21 dez 2011

Clipe: Subburbia – December Gets Me High

Por Neto Rodrigues @10:33

Não sei você, mas eu nunca fui fã de músicas natalinas. Sempre tem um The Killers da vida sendo mais cafona do que normalmente já é ou algum outro artista regravando sucessos melosos do Papai Noel pra ganhar uma midiazinha no fim de ano.

Dito isso, me impressionou o single de fim de ano do Subburbia, banda curitibana que já apareceu por aqui algumas vezes. “December Gets Me High” tem riff poderoso e participação de Andy, do The Name, e Caio, do Colombia Coffee. Todo mundo cantando junto e balançando a cabeça!

12 set 2011

A banda curitibana Subburbia lança hoje, com exclusividade, seu single “Bullets”

Por Neto Rodrigues @0:16

Sintetizadores grudentos e vocal à la Lovefoxxx dão o tom da mais nova promessa da prolífica Curitiba. O quarteto Subburbia anda fazendo um electropop bem interessante e lança agora, com exclusividade, o single “Bullets” aqui no Move.

A faixa já apareceu, juntamente com um cover do hino “Blue Monday, na Popload Session mais recente, em versão ao vivo. Produzido por Eduardo Ramos, o single ainda traz o bside “Stevie Nicks”, cheio de guitarradas distorcidas. Na sequência, você pode tanto escutar a dupla de músicas do Subburbia por streaming, quanto fazer o download:

“Bullets”

“Stevie Nicks”

Em tempo: a banda da vocalista E1000, da guitarrista Penny, do baterista Vir e do baixista Ernani toca em São Paulo no próximo dia 16, no aniversário da loja American Apparel.

Curtiu o som dos caras e quer ganhar um kit exclusivo feito para o lançamento de “Bullets” em solo paulistano? Então comente na caixinha abaixo com seu nome e e-mail. As duas primeiras pessoas que comentarem dizendo que querem o kit, vão poder buscar com a banda, no show do dia 16, o CD do single, um bottom e um poster da banda. A apresentação é gratuita. Apareça!

27 mai 2009

Festival de música gratuito em SP começa hoje

Por Alex Correa @15:48

Hoje, quarta-feira 27, começa em São Paulo o festival de música da Casa de Criadores,  no Shopping Frei Caneca, produzido pela Red Bull. Entre hoje e sexta-feira o evento recebe seis bandas brasileiras independentes, cobrando absolutamente nada pela entrada do público.

dark-disko-republik

Ricardo, André e Fábio, do Dark Disko Republik, tocam na quinta-feira no festival

O line-up conta com Subburbia, Dark Disko Republik e The Cleaners, que dá o ponta-pé inicial do festival às 21 horas de hoje.

Quarta, 27.05:
21h: The Cleaners
23h: Nikita

Quinta, 28.05:
21h: Plano Próximo
23h: Dark Disko Republik

Sexta, 29.05:
21h: The Junkie Dogs
23h: Subburbia

Não perde, hein.

29 jun 2008

Entrevista: Subburbia

Por Cédric Fanti @16:15

Após a saga de entrevistas do Motomix (vem resenha por aí minha gente), voltamos com as entrevistas de bandas independentes nacionais. A banda entrevistada desta semana foi a Subburbia, paranaenses de Curitiba, que fazem um ótimo som mais puxado para o new wave oitentista com pitadas de rock e disco. A banda surgiu no fim do ano passado e é formada por 5 integrantes: E1000 nos vocais, Ale na guitarra/vocais, Daniel no sintetizador, Mel na bateria e Lis no baixo/backin’ vocals. Além de incorporarem a vida noturna do Curitiba, o Subburbia organiza uma festa bimestral que reúne outros nomes independentes da região e fora dela.

Rolou um papo por MSN com o E1000 e a Ale. Eles contaram como se conheceram, suas opiniões sobre alguns assuntos e planos para o futuro. Veja o resultado a seguir:

Move That Jukebox!: A pergunta básica como pontapé inicial: Como começou a banda e aonde vocês se conheceram? Foi sempre esta formação?
E1000: Na real quem começou fui eu, a Ale, a Mel e o Luiz, que hoje não está mais. A formação mudou algumas vezes…no começo não tinha baixo e tal. No fundo eram sempre as mesmas pessoas, só mudavam as posições. (por exemplo, a Mel era inicialmente a baterista, depois foi pro baixo, teclado e voltou para a bateria). O Luiz era meu amigo de infância. A Ale é minha companheira a algum tempo (o E1000 e a Ale moram juntos). O Daniel é irmão do Luiz. Só a Mel e a Lis que são ‘novatas’ nas nossas vidas.
Ale: Eu conheci a Mel em 2006 em um cházinho de amigas da faculdade. Ela era a intrusa por sinal…
E1000: A gente já tocou em outros projetos daqui…só que só nesse mesmo que nós acreditamos.


MTJ!: Vocês consideram um privilégio participar de uma cena musical tão rica como a de Curitiba?
E1000: Você acha isso?

MTJ!: Claro, a maioria das bandas nacionais que eu gosto são daí. Que muita gente gosta, aliás.
E1000: (risos) Então talvez seja mesmo….santo de casa!

