The National quebra o protocolo em São Paulo

Depois de pouco mais de dois anos após uma passagem pelo Tim Festival, o The National voltou a São Paulo – dessa vez com um álbum a mais na sacola, o elogiado High Violet, que foi a base do show que aconteceu nessa terça-feira, 5 de abril, no Citibank Hall.

Depois de dividir a noite com o MGMT, em 2008, dessa vez os caras tiveram o palco só para eles e aproveitaram. Foram 21 faixas tocadas, completando quase duas horas de show para uma casa que não chegou perto de sua lotação máxima.

O público pode não ter sido dos maiores, mas foi barulhento, fato reconhecido por Matt Beringer, que disse que, com tanto barulho, eles estavam se sentindo como o Kings Of Leon. Foi esse comportamento do público que fez com que o mesmo Matt, sempre sério e introspectivo no palco, quebrasse seus próprios protocolos.

Em “Mr. November”, ele saiu correndo pelo vão entre o palco e chegou inclusive a fazer um breve passeio entre o público. Já durante “Terrible Love”, o vocalista ficou de pé na grade apoiando-se no público e nos seguranças, enquanto o restante da banda tocava aos risos em cima do palco.

Se da metade para o final a apresentação contou com muita animação, o mesmo não pode ser dito do começo. Após a abertura com “Runaway”, do High Violet, e um belo jogo de luzes, o show continuou no esquema do álbum mais recente. As execuções não deixavam a desejar de maneira nenhuma, mas também não empolgavam. Ou seja, seguia perfeitamente o clima do High Violet, um álbum quase perfeito tecnicamente, mas que em alguns momentos perde em energia para trabalhos anteriores da banda.

Mas como dito, da metade para o final o clima mudou. Junto com as quebras de protocolo e um público que assimilou ser barulhento – fazendo mais barulho ainda -, os americanos fizeram uma noite memorável, tendo como pontos altos “Mr. November”, “Fake Empire” e “Terrible Love”.

Não pode ser deixada de lado a última canção, “Vanderlyle Crybaby Geeks”, faixa que também finaliza o trabalho mais recente do National. A música contou com uma apresentação totalmente acústica, com Matt colocando a voz para fora e lutando contra uma parcela do público que ainda insistia em fazer barulho àquela hora. Memorável.

  • Leticia

    Quando eles vieram pra Vitória no Tim de 2008 também foi assim. O show foi num teatro pequeno mas com uma acústica sensacional e acabou com ele sentado no meio da platéia cantando com a galera. Memorável!

  • larissa lobo

    foi emocionante, com certeza uma apresentação que entrou pra história (pra mim haha)