The Big Pink – Too Young To Love

too-young-to-love1A primeira impressão que se tem de Too Young To Love, EP de estréia do The Big Pink, causa estranhamento. Não falo – ainda – da sonoridade do grupo, mas da arte que estampa o disco: Uma pequena galeria de fotos pornôs, algumas muito explicitas – boquete, sexo anal e uns amassos, uhn, calorosos, tudo numa vibe bem homossexual.

Para a minha surpresa, não encontrei todo o erotismo da capa em nenhuma das cinco faixas do EP – talvez haja alguns resquícios de sensualidade aqui ou ali, mas tudo bem discreto e menos impactante. ‘Too Young To Love’, música que batizou o EP, fica num patamar muito procurado – mas raramente alcançado – por diversas bandas surgidas nos últimos anos, tendo êxito ao combinar distorções de guitarras pouco extravagantes e sintetizadores marcantes, que pesam em todo o registro.

Essa combinação de guitarras distorcidas e synths expressivos nos remete, sem muita analise, aos dois discos já lançados pelo Kasabian – principalmente ao mais recente, Empire, de 2006. A voz de Tom Meighan, inclusive, parece ter sido uma das maiores influências da linha vocal de Robbie Furze e Milo Cordell, que dividem as letras  na maioria dos versos do EP. Achou o nome de Furze familiar? Vou dar uma dica: O cara emprestou seu ombro para Lily Allen depois da cantora ter se separado do Chemical Brother Ed Simons, e assim teve seu nome impresso por alguns tablóides por alguns dias. Cordell também está longe de ser um anônimo, sendo o gerente do selo Merok, que fez a estréia de Klaxons, Crystal Castles e The Teenagers.

Sem ser exclusivista nos assuntos narrados ou na essência de suas canções, o Big Pink consegue se desdobrar para agarrar o maior número de fãs possível. Londres já parece pequena para esses dois rapazes que, dividindo o palco com outros quatro músicos, agora viajam pelo Reino Unido abrindo para o TV on The Radio.

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Alex Correa

1 Comentário para "The Big Pink – Too Young To Love"

  1. Irreverente, obscuro, prende, a sonoridade de the big pink podendo não ser considerada nenhuma novidade, é muito bem conseguida, muito bem conjugada, muito harmoniosa. Para mim uma das grandes promessas de 2009. Mais que os vocals, grande destaque para as distorções das guitarras e os sintetizadores como também já foi dito. Grande aposta e bom destaque merecido! Cumps

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