O melhor show da vida de muita gente, no Rio de Janeiro

Ontem (30) aconteceu aqui no Rio o show do trio inglês Muse, que fez um show de encher os olhos e levou um Vivo Rio quase lotado a loucura. A abertura foi feita por Jay Vaquer, um músico carioca que faz um pop rock que agradou pouca gente no local. A surpresa foi a educação do público, que evitou vaias e por diversas vezes chegou a aplaudir o músico, que mais tarde agradeceu “por ser bem recebido”. O mais curioso foi observar que as pessoas do meu lado esquerdo se divertiram durante o show do rapaz jogando adedanha.
Talvez tentando compensar pela boa educação da platéia, os organizadores do evento foram extremamente arrogantes com Jay, entrando no palco e dando fim ao show de uma hora para outra. É claro que grande parte do público vibrou demasiadamente quando o show do rapaz finalmente acabou, já que isso significava que a apresentação do Muse ficava cada vez mais próxima, mas deu pra notar que muitos ficaram com um certo dó do carioca.
A atração principal da noite começou seu show quase uma hora depois do programado, e as vaias que foram guardadas durante o show de Jay Vaquer se desprenderam das gargantas para atingir a produção do evento. É claro que tudo isso foi compensado com o show que estaria por vir – e, meu deus, que show. O que muito me chamou atenção foram as dedicadas fãs dos ingleses na porta do Vivo Rio, antes mesmo do show começar, que saíram distribuindo papéis rigorosamente picados em quadradinhos para todos da fila – que seriam arremessados mais tarde, em Feeling Good, mais ou menos como aconteceu no show do Chile. A abertura ficou por conta de Knights of Cydonia que, na minha opinião, é simplesmente perfeita para tal papel. A histeria continuou na próxima música, que não coincidentemente tem esse nome: Hysteria. Dead Star, que até hoje só foi lançada numa versão ao vivo na coletânea Hullaballo, foi interpretada de um modo diferente e com pitadas mais eletrônicas do que aquela que foi lançada em 2002, mas tal versão já estava sendo apresentada nos shows a tempos.
O show parou na ma-ra-vi-lho-sa Plug In Baby, quando gigantes balões brancos distraíram o público enquanto Matt, Dom e Chris saiam do palco sem serem muito notados – e, até tal momento, Matthew já havia arriscado um “Muito Obrigado” (em português mesmo) e tocado várias mini-canções super inusitadas em seu piano, incluindo Jazz e uma clássica Bossa Nova.

Os tais balões brancos (que, diga-se de passagem, soltavam um ar super refrescante quando estourados)
Não demorou muito para que a apresentação fosse retomada, logo depois de gritos de “Olê, olê, olê, olê! Musê, Musê!”, e Dominic logo entrou com uma bandeira do Brasil amarrada ao pescoço e usando uma simpática cartola verde – que por um momento me fez confundir a homenagem ao nosso país com uma forma de lembrar-nos da Irlanda. Dessa vez, toda a energia do trio foi depositada em Stockholm Syndrome, uma das canções mais populares do grupo. O melhor show da vida de muita gente (inclusive o da minha) foi finalizado com Take a Bow, uma das minhas preferidas – pena que eu já estava sem fôlego e tive que sair da grade da pista normal pra tomar um pouco d’água. A finalização contou com jatos de fumaça que estavam localizados na frente do palco e que já haviam aparecido em Butterflies & Hurricanes, um pouco mais cedo. O resultado final foi- quase literalmente – de matar.
O setlist final foi:
Knights of Cydonia
Hysteria
Dead Star
Map of the Problematiqué
Supermassive Blackhole
Butterflies and Hurricanes
Sunburn
Feeling Good
Bass Jam
Invincible
New Born
Starlight
Time is Running Out
Plug In Baby
Stockholm Syndrome
Take a Bow
Autor: Alex Correa













