No último sábado rolou o charmoso e quente M/E/C/A/Festival, num hotel fazenda bem perto da capital gaúcha. Lá, se reuniram bandas do porte de CSS, The Rapture e Mayer Hawthorne, entre outros, formando um line-up tudo a ver com o sol do verão sulista e com o público bem aparentado. Foram reunidas 5 mil pessoas, que curtiram uma dezena de horas de música non-stop.
O festão foi todo transmitido ao vivo pelo Youtube pros que não conseguiram descer o mapa e curtir o festival. A boa da vez é que o vídeo está, na íntegra, no player abaixo! Abra a janela, coloque seu óculos de sol, pegue aquela cerveja no freezer e se estique todo no sofá pra ver as apresentações.
E já vá juntando grana pra não perder a edição 2013.
O M/E/C/A/Festival você já conhece. Rola no litoral gaúcho, pertinho de Porto Alegre, no dia 28 de janeiro. E a edição 2012 – com Rapture, CSS, Breakbot e Mayer Hawthorne, entre outros – tá vindo com tudo, cheio de atrações que têm tudo pra fazer o festival desse ano ser tão memorável como o de 2011.
Pra começar, vamos repassar o line-up oficial: infelizmente, o desfalque vai ficar por conta das meninas do Boy, que não trarão seu indie pop ensolarado que ia casar perfeitamente com o clima do M/E/C/A. Por outro lado, Wannabe Jalva e The Twelves reforçam o time representando, juntamente com o CSS, a galera nacional em cima do palco.
Quem também curte aproveitar as experiências off music não vai ter do que reclamar. Os parceiros e patrocionadores do festival estão armando atividades de todos os tipos e tamanhos pro pessoal se divertir e ter o que fazer durante todo o evento. Desde distribuição de zines e brindes até cabelereiros renomados dispostos a dar um trato no look do pessoal, passando ainda por discotecagens imperdíveis, street art e customização de garrafas metálicas exclusivas. Tudo isso pra quem for ao M/E/C/A. Mas tá difícil? O mês nem acabou e o salário já era? Calma, que a gente não vai deixar você na mão:
Já tenho compromisso pro dia 28 de janeiro. Vou ao @mecafestival com o ingresso que o @movethatjukebox vai me arrumar http://kingo.to/XXU
Como sempre, o Sorteie.me vai indicar pra gente os ganhadores. Temos, veja bem, DOIS PARES DE ENTRADAS. E os nomes dos dois sortudos serão revelados no comecinho da tarde da próxima terça-feira, dia 24.
Boa sorte e, por via das dúvidas, já vai separando o protetor solar e os óculos escuros pra curtir os shows imperdíveis do festival. Pra quem quiser mais informações, como preços de ingressos e localização, dá um pulo no site do M/E/C/A. Tá tudo lá.
A “falta de rumo” pode ser uma destruidora de discos. Encaixar vários riffs, viradas, estilos e ritmos numa mesma faixa ou álbum, sem muita ideia do que deve dar certo, é arriscado e pode deixar a banda sem identidade e com uma vibe esquizofrênica. Mas é justamente esse “desleixo às avessas” com os padrões que torna o som inclassificável do Wannabe Jalva tão vibrante e viciante.
Welcome To Jalva, mezzo disco de estreia, mezzo EP do quarteto gaúcho, contém 7 faixas produzidas pela própria banda, no esquema home studio, e masterizadas por Brian Lucey, responsável por algumas das músicas de Brothers, último álbum do The Black Keys. E dos 7 temas do disquinho, 3 já eram conhecidos pelos fãs: “Follow It”, “Come And Go” e “Phone Call”.
Se até hoje você ainda não tirou meia hora do seu dia pra ouvir um dos melhores lançamentos nacionais do ano até agora, se não o melhor, do yourself a favour e corra pro Facebook do Wannabe Jalva pra ouvir o sensacional EP-que-é-praticamente-um-disco-ou-vice-versa Welcome to Jalva.
É sexta e o Move traz boas notícias! Amanhecemos com um e-mail inesperado do Wannabe Jalva sobre o lançamento de seu primeiro álbum. Welcome to Jalva, que ontem foi distribuído na faixa via Bluetooth para quem foi conferir o Twin Shadow no Estúdio Emme, acaba de dar as caras para ser ouvido via streaming, na íntegra, pela página da banda no Facebook.
Sair do interior de Minas Gerais pra passar dois dias no sul do país “só” pra ir a um festival de música com bandas não lá muito conhecidas não era uma ideia das mais práticas – ainda mais sendo a primeira edição do M/E/C/A/Festival. Mas com boa organização, som de qualidade, público interessado – e interessante -, e bandas escolhidas a dedo pra se encaixarem como luvas na proposta e programação do evento, o calendário brasileiro acaba de ganhar uma ótima opção para seus verões – e que faz compensar toda a correria de um bate-e-volta de fim de semana pra quem mora longe do litoral gaúcho.
Era uma tarde das quentes em Xangri-Lá, cidade litorânea a 130km de Porto Alegre, quando o Wannabe Jalva, provalmente se apresentando pela primeira vez para a maioria dos ali presentes, subiu ao palco – e com apenas 3 músicas oficialmente lançadas, mandou um set encorpado, curto e lotado de váriações rítmicas que despertaram a atenção do tímido pessoal que começava a chegar ao M/E/C/A/Festival. As influências passeavam com velocidade impressionante entre Arctic Monkeys, Passion Pit, Yeasayer e Holger. Com o sol ainda batendo forte nos wayfarers facilmente avistados, a banda se despediu sob aplausos e deixou a sensação de que, daqui um ano quem sabe, ela pode estar entre as atrações que fecham o festival – e potencial pra isso não falta.
