perfeito, grande banda. Kyp Malone é o cara – e D. Sitek tocava com um sino de vento pendurado no braço da guitarra, dando o clima, fazendo introduções que te ambientavam pra próxima música que viria.
Passaram pelos 3 últimos discos. Nada do primeiro. Ficou meio na cara que a banda não estava muito interessada em tocar naquele “carnaval de bandas” do festival, mas os caras saíram surpreendidos com a devoção de quem estava presente e que não deixou que eles saissem sem um bis (“We don’t do it, normally”). Um novo batera (foi o nono show dele) tocou durante todo o show, mas no bis, formação original pra alegria de quem viu aquele show no Tim. Faz uns anos…
Bom demais, bom demais.
Chegamos apreensivos para assistir ao Vaccines, a banda mais hypada da Inglaterra dos últimos tempos, no Stubb’s, talvez a nossa casa favorita do festival – em parte por causa dos GRANDES shows que vimos lá de gente como Foo Fighters e TV on the Radio e em parte pela vibe Circo Voador que o espaço tem. A expectativa era de grandes filas e dificuldade para entrar.
E nada disso. Ninguém conhece o Vaccines por aqui ainda. Uma menina no público pergunta quem está tocando e, ao ouvir a resposta, dá de ombros e diz que está lá para assistir ao City and Colour, uma dessas bandas de soft pop que os americanos adoram ouvir no rádio. Mas voltando aos ingleses, o que as 400 pessoas coladas ao palco assistiram vai ser difícil de esquecer. O grupo subiu para um curto set de quase 30 minutos e arrepiou.
Tínhamos acabado de assistir a um show dos Strokes para 30 mil pessoas que fizeram a banda parecer pequena. The Vaccines, tocando para 400, foi gigante. Lindas melodias que lembram os próprios Strokes e Glasvegas, dos quais eles parecem ter “roubado” alguns timbres de guitarra, evoluem e explodem em finais que parecem terem sido criados para cantar bêbado, abraçado com os amigos, em algum pub perdido pelo mundo.
Cada um dos 4 integrantes tem uma personalidade muito bem definida no palco e é difícil tirar os olhos de tudo o que está acontecendo. Realmente, hipnotizante. Chegamos à conclusão que tínhamos que assistir urgentemente a um outro show deles para tentar entender tudo aquilo. É, assistir aos Smiths em 1984 deve ter sido mais ou menos assim.
Segue aí uma apresentação ao vivo da banda aqui no SXSW. Não é o mesmo show que vimos, mas sente a vibe!
E a saga de Rafael Ramos e Fábio Silveira continuaem alta. Enviados ao South by Southwest pelo Vigilante, a dupla tá se esbaldando em boa música lá no Texas. Dessa vez, eles contam pra gente qual é a dessa nova ideia de Jack White.
Parece um desses caminhões de sorvete de filme americano, mas é a Rolling Record Store, uma loja de vinis sobre quatro rodas da Third Man Records!
A idéia fantástica do Jack White, a mente por trás do selo, é simples: se você não vai à loja, ela vai até você. Boa música não acaba com a falta de lojas, que andam fechando por todos os lugares. E nem a procura. Basta encontrar um caminho, e a Third Man é mestre no assunto. Vocês sabem de outras coisas que eles bolaram, né? Aliás, olha quem apareceu para inaugurar a loja:
Só um detalhe: Pô, Jack White! Você parou na vaga de deficiente! ISSO NÃO PODE, RAPAZ!
Continuando a parceria de divulgar a viagem e a cobertura do selo Vigilante lá no South by Southwest, em Austin, agora os enviados ao festival, Rafael Ramos e Fábio Silveira, contam como foram as apresentações do Queens of The Stone Age, James Blake, Yuck, Pulled Apart By Horses, Smith Westers e Okkervil River. É pra fazer você economizar cada centavo a partir de hoje e agendar viagem para o Texas pra pegar a edição 2012 do SXSW.
Não dá pra ficar melhor que isso: Queens of the Stone Age!
