11 jan 2012

Em entrevista à Folha, vocalista do The Black Keys garante que banda vem ao Brasil em 2012

Por Neto Rodrigues @23:45

Em entrevista à jornalista Carol Nogueira, da Folha de São Paulo, Dan Auerbach, líder do The Black Keys, revelou que, veja só você, a banda quase entrou na escalação do Lollapalooza brasileiro. Imagina os caras “abrindo” pro Foo Fighters? Bem, se serve de consolo, o músico deixou bem claro: “Vamos mais para o fim do ano.”

Fim do ano no Brasil? Que comece então a luta dos grandes festivais pra ver quem traz a provável dupla mais disputada de 2012. É Terra? É SWU? Quem sabe até um show solo? O lance é que a banda tá no auge e não teria hora melhor pra vir ao Brasil – ainda mais depois de ser um dos headliners do Coachella 2012.

Na entrevista, Auerbach – que tem uma interessante carreira solo, da qual vale a pena correr atrás – também diz ser contra o streaming e explica o motivo. Também fala sobre sua compulsão em comprar vinis e que gosta de séries como Curb Your Enthusiasm. A turnê americana com a abertura do Arctic Monkeys também teve espaço na pauta. Dá um pulo rápido no Remix e leia a íntegra da entrevista.

Em tempo: leia também nossa resenha de El Camino, elogiado oitavo álbum de estúdio do Black Keys, e vá preparando o gogó pra cantar junto no fim do ano.

30 dez 2011

The Black Keys – El Camino

Por Victor Bianchin @19:58

Li em algum lugar no final de 2010 que Merriweather Post Pavilion, do Animal Collective, se assemelhava em alguns pontos ao Kid A, do Radiohead. Ambos eram discos complexos, com várias camadas e um tanto quanto inacessíveis, que encerravam uma década começada com discos garageiros seminais: Nevermind (Nirvana, 1991) e Is This It (The Strokes, 2001). Mais do que isso, em suas respectivas sofisticações, ambos encerravam um ciclo, abrindo espaço para que algum próximo grupo de adolescentes se juntasse em uma garagem, pisasse em cima de tudo isso e recomeçasse a história com um disco sujo, barulhento e genial. Na década de 2010, não há ninguém mais apto a seguir esses passos do que os Black Keys.

A banda já tem sete álbuns na bagagem, é verdade, mas foi só com Brothers, de 2010, que o grande público a descobriu. El Camino é o álbum da consagração. Desde que o riff de “Lonely Boy” começa a explodir no alto-falante (porque o disco é bom demais para ficar preso aos fones de ouvido), sentimos a força que ele carrega. Dan Auerbach não economiza no pedal de fuzz ao derramar suas lamentações sobre uma garota que o mantém “esperando, esperando”, enquanto Patrick Carney desce a mão na caixa, dando forma a um dos maiores singles do ano.

Há, como sempre, uma boa dose de rock dos anos 60 e 70 permeando o álbum, mas influências menos óbvias aparecem aqui e ali, como o riff de “Gold On The Ceiling”, emprestado de David Bowie e dos Yardbirds, a bateria inicial de “Dead And Gone”, que faz reverência a “I Am The Resurrection”, dos Stone Roses e a intro da fantástica “Money Maker”, que alude a “Where Have All The Good Times Gone”, dos Kinks. Um momento especialmente bom é quando a banda empresta o baixo de “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, de Michael Jackson, para a fabulosa “Stop Stop”, uma deliciosa faixa mais lenta que tem os dois pés no R&B dos anos 80.

Só que, acima de quaisquer influências, está o som que os Black Keys criaram ao longo de outros seis álbuns, em “El Camino” novamente com a cortesia do melhor produtor em atividade no mundo, Danger Mouse. Como é característico de Mouse, ele capricha em deixar o som cristalino e impedir que as melodias sejam encobertas pelo ritmo (igualmente importantes como são, a guitarra de Dan é sempre muito mais marcante que a bateria de Pat). A banda, livre para voar, entrega diversos momentos memoráveis, como em “Run Right Back”, em que o baixo e a guitarra base derramam um groove irresistível que explode em um refrão blueseiro de primeira estirpe.