MTJ!: Vocês mantêm relações com outras bandas daí?
E1000: Gosto do Charme Chulo, Chucrobilly, da Pleiade. Tem uma banda do ex-ESS, o Our Gang, que é boa também.

MTJ!: Você conhece o Copacabana Club? Eles são os queridinhos de outro membro do blog.
E1000: Essa também é de ex-ESS, do Luciano. Vi só no MySpace, nunca vi um show. A banda é meio nova, então ainda não pude pegar por aqui.

MTJ!: Eu lembro que você me disse um dia que o Subburbia organiza uma festa mensal. Conte um pouco sobre ela.
E1000: Pois é, o Music Non-Stop. Agora ela é bimestral, porque a agenda apertou um pouco. Nós achamos mais fácil fazer uma festa com bandas que só tocam música própria e organizar da maneira que a gente queria (preço, banda, local, etc)
Ale: É complicado juntar bandas cover e de som próprio numa mesma noite. O público é diferente. Além disso, achamos bacana poder divulgar o som das bandas que curtimos.

Cartaz do Music Non-Stop

MTJ!: Nossa, precisava de uma iniciativa dessas na minha cidade. (risos)
E1000: Ué, podemos estender a festa até aí. (risos)

MTJ!: Pode citar algumas bandas que já tocaram nela?
E1000: Chucrobilly, Fotograma (SP), Texas Tornado.… e uma banda que me amarro daqui: Lades. Essas são as mais recentes.

MTJ!: Vocês pretendem tocar em São Paulo em agosto. É a primeira experiência da banda fora de seu estado de origem?
E1000: Não, a gente acabou de tocar em Campinas este fim de semana.

MTJ!: Como foi?
E1000: É sempre muito bom tocar fora de casa. Ver como é a reação das pessoas…conheci muita gente de lá e de Sorocaba também.
Ale: O show foi bem legal, o som tava perfeito e as pessoas são muito simpáticas.
E1000: Tocamos com o The Name lá.

MTJ!: Ah! E agora vocês pretendem partir pra mais show no eixo Rio-São Paulo?
E1000: Acho que sim, é o natural né. Vai ser massa manter a festa aqui e mostrar o trabalho em outros lugares. Uma porque eu acho que o show fecha o ciclo da banda…várias bandas que vi ao vivo me fizeram gostar ainda mais delas.
Ale: E não só no eixo Rio-São Paulo. (risos)

MTJ!: Como é a estrutura dos bares e casas de show aí de Curitiba? Rola alguma dificuldade em relação a isso?
E1000: Sabe que não acho. Existem várias casas que dão oportunidade aqui….disso não podemos reclamar. Já recebemos convite até para tocar em uma academia (risos). Mas acabamos não fazendo.

MTJ!: A influência principal da banda é o new wave dos anos oitenta, certo?
E1000: Sabe que nem tanto? Sempre fui um grande fã do Prince, desde os anos 90. Naquela época pegava meio mal gostar do cara, mas nem ligava não. Hoje é até bacana gostar dele. Mas enfim, acho que tem um lado 80′s tipo Pet Shop Boys, The Cure, Laurie Anderson. Eu também ouço bastante Kanye West, Fleetwood Mac.
Ale: Cada integrante tem as suas influências, nunca chegamos a sentar e planejar “vamos fazer uma banda de new wave”. Acho que é essa mistura que agrada diversas “tribos”.

MTJ!: Atualmente, surgiu aquele termo “new rave” para rotular bandas inspiradas nesse gênero musical. O que vocês acham disso? Vocês têm medo do Subburbia cair em algum rótulo destes?
E1000: Não sei se é saudável você rotular o próprio som, até porque quando o Klaxons criou o termo, estava de brincadeira.

MTJ!: Pois é, mas a mídia se apossou do termo e passou a usá-lo de um modo distorcido.
E1000: É isso aí…Eles mesmos renegam o termo, assim como aconteceu com o Grunge. Acho normal as pessoas rotularem bandas, mas a própria banda se rotular não.

MTJ!: E aquele lance de se enrolar no cabo do microfone? (sobre um vídeo em que o Subburbia é entrevistado e mostra E1000 se enrolando no cabo do microfone)
E1000: (risos) É o seguinte. A entrevistas era sobre bandas performáticas. E eu falei “Olha, se se enrolar no cabo do microfone é performático, então talvez nós sejamos”. Mas começou porque eu não tinha muito o que fazer quando rolava uma parte instrumenta da música. Como eu não sou o Justin [Timberlake], comecei a me enrolar.

MTJ!: Indiquem um livro, um disco e um filme.
E1000 e Ale: Disco: Laurie Anderson – Big Science. Em vez de um filme posso indicar uma série? Arrested Development. E um livro: Fante – 1933 foi um ano ruim (E1000) e Memórias do subsolo do Dostoiévsky.

MTJ!: Pra fechar, planos para o futuro?
Ale: Desbravar o Brasil!
E1000: Gostamos de tocar ao vivo, acho que somos uma banda de show.

MTJ!: Algo que querem acrescentar?
E1000: Foi muito massa ter tocado com o The Name, eles são a melhor banda de São Paulo que já vi. E quanto ao Copacabana Club, essa entrevista me deu a idéia de tocar com os caras logo.

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Autor: Cédric Fanti