Então foi assim: uma das maiores bandas de rock da atualidade toca num clube pequeno no SXSW para 700 pessoas. Já seria um clássico por si só, mas o Queens Of The Stone Age aproveitou essa doce oportunidade para tocar na íntegra o primeiro disco e depois mandar mais 40 minutos de hits deliciosos. Primeiro ponto importante, o som do PA: alto, perfeito, melhor que nos discos. Alto mesmo, ensurdecedor.
De perto, fica bem fácil ver a execução da banda e seus equipamentos “trintage” fervendo. Josh Homme sola confortavelmente, curtindo o momento. Detalhe: anunciou que estava de ressaca e virava uma garrafa de vodka com goladas de um búfalo. Josh perguntava o tempo todo, “Are you having fun?”. O público, formado essencialmente por fãs doentes, não deixou a peteca cair, fazendo a banda corresponder com excelência. Hoje tem Strokes num parque gigantesco e TV On The Radio no Stubb’s, que, pra mim, é o clube mais charmoso da cidade.
Enquanto uma parte do Vigilante enfrentava a concorridíssima fila para assistir ao Queens of the Stone Age em um canto da cidade, a outra metade corria para acompanhar showcases de algumas das mais interessantes e promissoras bandas que se apresentam no SXSW este ano. E, na verdade, bastou enfrentar uma única fila para assistir a 3 delas, num belo line-up montado pelo Time Out North America.
E a noite começou com o Yuck, banda inglesa formada por 2 membros remanescentes do Cajun Dance Party, uma das maiores apostas da gravadora XL há 2 anos e autores de um dos maiores hits que o mundo não descobriu. Nesta nova formação – com referências um pouco aparentes demais ao Sonic Youth – o ótimo guitarrista Max Bloom ganhou mais espaço e guia todas as músicas brilhantemente. No repertório, belas baladas e algumas outras boas canções. Banda pra se acompanhar com atenção!
Em seguida, James Blake, o novo artista mais hypado do momento (ou confundi com o Vaccines?), subiu ao palco, acompanhado apenas de um guitarrista e um baterista. Não precisava de mais. Se você se apaixonou ou se indiferença foi a sua resposta às gravações de estúdio dele não importa. Ao vivo, você vai se render. O show conectou toda a audiência, levou às lágrimas alguns, mobilizou todos. É impossível não se emocionar com o baile de graves que dançam sob a linda voz de Blake. Hoje ele se apresenta numa igreja. Tem tudo para ser um dos grandes shows do ano.
Ainda estupefatos com a curta apresentação, o público assistiu em seguida aos aguardados Smith Westerns, cujo Dye It Blonde foi um dos primeiros belos álbuns de 2011. De cara, ao subirem no palco, a primeira dúvida que cruza a cabeça é se eles não têm que acordar cedo pra escola amanhã: poderiam ser facilmente confundidos com uma banda adolescente de garagem. E talvez tenha sido isso, ou a potente beleza do show de Blake ou as altíssimas guitarras do Yuck, mas as ótimas canções do grupo ainda não parecem inteiramente azeitadas ao vivo. Os timbres de guitarra que permeiam o disco não foram alcançados pela banda e o resultado é uma massa sonora, que ainda que executada com esforço por eles, revela uma ponta de inexperiência que não se demonstrava em estúdio. Ainda assim, o show teve seus bons momentos e foi a oportunidade de ver uma boa banda em crescente ao vivo.
A noite terminou com uma corrida ao Red 7, um delicioso inferninho, onde estava para acontecer um show do Okkervil River. Para quem não conhece, a banda ganhou atenção em 2005 quando lançou a pequena obra-prima “Black Sheep Boy“. Desde então, na linha de artistas como The National e The Hold Steady, que conquistam grande apelo de imprensa antes do público, eles só vêm crescendo. E com casa lotada, o grupo, natural de Austin, realizou uma apresentação impressionante, comandando uma espécie de catarse coletiva que só podia acontecer em um espaço como aquele. O setlist impecável foi executado com a precisão de um Wilco e a potência de um Foo Fighters. O líder e vocalista Will Sheff chegou a pedir desculpas pela sua guitarra ter ficado um pouco alta demais em determinado momento. O público não se chateou nem um pouco. Basta dizer que se tem um show ao qual fez todo o sentido assistir no Texas foi o do Okkervil River. E que eles são de fato uma das bandas mais importantes dos EUA no momento.
