23 mar 2012

Escute e faça o download de “Night Comes Out”, música inédita do novo EP do The Raveonettes

Por  @16:18

Os The Raveonettes sempre deram as caras por aqui com seus discos. Agora, é a vez de Into The Night, novo EP da dupla dinamarquesa.

Com quatro faixas inéditas, o novo trabalho do duo chega um após o lançamento de Raven In The Grave, lançado no ano passado. “Night Comes Out” foi a primeira música a ser liberada e pode ser ouvida e baixada no embed a seguir:

Into The Night tem data de lançamento marcada para 24 de abril.

[via]

5 fev 2012

The Raveonettes – Rarities & B-Sides

Por  @21:47

Antes da puerilidade de In And Out of Control (2009) e das trevas de Raven In The Grave (2011), os Raveonettes eram uma das bandas mais interessantes dos anos 00, mesclando shoegaze, surf music, rockabilly, girl groups dos anos 60, Phil Spector e Johnny Cash. O primeiro EP e os três álbuns subsequentes da banda equilibravam esses elementos com criatividade e personalidade, injetando ar fresco em uma cena que parecia ser dominada por cópias dos Strokes e dos Libertines – embora boa parte da mídia internacional fizesse questão de ignorar isso. Rarities & B-Sides é o lançamento oficial da impressionante quantidade de lados-b que ficaram de fora dos discos dessa fase.

13 abr 2011

The Raveonettes – Raven In The Grave

Por  @17:04

Desde o comecinho, a fórmula dos Raveonettes tem sido a mesma: surf music, shoegaze e doo-wops, sempre com doses cavalares de ruído branco e vocais açucarados. No EP Whip It On (2002) e nos dois primeiros álbuns, os Raveonettes usavam esses ingredientes para fazer músicas dançantes, roqueiras até, que muitas vezes pareciam ter saído direto de algum vinil obscuro das décadas de 50, 60 ou 70. Com o novo disco Raven In The Grave, essa história muda, e bastante.

6 abr 2011

Mix That Jukebox #23

Por  @1:46

TIREM AS CRIANÇAS DA SALA! Brincadeira. Pode deixar elas aí – pelo menos enquanto estiver rolando o lado A da Mix That Jukebox #23. Cheia de novidades, a primeira parte, como de praxe, conta com 10 faixas fresquinhas pelas quais você talvez tenha passado batido. Se não, aperte o play e escute de novo. Já no lado B, o clima esquenta – e você já pode sacar pela capa. Chame sua peguete/rolo/namorada/bootycall/pretendente pra uma conversinha em particular e aumente o som. Obviamente, a mixtape não faz milagres, né, meu caro? Mas espero que ajude. Eu sei que faltaram alguns clássicos do gênero, mas daí surge a abertura pra você ir ali nos comentários e deixar sua sugestão de playlist ideal de, digamos, hot sex songs.

Lado A – What’s new
Download

01 – Burial & Four Tet & Thom Yorke – Ego
02 – Generationals – I Promise
03 – Tiê – Só Sei Dançar Com Você
04 – The Raveonettes – Apparitions
05 – Metronomy – She Wants
06 – The Pigeon Detectives – Done In Secret
07 – The Vaccines – Norgaard
08 – Fleet Foxes – Lorelai
09 – The Kills – You Don’t Own The Road
10 – The Pains of Being Pure at Heart – Too Tough

Lado B – Hot Songs
Download

01 – Air – Sexy Boy
02 – Nine Inch Nails – Closer
03 – Lovage – Book Of The Month
04 – Cat Power – New York
05 – The Kills – U.R.A. Fever
06 – Fever Ray – Triangle Walks
07 – The Black Keys – The Only One
08 – Queens of the Stone Age – Make it Wit Chu
09 – Portishead – Mysterons
10 – Marvin Gaye – Let’s Get It On

9 fev 2011

Tudo sobre o novo disco do Raveonettes, incluindo single inédito

Por  @16:52

Marcado para o início de abril, o quinto trabalho inédito do The Raveonettes já tem capa, nome e até o primeiro single disponível. Será que Raven In The Grave irá superar o agradável In And Out Of Control, elogiado disco lançado pelo duo em 2009?

