The Exploding Boy – Afterglow

exploding boy - afterglow

É da Suécia que vem uma das boas novidades deste ano. A banda em questão se chama The Exploding Boy e, apesar de ter sido criada apenas em 2006, os caras já têm 2 discos lançados e já acumulam um certo prestígio em seu país de origem, enquanto tentam, também, levar suas músicas ao alcance de mais pessoas, principalmente no continente europeu, onde já fizeram algumas turnês na França e na Alemanha.

O segundo disco da banda, Afterglow, lançado este ano, chegou ao meu alcance há poucos dias e, logo de cara, já me maravilhei com a sonoridade impactante que ele oferece, emulando o que há de melhor entre o post-punk e o indie rock, contando ainda com indispensáveis momentos onde a influência da new wave é evidente.

O primeiro single de Afterglow e a incrível “40 days” e sua desconcertante semelhança com Joy Division. A música começa e você tem a sensação de que Ian Curtis resolver escolher a Suécia como país sede pra uma possível reencarnação. (In)Felizmente, as semelhanças gritantes com a voz de Curtis se resumem a “40 days”, se tornando apenas uma “boa influência” no restante das músicas. Já o segundo single, “London”, consegue tirar proveito justamente desta capacidade que Johan Sjöblom, fundador e vocalista da banda, tem de variar sua voz sutilmente durante algumas músicas de Afterglow.

Durante as 11 faixas do álbum – onde todas se destacam, o que faz do disco, aliás, um lançamento e tanto de 2009 – ainda é possível atentar para certas influências do The Cure, New Order e também do já citado Joy Division. Além, é claro, de bandas mais novas cujas sonoridades carregam algumas semelhanças com o pós-punk inglês da década de 80, como Interpol,  Editors e She Wants Revenge.

Nota: 3.8/5.0

  • Lucas

    No aguardo da resenha do cd novo do arctic monkeys…

  • Eduardo Azeredo

    [Chato Mode ON]The Editors era uma banda americana dos anos 60. O quarteto post-punk de Birmingham mais atual é apenas Editors. Confesso que não notei nada parecido demais deles nesse álbum. Mas vai ver é porque sou fã bitolado de Editors! hehehe[Chato Mode OFF]

    Álbum muito bom mesmo!! Ótimo achado. Apesar de ser contemporâneo a sonoridade é 80ista demais. Nisso me lembrou outra banda sueca que tem uma proposta que também é 80’s cuspido e escarrado que se chama The Marry Onettes. E também me lembrou uma banda suíça de post-punk new do começo dos anos 80 chamada Grauzone.

    Falando em resenhas, se puderem tentar postar de novo a resenha do álbum do Mew seria ótimo!

  • Já consertei o nome do Editors, Eduardo. Obrigado por avisar, hehe.
    The Mary Onettes eu já escutei alguma vez, mas não me lembro muito bem, vou procurar mais coisas deles depois.

    Haha, sobre a resenha do Mew…cara, não prometo nada, mas pensarei no assunto, ok? O desânimo foi grande qdo eu vi aquele monte de palavras irem pro espaço, do nada!

    Sobre a do Arctic Monkeys, já, já ela sai. Hopefully.