Para encerrar, na noite anterior, após o Foo Fighters, o Vigilante teve tempo ainda para acompanhar mais um show. Também muito jovens, os ingleses do Pulled Apart by Horses fizeram um set DESTRUIDOR no Latitude 30, aqui em Austin. A banda era uma dica da Spin e o pequeno clube estava lotado, derretendo. Imagine juntar o DNA do Black Sabbath com o do Black Flag somado a tendências progressivas e levadas pula-pula bem sujas. Tipo o Rage Against the Machine virado no cão. Não, você não consegue imaginar, tem que ver. Foi um dos sets mais quentes que vimos de uma banda nova nos últimos tempos e uma das melhores interações banda/platéia também. O guitarrista preferia fazer seus solos sujos e atonais (à la Sonic Youth mesmo) sendo carregado em mosh pela platéia e o vocalista preferia cantar os refrões gritados (GRITADOS!) montando em cima de alguma vítima na beirada do palco. Inquietos? Talvez. Na real, o palco ali era pequeno pra essa enorme banda.
Tudo bem que a gente gosta de falar que essa música ou aquela banda é a trilha sonora do fim do mundo. Mas essa aqui, era mesmo.
Nossos chapas lá do Vigilante, o braço da Deckdisc voltado à nova música independente brasileira e americana, empacotaram suas coisas na semana passada e partiu com destino ao Texas. Na cidade de Austin, Fábio Silveira e Rafael Ramos desembarcaram para ver de perto tudo que South by Southwest, o provável maior festival do mundo, tinha a oferecer. O evento aborda não só música, mas também cinema, tendências, tecnologia e muitos outros temas. Mas como o assunto principal aqui é música, o Vigilante resolveu compartilhar conosco um pouco das experiências que a dupla de representantes está vivendo no SXSW. Abaixo, segue um resumo de shows do Yeasayer e da banda The Head And The Heart. Tem também um relato emocionado de um fã sobre o atual momento do Foo Fighters. Ê inveja.
Shows interessantes e simultâneos acontecem em todas as esquinas do centro da cidade nos próximos dias. Literalmente. A programação de música está oficialmente começando! Sabendo disso, alguns shows acontecem antes dessa programação oficial, numa tentativa de ganhar o máximo de atenção da platéia de filmes e interatividade, ávida por festas e open bars para extravasar a energia contida em dias de palestras e sessões de cinema.
E foi assim que paramos na festa de lançamento do Internet Explorer 9 que a Microsoft organizou com shows do Yeasayer e The Head and the Heart, um dos 35 shows que não podíamos perder segundo a Spin Magazine. Basta dizer que a promessa não foi falsa e abertura acabou sendo a principal atração da noite. Mesclando folk, doces e tortas melodias, ritmo quebrado, um grande tecladista (e guitarrista!), baixo pulsante e um trio de vocalistas com uma das mais bonitas harmonizações vocais ao vivo que já vimos, o The Head and the Heart convidou uma platéia doida para dançar, balançar a cabeça e rever questões de amor.
O mesmo, infelizmente, não pode ser dito da atração principal. O Yeasayer subiu no palco com um público entusiasmado por dançar ao som do hit “Ambling Alp”. E ele até veio. No final. Até então a execução apenas correta das músicas de um repertório ainda muito curto desinteressou grande parte do público, que não entendia se deveria se preparar para dançar, apenas balançar a cabeça ou viajar ao som errático que faziam. E não é que aquela história de banda de disco e banda de palco ainda vale? Afinal, o repertório do The Head and the Heart não era exatamente forte. Mas a magia no palco existia.
Logo quando chegamos na fila do Paramount Theater, o principal da cidade na mostra de cinema do SXSW, algo estava diferente. Além dos habituais fãs de cinema, uma multidão de adolescentes se aglomerava, organizadamente, como tudo aqui, para assistir à premiere do documentário Foo Fighters – Back and Forth, dirigido pelo vencedor do Oscar James Moll. Sendo curto e grosso, o doc é uma viagem pelos 16 anos da “última grande banda de rock dos EUA”, como vende o cartaz. E que viagem.
