Arquivo para 'the xx'

Feb 24 2010

El Perro Del Mar faz cover de “Shelter”, do XX

Nesse momento, fazer um cover do XX está na lista das maiores jogadas de marketing que uma banda pode fazer – e o El Perro Del Mar não bobeou. Passando pelo Brooklyn na semana passada, o projeto-de-uma-mulher-só (que ganha apoio ao vivo) soltou um agradável cover de “Shelter”, que foi registrado em vídeo:

A versão da rapariga, idêntica ao do grupo inglês, agradou. Mas não se pode deixar de notar a aflitiva presença de palco de Sarah Assbring, que quer se mexer mas não o faz muito bem. O resultado? Uma série de movimentos que lembram a icônica dancinha de Ian Curtis, do Joy Division.

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Feb 22 2010

Morre pai de vocalista do XX

E a bruxa está solta: Pouco depois de Brandon Flowers perder a mãe para o câncer, a assessoria de imprensa do The XX, maior hype do ano passado, confirmou a morte do pai de Romy Madley Croft, vocalista do trio. A banda, que já havia reclamado de desgaste por causa de sua intensa agenda de shows, chegou ao desafasamento total – mas, persistente, não veio a cancelar duas turnês intercontinentais, como aconteceu com os Killers. Ao todo, apenas seis shows foram prejudicados: Dois na Itália (dias 23 e 24), dois na Alemanha (25 e 27) e outros dois na França (20 e 21). As apresentações também contavam com o grupo inglês These New Puritans.

Logo no primeiro dia de março, o trio já segue em turnê até junho, com direito a uma longa passagem pelos Estados Unidos ao lado do Hot Chip. A partir daí, a agenda está aberta para, por exemplo, uma rápida passagem pela América Latina. O segredo é torcer.

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Feb 19 2010

Ana Freitas’ Jukebox (Olhômetro/Link)

De certa forma, todas as edições da Jukebox Weekly são consideradas homenagens – afinal, estamos querendo saber mais sobre pessoas que admiramos e que, em alguns casos, até nos influenciaram em determinados momentos da nossa vida. Mas, mesmo assim, essa Jukebox tem um sabor especial: Ana Freitas, além de ser uma das moças mais inteligentes que já conheci, é uma grande amiga. Das melhores. E, vale lembrar, também já assinou uma coluna por aqui (não repare em problemas de diagramação e afins, nosso layout era outro), além de ter resenhado o Dig Out Your Soul, de seu tão amado Oasis, para o qual deu nota máxima (na época em que ainda usávamos um sistema de notas).

Ana, além de admiradora de boa música, é dona de um sucesso intergalático gerado pelo Olhômetro, blog de reflexão/cotidiano/tragicomédia, é repórter do caderno de tecnologia Link, do Estadão, comanda o blog LOL, também do Estadão, e – surprise! – relata suas aventuras sobre rodas (as de um skate) no Caindo e Levantando, que também conta com os textos da Gabriela Hesz (grande amiga, as well) e do oficialmente comediante Nigel Goodman.

Sobre música, ela raramente escreve. Então nada mais apropriado do que deixar ela falar um pouco sobre o que ela tem achado dessa LOUCA CENA MUSICAL ALTERNATIVA.

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Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?

A banda aqui é provavelmente The Who. Eles me acompanham desde que eu comecei a ouvir rock, e apesar de a maioria das bandas de quando eu tinha 12 anos ter passado, essa não passou.

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?

Nevilton, os paranaenses de Umuarama que fazem o rock nacional nacional mais legal dos últimos tempos. A coisa gringa mais recente que ouvi foi The XX e Phoenix, que aliás só fui conhecer em janeiro, nas férias, quando tive tempo de baixar todas as bandas que me recomendaram ao longo do ano.

Atualmente você comanda blogs sobre skate, tecnologia e cotidiano ao mesmo tempo. Qual é o próximo plano de Ana Freitas? Não vale responder “dominar o mundo”.

Eu deveria responder “fazer menos coisas”, mas a verdade é que ainda em março devo estrear um projeto REVOLUCIONÁRIO. Mentira, é só um podcast cujo tema ainda é mistério. Guardem essa frase.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Michael Jackson. E Britney Spears, que não há mulher que consiga ficar impassível ao som de “Toxic”.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.

Eu sou dessas pessoas chatas que só ouve aquilo de que tem orgulho, porque blá blá blá. Mas uma coisa que eu acho bem farofinha e gosto é Incubus. E tenho todos os CDs do System Of A Down.

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Feb 18 2010

BRITs 2010: Os vencedores e o balanço da noite

Nessa semana, mais exatamente na terça-feira, o Reino Unido recebeu a 30ª edição de sua mais relevante premiação musical: O Brit Awards – ou, como é mais conhecido, simplesmente BRITs. A transmissão foi feita ao vivo, mas contando com um curto atraso para que imprevistos, como palavrões, pudessem ser cortados. A noite foi quente – principalmente pro Kasabian (com Tom Meighan de cabelo cortado, finalmente), que surpreendeu tocando “Fire”, de seu último disco, sobre um palco em chamas. Mais empolgante que a apresentação, só ver o grupo desbancando Muse, Arctic Monkeys, Dove s e JLS no prêmio de Melhor Banda Britânica. Merecido, achei:

Embora nada supere a apresentação tripla de Mark Ronson com Daniel Merriweather, Adele e Amy Winehouse no ano passado, os palcos do BRITs 2010 agradaram, com destaque para o estilo de musical da Broadway que soterrou “The Fear”, da Lily Allen. A cantora, que trocou de cabelo no mínimo três vezes (1, 2, 3) durante a noite (nenhum deles ficou realmente bom) e não esperava ganhar nenhum prêmio, ainda teve a honra de desbancar a provável vencedora Leona Lewis na categoria de Melhor Cantora Britânica – e falou que vai comemorar bebendo, como de costume.

