6 out 2011

Lynyrd Skynyrd e Hole confirmados no SWU

Por Raul Ramone @11:20

Hoje cedinho, o SWU soltou a seguinte nota em seu site oficial:

Courtney Love reformulou o Hole em 2009 e lançou o álbum Nobody’s Daughter, considerado um dos mais fracos da trajetória do grupo. Já o atual Lynyrd Skynyrd é uma das bandas mais azaradas da história do rock, tendo perdido o vocalista e principal compositor Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines, a cantora Cassie Gaines e o roadie manager Dean Kilpatrick em um acidente de avião, em 1977. Para lamento de muitos, a banda voltou à estrada em 1987, com Johnny Van Zant (irmão de Ronnie) nos vocais e mais alguns novos integrantes, e desde então vem mostrando que aquele antigo Lynyrd definitivamente virou um nome a ser lembrado com saudosismo. Voltando ao SWU, o festival continua montando um line up interessante, mesclando diferentes estilos musicais sem parecer forçado (como foi o caso do Rock In Rio). O que temos até o momento é o seguinte:

12 set 2011

SWU anuncia Modest Mouse, Ash, !!! e outras duas atrações

Por Neto Rodrigues @13:47

O SWU Music & Arts Festival acaba de engordar seu line-up com cinco atrações anunciadas na manhã desta segundona.

Os americanos do Modest Mouse se apresentam pela primeira vez no Brasil

O ótimo Modest Mouse, os norteirlandeses do Ash, a banda Pepper e os eletrônicos pero no mucho Bag Raiders e !!!. Dos cinco, só o Modest Mouse irá tocar no dia 13 de novembro, no Palco New Stage. No mesmo dia, só que no palco principal, rolam shows de Peter Gabriel, Chris Cornell e Duran Duran, entre outros.

Já a programação do dia 14, bem mais interessante, inclui, além das outras quatro bandas citadas, nomes como Sonic Youth, Black Rebel Motorcycle Club, Faith No More, Stone Temple Pilots, Megadeth e Alice In Chains. Ah, também vai ter Simple Plan abrindo pro Megadeth. Imgina?.

O festival acontece em Paulínia, nos dias 12, 13 e 14 de novembro. Pra mais infos, é só dar um pulo no site do evento.

7 jul 2011

SWU anuncia show (e não palestra) do Sonic Youth

Por Neto Rodrigues @11:58

Depois do anúncio da trinca de DJs na semana passada, que inclui o ex-LCD Soundsystem James Murphy, o SWU Music & Arts Festival anuncia agora a vinda do lendário Sonic Youth. O quinteto nova-iorquino chega como um fio de esperança no até então desastroso line-up do ecofestival – que, em sua segunda edição em 2011, mudou de lugar e agora será realizado na cidade de Paulínia, nos dias 12, 13 e 14 de novembro.

Pra quem não se lembra, o Sonic tocou em palco brasileiro há não muito tempo. Debaixo de uma charmosa garoa durante boa parte do show, Thurston Moore, Lee Ranaldo, Kim Gordon, Steve Shelley e Mark Ibold mandaram sua microfonia e noise rock classudo no Planeta Terra Festival de 2009, pós-show do Primal Scream e pré-Iggy Pop. A dúvida sobre a apresentação desse ano é se a banda trará a turnê do icônico Daydream Nation ou se virá com um setlist mais variado e imprevisível. Em ambos os casos, tá aí o primeiro acerto do SWU em relação a bandas de rock.

UPDATE TENSO: RT: @thesonicyouth: some say we’re going to s america in November 2011 – we’ll let you know (if it’s true) as soon as we know

28 jun 2011

Folha confirma Pearl Jam no Brasil e a T4F traz Ringo Starr ao país – ambos em novembro

Por Neto Rodrigues @22:00

Os boatos do retorno do Pearl Jam ao país (a banda passou por aqui no final de 2005) circulam desde o SWU do ano passado. Muitos acharam que Eddie Vedder traria sua trupe no ecofestival de 2010 – mas, como vimos hoje, não foi muito bem isso o que aconteceu. Sorte da banda de Seattle, que não vai correr o risco de dividir o palco com playboys segurando energético e copo de whisky na mesma mão enquanto curtem as batidas chatérrimas do Black Eyed Peas. Brincadeira, gente. Ou não.

