8 abr 2010

Urbanaque e OEsquema lançam coletâneas com artistas brasileiros

Por Neto Rodrigues @14:53

A graça de se fazer uma mixtape ou uma coletânea é poder ter a liberdade de misturar músicas, gêneros e artistas que talvez nunca tenham a oportunidade de integrar o mesmo espaço. É poder brincar com a ordem das faixas e até mesmo com o formato de gravação, seja ele acústico, plugado, um cover, etc. Por isso mesmo, sempre tentamos trazer a maior variação de bandas, estilos e temas possíveis em nossas mixtapes quinzenais.

Falei isso para introduzir duas novas e excelentes iniciativas que nossos amigos do Urbanaque e d’OEsquema tiveram. O primeiro postou há alguns dias os dois primeiros – de muitos, quem sabe? – volumes da Urbanaque Sessions. O primeiro pacote conta com 14 músicas, já no segundo você encontra 16 faixas, que foram todas gravadas durante o ano passado e mostram vários artistas da “nova safra de talentos brasileiros”. Tem desde Nevilton mandando Chico Buarque até Black Drawing Chalks fazendo cover de Eagles of Death Metal, com a música “I Want You So Hard”.

Tá tudo lá no site do Urbanaque. Fácil, fácil de ser baixado. Então corre que você ainda pega a improvável – mas eficiente, até – versão de “Whole Lotta Love”, clássico do Led, pelo Madame Saatan.

Já o pessoal d’OEsquema lançou mão de uma coletânea que conta com vários nomes brasileiros fazendo versões bem intimistas e simplificadas de suas músicas. Tá tudo bem explicadinho aqui, pelo Bruno, e aqui, pelo Matias.

O projeto pensado pela dupla veio com o nome de OViolão e já tem sua primeira edição pronta para ser baixada. Nela, você encontrará artistas como Curumin, CéU, Lulina, João Brasil, Do Amor e Nina Becker, entre outros. E pra fazer o download é muito fácil. Ou vai falar que você não tem o URBe nem o Trabalho Sujo na sua leitura diária? Não? Bem, azar o seu.

11 fev 2010

Bruno Natal’s Jukebox (URBe)

Por Neto Rodrigues @15:35

Finalmente um representante d’O Esquema aparecendo por aqui! Editor do excelente URBe (@URBe), Bruno Natal, entre outras coisas, foi o produtor e diretor do premiado documentário Dub Echoes, que mostra as origens, influências e evoluções do ritmo jamaicano com o passar dos anos. Muito simpático, Bruno se dispôs prontamente a nos contar um pouco sobre sua bagagem musical:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Darwin Deez. Conheci na coluna mais hype do planeta, New Band Of The Day, do Guardian. A banda foi a 690ª a aparecer por lá.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Uia…Um só? Não sei, não… Bob Marley sempre esteve por perto, atravessando várias fases. Talvez tenha sido o mais resistente.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Já faz um tempão que praticamente toda vez que boto som, toco o remix do Soulwax de “Gravitys’ Rainbow”, do Klaxons.

Quais documentários musicais recentes você indicaria pra alguém que não tenha muito conhecimento na área?
Bom, se consideramos 2006 recente (antigamente era, agora semana passada é uma eternidade…), dia desses finalmente assisti The Devil And Daniel Johnston, de Jeff Feuerzeig, e é espetacular. Um lindo retrato de um artista complexo e pop ao mesmo tempo.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
São várias! Hahaha! Outro dia rolou um revival do “II”, do Boyz 2 Men. Lembra demais as festinhas furadas do meu intercâmbio. Tem também o primeiro disco do Counting Crows, August And Everything After, da mesma época, que a cada 5 anos ressurge.