Thadeu Meneghini’s Jukebox (Vespas Mandarinas, Conjunto Vazio e Banzé)

Depois de uma semana cheia de novidades, correria e alguns probleminhas, voltamos com nossa coluna semanal, a Jukebox Weekly. E como convidado, pegamos uma das pessoas mais inquietas e influentes do rock nacional independente: Thadeu Meneghini (@prendaothadeu). Líder do Banzé, ele já emplacou um projeto, Conjunto Vazio, que teve participações de nomes como Tatá Aeroplano, Vanessa Krongold e Ronei Jorge, entre outros. Hoje, seu foco maior é na banda Vespas Mandarinas. E foi sobre todos esses projetos e sobre algumas cositas más que Thadeu conversou com a gente. O papo tá na sequência:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Sinceramente eu estou um tanto quanto avesso a qualquer tipo de hype. Acho uma PUTA DE UMA MERDA que cada vez mais e mais o jornalismo cultural coloque a música em segundo plano. O artista é maior do que o que ele cria? Hoje, no que se crê? Não se cria? Das últimas coisas novas que ouvi, as que eu realmente gostei e me passaram VERDADE foram: Songs For Elisabeth, do Seasick Steve; Calavera, do Guizado; o último álbum do Field Music e as músicas no Myspace do Duane Martins, que estão ótimas.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
As bandas que conheci na adolescência e fizeram a minha cabeça: Ira!, Smack, Voluntarios da Pátria, Titãs, Legião Urbana, Ramones, R.E.M., Guns n’ Roses, Deep Purple e The Who.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Rock, rock e rock. Guitarra, guitarra e guitarra. Mulher, mulher e mulher (bonita com estilo)

Como você concilia tantos projetos? No momento, o Conjunto Vazio e o Banzé estão em segundo plano por causa dos planos com o Vespas Mandarinas?
Para conciliar, eu escolho o que é prioridade no momento. Agora é mesmo tempo de Vespas Mandarinas. Tempo de sonhar e viver libidinosamente. Em 2008 me dediquei ao lançamento do Antes da Queda, último álbum do Banzé!, que se estendeu até o meio de 2009. No segundo semestre de 2009 gravei o EP do Conjunto Vazio, que foi uma puta satisfação. Eu lancei esse EP no início de 2010, no formato de vinil 10″. Foi incrível, pois teve 25 participações, como Genival Lacerda e Jards Macalé. É um trabalho um pouco inviável para viajar e levar pras pessoas ao vivo, mas o show de lançamento no SESC Pompéia foi DEZ, e teve partipacões de Lobão, Tulipa Ruiz, Numismata, Chuck e Tatá Aeroplano. As Vespas já está com várias datas de shows agendadas e músicas novas sendo gravadas. Aliás tem aqui uma novidade quente que acabamos de lançar, “O INIMIGO” – que é uma ideia que tem um pouco do espírito do Conjunto Vazio.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Olha eu tento trabalhar isso, mas muita gente me julga mal. “Pra ser sincero como não se pode ser”, eu curto os 3 primeiros discos dos Engenheiros do Hawaii. Não queria ter vergonha disso não. Acho o Humberto Gessinger um artista genuíno. Ouvi coisas do Pouca Vogal recentemente que também gostei. Pra terminar, deixo o refrão de “Uma Questão de Gosto”, uma música do Adalberto Rabelo Filho, parceiro na maioria das minhas composições: “Certo ou errado, reto ou torto/ É tudo relativo, vivo ou morto/ O que hoje é bonito amanhã é o oposto/ Tudo vira simplesmente uma questão de gosto