Segue o relato de um fã:
“Na boa, amigo, você entra na fila pro filme do Foo Fighters, ganha uma pulseira, um par de calças da Levi’s, assiste a um filme fodasso, mega bem feito, mostrando os altos e baixos (baixos esses que nunca imaginei que existissem) da banda de forma totalmente bem humorada, dá um hi-five no Dave Grohl (que aparece totalmente emocionado no começo do filme falando sobre a morte do Kurt de uma forma que você nunca viu/ouviu) e ainda assiste à banda tocando num show surpresa de quase 2 horas para pouco mais de mil pessoas o disco novo na íntegra e ainda uma porrada de hits no final. Muitas vírgulas, muita coisa. Muita emoção pra um cara só. A banda está no seu melhor momento (esse é o terceiro show que assisto deles, mais especiais de TV, DVDs…). Pat Smear tá de volta e as 3 guitarras juntas formam uma parede que, pra mim, é quase inédita no rock. Harmonias perfeitas para canções de rock perfeitas. O que você quer que eu diga mais? Bem, foi lindo.”
Ah, sim: tem uma cena no filme que mostra, na mesma sala, durante a gravação do novo disco, Grohl, Butch Vig e Krist Novoselic. Arrepiô!
Para ostentar o título de maior festival de novas tendências musicais do mundo, o South by Southwest escancara um line-up com quase 1300 bandas (organizado em ordem alfabética!) se apresentando por 10 dias em Austin, no Texas. Se os aventureiros de corpo presente já ficam perdidos no meio de tanta movimentação, imagina quem acompanha pela Internet e pode ver as coisas acontecendo por mil e um ângulos diferentes?
É pra aliviar o seu desespero que a revista SPIN lançou a coletânea Austin Power (como é que ninguém tinha feito essa alusão até agora?), dando destaque a 32 artistas na escalação do festival. A seleção, além de incluir gente novíssima – do tipo que tem o show em Austin entre os 10 primeiros de sua carreira, respeita a diversidade estética do festival. Há espaço tanto para o dubstep caótico do Skrillex como para o country doce da Jessica Lea Mayfield. The Kills, The Vaccines e Gold Panda talvez sejam os nomes mais conhecidos. Se liga na capa:
O post tá atrasado, mas tá com tudo! Fonografando #3 no Move That Jukebox.
Love Bazucas passou por aqui – O lançamento do Love Bazucas, união evidente do Black Drawing Chalks com Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys), fez o barulho que a gente esperava. Só nas primeiras 24 horas, o portal Nagulha registrou mais de 500 downloads do EP – são 1667 neste momento (já fez o seu, né?).
Ninguém esperava menos. As músicas soam orgânicas, como se alinhassem o trabalho de bandas que já marcaram a história do chamado “novo rock nacional” e estão com absolutamente tudo – apelo hype, mídia e público – para marcarem ainda mais. O EP é redondinho, mas quatro músicas não parecem suficientes. “Destroy This Little Boy”, a faixa mais dançante, parece funcionar como um aquecimento para todo o resto da festa. “Down On Me” é 75% instrumental e claramente o retrato sonoro da união dos dois projetos. “Hug Me Once Again” é a faixa-videoclipe, o hit mais certo, do refrão grudento e da melodia hipnótica. Ouça “Little Crazy” e imagine-se apreciando o final de um show quente, no meio de uma platéia insana, suado até às meias, quase mudo pelos berros involuntários, quase surdo com a tempestade de riffs. Não tem erro: Love Bazucas está fervilhando e não veio para ficar, mas suas rápidas passagens pelo indie nacional sempre estarão acompanhadas de um rebuliço histórico, como o que vimos agora.
O fim do QUASE – A furiosos 320kbps, o novo (e cheio de firulas) álbum do Ecos Falsos está finalmente na íntegra para download. Tá certo que 10 das 15 músicas do álbum nós já conhecemos desde novembro do ano passado, mas o QUASE só está oficialmente lançado agora, em março/2010, quando sua quinta e última parte (“E”) chegou à internet. Baixe tudo aqui.