Enquanto abril não chega com a resposta da nossa pergunta, dá pra ter uma noção de como irá soar o novo disco da dupla com “Forget That You’re Young”. A faixa, com ecos de School Of Seven Bells, Warpaint e resquícios de dream pop, pode ser ouvida logo na sequência (com player cortesia do This Is Fake DIY):

22 nov 2010

Raveonettes no Sesc: distorções e simpatia ganham o público em show inspirado

Por  @14:40

Os Raveonettes são um dos grandes nomes do rock surgidos na década passada, misturando e refinando influências que vão de Jesus & Mary Chain a Johnny Cash em um rock rápido, barulhento e distorcido. As turnês mais antigas do grupo realmente promoviam uma verdadeira rave no palco, com as distorções e ruídos brancos aumentados a ponto de explodir as caixas sonoras.

Para o show no SESC Pompéia em São Paulo, na última sexta-feira, isso não se repetiu por dois motivos. Primeiro, o limite de altura que impedia o estouro do som (“we know there is a dB [decibel] level, so we’re not allowed to play REALLY loud”, disse Sune Rose Wagner) e, segundo, a escolha do setlist. Desde o lançamento do sombrio Lust Lust Lust, o The Raveonettes tem optado por um show menos histérico e mais psicológico, enchendo a apresentação com músicas lentas e não fazendo questão de incluir hits dançantes que, em outros tempos, seriam obrigatórios.

A princípio, isso poderia soar como auto-sabotagem, mas o fato é que os Raveonettes têm a manha de manter a platéia animada mesmo sem ter um setlist vibrante. Juntos, Sune e sua parceira Sharin Foo, mais o baterista Adrian Aurelius e o baixista Jens Hein, põem a Choperia do Sesc abaixo, neste que foi o primeiro show dos Raves em São Paulo e o primeiro da banda no Brasil desde 2005.

O show começa com “Attack Of The Ghost Riders” e “Veronica Fever”, a ótima dobradinha que abre o primeiro EP da banda, Whip It On. Segue “Let’s Rave On”, grande canção do primeiro disco, Chain Gang of Love, com seu ótimo riff de baixo e seu refrão contagiante. E aí entra o primeiro momento soturno, com “Bowels Of The Beast” e “Lust”. O hit “Dead Sound”, numa versão mais pesada que a de estúdio,com ótima performance de Adrian, põe a platéia para dançar de novo. E aí, mais introspecção com “Break Up Girls”, que começa com a dupla só tocando pandeirola, acompanhados de Jens na guitarra, e depois evolui para uma pedrada com instrumental completo, muita distorção e a platéia cantando junto.

“The Beat Dies” traz a instrospecção de volta, mas é por pouco tempo, porque logo entra “Heart of Stone”, ótimo híbrido de surf music e rockabilly do último álbum, In And Out of Control, com Sune sozinho no vocal principal. Depois disso, o amplificador do baixo dá problema. Não foi a única falha: durante outra música, da qual não me recordo, o microfone do bumbo da bateria caiu e ninguém da equipe do SESC se dispôs a arrumar. Sune parou de tocar guitarra para arrumar e até um fã subiu ao palco para tentar ajustar o aparelho.

Sorte que, na hora da falha do amplificador, a próxima música era “Little Animal”, do meigo refrão “my girl is a little animal / she always wants to fuck / I can’t find the reason why / I guess it’s just my luck”, que Sune manda sozinho na guitarra. Enquanto ele toca, o SESC conserta o problema.

Entra a curta “Oh! I Buried You Today”, também em momento intimista e, a partir daí, é só hit. A obrigatória “Love In A Trashcan” é acompanhada pela platéia animada e é seguida da melhor surpresa da noite: “Twilight”, clássico do segundo álbum, Pretty In Black, entra para fazer a nossa noite mais feliz. Além de ser uma música excelente e com um peso feroz ao vivo, a faixa surpreende porque não fazia parte do setlist atual da banda. Não é a insana versão de oito minutos que a banda tocava em sua melhor fase ao vivo (confira a apresentação no Roskilde 2005, bootleg obrigatório), mas anima, e muito. “Last Dance” completa o combo de hits cantáveis.

