Arquivo para 'Wry'

Nov 25 2009

Mario Bross’ Jukebox (Wry)

Por Neto

Com mais de uma década de existência, o Wry se destaca na cena alternativa brasileira (e gringa também) com músicas que misturam bem shoegaze com pop e noise rock. O vocalista da banda (@wry), o simpático Mario Bross, falou um pouco com o Move e citou algumas de suas influências e seus gostos musicais:

mário bross - wry

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Tenho escutado muito o Exploding Head, do A Place to Bury Strangers, e o Primary Colours, do The Horrors.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida?
My Bloody Valentine

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Não pode faltar The Cure, não pode faltar Interpol, Madonna e nem TV on the Radio.

E aquela banda clássica que não sai do seu mp3 player?
Meu clássico é U2, sem dúvidas. Minha irmã me “ensinou” a gostar dos irlandes quando eu era criancinha, em 85, e até hoje acompanho e já os vi algumas vezes.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Adoro Sugababes, tenho CD delas e também adoro umas power ballads de filmes americanos dos anos 90, que às vezes aos domingos coloco pra dar um clima de feriado e nostalgia.

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Sep 22 2009

Até agora, qual foi o melhor disco nacional lançado em 2009?

A questão estourou logo que saiu no Twitter (@movethatjukebox, segue?): Até agora, qual foi o melhor disco nacional do ano? Na lista estão Banda Gentileza, Móveis Coloniais de Acaju, Céu, Black Drawing Chalks, Pullovers e muitos outros. Eu sei, pode ser cedo demais para fazer a pergunta – afinal, bandas promissoras como Mombojó, Ecos Falsos e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta estão para lançar seus novos trabalhos até a virada do ano – mas a curiosidade fala mais alto. Afinal, se já tem gente querendo decidir qual é o melhor disco da década, eu estou no meu direito.

capas

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Jul 05 2009

Clipe: Wry – Dois Corações e o Sol

O Wry apareceu com clipe novo no final desse semana, ‘Dois Corações e o Sol’, mais uma ótima peça de She Science, seu último álbum lançado. O vídeo me deu um pouco de medo, admito:

No próximo dia 9, o vocalista Mario Bross faz um DJ set em São Paulo e, ainda em julho, a banda toca em Araraquara (10) e no Studio SP (17). A agenda completa é essa:

9 Jul 2009 21:00
Mario Bross DJ SET @ Cocktail de lançamento – Coleção 2009 Fernanda Sbragia São Paulo, São Paulo
10 Jul 2009 18:00
Araraquara Rock Araraquara, São Paulo
17 Jul 2009 22:00
StudioSP Sao Paulo, São Paulo
8 Aug 2009 22:00
Groselha Fuzz @ Bronze Ribeirão Preto, São Paulo
13 Aug 2009 21:00
A Obra Belo Horizonte, Minas Gerais
15 Aug 2009 22:00
BDZ Campinas, São Paulo
29 Aug 2009 20:00
Sorocaba Clube Sorocaba, São Paulo
4 Sep 2009 22:00
Proibido Divulgar Proibido Divulgar, São Paulo
5 Sep 2009 22:00
Studio Eleven Franca, São Paulo
26 Sep 2009 22:00
Tribo’s Maringá, Paraná

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Jun 01 2008

Entrevista: Wry

Sabe aqueles filmes que são pouco conhecidos, que alguns gostam, outros não, mas mesmo assim, têm qualidade indiscutível?

Mudando um pouco de situação, pense naquelas pessoas que saem do Brasil para tentar a vida e o sucesso profissional em outro país.

Agora imagine uma banda que mistura pós-punk, shoegaze, noise-rock e um pouco de rock clássico, transporte as duas situações anteriores para a música e some a estes ingredientes. O resultado é o Wry.

Achou complicado? Rotular o Wry também é. E por isso que esta é uma daquelas bandas que se diz: “Não dá pra explicar, ouve que você vai entender!”.

