The Pains of Being Pure at Heart

É de Nova York que vem uma das mais divertidas novidades que eu esncontrei este ano. Apesar de terem lançado seu disco de estréia em fevereiro (e isso em termos de “era twitter” é tipo…milênio passado) só fui escutá-lo semana passada e, desde então, tenho me maravilhado a cada vez que escuto o debut homônimo da banda The Pains of Being Pure at Heart. Sim, você leu certo. É esse o nome, for real!

TPOBPAH

Uma expressão pra caracterizar o som da banda? “Feels like the 80’s” se encaixaria bem. Finalzinho dos anos 80, começo dos 90. Sabem aquela barulheira das guitarras do The Jesus and Mary Chain? E aqueles vocais chiados e quase ininteligíveis do My Bloody Valentine? E aquela sonoridade meio indiebritpop do Teenage Fanclub? Pois é, pegue tudo isso e junte à bons momentos do The Smiths (mas deixe de fora a voz chata do Morrissey! Certeza que receberei xingamentos por isso, haha!) e The Cure. Pronto? Agora imaginem essa mistureba toda concentrada num energético quarteto novaiorquino em pleno 2009!

A banda, que tem apenas dois anos de idade, abusa das guitarras cheias de fuzz e consegue criar músicas que evocam desde um tom levemente melancólico (até pelo ar nostálgico que é criado) até contagiantes momentos de powerpop com revezamentos constantes entre vocais masculinos e femininos (Peggy Wang é a garota da banda). Tais características se fazem presente em praticamente todas as 10 músicas de um dos discos mais “shoegaze-revival” que 2009 provavelmente verá.

Os destaques ficam por conta dos dois ótimos singles que a banda já lançou, “Everything with you” e “Young adult friction” e, é claro, “Stay alive”, minha favorita, por enquanto. Esta última começa com um violãozinho bem ao estilo “The Cure de ser” enquanto notas limpas e tímidas são dedilhadas até chegarem no maravilhoso refrão onde uma guitarra cheia de distorção invade os alto-falantes e um casal de vozes canta docemente: “Don’t you try/ To shoot up the sky/ Tonight/ We’ll stay alive“.

The Pains of Being Pure at Heart é, definitivamente, uma promissora banda que tem indiscutível potêncial e que deve ser acompanhada de perto nos próximos lançamentos. No entano, é bom torcer pra aquele “velho ditado” não se concretizar, né? “Don’t believe the hype”. Às vezes vale a pena acreditar. Pode dar certo. (principalmente se você é puro de coração! HAHA! #epicfail!)

Nota: 3.8/5.0

Pra baixar o disco, é só ir na comunidade do MTJ!, okay?!

  • Isadora

    Poxa, até que eu gostei. (:

  • Marília

    eu gostei mesmo, poxa! xD

  • Clara

    entao, eu ouvi falar da banda num programa do Multishow e curti bastante. Vendo essa resenha fiquei mais interessada na banda mas confesso q depois de ouvir o cd inteiro, mesmo achando as musicas super legais e achei a ‘obra’ meio repetitivo no final. Mas, por enquanto, minha preferida é A Teenager in Love.

  • greiciii

    eu ouvi algumas musicas e gostei bastante .. ateh q enfim uma banda decente apareceu

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  • Luis Alves

    a banda é boa mesmo. desde que ouvi ”everything with you” em começos de 2009 me apaixonei.