Aí vem “Blush” e “Aly Walk With Me” e o show volta à introspecção de novo, para acabar assim. Mas não demora nem dois minutos para que a banda volte ao palco e mande “Black Satin”, outra boa canção do Lust Lust Lust. O final do show é um presentaço: “That Great Love Sound”, hit maior do grupo, que vem sendo inconstante nos últimos shows. É a música cantada com mais força pela platéia, que vibra a cada distorcida que Sune dá em sua guitarra.

O show acaba e, cerca de meia hora depois, a banda surge do lado de fora da Choperia, socializando com os fãs. Distribuem autógrafos, tiram fotos e conversam com todos. Sune revela que tocaram “Twilight” porque um fã pediu no Facebook. Jens revela que a banda planeja ver o Pavement no Planeta Terra antes de ir embora. Adrian dá um selinho numa fã brasileira. Sharin, a mais gentil, autografa a palheta que peguei e é a que mais tempo fica do lado de fora do backstage. Todos visivelmente alterados, mas também visivelmente contentes pela recepção.

De lá, a banda seguiu para a balada Alberta #3, no bairro da República. E deixou para trás os poucos fãs (foram menos de 800 ingressos vendidos) que assistiram ao show e que, nessa hora, já nem lembravam da novela que foi para conseguir uma entrada. Vi o momento em que a banda, sem seguranças ou frescuras, saiu na garagem do SESC para entrar na van e ir embora. Gritei “we love you!”. Sune olhou para mim e respondeu: “and we love you”.

Mas nem precisava das declarações: a noite já havia provado que o sentimento era recíproco.

Fotos por Victor Bianchin.

19 nov 2010

Living for the weekend – Raveonettes, festa de 3 anos, Planeta Terra e Paul

Por  @18:02

A ficha nem caiu, mas finalmente chegou o fim de semana mais aguardado da história da humanidade. Festa de 3 anos do Move, show do Raveonettes, Lou Reed, Scissor Sisters, Festival Planeta Terra e, É CLARO, show do sir. Paul McCartney pra fechar com classe – e lágrimas – o domingão. Amanhã, sábado, exerceremos a honra de ser um dos embaixadores do Terra com uma cobertura caprichada (se a empolgação em estar diante de Phoenix, Pavement e Smashing Pumpkins deixar) via nosso Twitter – mas vale seguir toda nossa crew (@netorodrigues @marcall @correa_alex @thaisss @barkerx @victorbianchin), que, na medida do possível, dará seus pitacos sobre o que estiver rolando no Playcenter.

O Phoenix toca no Sonora Main Stage a partir das 22h

Vai ficar em casa curtindo um ócio? Então se liga, porque o Terra “transmitirá todos os shows ao vivo em quatro canais exclusivos. As imagens do palco Sonora Main Stage serão captadas em alta definição e chegarão ao usuário que tiver condições de assistir em HD com qualidade superior. [...] Além dos shows ao vivo, o usuário poderá acompanhar a movimentação dos backstages, entrevistas com as bandas e os famosos que conferirem o festival.”

Pra quem tiver fôlego – e grana – depois que sair do Playcenter, vai ter After Party com DJ Set do Hot Chip no clube D-Edge, ali pertinho, por 100 reais (pois é). E a movimentação do festival pode ser acompanhada pela hashtag #PlanetaTerraHD no Twitter, ok? Na semana que vem, a gente conta como foram, hopefully, os melhores dias de 2010.

P.S.: WHAT? Daft Punk? /boataria

16 nov 2010

Raveonettes: o fim da novela?

Por  @16:39

Desde que o show dos Raveonettes foi confirmado em São Paulo no dia 19 de novembro, os fãs têm passado por um misto de apreensão e insegurança. Isso porque, primeiro, a própria banda negou o show e, no dia em que os ingressos começariam a ser vendidos, a venda foi suspensa em cima da hora devido a “problemas contratuais”.

De lá para cá, a banda permaneceu quieta sobre o show no Brasil e o SESC não divulgava mais informações. Neste momento, o duo dinamarquês está na China, bem longe do solo brasileiro.