Em 1994 nascia o Wry, cheio de criatividade e vontade de fazer boa música. Ganhando destaque em festivais nacionais, começaram a ficar conhecidos no cenário alternativo brasileiro, e em 2001, se mudaram para Londres, em busca de novas aventuras. E conseguiram muito reconhecimento.

Atualmente estão gravando o quarto álbum, “The Noise of Heavens”, além de um disco com covers de bandas brasileiras. O EP “Whales and Sharks”, recém-lançado na atual casa da banda, deve sair em breve aqui no Brasil.

Conversei com o simpático vocalista, Mario Bross, que me falou mais sobre a história da banda e sua musicalidade. A entrevista você confere logo abaixo.

MTJ!: Como foi tomada a decisão de irem viver na Inglaterra?
Mario: Vem dos primórdios de nossa vida, antes mesmo de ser Wry, sempre tivemos a vontade de vir morar pra cá e, particularmente eu não me arrependo não, até agora a experience foi mais que válida. Tento inspirar as pessoas a saírem de sua zona de conforto, procurar correr riscos em outras culturas faz de você uma pessoa mais transparente às diferenças do mundo e das pessoas.

MTJ!: Depois de tanto tempo juntos, como é o relacionamento de vocês?
Mario: Creio que seja parecida com qualquer tipo de amizade de longa data, a gente se conhece bem. Muitas vezes não precisamos de palavras para nos expressar e sabemos também as diversas reações uns dos outros para diversas situações. O André, baterista, ainda é novo no Wry, nos conhecemos em 2003 e ele entrou no Wry há 1 ano e meio, temos bastante que conhecer dele ainda.

MTJ!: Vocês já lançaram 3 álbuns, além de EPs e compilações. Como vem sendo o amadurecimento da banda ao longo deles?
Mario: Acho que teve uma violenta evolução agora, depois que o André entrou. Musicalmente houve um melhor encaixe entre o Wry agora. É muito fácil de fazer musica e há uma participação bem maior de todos, em todas as músicas.

MTJ!:
O que os fãs podem esperar desse disco que está sendo gravado?
Mario: Algo estupendo e diferente de antes, mais maduro, sério e profundo. Algo como um Whales and Sharks mais elevado. Também, de tanto que está aguçada nossa criatividade, temos nossas primeiras composições em português; quem me inspirou a cantar na minha língua foram bandas como Sigur Rós e Legião Urbana, além de umas bandas brasileiras que gosto muito no momento, entre elas o Ludovic.

MTJ!: O Wry também vai lançar um CD de covers. O que encontraremos nele?
Mario: Este foi o CD que mais demoramos para terminar. Vai sair logo. Fizemos covers das bandas que ouvimos no começo de nossa carreira, por volta de 95, até antes de virmos embora para Londres. Queríamos fazer uma homenagem e também mostrar aos fãs do Wry bandas que muitos deles nunca iriam conhecer. Fizemos covers de Astromato, Walverdes, Pin Ups, Killing Chainsaw, Vellocet, Sonic Disruptor, MQN, Biggs, Pelvs, Brincando de Deus, Low Dream entre outras, vai se chamar National Indie Hits.

MTJ!: Vocês já fizeram shows com várias bandas conhecidas. Houve alguma que
despertou um entusiasmo maior em tocar junto?
Mario: Particularmente de todas que tocamos por aqui, eu citaria o The Early Years, que nem é famosa e o Ash. No Brasil, adorei tocar com Mellotrons, Os Telepatas e o Ludovic.

MTJ!: E quais bandas vocês têm mais ouvido ultimamente?
Mario: Eu estou ouvindo muito Soundpool, Film School, Legião Urbana e My Bloody Valentine.

MTJ!: Alguma previsão de show no Brasil?
Mario: Estaremos fazendo bastante coisa no Brasil no ano que vem, quando estaremos lançando o álbum novo. Esse ano só iremos se tivermos alguma proposta muito legal. Rock n’ roll!!

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Autor: Marçal Righi

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