The New Brazilian Music 2010 Vol. 1 – Ok. O South by Southwest é historicamente conhecido pelo apoio a apostas musicais do mundo todo e isso é muito legal, mas a gente precisa combinar que ter em mãos o passaporte para o festival texano não basta para coroar banda nacional alguma com o título de “the new brazilian music”. Toda semana reservo algum tópico mais analítico da Fonografando (como o que vem logo abaixo) para mostrar que o que caracteriza a “nova música brasileira” vai muito além de, por exemplo, tocar fora do país. De qualquer forma, essa compilação da BM&A, com músicas das bandas brasileiras que se apresentam no SXSW 2010, merece a sua atenção. Copacabana Club, The Name, Lucy and the Popsonics, Garotas Suecas, L.A.B., Érika Machado e outros dez promissores nomes compõem o disco – inteiramente disponível, veja só você, para download gratuito.
21 minutos dedicados à nova música brasileira… na Globo – É Globo News, mas tá valendo. Uma reportagem de 21 minutos e 38 segundos sobre os novos rumos da música brasileira foi exibida no canal exclusivo de jornalismo da Rede Globo na semana passada. A chamada (“Nova cena do rock brasileiro vai além do trio guitarra, baixo e bateria”) fez pensar que se trataria de uma discussão puramente estética, sobre instrumentos e inovações sonoras, mas os dois minutos iniciais já evidenciam que o foco da produção logo cairia para a revolução comportamental, o “do it together”, as ações coletivas e as relações políticas que caracterizam esse novo momento da música nacional. Os personagens? Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, Hurtmold, Cidadão Instigado. A voz condutora? Pena Schmit, superintendente do Auditório Ibirapuera, que no início do ano sediou o encontro mais simbólico do indie nacional em tempos. Vamos lá, acredite uma única vez nas matérias musicais da Globo e assista logo ao vídeo.
E o Violins voltou – A gente tem muito a falar sobre isso, mas por hora você só precisa clicar na imagem abaixo e fazer um ou dois downloads para entender.
Só para esclarecer: a partir dessa semana, a Fonografando dá as caras no Move That Jukebox! toda segunda, religiosamente, antes da meia-noite, valeu?
Então até a próxima.
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Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.
O New York Dolls lançará em 4 de maio um novo álbum chamado “Cause I Sez You So”. Produzido por Todd Rundgren, o disco traz uma nova versão de “Trash”, lançada originalmente em 1973, no álbum de estreia da banda.
As 11 músicas de “Cause I Sez You So” são:
‘Cause I Sez So’
‘Muddy Bones’
‘Better Than’
‘Lonely So Long’
‘My World’
‘Ridiculous’
‘Temptation To Exist’
‘Making Rain’
‘Drowning’
‘Nobody Got No Bizness’
‘Trash’
‘Exorcism Of Despair’
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Liam Gallagher, do Oasis, está atacando em novas frentes. Agora, o inglês está lançando uma linha de roupas chamada Pretty Green. O nome é inspirado em uma música do The Jam. Todas as roupas têm edição limitada e são submetidas à aprovação do músico, que também desenhará algumas das peças.
Começa hoje em Austin, no Texas, a edição 2009 do festival South by Southwest. Subirão ao palco nesta quarta feira Glasvegas, Echo and The Bunnymen, Gallows, School of Seven bells e Peter, Bjorn and John.
Ontem, o Decemberists fez um show, apesar do festival só começar oficialmente hoje.
Devo, Tori Amos, Razorlight e PJ Harvey também participam do festival, que durará quatro dias.
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Por falar em Peter, Bjorn and John, vazou na internet o novo álbum dos suecos, Living Thing.
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O guitarrista do The Clash, Mick Jones, está expondo até 18 de abril, na Galeria Chelsea Space (Londres), uma coleção de objetos pessoais. São livros, revistas, roupas, álbuns e muito mais objetos que dão um panorama da vida do rockeiro. Por esta razão, a exibição se chama “Biblioteca Pública do Rock and Roll”.
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White Lies, The View, The Rifles e Paul Smith, do Maximo Park, são as novas atrações confirmadas do Isle of Wight Festival. Eles tocarão dia 15 de junho. Prodigy e Neil Young já estavam no line-up do festival.