Voltando ao assunto, o lance é que a Folha de São Paulo acaba de apurar que o Pearl Jam toca no Brasil em novembro. Aparentemente, coladinho ou com o Planeta Terra ou com o próprio SWU. Mas é bom deixar claro que o quinteto toca em show (2 apresentações, aliás) próprio, a acontecer no estádio do Pacaembu. A possibilidade de estender a vinda dos caras até outras capitais está sendo estudada. Ao que tudo indica, os shows em São Paulo acontecem antes da primeira quinzena de novembro.

28 nov 2010

Boataria 2011: shows de Strokes, MGMT, TDCC, Vampire Weekend e mais

Por Neto Rodrigues @14:11

A maratona de shows imperdíveis que tomou conta do Brasil nesse segundo semestre de 2010 mal acabou e 2011 já dá indícios de que terá um começo possivelmente tão agitado quanto, por exemplo, o último fim de semana em São Paulo. Vários nomes já estão pipocando pelas timelines da vida – e se eu fosse você, repensaria o destino daquelas economias poupadas pra viajar no reveillon ou no carnaval.

O imprevisível (não)show de Amy Winehouse acontece em janeiro, em 4 cidades brasileiras

Pra começar, vamos com um festival que já está mais do que confirmado: o Summer Soul Festival, que levará Amy Winehouse, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne às cidades de Florianópolis, Recife e São Paulo. No Rio de Janeiro, Amy se apresentará sozinha. Para mais informações sobre os primeiros shows da cantora-problema desde 2008, dê um pulo no site da Livepass.

E então começa a boataria: na sexta, chegou ao Twitter esta foto, de um tal de Meca Festival, que aconteceria na praia de Atlântida, no Rio Grande do Sul, em 29 de janeiro. Tão falando por aí que as bandas Two Door Cinema Club e Vampire Weekend seriam as grandes atrações do evento. Aliás, o tio Lúcio já mandou até os locais das apresentações das bandas em outras cidades brasileiras. Por exemplo, São Paulo veria o esperado show do Vampire no Via Funchal. Já o TDCC, dono de um dos melhores debuts do ano, traria suas animadas performances apenas para o tal do Meca Festival e Rio de Janeiro, um dia depois, no Circo Voador. KD SÃO PAULO?

Uma das bandas mais hypadas do ano, o TDCC chegaria ao Brasil para shows no fim de janeiro

Ainda na sexta, no começo da noite, eis que surge o mega boato pra deixar todo o mundo, no mínimo, com uma leve taquicardia. Antes de falar pra quem não sabe, já aviso que não há nada oficial – mas o lance é que, para o Personal Fest 2011, que acontece na Argentina, nossos hermanos muy queridos estariam com a intenção de montar o seguinte line-up: Arcade Fire, Strokes, Gorillaz, Vampire Weekend, Sonic Youth, LCD Soundsystem, Marina & The Diamonds e Paramore (?). Aí, depois de muito bafafá no Twitter, Scott Rodger, empresário do Arcade Fire, desmentiu a informação e disse que não haverá show algum do Arcade Fire na Argentina. Em paralelo, no entanto, o Paramore confirmava shows 5 shows no Brasil, na segunda quinzena de fevereiro e o Rockaxis, sem citar muitas informações ou fontes, ventilou que Julian Casablancas e seus companheiros chegam na América Latina também no segundo mês de 2011.

E tem mais, o site POTQ.cl está bancando não só uma apresentação do LCD no Chile, em 27 de fevereiro, como também confirmou show do MGMT na Argentina. A banda nova-iorquina se apresentaria em Mar Del Plata por volta do dia 22 de janeiro. Será que essa visita não teria ecos em terras brasileiras? Não que eu me importasse com um show isolado do MGMT, mas se fosse num festival com Vampire Weekend AND Two Door Cinema Club, bem, a história seria outra.

Strokes. De volta à América Latina com disco novo?

Além de tudo isso, de todos esses shows acontecendo nos nossos vizinhos e da possibilidade óbvia de passarem por aqui também, falam que o Muse vem para abrir os shows megalomaníacos da turnê 360º do U2, em abril. Para os metaleiros de plantão, já temos Iron Maiden, Motorhead e Ozzy confirmados só no primeiro semestre. No segundo, ainda rola Rock In Rio, SWU, Planeta Terra, etc.

E, de repente, assistir ao Show da Virada na GROBO parece ser uma boa opção pra quem não quer vender até as calças pra acompanhar tanto show por aqui (se você for rico, favor ignorar este comentário).

16 out 2010

SWU: MSTRKRFT e o melhor da tenda eletrônica no sábado

Por Hick Duarte @18:43

Figurando entre as atrações mais esperadas – e que melhor corresponderam às expectativas – da tenda eletrônica do SWU no sábado (9), o duo canadense MSTRKRFT fez um show enérgico e mais do que simplesmente dançante, apresentando interessantes referências à música brasileira e remixes insanos de boa parte das faixas do Fist of God, seu álbum mais recente.