Florence and the Machine, uma das minhas queridinhas do BRITs 2010, não saiu de mãos abanando: Indicada em três categorias, Florence, de surpresa, ganhou o prêmio de Melhor Álbum Britânico – e quase chorou nos agradecimentos. Lungs era o único álbum de estréia do grupo de indicados, que também carregava Kasabian, Paolo Nutini (blergh), Lily Allen e Dizzee Rascal. Esse último, vale notar,  brilhou MUITO com Florence em “You’ve Got The Dirtee Love”, um mash-up ao vivo de “You’ve Got The Love”, da garota, com “Dirtee Cash”, do rapper. O palco da dupla, constituído por uma série de harpas, um globo espelhado gigante e uma iluminação perfeita, foi uma das coisas mais bonitas da noite:

Apesar disso, a moça de maior destaque na premiação não foi Lily, Florence e muito menos uma britânica. Lady Gaga, atual super star do mundo pop, provou que merece ser valorizada – mesmo se estiver parecendo uma tortinha de chantilly (compare) – saindo vitoriosa nas TRÊS categorias em que concorria (Melhor Álbum Internacional, por The Fame, Melhor Cantora Internacional e Revelação Internacional). A apresentação da cantora também surpreendeu: Principalmente se você, assim como eu, não dava a mínima pra ela. Homenageando Alexander McQueen, estilista que se suicidou no início de fevereiro, Gaga apareceu com uma belíssima e inédita versão de “Telephone” – que, ao lado de “Dance In The Dark”, integrou um medley perfeito.

Quem sentiu falta do The XX tocando com a Florence no live mash-up supracitado, não deixou de reparar a ausência da criançada na premiação. Apesar de ser considerado o maior hype inglês de 2009, o grupo não teve uma indicação sequer. Mas nem tudo está perdido: É provável que a banda seja citada na próxima edição do evento, da mesma forma que aconteceu com o Friendly Fires nesse ano. E, por falar em FF, os críticos também ficaram devendo alguma coisa para o Franz Ferdinand, que passaram 2010 sem qualquer indicação nos BRITs.

E essa não foi a única decepção do dia. A JLS, nova boyband britânica de dar nos nervos, arrematou duas estatuetas e desqualificou um bocado de gente boa. Mais vergonhoso que isso, só Liam Gallagher recebendo o prêmio de Melhor Álbum dos Últimos 30 Anos por (What’s The Story) Morning Glory? em nome Oasis, e lembrando de agradecer a todos os integrantes da banda – menos ao irmão, Noel, em forma de provocação. Ainda parecendo um adolescente retardado de 15 anos, o cara simplesmente jogou o microfone E O TROFÉU para o público, sem dar a mínima.

Vale comentar, ainda, sobre a patética seleção dos supostos “melhores álbuns dos últimos 30 anos”. Nomes como Duffy e Dido aparecem enquanto grandes clássicos britânicos, como os discos do Radiohead (sempre ignorados pelos BRITs), Muse ou Blur, passam despercebidos. A escolha final, pelo menos, não foi tão injusta.

Poupando comentários sobre a sonolenta apresentação de Robbie Williams, o homenageado da noite, boto, na sequência, a lista completa de indicados e ganhadores:

Melhor Cantor Britânico
Calvin Harris
Dizzee Rascal
Mika
Paolo Nutini
Robbie Williams

Melhor Cantora Britânica
Bat for Lashes
Florence And The Machine
Leona Lewis
Lily Allen
Pixie Lott

Revelação Britânica
Florence And The Machine
Friendly Fires
JLS
La Roux
Pixie Lott

Melhor Grupo Britânico
Doves
Friendly Fires
JLS
Kasabian
Muse

Melhor Álbum Britânico
Dizzee Rascal – “Tongue ‘n’ Cheek”
Florence And The Machine – “Lungs”
Kasabian – “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”
Lily Allen – “It’s Not Me, It’s You”
Paolo Nutini – “Sunny Side Up”

Melhor Single Britânico
Alesha Dixon, “Breathe”
Alexandra Burke featuring Flo Rida, “Bad Boys”
Cheryl Cole, “Fight For This Love”
Joe McElderry, “The Climb”
JLS, “Beat Again”
La Roux, “In For The Kill”
Lily Allen, “The Fear”
Pixie Lott, “Mama Do”
Taio Cruz, “Break Your Heart”
Tinchy Stryder featuring N-Dubz, “Number 1″

Melhor Cantor Internacional
Bruce Springsteen
Eminem
Jay-Z
Michael Bublé
Seasick Steve

Melhor Cantora Internacional
Lady Gaga
Ladyhawke
Norah Jones
Rihanna
Shakira

Revelação Internacional
Animal Collective
Daniel Merriweather
Empire of the Sun
Lady Gaga
Taylor Swift

Melhor Álbum Internacional
Animal Collective, Merriweather Post Pavilion
Black Eyed Peas, The E.N.D.
Empire of the Sun, Walking on a Dream
Jay-Z, The Blueprint 3
Lady Gaga, The Fame

Escolha dos Críticos
Ellie Goulding
Delphic
Marina and the Diamonds

Melhor Álbum Britânico dos Últimos 30 Anos
Coldplay – “A Rush of Blood to the Head”
Dido – “No Angel”
Dire Straits – “Brothers in Arms”
Duffy – “Rockferry”
Keane – “Hopes & Fears”
Oasis – “(What’s the Story) Morning Glory?”
Phil Collins – “No Jacket Required”
Sade – “Diamond Life”
The Verve – “Urban Hymns”
Travis – “The Man Who”

Melhor Performance Britânica dos Últimos 30 anos
Bee Gees – “Stayin’ Alive/How Deep is Your Love”
Bros. – “I Owe you Nothing”
Coldplay – “Clocks”
Eurythmics & Stevie Wonder – “Angel”
Girls Aloud – “The Promise”
Kanye West – “Gold Digger”
Kylie Minogue – “Can’t Get You Out of my Head”
Michael Jackson – “Earth Song”
Paul McCartney – “Live & Let Die”
Pet Shop Boys – “Go West”
Robbie Williams & Tom Jones – “The Full Monty Medley”
Scissor Sisters – “Take Your Mama”
Spice Girls – “Wannabe/Who Do You Think You Are”
Take That – “Beatles Medley”
The Who – “Who Are You”

Prêmio de Contribuição à Música
Robbie Williams

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Feb 18 2010

Lollapalooza e suas possíveis principais atrações

Por Neto

6 meses antes de sua realização, o festival Lollapalooza já agita o mercado americano de shows – e cogitações de bandas já pipocam por vários jornais. A Paste Magazine, por meio da publicação The Chicago Tribune, revelou que o festival já negocia apresentações de Lady Gaga, Green Day, Soundgarden e, respirem fundo, Arcade Fire E Strokes.

O jornal da cidade de Chicago – onde é realizado o festival – também dá como certa a inclusão de bandas como The XX, Yeasayer, Dirty Projectors, Hot Chip e Cut Copy no line-up do Lollapalloza 2010.

E aí, Perry Farrell, nós brasileiros ganharemos ou não nossa versão nacional do festival?

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Feb 12 2010

The XX na TV

Suponhamos que você, querido leitor, more na Inglaterra. Daí você tá tranquilo em casa, relaxando com a nova temporada de Skins e tudo o mais, quando um recado misterioso aparece em sua TV durante o intervalo: É um tipo de mensagem subliminar moldada pelo XX, em que a capa de seu último disco fica aparecendo na tela, estática, enquanto som NENHUM completa a programação. Bizarro, eu diria, se não estivessemos falando sobre um trio que acabou de sair do high school.

Pra nossa sorte (ou nem tanto), algum tv addicted britânico gravou TODO o intervalo comercial e, passados os anúncios de Glee (blergh) e Biffy Clyro (blergh), chega a vez do XX. A partir dos 40 segundos:

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Feb 09 2010

Asobi Seksu toca cover de The Jesus & Mary Chain

Por Neto

A KEXP é uma dessas rádios que nos privilegiam com sessões documentadas de bandas que vão aos seus estúdios para tocar e tal. Já passaram por lá Raveonettes, The XX, A Place To Bury Strangers e Surfer Blood, entre outros.

E hoje, vasculhando o blog da Babee, vi que um dos últimos convidados da estação americana foi a banda Asobi Seksu, que tocou um agradável cover de The Jesus & Mary Chain. A música escolhida foi “Never Understand”, que ganhou um contorno mais pop e menos barulhento. Dá uma olhada:

Aqui está o link pra quem quiser acompanhar o canal da rádio no Youtube.

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Jan 26 2010

Premiação da NME divulga seus indicados

Por Neto

Mais uma premiação divulga sua lista de indicados. Dessa vez é a Shockwaves NME Awards 2010, premiação da publicação britânica NME, obviamente.

Com 6 indicações cada – incluindo Melhor Banda, Melhor Álbum e Melhor Banda Ao Vivo -, Kasabian e Arctic Monkeys lideram a briga entre os concorrentes. Muse, Lily Allen e Oasis, entre outros, também estão em destaque nas categorias do evento – que são tantas que eu escolhi somente algumas para postar:

Best British Band (sponsored by Shockwaves)
Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian
Muse
Oasis

Best New Band (sponsored by USC)
The Big Pink
Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux

Best Live Band (sponsored by Tuborg)
Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures

Best Album (sponsored by HMV)
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’

Best Track (sponsored by NME Radio)
Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’
The Big Pink – ‘Dominos’

Best Video (sponsored by NME TV)
Arctic Monkeys – ‘Cornerstone ‘
Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
The Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’

Hero Of The Year
Beyoncé Knowles
Noel Gallagher
Rage Against The Machine
Matt Bellamy
Alex Turner

Villain Of The Year
Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell
Kanye West
Lady Gaga

Best Dressed
Lady Gaga
Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O

Worst Dressed
Lady Gaga
Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux

Worst Album
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady Gaga – ‘The Fame’
The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’
U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’

Worst Band
Green Day
Oasis
Jonas Brothers
Paramore
JLS

Best Album Artwork
Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘

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Pra ver toooooda a lista, é só ir direto na página da NME. E ah, eu vou respeitar muito a pessoa que conseguir ganhar da Lady Gaga na categoria Worst Dressed.

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Jan 20 2010

Clipe: The XX – VCR

Por Neto

Impossível não gostar daquela música, né? O melhor de tudo é que o vídeo – dirigido por Marcus Söderlund, responsável por clipes de Jens Lekman, Miike Snow e Sahara Hotnights, entre outros – mantem a vibe fofinha que a pequena preciosidade criada pelo The XX carrega desde o primeiro segundo.

Bem, a premiere do clipe ficou por conta da Pitchfork, que ainda não liberou o código embed do vídeo para postarmos aqui. Então é só dar uma passada por lá, ok?

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Jan 08 2010

Dani Arrais’ Jukebox (don’t touch my moleskine)

Por Neto

Na primeira edição de 2010 da nossa coluna Jukebox Weekly, temos o prazer de receber Daniela Arrais (@daniarrais). Dani (/íntimo), no auge de seus 26 aninhos, é jornalista da Folha Online e mantem o ótimo e recomendadíssimo blog don’t touch my moleskine – um dos melhores blogs para dara aquela desestressada e apreciar belas imagens, textos e vídeos que a autora oferece a seus fiéis leitores.

Foto roubada do site da Pix

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Música pra dançar! Por mais óbvio que isso seja, não é o que a gente costuma ouvir quando vai pra determinadas festas. A galera adora soltar a novidade que saiu na noite passada, menos porque ela é dançante, mais porque ela diz o quanto você é “antenado”. Tenho preguiça. Um set bom, pra mim, tem de ESG a Beyoncé, passando por Hot Chip, Madonna, Roxy Music e até Zizi Possi.

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
The XX, um hype que vale à pena! Fico com preguiça de acompanhar absolutamente tudo que é lançado, então baixo pouca novidade. Mas resolvi prestar atenção a essa banda e me surpreendi – o disco deles acabou sendo um dos mais tocados por aqui. Acho que 2009 foi um ano de lançamentos maravilhosos. Ouvi muito os novos discos de Cidadão Instigado, Céu, Arnaldo Antunes, Lucas Santtana, Lulina, Yo La Tengo, Bill Callahan, Sonic Youth, Passion Pit. E as velharias de sempre que eu amo, claro.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Olha, são muitos, viu? Neil Young, Velvet Underground, Cat Power, Bob Marley, David Bowie, João Gilberto, Lulu Santos, Miles Davis, Reginaldo Rossi, Patsy Cline, Nick Drake, Zezé di Camargo e Luciano, Rita Lee, Beatles, Rolling Stones, Silver Jews, Tim Maia, Tindersticks, Vinícius de Moraes, Yo La Tengo, Pulp, Belle and Sebastian, Chico e Caetano, Maria Bethânia, Luiz Melodia, John Coltrane, Hole. E com certeza esqueci de alguns…

Se você enchesse seu moleskine de letras de músicas (ou pedaços de letras), qual iria pra capa?
Nossa, muito difícil! Mas acho que fico com um trecho de “Powderfinger”, de Neil Young: Just think of me as one you’d never figure.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Hahaha. Olha meu Last.fm pra ver que eu não deleto nada! Ouço de tudo. Mas o que alguém poderia chamar de guilty pleasure é Zezé di Camargo e Luciano, que eu amo. Aliás, tô vendo agorinha “2 Filhos de Francisco”, pela sexta, sétima vez. E me acabo de chorar em todas… E olha que Mival ainda nem morreu!

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Dec 22 2009

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Alex Correa

O Neto começou o trabalho de listar álbuns e mais álbuns ontem, então continuo hoje. Segue:

15. Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz!

Três anos depois do lançamento-estouro de Fever To Tell, o Yeah Yeah Yeahs surpreendeu ao aparecer com um disco marcado pela presença de sintetizadores e com muito pouco da essência garage que, até então, havia marcado a carreira do grupo de Karen O. Com It’s Blitz, o som dosnova-iorquinos continuou delicioso, mas perdeu as origens que sempre deram destaque ao trio.

Escute: “Zero” e “Heads Will Roll”.

14. Juliette and the New Romantiques – Terra Incognita

Com nova banda, a atriz Juliette Lewis radicalizou ainda mais ao lançar Terra Incognita, disco com uma pegada progressiva que os Licks jamais a deixaram experimentar. Com a produção de Omar Rodríguez-Lopez, um dos fundadores do The Mars Volta, Lewis conseguiu alcançar um público que, por muito tempo, não acreditou no potencial musical de rostinhos conhecidos de Hollywood.

Escute: “Terra Incognita” e “All Is For Good”.

13. The Big Pink – A Brief History of Love

Apontado como um dos hypes de 2009 no ano passado, The Big Pink acabou não conquistando muitos fãs – pelo menos no Brasil – quando A Brief History of Love caiu na internet. Mesmo assim, o shoegaze moderno e convidativo (mas pouco inovador) da dupla serve como uma luva em dias chuvosos, noites obscuras e momentos introspectivos em geral.

Escute: “Too Young To Love” e “Dominos”.

12. The Gossip – Music For Men

Foi um barbudo estranho o contratado para cuidar da produção de Music For Men, com a proposta de sair da semi-mesmice que o Gossip provocou ao lançar três discos com poucas diferenças entre si. O barbudo em questão é ninguém menos que Rick Rubin, que teve a idéia de masterizar o disco em um volume acima dos padrões, gerando algumas distorções. Mesmo assim, as tendências punk do grupo conseguiram assumir uma forma mais digerível ao longo do disco – ou, se assim preferirem, mais pop. Aprovado.

Escute: “Heavy Cross” e “Spare Me From The Mold“.

11. Weezer – Raditude

Rivers Cuomo errou ao tentar, em 2007 e 2008, surpreender o público com dois discos solo. Mas, pra nossa sorte, algumas das músicas de pouco efeito de Cuomo acabaram por se tornar hits em potencial quando regravadas por todo o Weezer em Raditude, mais bem sucedido que o também recente Red Album. As canções são tão cativantes que até mamãe já canta junto.

Escute: “(If You’re Wondering if I Want You To) I Want You To” e “The Girl Got Hot”.

10. Sonic Youth – The Eternal

Quem ainda não se apaixonou pelo Sonic Youth só pode ter perdido todas as apresentações do grupo em terras tupiniquins (em 2000, 2005 e em 2009, no Planeta Terra Festival). Ver Kim Gordon exalando energia ao lado de seus quatro parceiros ao vivo é a prova real de que cada minuto de The Eternal precisa ser ouvido com atenção. A terceira idade já pode estar chegando pra eles, mas The Eternal não poderia soar mais juvenil e experimental.

Escute: “Sacred Trickster” e “Antenna”.

9. Kid CuDi – Man On The Moon: The End of The Day

Existem poucos artistas que, assim como Kanye West, tentam salvar o hip-hop de músicas fúteis e videoclipes com mulheres suadas e carros possantes – e Kid CuDi, com certeza, é um deles. Em seu primeiro disco, a aposta da BBC mesclou o ritmo das ruas, o electro das boates e o som dos adolescentes descolados. Destaque para os arranjos instrumentais do Ratatat, que deveriam ser mais frequentes.

Escute: “Pursuit of Happiness (feat. Ratatat and MGMT)” e “Make Her Say (feat. Kanye West and Common)”.

8. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum

É provável que o Kasabian seja uma das melhores bandas de rock da atualidade, título que, depois de Kasabian e Empire, ficou ainda mais consistente como lançamento de The West Rider Pauper Lunatic Asylum. Misturando suas vozes com menos frequência do que no último trabalho, Tom Meighan e Sergio Pizzorno ficaram mais obscuros, sentimentais e cativantes nesse novo registro.

Escute: “Fire” e “Vlad The Impaler”.

7. Dirty Projectors – Bitte Orca

No Brasil, pelo menos, o Dirty Projectors nunca recebeu tanto destaque quanto em Bitte Orca – e não é pra menos. O oitavo disco capitaneado por Dave Longstreth flerta mais com o pop do que seus antecessores, fazendo com que guitarras desafinadas e vozes não muito potentes sejam aceitas com mais facilidade pelo público. A produção é fina e limpa, enquanto as fofíssimas Angel Deradoorian e Amber Coffman dão o clima cute das composições.

Escute: “Cannibal Resource” e “Stillness Is The Move”.

6. The XX – The XX

Uma das melhores coisas que aprendemos em 2009 foi que um grupo de adolescentes recém-saídos do colégio não só pode fazer música, mas também consegue atingir uma maturidade sonora surpreendente e inspiradora logo em seu primeiro disco. Em pouco tempo de carreira, o The XX pode ter perdido um membro, mas ganhou o respeito de meio mundo. Introspecção e talento são com eles mesmos.

Escute: “Crystalised” e “Heart Skipped Beat”.

5. Arctic Monkeys – Humbug

Três anos e dois álbuns depois de seu debut, os Monkeys atingiram um nível de reconhecimento que garotos de Sheffield jamais imaginariam. Humbug prova que todas as fichas creditadas ao indie rock moleque da turma de Turner valeram a pena e que, hoje, refletem na criação de rock de gente grande. Uma salva de palmas para Josh Homme, que produziu o trabalho.

Escute: “Crying Lightning” e “Pretty Visitors”.

4. Florence and the Machine – Lungs

É verdade que a cena indie européia já está saturada de mocinhas com vozeirão de cantoras históricas, mas Florence Welsh conseguiu – e honrou – o espaço que conseguiu com seu álbum de estréia. Sua voz, ao invés de ficar em evidência, compartilha o plano de um apoteótico instrumental com piano, rock e orquestrações, já que egocentrismo feminino é muito last week.

Escute: “You’ve Got The Love” e “Kiss With a Fist”.

3. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix

A referência à música clássica pára em seu título, já que Wolfgang Amadeus Phoenix é, basicamente, uma das melhores crias da mistura de rock e sintetizadores da atualidade. Soando como garotos de escola, os caras do Phoenix (que já somam dez anos de carreira) fabricaram dez hits que descem bem em qualquer balada, pré-balada, pós-balada ou até mesmo quando você não tem planos para o final de semana.

Escute: “1901″ e “Lasso”.

2. Animal Collective – Merriweather Post Pavillion

Pode-se dizer que, depois do Radiohead e dos Strokes, o Animal Collective foi um dos grupos que mais influenciaram a criação de uma nova geração de músicos nessa década. Merriweather Post Pavillion veio para fechar com chave de ouro os anos 2000, inundado pelo experimentalismo rápido e inteligente que dominou toda a carreira dos caras. Ame-o ou odeie-o.

Escute: “My Girls” e “Brother Sport”.

1. Franz Ferdinand – Tonight: Franz Ferdinand

Um dos lançamentos mais esperados do ano veio cedo, em janeiro , então não faltou tempo para que todos nós ouvíssemos músicas como “Ulysses” e “No You Girls” centenas de vezes, sem enjoar. Em Tonight, o Franz Ferdinand teve a manha de compilar músicas que soam muito diferentes entre si, passando pelo indie rock de “Turn It On” até o momento psicodélico de “Lucid Dreams”. Um disco pra vida toda.

Escute: “No You Girls” e “Ulysses”.

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Dec 21 2009

Os 15 melhores álbuns internacionais de 2009, por Neto Rodrigues

Por Neto

Eu sei que todos já devem estar cansados dos zilhõõões de listas que apareceram por aí nos últimos dias, né? Muitas em virtude do fim da década, elegendo os melhores discos, os piores, as melhores músicas, as pessoas que arruinaram os últimos dez anos, os melhores clipes e por aí vai. E a contagem só aumenta quando você pensa que todos os exemplos, ou a grande maioria deles, podem ser feitos de forma “nacional” e “internacional”. Enfim, o que interessa é que, com a lista abaixo, procurei citar meus discos internacionais preferidos de 2009 – o que é sempre complicado porque é impossível agradar a todos e nem sempre as justificativas propostas são convincentes para alguns, que não aceitam que o disco X ou Y não tenha entrado na seleção final. Então, quando você se deparar com a listagem abaixo e não enxergar nada do Grizzly Bear ou do Animal Collective, lembre-se do seguinte comentário, postado pelo Eduardo Martinez num ótimo texto do Marcelo Costa: “E quem espera concordar com uma lista de cabo a rabo certamente acredita em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa”.

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15: Lily Allen – It’s Not Me, It’s You
Muita gente não curtiu a mudada de rumo que Lily deu em seu segundo CD. Depois do “pop-ska” de Alright, Still, Lily trocou o ritmo jamaicano por batidinhas eletrônicas e se deu muito bem. Se não teve todo o impacto de seu debut, pelo menos a cantora-que-não-sabe-a-hora-de-ficar-calada mostrou que pode transitar bem por várias vertentes do pop e que deveria repensar sua decisão de se afastar da música por um tempo.
Escute: “Who’d Have Known” e “Not Fair“.

fever ray

14: Fever Ray – Fever Ray
Sombrio, sexy e instigante – são alguns dos adjetivos que podemos dar ao projeto solo da vocalista do The Knife, a sueca Karin Dreijer Andersson. Com uma sonoridade que nos remete desde Portishead até o som de sua banda principal, o disco do Fever Ray se consolida como um dos melhores debuts do ano, contanto com paredes de sintetizadores e climatizações muito bem arranjadas.
Escute: “Seven” e “Triangle Walks“.

passion pit

13: Passion Pit – Manners
Depois de um celebrado EP – Chunk of change – o Passion Pit lançou seu primeiro LP, intitulado Manners, e mostrou que o hype às vezes acerta. A voz fina de Michael Angelakos é um dos trunfos do grupo, que aposta muito em arranjos e ritmos comandados principalmente por sintetizadores e pianos, com eficientes guitarras ocasionais.
Escute: “Sleepyhead” e “Little Secrets“.

tmv

12: The Mars Volta – Octahedron
Com “apenas” 50 minutos – o que é pouco para os padrões da banda -, o The Mars Volta concebeu o que os próprios integrantes chamaram de “o mais próximo de um álbum acústico que podemos fazer”. Os resultados foram músicas com uma calmaria que impressionou muitos fãs xiitas das guitarras e percussões poderosas que Cedric e Omar normalmente costumam disparar contra os ouvidos alheios. Mas, obviamente, Octahedron também tem seus momentos mais pesados e característicos da banda.
Escute: “Cotopaxi” e “Since We’ve Been Wrong“.

the-xx

11: The XX – XX
O quarteto londrino – que virou um trio recentemente – foi, provavelmente, a banda mais hypada de 2009. Fato que não é injusto, visto que o grupo fez um dos discos mais redondos do ano – é muito improvável alguém gostar de uma música específica do debut e não gostar do trabalho por inteiro. A leveza dos sintetizadores de xx somada aos discretos riffs de guitarras e aos vocais femininos e masculinos se intercalando fizeram o primeiro disco do trio inglês ganhar o 11° lugar da lista.
Escute: “Heart Skipped a Beat” e “Crystalised“.

the-pains-of-being-pure-at-heart

10: The Pains Of Being Pure At Heart – The Pains Of Being Pure At Heart
A melhor (e única, talvez??) mistura de dream pop com shoegaze surgida nos últimos anos! A banda nova-iorquina formada dois anos atrás lançou seu debut em 2009 e conquistou vários fãs com uma sonoridade que pega influências desde The Cure até My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain. Alguns meses depois de ter lançado seu debut, o quarteto americano ainda teve fôlego pra lançar um EP, o ótimo Higher Than The Stars.
Escute: “Stay Alive” e “Young Adult Friction“.

gossip

09. Gossip – Music For Men
O trio que ficou conhecido pelos discos crus e energéticos resolveu lançar mão do pop nesse novo trabalho – e o fez com muita competência, diga-se de passagem! Beth Ditto, a cantora mais huuuuuuuge de que se tem notícia, teve a ideia de acalmar um pouco a sonoridade da banda e surgiu com um CD redondinho que mistura rock, pop, garage e uma atmosfera dance bem surpreendente e agradável.
Escute: “Heavy Cross” e “Four Letter Word“.

wolfmother

08. Wolfmother – Cosmic Egg
Apesar do título horrendo, Cosmic Egg é um dos melhores lançamentos do ano para quem é fã de hard rock misturado com muitas, mas muitas guitarras pesadas jimmypagianas. Mas, no meio de tanto barulho, ainda podem ser encontradas baladas interessantes. Enfim, um disco de rock basicamente completo, com instrumental bem executado e a voz de Andrew Stockdale soando mais impressionante do que nunca.
Escute: “New Moon Rising” e “10.000 Feet“.

koc

07. Kings of Convenience – Declaration of Dependence
Aqui a tranquilidade e a calmaria reinam de forma absoluta. O duo norueguês de indie folk crava 100% de acerto em sua carreira que conta com 3 maravilhosos discos. Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe se declaram dependentes (sacaram?) um do outro produzindo lindas melodias que soariam vazias e até mesmo sem sentido caso um não existisse na vida do outro. Que bonito, não?
Escute: “Boat Behind” e “Me In You“.

sy

06. Sonic Youth – The Eternal
Não dá pra fugir muito do clichê no caso do Sonic: décimo sexto disco na carreira dos cinquentões (a maioria da banda) e soa como se estivessem fazendo seu primeiro álbum, na longíqua década de 80, tentando experimentações não usuais e afinando suas guitarras da forma mais inusitada possível – isso tudo culminando em um dos melhores shows que o Brasil viu em 2009.
Escute: “No Way” e “What We Know“.

tcv

05. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures
Reunir John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme não poderia dar em outra, né? Discão pesado e consistente, como há tempos não se via. Mais de uma hora de muita porrada com as guitarras stoner de Homme, que canta em todas as 13 faixas. A cozinha do trio é de dispensar comentários – Grohl voltando aos seus áureos tempos de Nirvana e Paul Jones empunhando seu baixo que tanto barulho fez na década de 70.
Escute: “Mind Eraser, No Chaser” e “Gunman“.

phoenix

04. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix
Um CD que começa com o trio de músicas “Lisztomania”, “1901″ e “Fences” deveria estar, automaticamente, em qualquer lista de melhores de 2009 que se preze. Em seu quarto trabalho, o Phoenix conquistou os ouvintes não familiarizados com sua música, foi em todos os talk-shows possíveis, gravaram para o Blogotheque e lotaram apresentações em todo o mundo – menos no Brasil, que esqueceu de trazer o grupo em seu melhor ano.
Escute: “1901” e “Lisztomania“.

Kasabian

03. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum
Depois de um razoável segundo disco, o Kasabian surpreendeu muita gente (eu, inclusive) com uma mistura muito convincente de britpop, psicodelia, Beatles, Stones e outros marcos da música inglesa. A faixa “Fast fuse” entrou até para a trilha sonora do game Fifa 09′, enquanto “Underdog” foi tema de uma propaganda da Sony que teve a participação de Kaká.
Escute: “Fire” e “Underdog“.

ff

02. Franz Ferdinand – Tonight
Um CD que começa com Alex Kapranos dizendo que está entediado e te chamando pra ficar chapado não tem como ser ruim. Aí vem uma dezena de músicas que mostram que o quarteto inglês quer te levar para a pista de dança a qualquer custo. Ou você acha que toda aquela viagem psicodélica de “Lucid Dreams” está ali à toa? E que venha março de 2010!
Escute: “Turn it on” e “Ulysses“.

AM

01. Arctic Monkeys – Humbug
Muita gente achou que Josh Homme foi o culpado pela “seriedade” que os Monkeys apresentaram em seu terceiro disco. Já eu prefiro dizer que ele foi UM dos responsáveis pela incrível evolução dos moleques de Sheffield. Humbug é visivelmente mais pensado e trabalhado do que os álbuns anteriores e mostrou que o quarteto conta com pelo menos dois grandes instrumentistas: o batera Matt Helders e, é claro, Alex Turner, que não só canta e toca com precisão exemplar, como também se mostra um dos bons letristas dos anos 00′.
Escute: “Crying lightning” e “Cornerstone“.

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Dec 09 2009

The XX tocam “Crystalised” acústica em Amsterdã

Na semana passada nós postamos os vídeos do Phoenix tocando algumas músicas acústicas pelas ruas de Paris, vocês chegaram a ver? A produção foi assinada pelo La Blogotheque, da França, que possui vários primos espalhados pelo mundo: No Brasil, por exemplo, é o Música de Bolso que grava e divulga vídeos de artistas nacionais tocando músicas de forma alternativa. Acontece que, pra minha surpresa, a capital holandesa também tem um projeto audiovisual do gênero – chama-se Amsterdam Acoustics, que já gravou com Passion Pit, Peter, Bjorn and John e até Eagles of Death Metal. Mesmo assim, não são nenhum desses que chamaram a minha atenção: Em julho desse ano, o AA levou Romy Madley Croft e Oliver Sim, do sempre ascendente The XX, para gravar uma versão acústica de “Crystalised” em um dos cartões postais da cidade. Já assisti umas dez vezes:

Via Lalai.

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Nov 27 2009

“Insects”, nova do The XX

Sabem as listas de final de ano que aparecem por toda a blogosfera mundial? Então, o Move também vai aparecer com uma dessas no mês que vem e já me antecipo a dizer que o debut do The XX (The xx? The Xx?), uma das maiores surpresas do ano, vai marcar presença nela.

the xx

A moça da esquerda saiu da banda e, nesse exato momento, deve estar tomando todas em um bar qualquer para se consolar pelos rios de dinheiro que vai deixar de ganhar

Hoje, o trio de adolescentes londrinos se prepara para lançar o single de “VCR”, e seu b-side já caiu na web. “Insects”, o lado B inédito, tem cerca de dois minutos de duração e, como pode-se esperar de uma “sobra das gravações”, está um pouco aquém da média de qualidade de XX, o disco. Ok, eu sei que você vai baixá-la independente do que eu falar aqui, então dá um pulo mediafire.

Vi no twitter do @sleeptalk.

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Nov 13 2009

The xx perde integrante

Por Neto

the xx

E uma das bandas mais hypadas de 2009 teve sua primeira baixa: o The xx perdeu sua guitarrista/tecladista Baria Qureshi – aquela que ficava à direita do palco, meio “apagadinha”. Na noite do último dia 11, na cidade de Nova York, a banda se apresentou apenas com três integrantes e os rumores que Baria sairia da banda foram confirmados pouco tempo depois, por representantes da gravadora do grupo.

O The xx, que já havia mostrado sinais de exaustão no mês passado, quando cancelou alguns de seus shows, agora é um trio – e terá que enfrentar uma agenda lotada até março de 2010, como parte da divulgação de seu ótimo debut, lançado em agosto.

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Oct 28 2009

Clipe: Florence and the Machine vs. The XX – You’ve Got The Love

Você já deve conhecer o remix do XX pra “You’ve Got The Love”, da Florence Welsh, que eu fiz questão de incluir na última mixtape do Move. A edição dos jovenzitos ficou espacial, relaxante e, como podia-se esperar, maravilhosamente memorável. O clipe, divulgado hoje no canal da Island Records no YouTube, seguiu a mesma vibe, com o PLUS de um clima de filme erótico:

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Oct 23 2009

The xx – xx

Por Neto

xx

O hype, por mais abrangente e descriterioso que seja, as vezes funciona. Prova disso é o quarteto londrino The xx. Sofrendo quase uma superexposição em blogs e sites especializados em 2009, a banda superou expectativas e mostrou, com seu debut auto-intitulado, que misturar tímidas guitarras limpas com uma climática à la post-punk e ainda sintetizadores sutis pode render ótimos resultados – e elogios, consequentemente.

Os primeiros 15 minutos de xx são simplesmente fantásticos – desde a introdução instrumental de “Intro” (dã), até a faixa “Heart skipped a beat”, passando ainda pelas lindas “Islands” e “Crystalised” (candidatas a entrarem para as listinhas de melhores músicas do ano, possivelmente). As 6 faixas restantes, mesmo não soando tão incríveis (com exceção da ótima “Basic space”), mantêm bem o alto nível iniciado no disco.

Em um ano em que debuts impactantes não foram tão comuns (existiu algum, pra falar a verdade?), se destaca uma banda formada por 4 jovens britânicos de 20 anos que não vieram para revolucionar nem para criar um novo estilo dentro da música, mas sim para fazer músicas gostosas de serem ouvidas, soando agradáveis e originais ao mesmo tempo.

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Oct 19 2009

Mix That Jukebox #4

mix that jukebox #4

(Download) Lado A:

1. Lenny Kravitz – Let Love Rule (Justice Remix)
Single – Nova York/Paris

2. Sea Wolf – The Violet Hour
New Moon Soundtrack – California

3. Numismata e Kassin – O Inferno e um Pouco Mais
Chorume – São Paulo, SP

4. Florence and the Machine vs. The XX – You’ve Got The Love
Single – Londres

5. Asobi Seksu – Transparence
Transparence EP – Nova York

6. Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta – Aquela Dança
Frascos, Comprimidos, Compressas – Salvador, Bahia

7. Joe Lean and the Jing Jang Jong – One Women
Single – Londres

(Download) Lado B - Raridades, b-sides e live tracks de bandas que serviram (e servirão, possivelmente) de influência para gerações seguintes:

1. Klaxons – Hall of Records (2006)
Criando o termo  “new rave” (que mais tarde foi recusado pelos próprios), a banda estimulou uma série de novos artistas que seguiram suas mesmas vertentes. “Hall of Records” é b-side do single Magick.

2. Kraftwerk – Numbers (Live Remix at San Francisco) (2005)
Os alemães inauguraram os sintetizadores e espalharam a cultura de electro por todos os continentes. A música faz parte do live album Minimum-Maximum.

3. CSS e Supla – Fuck of Rock (2005)
Consagrando-se no exterior antes mesmo de se eternizar no Brasil, o CSS mostrou aos artistas brasileiros que é possível buscar uma nova forma de atingir o sucesso. Deu certo, afinal. “Fuck Off Rock” está no EP CSS SUXXX.

4. Radiohead – Gagging Order (2004)
Em 2007, com o In Rainbows, o Radiohead divulgou uma nova forma de distribuir música – o sistema pay-what-you-want. Além do mais, não é todo o dia que se encontra um Ok Computer por aí. A faixa escolhida é do COM LAG.

5. Chico Science e Nação Zumbi – Cidade (1994)
Em 1994 surgiu o Da Lama ao Caos, álbum que marcou o início do movimento manguebeat. “Cidade”, a única música não-rara da nossa mixtape, estava lá.

6. Los Hermanos – Lisbela (?)
Nossos hermanos mudaram a forma de se ouvir música no Brasil ao misturar MPB com pop-rock, samba com jazz, democratizando todos esses gêneros. Fenomenal, como a maioria de vocês já sabe. “Lisbela” foi originalmente escrita por Caetano Veloso e nunca foi lançada oficialmente.

7. The Beatles – Komm, Gib Mir Deine Hand (1964)
E precisa explicar o motivo do fab-four estar nessa mixtape? “Komm, Gib Mir Deine Hand” é a versão em alemão de “I Want To Hold Your Hand”, relançada em 2009 na coletânea Past Masters.

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