Uma característica importante do álbum, os vocais femininos, herdados do funk dos anos 70, aparecem da primeira à última faixa, adicionando leveza a “El Camino” e um certo glamour vintage que, bem utilizado, sempre joga a favor das músicas. “Sister”, por exemplo, começa com uma batida firme que conduz a música até o refrão, onde os vocais femininos entram e varrem toda a crueza da faixa, pondo charme na história da sister abandonada por todos ao seu redor. Deixa imaginando como seria uma versão na voz de Amy Winehouse…

“Little Black Submarines” começa acústica e vira uma pedrada com um solo furioso que fará corar quem achava que não havia mais espaço para isso em pop-rock. “Gold On The Ceiling”, com suas palmas, sua letra autopiedosa e sua vibe country-glam, ressuscita Marc Bolan para as novas gerações, enquanto a ótima “Nova Baby” centraliza outro dos ingredientes secretos do álbum: os teclados (curiosamente, para um grupo de fãs antigos da banda, um dos maiores pontos negativos do álbum). Quando chega “Mind Eraser” e Dan canta “don’t let it be over”, você realmente espera que El Camino não termine ali e continue por muito, muito tempo…

Após uma década que viu sites e revistas influentes se ajoelharem perante ondas como a new rave, a chillwave, a electroclash e tantas outras, e em que qualquer fulano capaz de tocar alguns acordes e colá-los no GarageBand com bases baixadas da internet foi taxado como salvador da música, é verdade sim que, como em 1991 e em 2001, nós precisávamos ser salvos. Precisávamos de um recomeço. A van que estampa a capa do disco levou Dan e Pat por intermináveis turnês ao longo dos EUA, entre invernos gelados e verões infernais, ao longo de mais de 300 shows e com jornadas em que cada um passava até doze horas dirigindo. Tudo para desembocar aqui, agora. El Camino? Sim, o da nossa salvação.

23 dez 2011

Melhores de 2011 – Top 10 Clipes

Por Move That Jukebox @11:16

Ao ver a imagem acima, você pode estar pensando “quanto descaso com um momento tão importante do ano!”, ou “nem pra pagarem um designer”, ou até mesmo “ai, esses hipsters achando que menos é mais”. O lance é que quisemos, de alguma forma, passar que a n-o-s-s-a lista de Melhores de 2011 não tem, nem de longe, a pretensão de ser uma opinião definitiva do que houve de mais fino e com maior qualidade na música em 2011. É simplesmente a – novamente – nossa opinião do que mais passou pelos nossos ouvidos nesse prolífico ano.

Vários colaboradores do blog deram seus pitacos e, no final, tudo foi unificado em um pacotinho que reflete bem o gosto dos que aqui escrevem. Para os “Como assim não teve James Blake? Cês tão loucos?”, “Não respeito lista que não tenha Destroyer e The Weeknd” e afins, um conselho: monte sua lista nos comentários e compare, debata, dê suas dicas. Listas são brincadeiras pra serem discutidas entre amigos. Não leve elas a sério demais.

Três adendos: 1) a lista individual de cada votante será liberada perto do fim da semana. 2) não houve divisão entre categorias nacionais e internacionais. 3) é dezembro e ninguém quer/merece ler novamente resenhas sobre o que rolou por aí durante o ano. Então, os comentários sobre cada item serão na base do tweet: nada passou dos 140 toques.

10 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – The Death Of You And Me

Em sua incursão solo, Noel caprichou também nos vídeos, e esse foi só o primeiro de uma trilogia cheia de bizarrices e belos momentos.

9 – Duck Sauce – Big Bad Wolf

O clipe mais cara-de-pau do ano. Sem mais.

8 – Is Tropical – The Greeks

Quem não queria ter uma infância assim?

7 – Kasabian – Re-Wired

Kasabian roubando carros e ensinando como não se comportar no trânsito, em um clipe com final tarantinesco.

6 – The Black Keys – Lonely Boy

Se é clipe oficial ou não, não importa. O importante é tentar decorar a coreografia com toda sua malemolência.

5 – Radiohead – Lotus Flower

A recepção do The King Of Limbs seria muito mais fria sem a coreografia doentia do Thom Yorke.

4 – Justice – Civilization

Assim como a música, o clipe demora a engrenar, mas vale esperar o estouro de bisões. Até o Cristo carioca marcou presença.