Com muita gente ainda dispersa pelo local, sentada na grama e curtindo uma Heineken gelada, os curitibanos do Rosie And Me empunharam seus instrumentos e surpreenderam praticamente 100% das pessoas que não os conheciam. Bastava uma simples olhada ao redor pra perceber que grande parte dos narizes desconfiados apontavam pro palco, mirando aquela mistura fofa de folk e pop. Se a surpresa – e o sorriso – já era evidente no rosto de muita gente, encantada com melodias suaves e com a timidez quase que ensaiada da vocalista Rosanne Machado, veio um dos momentos mais improváveis e memoráveis da noite: “Ready For The Floor”, hit electro rock do Hot Chip, foi submetido a uma mudança na qual os sintetizadores foram substituidos por violões e banjo! Junto com o Wannabe Jalva, tá aí mais uma banda que leva boa parte das minhas fichas no quesito “Aposta Nacional 2011″.
Depois de duas apresentações de “aquecimento de luxo”, era a hora da indiezada que já começava a lotar o local soltar o gogó. O Copacabana Club entrou com vários hits na manga – e não teve dó de descartá-los durante sua apresentação, que ainda contou com músicas inéditas e que virão no debut da banda, intitulado Tropical Splash. Divertido, animado, rápido e com todo o mundo entoando “Just Do It”, maior sucesso dos curitibanos. Esse foi – como esperado – o Copas, que ainda teve sua vocalista, Caca V, fazendo DJ set cheio de altos e baixos no domingo, na plataforma de Atlântica, como parte do M/E/C/A Land.
Finalmente, era hora de um dos shows mais comentados de 2010 mostrar que era tudo isso, de fato. Vindo lá da Irlanda, o trio – e quarteto quando ao vivo – Two Door Cinema Club chegou chutando a porta (não literamente, gente), falou (bem) pouco, tocou muito e saiu ovacionado pelo lotado Indie Stage – merecidamente. Com músicas que fazem geral dançar há mais de um ano nas baladinhas indies, a banda enfileirou hits certeiros com confiança e precisão de gente grande.
No setlist, baseado total e obviamente no debut Tourist History, ainda couberam faixas que ficaram de fora da estreia, como o ótimo b-side “Costume Party”. Mandando um de seus hinos (hehe) logo de cara, “Undercover Martyn”, o TDCC soube segurar toda a apresentação, que culminou em um uníssono nos refrões de “I Can Talk” daqueles quem fazem você se lembrar e se perguntar: “Quando vai ter isso de novo?” Showzaço!
Com a cabeça ainda atordoada e tentando registrar o que tinha sido o show anterior, veio o Vampire Weekend pra fechar com responsa o line-up caprichado de bandas do festival. Ezra Koening, destaque óbvio e líder do quarteto novaiorquino, era só sorrisos e nem parecia se importar que sua banda, debutando em solo nacional, era headliner de um festival que também fazia sua estreia naquela noite. Com um batera fundamental e que se sacolejava como se não houvesse amanhã, o Vampire superou expectativas e não desperdiçou sequer um minuto enquanto era alvo dos holofotes e das várias câmeras e celulares que o miravam a todo momento.
O set não trouxe surpresas – e nem caberiam. Quem foi ao festival queria cantar com todas as forças “Cousins”, “A Punk”, “Oxford Comma”, “Run”, “White Sky”, “Cape Cod Kwassa Kwassa” e “One (Blake’s Got A New Face)” (essa última, com execução primorosa da banda e participação massiva do público, vale reforçar). Bem, se teve alguém que foi e não cantou, pelo menos deve ter saído de lá um pouco surdo pelo barulho dos gritos, que não cessaram até o último acorde tocado pelo Vampire Weekend.
Sobre a organização, não presenciei grandes problemas. A comida era boa e estava sempre quente. Quando ia comprar cerveja, não pegava praticamente nenhuma fila – apesar de que, a certa altura, a bebida tinha acabado e, quando chegou mais, levou alguns minutos até gelar bem. O fluxo no banheiro era tranquilo e não houveram grandes atrasos nos shows, só uma pequena confusão no line-up pós-bandas, que teve o eficiente The Twelves discotecando em horário diferente do previsto. Mas nada que tire pontos do evento. MUITO pelo contrário. De volta pra casa, depois de algumas horas de viagem, a sensação é compensadora e só resta uma dúvida: demora muito pro M/E/C/A/Festival 2012?
Se tem duas bandas novas pelas quais nunca escondo simpatia e entusiasmo são Wannabe Jalva e Holger. A primeira, com apenas 3 faixas em seu Myspace, já emplacou músicas em algumas mixtapes aqui da casa e é a encarregada de abrir o M/E/C/A/Festival no próximo sábado, no litoral gaúcho. Sobre o Holger, bem, nem preciso falar o tanto que o grupo é querido por este que vos fala – e por quem já teve a oportunidade de curtir um show dos caras. Agora imagina uma música do quarteto gaúcho com participação especialíssima do quinteto paulistano!
Com previsão de lançamento pra março, fazendo parte do primeiro EP da banda, a faixa “You And I” foi gravada em meados de janeiro, em Porto Alegre, quando o Holger tava de passagem pela capital gaúcha. Por enquanto, o Wannabe Jalva disponibilizou um teaser de pouco mais de 30 segundos, durante os quais pode-se ouvir uma bateria à la “Take Me Out”, do Franz, e várias vozes gritando suavemente (se isso for possível) e se sobrepondo às guitarras já características do Holger. Então, é o seguinte: aperte o play, escute os melhores 30 segundos de uma música nova que você vai encontrar hoje e segure a ansiedade pra ouvir a música na íntegra – ou, mais interessante ainda, torça pra banda tocá-la ao vivo em sua aguardada apresentação no M/E/C/A.