21 jun 2009

Com muita presença de palco, The Kooks arrebentou Via Funchal

Por Alex Correa @16:48

Por Thaís Cristina Souza

Fotos: Isa Fassina e Silvio Tanaka

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Quando anunciaram oficialmente o show do Kooks em terras tupiniquins, meu coração se encheu de alegria e esperança. Mas o tempo foi passando, as coisas se apertando e meu orçamento não colaborando com o encontro entre eu e Luke Pritchard, amor verdadeiro, amor eterno/deborahsecco. Mas aí, o Multishow fez uma promoção, e PELA PRIMEIRA VEZ NA MINHA VIDA INTEIRA, eu estava entre os vencedores.

Sexta feita, 19 de junho, a ansiedade tomava conta do meu ser. Fikdik: se vocês forem perdidos como eu, o site da Cyndi Lauper no Brasil tem umas dicas incríveis de como chegar ao Via Funchal. Bom, 19h30, lá fui eu e o namorado. Depois de alguns minutos perdidos na região da Vila Olímpia, por volta das 20h encontramos o lugar. Um monte de moderninhos, indies e emos reunidos em uma rua. Era ali. Eu fiquei surpresa porque ainda faltavam duas horas para o show e a rua já estava cheia! Algumas cervejinhas e tal. Aí eu pude perceber o público: era todo mundo muito novo. Mesmo. Comecei até a me sentir meio velha com meus 21 anos, porque o pessoal deveria ter no máximo 18! Assim, todo mundo MESMO. Estava até preocupada com aquele monte de menor ingerindo bebida alcoólica (q?). Aliás, público todo muito bem vestido com looks in-crí-veis de inverno. Ok, foco. Enfim, a ansiedade que tomava conta do meu ser agora já me dominava por completo. Já não sabia se eu tremia por frio ou nervosismo.

Hora de entrar. Depois de pegar meus ingressos for free (cof cof) e subir as escadas rolantes do Via Funchal, nos deparamos com uma pista relativamente vazia. Já eram 22h e ainda tinha espaço pra andarmos livremente, a até sentarmos no chão. 22h10 (ou 10:10pm para os mais supersticiosos) abrem-se as cortinas e Luke e sua turma invadem o palco. Todos os grandes sucessos estavam lá: começou com ‘Always Where I Need To Be’ colocando todo mundo pra pular. A seqüência de ‘Matchbox’, ‘Eddie’s Gun’ e ‘Ooh La’ do primeiro CD ganhou o público, e eu já pulava e dançava loucamente e gritava as letras a plenos pulmões (envergonhando o coitado do namorado. Malzae).

O Luke e toda a banda são muito empolgados durante o show. Se movimentando o tempo todo, pulando, gritando e jogando água na platéia. Para ingleses, que têm fama de frios, isso me surpreendeu. Todo um jogo de luzes máaagico interagindo com o público e durante a sexy (ui!) ‘Do you Wanna’ o telão exibia sombras de mulheres que dançavam lascivamente (UI!). Isso foi o suficiente pra fazer a galera ir a loucura e dançar a música como se fosse a última. Eu não sei se era o sotaque fortíssimo dos britânicos, ou a minha localização na pista, mas o som pra mim estava bem ruim. Além de as músicas ficarem meio chiadas (ok, eu não sou especialista, ta?), não consegui entender quase nada do que ele dizia, a não ser as palavras em português-de-gringo: “estámos moito feliz de está aqui”. Oouuunnnnn (L). Espero que alguns de vocês me tirem essa dúvida em relação ao som.

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E esse cabelo, Luke Pritchard?

Momentos mais marcantes (opinião particular, ok?): ‘Seaside’ (na hora do bis) no violãozinho (Luke pegael); o Luke se jogando na platéia e os seguranças se matando para mantê-lo sob controle e em cima do palco; e o final com ‘Sofa Song’, que é uma das minhas preferidas! Além disso tudo, a banda ainda tocou algumas músicas novas que eu desconhecia. Pesquisando, encontrei os nomes e aí vão: ‘Love Is Like a Rainbow’, ‘Princess Of My Mind’, ‘Watching The Ships Roll In’.

A experiência foi muito válida. Apesar de perceber que talvez eu não tenha mais idade pra ser groupie  de bandas adolescentes, achar a platéia VIP meio injusta (isso é inveja, ok?) e de repente ter um click, uma epifania, e perceber que versos como “a, b, c, d, e, f and g/ well that reminds me of when we were free” não são o que se podemos chamar de geniais, eu AMEI. Seu eu não tivesse ganhado os ingressos teria me arrependido profundamente. A banda tem muita presença de palco, e embora o pessoal que estava mais no meio e no fundo da pista não se manifestasse muito, os inglesinhos não se deixaram abater e foram firmes e fortes até o final. Nosso próximo encontro é no Friendly Fires, né?

18 jun 2009

Multishow transmitirá show do The Kooks pela web

Por Alex Correa @14:27

Amanhã (19) é dia de The Kooks em São Paulo. A banda se apresenta no Via Funchal numa turnê que só passa por uma cidade do país – injustiça que nem o cara lá de baixo é capaz de cometer. O Multishow, correndo atrás de audiência certa e solidário aos não-paulistas e não-endinheirados, anunciou que exibirá a apresentação dos britânicos no dia 29 desse mês na TV, às 22:30*.

A partir da data de seu broadcasting na tevê fechada, o show estará disponível na íntegra pelo site do canal. Fodz.

6 abr 2009

Kooks no Brasil

Por Alex Correa @17:46

Foi esse mesmo título (impactante, não?) que Lúcio Ribeiro usou para anunciar mais um boato em seu blog. A parte interessante é essa:

O Kooks traz seu brit pop (…) ao Brasil em junho (…). Na Argentina é dia 10/6. Em São Paulo, por volta do dia 15.

Imediatamente, a notinha me remeteu ao vai-não-vai do primeiro semestre de 2008 quando, como reza a lenda, Lúcio ouviu da boca do próprio Luke Pritchard que a banda viria ao país em agosto. O Kooks seria uma das atrações do Festival Indie Rock, que se meteu numa furada tremenda depois de ser driblado pelo patrocinador. Voltando ao presente, o MySpace mostra um buraco entre os dias 1 e 25 de junho na agenda da banda, onde poderia se encaixar perfeitamente uma turnê sul-americana.

Que tal sentir o gostinho de um show dos britânicos, antes de mais nada? Fique ansioso com ‘Mr. Maker’ ao vivo no Jools Holland:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=TbBI1_mQuZg]

Será 2009 o ano dos produtores quitarem suas dividas? Sim, porque Amy Winehouse também vem, certo? E essa já estão devendo desde o Tim 2007. O Radiohead já pagou a dívida da década. Agora, deixe-me ver… faltam Late of The Pier, Vampire Weekend, Dandy Warhols, Futureheads, Yo La Tengo, Editors (todos esses com FAIL no Indie Rock passado, que não aconteceu), Paul Weller (sem visto dos músicos para o Tim Festival ’08), Calvin Harris (operou e teve que cancelar o Planeta Terra), Raconteurs (sumiu do line-up do PT do nada), Coldplay (shows em maio, Lúcio?), Megapuss (quase veio com o Little Joy, dizem), The Gossip (confirmou o Tim sem conferir a agenda antes!!!!), Of Montreal (escalado pra um festival fantasma com Silver Jews), Wilco (cadê?) e mais uma penca de artistas virem à terra das bananas pra fechar a conta dos boatos frustrados.

Pagarão as dívidas com essa crise toda? Sonha, Alex, sonha…

Alex Correa