3 – Foo Fighters – White Limo

Trash até o osso, não tinha como um vídeo com o Lemmy dirigindo uma limousine branca dar errado.

2 – Garotas Suecas – Banho de Bucha

Ficou com a medalha de prata, mas a dancinha do Jacaré foi a melhor do ano!

1 – Foo Fighters – Walk

A fúria de Dave Grohl não se resume a guitarra e vocal.

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Veja também:

Melhores de 2011 – Top 10 Shows

Melhores de 2011 – Top 10 Músicas

Melhores de 2011 – Top 10 Discos

Melhores de 2011 – Votação individual

22 dez 2011

Melhores de 2011 – Top 10 Discos

Por Move That Jukebox @16:18

Ao ver a imagem acima, você pode estar pensando “quanto descaso com um momento tão importante do ano!”, ou “nem pra pagarem um designer”, ou até mesmo “ai, esses hipsters achando que menos é mais”. O lance é que quisemos, de alguma forma, passar que a n-o-s-s-a lista de Melhores de 2011 não tem, nem de longe, a pretensão de ser uma opinião definitiva do que houve de mais fino e com maior qualidade na música em 2011. É simplesmente a – novamente – nossa opinião do que mais passou pelos nossos ouvidos nesse prolífico ano.

Vários colaboradores do blog deram seus pitacos e, no final, tudo foi unificado em um pacotinho que reflete bem o gosto dos que aqui escrevem. Para os “Como assim não teve James Blake? Cês tão loucos?”, “Não respeito lista que não tenha Destroyer e The Weeknd” e afins, um conselho: monte sua lista nos comentários e compare, debata, dê suas dicas. Listas são brincadeiras pra serem discutidas entre amigos. Não leve elas a sério demais.

Três adendos: 1) a lista individual de cada votante será liberada perto do fim da semana. 2) não houve divisão entre categorias nacionais e internacionais. 3) é dezembro e ninguém quer/merece ler novamente resenhas sobre o que rolou por aí durante o ano. Então, os comentários sobre cada item serão na base do tweet: nada passou dos 140 toques.

10 – TV On The Radio – Nine Types Of Light


O baixista Gerard Smith se foi, mas deixou sua colaboração em um dos melhores discos do ano.

9 – Metronomy – The English Riviera


Só com “The Bay” e “She Wants”, o Metronomy já ganharia destaque – mas resolveu implacar outros 9 hits em um dos CDs mais agradáveis do ano.

8 – PJ Harvey – Let England Shake


Os dotes políticos, musicais e historiadores da cantora culminaram em seu álbum mais maduro. Definitivamente, a PJ de 93 ficou para trás.

7 – Bon Iver – Bon Iver


A voz cortante de Justin Vernom, juntamente ao minimalismo instrumental, fez do disco presença constante nos dias chuvosos do ano.

6 – The Vaccines – What Did You Expect From The Vaccines?


Cancelaram o show no Brasil, mas ainda gostamos de vocês. Por enquanto.

5 – Arctic Monkeys – Suck It And See


Disco de digestão mais difícil até agora dos Monkeys, Suck it and See vislumbra uma banda madura, com Alex Turner mais enigmático que nunca.

4 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Noel Gallagher’s High Flying Birds


Era meio óbvio que o Noel Gallagher ia caprichar mais que o Liam, né?

3 – Foster The People – Torches


Uma das estreias mais elogiadas com o hit da temporada. Se você não dançou Foster The People em 2011, é melhor adentrar 2012 com mais humor.

2 – The Black Keys – El Camino

Haja fôlego para entrar na lista de melhores do ano duas vezes seguidas. 2012 tem tudo pra ser deles.

1 – Foo Fighters – Wasting Light

Teve pra mais alguém? Um disco de rock pesado e pop como há muito não se via. Impossível ter passado incólume à barulheira de Dave Grohl.