All I do is party! (Foto: InPress)

Ao contrário do que vimos na morna apresentação do Kings of Leon (e a proximidade de um show numa tenda eletrônica só explica EM PARTE essa diferença), o MSTRKRFT esteve verdadeiramente à vontade e entregue ao palco. Enquanto Al-P parecia mais concentrado, Jesse F. Keeler acendia alguns cigarros com frequência, arremessava latas de Heineken rumo ao público e apreciava algum wiskhy a goles violentos direto da garrafa. Apesar da significativa distância entre palco e público (Rage Against the Grade?), cada gesto da dupla ali em cima contribuía para tornar a ocasião ainda mais divertida e intimista.

O live começou impactante, com uma tempestade de beats eletrônicos em meio a uma furiosa percussão africana. O set, nitidamente crescente e recheado de hits, viveu seus melhores momentos na hora da daft-punkesca “1000 Cigarettes”, que apareceu logo no início, e da carismática “BOUNCE”, quando o coro “All I do is party! Ha-ha-ha-ha” se misturou a aplausos, gritos insandecidos e uma poeira quase cinematográfica por toda a tenda.

O ar romântico de “Heartbraker”, bela música do duo com o John Legend, finalizaria dignamente a apresentação, mas o que ouvimos foi um remix barulhento que pareceu não agradar tanto e passou rápido pelo set. E foi justamente aí que entrou a tacada de mestre dos canadenses. A música que fechou o show e coroou a passagem do MSTRKRFT pelo SWU foi um remix agressivo de “Roots Bloody Roots”, clássico do Sepultura. O efeito na pista foi um mix de bate-cabeça, pulos descontrolados e um “hands up” quase sincronizado. No palco, a expressão tensa do manager e a circulação de alguns técnicos de som evidenciavam um provável estouro do tempo da apresentação. Difícil dizer se a tenda eletrônica do festival viveu momento mais intenso do que esse, como você pode ver no vídeo abaixo.

Como se estivessem compensando a ausência de última hora no Skol Beats 2007, quando deixaram milhares de fãs na mão por não conseguir chegar da Argentina a tempo para tocar, o MSTRKRFT entregou um show simpático e memorável, que deu fim ao fôlego do público e se destacou de longe como o melhor da Heineken Greenspace no primeiro dia do festival.

15 out 2010

SWU: Um pouco da música eletrônica no festival

Por Marçal Righi @18:17

Pouco foi falado por aqui sobre a grande tenda verde do SWU, patrocinada pela Heineken e que abrigou todo o putz-putz que passou pela fazenda Maeda nesse feriado. Por ter sido com certeza um dos destaques do festival, ela merece um post aqui.

O line-up da tenda foi muito diversificado, atendento aos fãs das mais variadas vertentes da música eletrônica e principalmente à maioria, que não sabe diferenciar os estilos, quer mesmo é dançar e se divertir.

Foto: InPress

Glocal abriu a tenda no sábado à tarde com um som bem balançado, misturando computador com guitarra e baixo. Pouco depois entrou o Killer on the Dancefloor que de duo virou trio, e junto com o número de membros aumentou também sua ousadia, mandando um set pesado e cheio de hits do rock. Os cariocas do The Twelves apostaram em seu principal ponto forte e se deram bem. O set recheado de seus famosos remixes teve M.I.A, Two Door Cinema Club, The Virgins e até Guerilla Radio, do RATM. Coisa que o MSTRKRFT poderia ter feito mais. Apesar do set destruidor, faltaram remixes e músicas próprias na apresentação dos canadenses.

Crystal Method, com um tempão de estrada nas costas, fez um set modesto mas competente, enquanto Marky, outro veterano, mostrou que tem motivos para estar presente em tudo quanto é festival.

No terceiro dia, os destaques ficam por conta do Aeroplane, que fugiu um pouco da barulheira injetando um pouco de melodia na pista, e do Mixhell que trouxe de volta o peso pra tenda verde. O duo, que eu já curti muito e nas últimas apresentações havia me desanimado bastante, levou a bateria pro palco e mostrou que eu tinha motivos pra me animar de novo. Iggor é incansável e logo após tocar em um show frenético do Cavalera Conspiracy, já estava lá, batucando para um público completamente diferente, que o admira do mesmo modo. Para mim, ele é o retrato fiel desse SWU. Estilos completamente diferentes no mesmo local, tudo junto e misturado.