21 mar 2012

Novo disco do The Mars Volta disponível para audição completa. Vai encarar?

Por  @16:47

O The Mars Volta está prestes a lançar seu novo álbum de estúdio, o tão comentado Noctourniquet. Pode ser impressão minha mas o som do grupo parece ter perdido um pouco daquela complexidade da época de Frances The Mute (o auge da banda até agora?). Mas no final das contas Noctourniquet agrada aos fãs mais antigos, afinal os vocais agudos de Cedric Bixler-Zavala ainda estão ali, junto com a guitarra experimental e virtuosa de Omar Rodriguez-Lopez.

22 fev 2012

At The Drive-In não irá lançar um novo álbum, avisa Omar Rodriguez-Lopez

Por  @17:01

Eu fui um dos que ficaram empolgados com o retorno do At The Drive-In, o anúncio de inúmeros shows e tal, mas pelo visto essa tal reunião não vai render um álbum de inéditas. Quem diz isso é Omar Rodriguez-Lopez, um dos líderes do grupo, que fez a seguinte declaração ao Kerrang!:

“Haverá um novo álbum? Não, não, não, o At the Drive-In é mais um lance nostálgico – são músicas que nós escrevemos quando estávamos na casa dos 20 anos, e estamos fazendo alguns shows. É (como) um velha camiseta que não serve mais em mim, mas quando você a coloca novamente, se sente bem. É tão simples quanto isso”.

Tomara que eles mudem de ideia. Enquanto isso, vai um showzinho completo da banda aí?

Ah, e o Mars Volta continua anunciando novos detalhes de seu novo álbum, nomeado Noctourniquet. Mais informações podem ser lidas aqui.

13 fev 2012

The Mars Volta divulga “The Malkin Jewel”, música inédita de seu próximo trabalho

Por  @17:52

Noctourniquet, novo e aguardado disco do The Mars Volta, será lançado somente no dia 27 de março. Mas hoje, a banda liderada por Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez liberou uma amostra do que tá por vir.

Em seu site oficial, a banda chama os fãs pra clicarem em um link no qual a música começa do nada, sem botões de play, stop, pause e volume. E à medida em que a faixa mostra a que veio, algumas interações bizarras ficam presentes na tela. Tudo no nível Mars Volta de estranheza – mas a música ultrapassa esse nível, soando confusa e deslocada numa primeira audição. Vai um tempo até você reconhecer os vocais tão marcantes de Cedric.

Às vezes é só impressão e uma questão de se acostumar com a novidade. Nada que algumas audições não resolvam. Mas tomara que o resto do álbum surpreenda, porque se depender de “The Malkin Jewel“, o que não vai faltar é gente falando que a criatividade e animação ficaram reservadas para o retorno do At The Drive-In.

[UPDATE] A banda subiu a música em sua conta do Youtube:

13 jan 2012

“Noctourniquet”, sexto disco do The Mars Volta, deve ser lançado no fim de março

Por  @16:18

O esperado sexto disco do The Mars Volta, ao que tudo indica, chegará com o nome de Noctourniquet – obvimamente, perderia a graça se fosse um título “normal”. A informação vem do site Antiquiet, que tirou a notícia fuçando pesadamente em fóruns e piçando dicas daqui e dali.

O trabalho, sucessor de Octahedron (2009), deve dar as caras lá pelo fim de março e ter, como de praxe, as típicas experimentações de Cedric Bixler-Zavala e do guitarrista alucinado Omar Rodríguez-López – que percorrem do hardcore ao free jazz em questão de segundos e com competência invejável.

Além do Mars Volta, a dupla volta aos holofotes também por conta da reunião do At The Drive-In, que, pra quem não se tocou ainda, faz parte daquele “modesto” line-up anunciado pelo Coachella uns dias atrás.

6 jul 2011

Conheça três músicas novas do Mars Volta

Por  @12:08

O barulhento The Mars Volta andou apresentando novas faixas para o público da atual turnê européia.

Sob o nome de “Omar Rodriguez-Lopez Group”, a banda já tinha feito algumas jams com material novo (“Nocturniquet”, “The Whip Hands” e “Jacob Jam”), no mês de março. Agora, com o nome oficial devidamente incorporado, o grupo divulgou oficialmente três músicas que estarão em seu próximo LP.

14 out 2010

SWU: virtuosismo e peso marcam passagem do The Mars Volta

Por  @13:28

Encaixar The Mars Volta entre Los Hermanos e Rage Against The Machine não foi das mais sábias decisões do SWU – mas os olhares de estranhamento que esperavam pelos 2, hm, revivals da noite não intimidaram a banda texana. Pelo contrário. Omar Rodríguez-Lopez e Cedric Bixler-Zavala comandaram um petardo sonoro que deixou muitos ali presentes boquiabertos por horas após o fim da apresentação.

Foto: Carol Zaine

Tocando por cerca de uma hora, o Mars Volta fez um setlist de apenas 6 músicas – que incluiu até, veja bem, um cover de Marianne Faithful. A abertura ficou por conta da urgente e pesada “Cotopaxi”, que chamou a atenção de muita gente que só tava “fazendo hora” até a chegada do RATM. O debut da banda, De-Loused In The Comatorium, ganhou destaque e ocupou metade do set, incluindo a trinca de fechamento, com as geniais “Eriatarka”, “Cicatriz ESP” e “Roulette Dares (The Haunt Of)”.

Único ponto negativo do show foi o elenco reduzido que subiu ao palco. Geralmente com vários músicos e instrumentos, incluindo metais e percussão, a apresentação contou apenas com 5 dos integrantes, que, diga-se de passagem, supriram bem qualquer ausência. Omar e sua guitarra hipnotizaram boa parte da Maeda com um virtuosismo quase exagerado – e que foi muito bem sustentado pela cozinha mais do que competente, composta pelo baixista Juan Alderete e pelo monstro-que-toca-pra-caralho David Elitch, baterista que integra o Mars Volta há quase 2 anos e que se fez ouvir martelando seu instrumento como se não houvesse amanhã. Uma pena que muitos, àquela altura, só quisessem saber de Tom Morello e cia. Pelo menos os (poucos) fãs não se decepcionaram com a mistureba de prog rock, jazz e experimentalismo proporcionada pelo Mars Volta.

23 ago 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Por  @0:33

Vocalista da banda Ou Est Le Swimming Pool morre em festival – Terra, 22 de agosto

[Single] “Swallow it”, Brandon FlowersINMWT, 22 de agosto

O show do Miike Snow no Rio depende de vocêBloody Pop, 21 de agosto

The Drums Get to Work on Second AlbumSpinner, 20 de agosto

Hear Three New Solo Songs From Radiohead Drummer Philip Selway – Pitchfork, 20 de agosto

Elbow Reveal Working Title For New AlbumGigwise, 20 de agosto

Sufjan Stevens’ new EP available for download now!You Ain’t No Picasso, 20 de agosto

Video: Antony and the Johnsons: “Thank You for Your Love” – Pitchfork, 20 de agosto

Two Ryan Adams archive albums coming this fall, new solo LP in 2011One Thirty BPM, 19 de agosto

Matt & Kim Ready New SinglePitchfork, 19 de agosto

Dinosaur Jr. e as pequenas surpresas do No Ar: Coquetel Molotov - O Grito, 19 de agosto

Grab Some Arcade Fire Rarities19 de agosto

EXCLUSIVE PREVIEW: Brandon Flowers Solo AlbumSpin, 19 de agosto

Avey Tare Talks New Solo Album, Animal Collective’s Future, CrocodilesPitchfork, 19 de agosto

Air e Céu farão shows de abertura do festival Eletronika 2010 – Meio Desligado, 18 de agosto

Weezer might take Pinkerton on TourOne Thirty BPM, 18 de agosto

Coldplay Sign New Publishing Deal With UniversalGigwise, 18 de agosto

Flying Lotus to Release New EP - Pitchfork, 18 de agosto

Nova do Inverness – “A Summer’s Night Lullaby”Bloody Pop, 17 de agosto

Jeff Beck confirma shows no Brasil – Rolling Stone, 17 de agosto

Novidades no SWU: The Mars Volta, CSS, MSTRKRFT e mais… – Meio Desligado, 17 de agosto

Stereolab Reveal New Album DetailsPitchfork, 17 de agosto

[new] Kid Cudi – Mr. Rager + Wylin’ Cause I’m Young (Feat. Kanye West) – WAWSTSF, 16 de agosto

Clipe novo do Kisses: People Can Do The Most Amazing Things – Dominódromo, 16 de agosto

Ouça 2 novos sons de Brandon Flowers (que não estão em seu álbum solo)Degerandos, 14 de agosto

14 abr 2010

Sabine Holler’s Jukebox (Jennifer Lo-Fi)

Por  @16:45

Aproveitando a deixa de que a banda Jennifer Lo-Fi será a atração principal da nossa segunda festa na Funhouse, no próximo sábado, convidamos a vocalista do grupo, Sabine Holler, pra participar da nossa coluna semanal. Depois de ler o rápido bate papo, corre pra deixar seu nome aqui no post – se já não o tiver feito ainda – e, assim, concorrer a ingressos pra poder curtir a noite na faixa.

Sabine e seus companheiros de Jennifer Lo-Fi. Via

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Vazou ontem o Blue Sky Noise, do Circa Survive, na net. Acho que isso é o que tenho escutado de mais novo. Todos os CDs de 2009 do Omar Rodriguez-Lopez foram surpreendentes. O Cryptomnesia, do El Grupo Nuevo, é a coisa mais frita e linda que existe. Também tenho escutado muito o Kollaps Tradixionales, do Silver Mt. Zion. Tudo muito lindo!

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
The Mars Volta e Bjork. Sempre me abraçam.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Lady Gaga!

A banda está preparando alguma novidade para o show de sábado, na festa do Move?
Além de algumas faixas antigas, vamos tocar as músicas do novo EP, Summer Session, que vai sair na net no final de abril.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Com certeza alguma banda cujos integrantes abusam da chapinha!

21 dez 2009

Os 15 melhores álbuns internacionais de 2009, por Neto Rodrigues

Por  @17:37

Eu sei que todos já devem estar cansados dos zilhõõões de listas que apareceram por aí nos últimos dias, né? Muitas em virtude do fim da década, elegendo os melhores discos, os piores, as melhores músicas, as pessoas que arruinaram os últimos dez anos, os melhores clipes e por aí vai. E a contagem só aumenta quando você pensa que todos os exemplos, ou a grande maioria deles, podem ser feitos de forma “nacional” e “internacional”. Enfim, o que interessa é que, com a lista abaixo, procurei citar meus discos internacionais preferidos de 2009 – o que é sempre complicado porque é impossível agradar a todos e nem sempre as justificativas propostas são convincentes para alguns, que não aceitam que o disco X ou Y não tenha entrado na seleção final. Então, quando você se deparar com a listagem abaixo e não enxergar nada do Grizzly Bear ou do Animal Collective, lembre-se do seguinte comentário, postado pelo Eduardo Martinez num ótimo texto do Marcelo Costa: “E quem espera concordar com uma lista de cabo a rabo certamente acredita em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa”.

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15: Lily Allen – It’s Not Me, It’s You
Muita gente não curtiu a mudada de rumo que Lily deu em seu segundo CD. Depois do “pop-ska” de Alright, Still, Lily trocou o ritmo jamaicano por batidinhas eletrônicas e se deu muito bem. Se não teve todo o impacto de seu debut, pelo menos a cantora-que-não-sabe-a-hora-de-ficar-calada mostrou que pode transitar bem por várias vertentes do pop e que deveria repensar sua decisão de se afastar da música por um tempo.
Escute: “Who’d Have Known” e “Not Fair“.

fever ray

14: Fever Ray – Fever Ray
Sombrio, sexy e instigante – são alguns dos adjetivos que podemos dar ao projeto solo da vocalista do The Knife, a sueca Karin Dreijer Andersson. Com uma sonoridade que nos remete desde Portishead até o som de sua banda principal, o disco do Fever Ray se consolida como um dos melhores debuts do ano, contanto com paredes de sintetizadores e climatizações muito bem arranjadas.
Escute: “Seven” e “Triangle Walks“.

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13: Passion Pit – Manners
Depois de um celebrado EP – Chunk of change – o Passion Pit lançou seu primeiro LP, intitulado Manners, e mostrou que o hype às vezes acerta. A voz fina de Michael Angelakos é um dos trunfos do grupo, que aposta muito em arranjos e ritmos comandados principalmente por sintetizadores e pianos, com eficientes guitarras ocasionais.
Escute: “Sleepyhead” e “Little Secrets“.

tmv

12: The Mars Volta – Octahedron
Com “apenas” 50 minutos – o que é pouco para os padrões da banda -, o The Mars Volta concebeu o que os próprios integrantes chamaram de “o mais próximo de um álbum acústico que podemos fazer”. Os resultados foram músicas com uma calmaria que impressionou muitos fãs xiitas das guitarras e percussões poderosas que Cedric e Omar normalmente costumam disparar contra os ouvidos alheios. Mas, obviamente, Octahedron também tem seus momentos mais pesados e característicos da banda.
Escute: “Cotopaxi” e “Since We’ve Been Wrong“.

the-xx

11: The XX – XX
O quarteto londrino – que virou um trio recentemente – foi, provavelmente, a banda mais hypada de 2009. Fato que não é injusto, visto que o grupo fez um dos discos mais redondos do ano – é muito improvável alguém gostar de uma música específica do debut e não gostar do trabalho por inteiro. A leveza dos sintetizadores de xx somada aos discretos riffs de guitarras e aos vocais femininos e masculinos se intercalando fizeram o primeiro disco do trio inglês ganhar o 11° lugar da lista.
Escute: “Heart Skipped a Beat” e “Crystalised“.

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10: The Pains Of Being Pure At Heart – The Pains Of Being Pure At Heart
A melhor (e única, talvez??) mistura de dream pop com shoegaze surgida nos últimos anos! A banda nova-iorquina formada dois anos atrás lançou seu debut em 2009 e conquistou vários fãs com uma sonoridade que pega influências desde The Cure até My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain. Alguns meses depois de ter lançado seu debut, o quarteto americano ainda teve fôlego pra lançar um EP, o ótimo Higher Than The Stars.
Escute: “Stay Alive” e “Young Adult Friction“.

gossip

09. Gossip – Music For Men
O trio que ficou conhecido pelos discos crus e energéticos resolveu lançar mão do pop nesse novo trabalho – e o fez com muita competência, diga-se de passagem! Beth Ditto, a cantora mais huuuuuuuge de que se tem notícia, teve a ideia de acalmar um pouco a sonoridade da banda e surgiu com um CD redondinho que mistura rock, pop, garage e uma atmosfera dance bem surpreendente e agradável.
Escute: “Heavy Cross” e “Four Letter Word“.

wolfmother

08. Wolfmother – Cosmic Egg
Apesar do título horrendo, Cosmic Egg é um dos melhores lançamentos do ano para quem é fã de hard rock misturado com muitas, mas muitas guitarras pesadas jimmypagianas. Mas, no meio de tanto barulho, ainda podem ser encontradas baladas interessantes. Enfim, um disco de rock basicamente completo, com instrumental bem executado e a voz de Andrew Stockdale soando mais impressionante do que nunca.
Escute: “New Moon Rising” e “10.000 Feet“.

koc

07. Kings of Convenience – Declaration of Dependence
Aqui a tranquilidade e a calmaria reinam de forma absoluta. O duo norueguês de indie folk crava 100% de acerto em sua carreira que conta com 3 maravilhosos discos. Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe se declaram dependentes (sacaram?) um do outro produzindo lindas melodias que soariam vazias e até mesmo sem sentido caso um não existisse na vida do outro. Que bonito, não?
Escute: “Boat Behind” e “Me In You“.

sy

06. Sonic Youth – The Eternal
Não dá pra fugir muito do clichê no caso do Sonic: décimo sexto disco na carreira dos cinquentões (a maioria da banda) e soa como se estivessem fazendo seu primeiro álbum, na longíqua década de 80, tentando experimentações não usuais e afinando suas guitarras da forma mais inusitada possível – isso tudo culminando em um dos melhores shows que o Brasil viu em 2009.
Escute: “No Way” e “What We Know“.

tcv

05. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures
Reunir John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme não poderia dar em outra, né? Discão pesado e consistente, como há tempos não se via. Mais de uma hora de muita porrada com as guitarras stoner de Homme, que canta em todas as 13 faixas. A cozinha do trio é de dispensar comentários – Grohl voltando aos seus áureos tempos de Nirvana e Paul Jones empunhando seu baixo que tanto barulho fez na década de 70.
Escute: “Mind Eraser, No Chaser” e “Gunman“.

phoenix

04. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix
Um CD que começa com o trio de músicas “Lisztomania”, “1901″ e “Fences” deveria estar, automaticamente, em qualquer lista de melhores de 2009 que se preze. Em seu quarto trabalho, o Phoenix conquistou os ouvintes não familiarizados com sua música, foi em todos os talk-shows possíveis, gravaram para o Blogotheque e lotaram apresentações em todo o mundo – menos no Brasil, que esqueceu de trazer o grupo em seu melhor ano.
Escute: “1901” e “Lisztomania“.

Kasabian

03. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum
Depois de um razoável segundo disco, o Kasabian surpreendeu muita gente (eu, inclusive) com uma mistura muito convincente de britpop, psicodelia, Beatles, Stones e outros marcos da música inglesa. A faixa “Fast fuse” entrou até para a trilha sonora do game Fifa 09′, enquanto “Underdog” foi tema de uma propaganda da Sony que teve a participação de Kaká.
Escute: “Fire” e “Underdog“.

ff

02. Franz Ferdinand – Tonight
Um CD que começa com Alex Kapranos dizendo que está entediado e te chamando pra ficar chapado não tem como ser ruim. Aí vem uma dezena de músicas que mostram que o quarteto inglês quer te levar para a pista de dança a qualquer custo. Ou você acha que toda aquela viagem psicodélica de “Lucid Dreams” está ali à toa? E que venha março de 2010!
Escute: “Turn it on” e “Ulysses“.

AM

01. Arctic Monkeys – Humbug
Muita gente achou que Josh Homme foi o culpado pela “seriedade” que os Monkeys apresentaram em seu terceiro disco. Já eu prefiro dizer que ele foi UM dos responsáveis pela incrível evolução dos moleques de Sheffield. Humbug é visivelmente mais pensado e trabalhado do que os álbuns anteriores e mostrou que o quarteto conta com pelo menos dois grandes instrumentistas: o batera Matt Helders e, é claro, Alex Turner, que não só canta e toca com precisão exemplar, como também se mostra um dos bons letristas dos anos 00′.
Escute: “Crying lightning” e “Cornerstone“.

17 jun 2009

The Mars Volta – Octahedron

Por  @21:22

Depois de 4 discos que ultrapassam a marca de uma hora de duração cada, o The Mars Volta lança seu quinto disco de estúdio, Octahedron, e nos dá “somente” 50 minutos de sua salada sonora encabeçada pela dupla de gênios-malucos Omar Rodríguez-López e Cedric Bixler-Zavala.

TMV

A duração encurtada não é a única novidade em Octahedron. Diferente do disco anterior, o barulhento Bedlam in Goliath (ou alguém já se esqueceu daquele infernal começo de “Aberinkula”?), o novo trabalho dos texanos prima pelo aparente descaso proposital com suas influências latinas e experimentações que iam desde o post e prog-rock até o jazz fusion e o rock psicodélico. Isso talvez faça os fãs mais fervorosos da banda olharem com certa desconfiança para essa nova proposta, um pouco mais simples, melódica e direta, sem as usuais viagens instrumentais que marcaram os 3 primeiros álbuns, principalmente.

A tal proposta mencionada já se faz clara logo na faixa que abre o álbum, a linda “Since we’ve been wrong”, com seus arranjos em violão e a guitarra solo de Omar soltando notas distorcidas que se juntam à voz Cedric, que dessa vez se abstém dos gritos e nos proporciona uma performance vocal impressionante.

omar-cedric

“Teflon”, segunda do disco, começa e os efeitos psicodélicos da guitarra de Omar já acusam que o clima, hã, meio bucólico da abertura vai ficar de fora, pelo menos dessa música. E o peso característico da banda continua na ótima “Halo of Nembutals”, que pode ser facilmente inserida no contexto do primeiro e terceiro discos dos caras. Fechando a primeira metade de Octahedron, o The Mars Volta acalma os animos novamente com a climática “With twilight as my guide”, que conta com um dueto de vocais bem trabalhado da dupla Omar-Cedric.

“Cotopaxi” entra no amplificador e destrói todo vestígio de calmaria deixado pela faixa anterior. Com 3 minutos e meio de duração, guitarras no talo e bateria pulsante, a faixa seria facilmente incluída no último disco da banda, Bedlam in Goliath. Uma das melhores do disco, fácil, fácil. A sexta faixa é “Desperate Graves” e, apesar de ter um bom refrão, não acrescenta muita coisa ao disco, apesar de não comprometer em absolutamente nada, também.

mars volta

A dupla de canções que finaliza Octahedron (sim, o disco só tem 8 faixas) é simplesmente absurda! No bom sentido da palavra. “Copernicus” é um tapa na cara dos fãs “bitolados” e que não aceitam mudanças na sonoridade das músicas. É o perfeito exemplo de que é possível fazer tanto canções complexas e com viradas de ritmos inimagináveis como em “Day of the Baphomets” ou “Tetragrammaton” quanto músicas que prezam mais pelos vocais e por guitarras acompanhando suas melodias e a quase ausência de bateria e percussão (aliás, em certa altura da música, é possível ouvir até mesmo uma tímida bateria eletrônica!).

“Luciforms” junta os momentos calmos (começo da música) e pesados (o restante) de Octahedron e os transformam em 8 minutos intensos, com muita paulada na bateria e solos frenéticos de Omar. Fechando assim, de forma excelente, um dos melhores discos da banda e, é claro, um dos melhores do ano, até agora.

Nota: 4.0/5.0

Pra baixar o disco é só ir na comunidade de downloads do MTJ!, como de costume.