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Veja também:

Melhores de 2011 – Top 10 Shows

Melhores de 2011 – Top 10 Músicas

Melhores de 2011 – Top 10 Clipes

Melhores de 2011 – Votação individual

21 dez 2011

Melhores de 2011 – Top 10 Músicas

Por Move That Jukebox @20:53

Ao ver a imagem acima, você pode estar pensando “quanto descaso com um momento tão importante do ano!”, ou “nem pra pagarem um designer”, ou até mesmo “ai, esses hipsters achando que menos é mais”. O lance é que quisemos, de alguma forma, passar que a n-o-s-s-a lista de Melhores de 2011 não tem, nem de longe, a pretensão de ser uma opinião definitiva do que houve de mais fino e com maior qualidade na música em 2011. É simplesmente a – novamente – nossa opinião do que mais passou pelos nossos ouvidos nesse prolífico ano.

Vários colaboradores do blog deram seus pitacos e, no final, tudo foi unificado em um pacotinho que reflete bem o gosto dos que aqui escrevem. Para os “Como assim não teve James Blake? Cês tão loucos?”, “Não respeito lista que não tenha Destroyer e The Weeknd” e afins, um conselho: monte sua lista nos comentários e compare, debata, dê suas dicas. Listas são brincadeiras pra serem discutidas entre amigos. Não leve elas a sério demais.

Três adendos: 1) a lista individual de cada votante será liberada perto do fim da semana. 2) não houve divisão entre categorias nacionais e internacionais. 3) é dezembro e ninguém quer/merece ler novamente resenhas sobre o que rolou por aí durante o ano. Então, os comentários sobre cada item serão na base do tweet: nada passou dos 140 toques.

10 – Lana Del Rey – Video Games

Cheia de mistério, Lana Del Rey vem chegando nesse final de 2011 e promete ser um dos grandes nomes de 2012. “Video Games” é só uma amostra da loira.

9 – Criolo – Subirusdoistiozin

“Não Existe Amor em SP” pode ter sido o hype, mas a grande música do álbum Nó Na Orelha é “Subirusdoistiozin”.

8 – Metronomy – The Bay

A harmonia entre o instrumental e os vocais da faixa provavelmente levaram os mais exaltados às lagrimas (ou às pistas). E tem como culpar?

7 – The Strokes – Under Cover of Darkness

A maior sensação de “era bom demais pra ser verdade” do ano vai para o primeiro single do Strokes em anos. Precisa explicar o motivo?

6 – Breakbot – Fantasy

Será um estardalhaço quando sua estreia sair. Ainda mais depois de “Fantasy”, hit dançante que soa como uma homenagem a Michael Jackson.

5 – Alabama Shakes – I Found You

Com um hook contagiante, a faixa é country, gospel, rock e soul. É a mais marcante de um EP sensacional. Será Alabama Shakes a banda de 2012?

4 – The Black Keys – Lonely Boy

Nunca a solidão de um garoto foi tão celebrada. E não tem graça se você escutar a faixa sem cantarolar junto o refrão, ok?

3 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – The Death Of You And Me

O começo à la Oasis engana bem. De repente, metais que seriam abominados por Liam. O estranhamento passa e o que sobra é um enorme sorriso.

2 – Foo Fighters – Arlandria

Riff memorável e refrão pra levantar estádios inteiros. Não faço ideia de quem seja Arlandria, mas agradeço por Dave tê-la conhecido/criado.

1 – Foster The People – Pumped Up Kicks

Não tinha outro lugar pra linha de baixo mais marcante do ano. E fala que você não sacode nem um pouco a cabeça com aquele assoviozinho.

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Veja também:

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Melhores de 2011 – Top 10 Discos

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Melhores de 2011 – Votação individual

8 dez 2011

The Black Keys no Late Show with David Letterman

Por Raul Ramone @10:02

Dan Auerbach e Patrick Carney continuam o trabalho de divulgação de El Camino, o novo álbum do Black Keys. Ontem à noite eles apresentaram a faixa “Gold On The Ceiling” no palco do Late Show with David Letterman. Enjoy.

5 dez 2011

The Black Keys no Morning Becomes Eclectic

Por Raul Ramone @21:38

Depois de passar pelo Saturday Night Live, Dan Auerbach e Patrick Carney, mais conhecidos como The Black Keys, apresentaram algumas faixas de seu novo álbum El Camino no programa Morning Becomes Eclectic, na tarde de hoje, apresentando por Jason Bentley. Claro que vocês não podem deixar de ouvir a apresentação matadora dessa dupla. Bom programa de rádio: