10 ago 2011

Clipe: Aloe Blacc – Tonight Downtown (exclusivo para a Tanqueray)

Por  @9:52

A Tanqueray requisitou ninguém menos que o talentoso Aloe Blacc para sua mais nova campanha, nomeada “Tonight”. O soul singer e sua banda gravaram a faixa “Tonight Downtown” exclusivamente para a marca, e o vídeo foi rodado no The Green Building, Brooklyn, Nova York. Interessante experiência publicitária/cinematográfica/musical.

30 mar 2010

Franz Ferdinand no Marina Hall, em Brasília – 21.03.10

Por  @14:55

A expectativa para quem vai assistir a um show do Franz Ferdinand é sempre alta. Argumentos para defender a tese de que “O Franz é a melhor banda de indie rock ao vivo” nunca faltaram – e uma turnê como essa, pós Tonight Franz Ferdinand, só realimentou todo esse saudosismo.

O Marina Hall, espaço que sediou o show do Franz em Brasília, não estava lotado. Centenas de fãs se amontoaram à frente do palco, mas os interessados em dançar ou apreciar o espetáculo de longe contavam com um vão espaçoso no fundo do salão.

Era essa a situação do Marina Hall desde a rápida e carismática apresentação do The Pro, a banda de abertura. Não tinha como não se deixar contagiar pela empolgação dos brasilienses no palco, que conduziram um show repleto de referências e saudações ao Franz, conquistando, sem dúvida, visibilidade e público certo para futuras apresentações pelo país.

O show da noite começa com toleráveis 20 minutos de atraso e logo de início desenterra “Auf Achse”, canção histórica do primeiro disco dos escoceses. Aliás, tendo em vista o propósito da turnê de promoção do Tonight, foi curioso perceber que, das 20 músicas que integraram o setlist, 9 vinham do álbum de estréia da banda (Franz Ferdinand, lançado em 2004) – dele, só “Cheating On You” e “Come On Home” ficaram de fora.

Um Kapranos radiante conduz a apresentação quase sem pausas. “No You Girls” foi a segunda da noite. A resposta dos fãs vinha de duas formas: se não era o coro dos mais obcecados na parte de frente da platéia, eram as dancinhas empolgadas dos que se acomodaram ao redor do salão que lançavam estímulos à banda no palco. Em sequência, “What She Came For” e “Take Me Out”, para muitos o combo da noite, foram entoadas como hinos – tanto pelo Franz quanto pelos fãs. “Ulysses” e “Turn It On”, que também vieram juntas no set, finalizaram a primeira parte da apresentação, hora ou outra interrompidas por um caloroso e improvisado “Vamos fazer barulho, Brasil”, de Kapranos. Aquele era o Franz demonstrando o seu poder avassalador de transformar shows em festas intimistas – a de Brasília acompanhada de uma histeria coletiva que, por um momento, parecia não ter fim.

Mas é imediatamente antes do encore que o show chega ao seu ápice. Antes de sair, todos os integrantes deixam seus instrumentos e posicionam tambores de bateria na frente do palco. Eis que uma rápida melodia de percussão, com sons tímidos de sintetizadores ao fundo, começa a tomar conta do salão.

Entregues aos tambores como se aquele fosse o último movimento da noite, o Franz Ferdinand se mostra uma banda tão potente quanto sinérgica. A sintonia musical e a forma como os quatro conduzem as baquetas, numa pegada visceral e constante, também motivou uma resposta dupla da platéia: parte dos presentes não encontraram reação e permaneceram boquiabertos; a outra parte pulava e dançava como se não houvesse amanhã. Nada de microfones, mas os mais atentos conseguiram ouvir os gritos naturais de Kapranos, que após uns sete minutos incansáveis de bateria, joga as baquetas para o ar, declama um cansado “Obrigado” e sai de palco com seus parceiros.

O retorno é rápido. A primeira música pós-encore é “Jacqueline”, momento em que não era preciso olhar muito longe para ver fãs imersos em lágrimas. “Michael”, “Darts of Pleasure” e “40 Feet” dão o tom de festa para o fim que se aproxima com os mais de sete minutos de “Lucid Dreams” – que, ao vivo, são memoráveis. A música passa por todas as suas nuances de forma primorosa e é executada com cuidado, numa perfeição técnica que chega a incomodar de tão improvável (para o fim de uma apresentação).

E demonstrando ainda mais apreço a percussão, a noite de fato termina com Paul Thomson disparando o seu solo retumbante de bateria. É o típico momento que ecoa na cabeça horas depois do show e faz lembrar do que te apontaram quando você pensava em comprar o ingresso: ok, o Franz Ferdinand talvez seja o responsável pela melhor performance ao vivo da história deste novo rock.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado ao indie nacional no Portal MTV, o Indiescópio.

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2 jul 2009

Clipe: Franz Ferdinand – Can’t Stop Feeling

Por  @19:00

O Franz Ferdinand disponibilizou um widget bonitinho pra divulgação de ‘Can’t Stop Feeling’, seu novo clipe. A música soa melhor do que já era com um vídeo tão bom assim:

7 mar 2009

Tonight: Franz Ferdinand

Por  @17:11

Nota: 4,6/5

Em seu primeiro CD, se ouviu um rock strokeano que, sem pomposidade alguma, eternizou o Francisco Ferdinando da música. No álbum seguinte, a experiência da banda parecia suficiente para repaginar o estilo de ‘This Fire’, ‘Take Me Out’ e suas companheiras, dando origem a composições mais complexas como ‘The Fallen’, ‘I’m Your Villain’ e a mais uma dúzia de canções, frutos de um trabalho com mais foco e, talvez, com um pouco mais de capricho do que o realizado anteriormente.

Agora, lançando seu terceiro álbum de estúdio, o Franz Ferdinand já não é formado pelo mesmos jovenzitos que, em 2004, conseguiram um selo para mostrar ao mundo as composições que haviam escrito despretensiosamente – daqui pra frente, Alex, Nick, Bob e Paul são o que podemos chamar de “gente grande de verdade”, e a data de nascimento de cada um deles nem está em questão aqui.

Dando passos cada vez mais largos (e que, ao mesmo tempo, não são maiores que suas próprias pernas), o Franz se mostrou apto, mais uma vez, para gravar um outro baú de hits inéditos. Com mais sintetizadores e distorções do que nunca, a Domino Records nos deu o single ‘Ulysses’ uma semana antes do lançamento oficial de Tonight, que já agradava quem teve a oportunidade de conferi-lo ao vivo, nos primeiros shows do grupo em 2009.

Dentro do álbum, a música ganhou uma edição diferente da do single, com uma dose de experimentalismo inédita para a banda; dessa vez, os versos de Kapranos parecem se desencontrar dos acordes da guitarra de Nick, enquanto Thompson, na bateria, não parece se importar com o que o vocalista tem a dizer. O resultado final é, positivamente, incomparável a tudo que já ouvi.

‘Turn It On’, faixa seguinte, pega carona na energia de sua antecessora e a divide com as gravações mais aceleradas, que representam a maior parte do tracklist. Por mais que sejam rápidas e energizantes, as músicas de Tonight se dividem entre a leveza do entardecer e a beleza caótica de uma tempestade de raios, se me permitem ser um pouco metafórico. Estes raios pegam a longa ‘Lucid Dreams’ em cheio, que cede espaço a influências dos Chemical Brothers e acaba por se converter às raízes da música eletrônica em sua segunda metade.

Os Ferdinandos têm a receita perfeita para misturar caos e calmaria, paz e guerra, passividade e agressividade. Assim foi formado Tonight, que faz você querer ouvi-lo nessa noite, na próxima e na próxima. Em certos momentos, o ritmo toma proporções tão agudas de frenesi que te faz pensar que não sobra mais nenhum segundo de relaxamento. E é exatamente com essa intenção que o Franz Ferdinand te pega de surpresa nas últimas músicas do CD, ‘Dream Again’ e no pequeno romance ‘Katherine Kiss Me’, uma mistura de versos carinhosos, cordas acústicas e um piano memorável ao fundo.

Por Alex Correa