Mas o SESC finalmente saiu das sombras e confirmou o início da venda dos ingressos para amanhã (17/11) às 14h, ou seja, pouco mais de dois dias antes do show, em todas as unidades do SESC. Está em cima da hora, mas parece que, desta vez, vai.

4 nov 2010

Raveonettes no Brasil: a novela fica tensa

Por  @15:20

A morte do Saulo não é nada perto dos contornos dramáticos que está ganhando a novela dos Raveonettes no Brasil: após anunciar que começaria hoje a venda dos ingressos, o SESC simplesmente suspendeu a operação minutos antes de a bilheteria abrir.

Cynthia, a amiga da reportagem – que iria comprar o meu ingresso – chegou à fila do SESC Pompéia ao meio-dia. Aguardou em um galpão abafado por duas horas. Ela conta que, quando faltavam quinze minutos para a bilheteria abrir, apareceu um sujeito do SESC avisando que a venda dos “rávionets” não seria iniciada hoje, devido a “problemas contratuais”. Ou seja, não apenas o atendimento do SESC passou informações erradas como também falhou em se retificar com antecedência aos fãs que se acumulavam na frente da bilheteria.

“Cheguei lá meio dia e só tinha três pessoas na fila, mas quando abriu para venda às 14h, já tinha umas duzentas”, conta Cynthia. “Eu era a quarta da fila e só consegui comprar ingresso para o Lou Reed na fileira 25. Tava pior que o show do Franz na The Week”, compara.

Problemas contratuais? Tem que ver isso aí hein, SESC. A banda, enquanto isso, não se pronunciou a respeito no Twitter. Aguardem os próximos capítulos.

3 nov 2010

Vem ou não vem? Conheça a novela dos Raveonettes no Brasil

Por  @13:42

A essa altura, você já deve estar sabendo da bagunça do show que os dinamarqueses do The Raveonettes devem fazer no Brasil neste mês. Se não sabe, aqui vai uma recapitulação. No dia 30 de outubro, o SESC-SP anunciou em seu site um show da banda para o dia 19 na unidade Pompéia, como parte da Mostra SESC de Artes 2010, a mesma que trará o Metal Machine Trio de Lou Reed e outras diversas atrações de música, teatro, dança e artes plásticas.

No dia seguinte, a banda tuitou o seguinte: “There’s a rumor of a Rave’s show in Brazil Nov. 19. Unfortunately this is a misunderstanding. Apologies for the confusion/disappointment”. E aí ficou a dúvida: será que marcaram o show e não avisaram a banda ou seria mais um grave caso de Rihanna Effect?

Ligamos no SESC na segunda-feira e ninguém sabia dar informações. Uma amiga da reportagem – a Cynthia – foi ao SESC Consolação, o único que abriu no dia, para ver se descolava um ingresso. Deu de cara com uma fila de cinquenta pessoas (algumas esperando desde as seis da manhã) que aguardava para comprar ingressos para os Raves e para o Lou Reed.

Após alguma espera, uma mulher passou e informou a todos que os ingressos para o Lou Reed só seriam liberados na terça ou na quarta. Em seguida, ela passou uma lista pegando telefones e e-mails de todos para poder informar quando as vendas começariam. Mais tarde, nossa amiga foi informada que a informação era válida para os Raveonettes também.

Na terça-feira, ligamos de novo para o SESC e veio a informação: os ingressos começarão a ser vendidos na quinta-feira, a partir das 14h, só na bilheteria física. Ok, mas e a banda?

A banda veio ao Twitter horas mais tarde (já era madrugada de quarta-feira no Brasil) e disse que: “Total confusion! So we might be coming to Brazil after all. We’ll know in the next few days. Hang tight”. Total confusion mesmo hein? Após tuitarem isso, o usuário @looniec83 respondeu o seguinte à banda: “I love u guys, will try everything to see u live 19th in SP. But please, say it once and for all so fans can organize shit”. E a banda respondeu: “we know it sucks. sunday we knew nothing of a show in brazil. monday it became a possibility. now we’re all waiting to find out”.

Assim como os Raveonettes – uma das bandas mais legais a surgir na música internacional na década passada – nós também estamos esperando. Quinta-feira, inclusive, estaremos esperando em fila na porta do SESC. Aguarde novidades.