The Vaccines faz show-porrada de uma hora no Cine Joia, ontem (18), em São Paulo

Foto: Fabrício Vianna

Entre os finais de semana do Coachella, os ingleses do The Vaccines foram escalados para dois shows no Brasil – um em São Paulo, ontem (18), quarta-feira, e outro no Rio de Janeiro, hoje, no Circo Voador. As apresentações vieram como pedidos de desculpas pelo cancelamento da banda inglesa no Planeta Terra do ano passado – eles acabaram fechando uma turnê com os Arctic Monkeys para a mesma época do festival brasileiro.

Qualquer possível temor de um show mais contido, com ar de cansado – devido ao vai-e-volta entre Brasil e EUA – foi totalmente espantado na primeira apresentação no Brasil. O Cine Joia recebeu os ingleses de forma direta, sem nenhuma banda de abertura.

O grupo demorou um pouco para subir ao palco: foram quase 50 minutos de atraso. Foi preciso um início de vaias, gritos e assovios para que eles finalmente aparecessem. Chegaram bem simpáticos, mas a recepção do público, apesar de alguns gritos aqui e ali, não foi das mais acolhedoras.

Logo depois de subir, a abertura ficou por conta de “Blow It Up”. O público ainda parecia um pouco reticente, talvez não querendo se entregar logo de cara depois de tanto atraso em um show em meio de semana. Em seguida veio o primeiro hit da banda, “Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)”, e qualquer tentativa de ficar sério foi embora. Ao vivo, a música é a mesma coisa que no álbum, uma porrada de pouco mais de um minuto – aliás, o show todo parece ter sido uma porrada de uma hora, mesmo com algumas passagens mais lentas, com músicas como a ótima “Wetsuit”.

Como de costume, os ingleses tocaram o debut What Did You Expect From The Vaccines? na íntegra, afinal são pouco mais de 35 minutos de música. Para completar o show, mandaram o single “Tiger Blood” – aquele produzido pelo Albert Hammond Jr. – e também algumas faixas novas, que devem integrar um segundo álbum. O destaque entre elas é a “No Hope”, com quase 4 minutos, fugindo um pouco do usual para o Vaccines.

Entre algumas observações como “vocês são bem barulhentos” e “isto aqui é muito divertido”, por parte do vocalista Justin Young, a banda parecia estar realmente curtindo tudo aquilo. Pouco parecia que eles tinham acabado de tocar em um dos principais festivais de música do mundo. A vontade da banda ajudou a apagar algumas impressões ruins, como o som e acústica bem ruins do Cine Joia.

Apesar da energia no palco e de um bom show, os Vaccines ainda precisam aumentar o repertório e ganhar um pouco mais de experiência. O show acabou – com “Nørgaard” – e deixou a impressão de que a banda principal ainda iria subir no palco para tocar.

  • Cecília

    Claro que o show começou desanimado, o público de são paulo é o pior do Brasil. Com certeza as resenhas sobre o show do Rio serão FENOMENAIS.

  • Léo

    A Cecília é carioca sim ou com certeza?

  • Talitha

    Nossa, falou tudo esse texto. Se o som do Cine Joia fosse bom, talvez eu teria tido um show BEM mais melhor. Corta vibe essa estrutura do Jóia.

  • Talitha

    Ops.. BEM mais melhor foi foda ein… doeu aqui. Retiro essa frase, por favor, aprovem minhas desculpas hahahaha

  • Laura Catta Preta

    Eu gostei 😀
    Não sabia que o público do Vaccines era tão jovem, tava insano o negócio.
    As músicas novas são bem animadas, eles foram de Editors no primeiro álbum a Franz Ferdinand no eventual segundo.

    agora, o Cine Jóia é realmente um dilema…

  • Marilia Calabria

    Nem quando o show é bom para TODAS as partes, o bairrismo é deixado de lado?

    Vaccines fez (e vem fazendo) show de agradar gregos, troianos, talebas e ‘aliados’.