The Vaccines – Grand Metropole (SP – 18/05/2013)

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Os dois discos do The Vaccines são bons por um motivo em especial: os hits. Justin Hayward-Young, líder e principal compositor, faz ao lado dos seus companheiros o que poucas bandas conseguem hoje em dia, que é criar hit atrás de hit, todos com refrãos pegajosos e ganchos poderosos. Mas depois da noite do último sábado, não parece que a banda se dedica tanto a essas poderosas canções somente para criar grandes álbuns – a parte favorita parece ser levar cada uma delas ao palco.

O quarteto apareceu ao mesmo tempo em que o público ia enchendo a casa – esse, mais jovem e bem diversificado entre rapazes e garotas. Era a cada acorde da introdução que se sentia a entrega da plateia ao quarteto inglês – só uma música não foi cantada em uníssono, isso porque ela era inédita (ainda não lançada oficialmente). Essa nova música, “Melody Calling”, trazia Justin no violão (algo que ele não fez em nenhuma outra música do show) e também já mostra seu aspecto de hit com sua bateria dançante e refrão repetitivo. No próximo show, ela estará na boca de cada um presente, tenha certeza.

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De resto o grupo se apoiou “somente” em seus dois primeiros álbuns e no single “Tiger Blood”, que não está presente em nenhum dos dois registros. Foram 21 músicas no total, pouquíssimas músicas da carreira da banda ficaram de fora. Ainda bem, já que se alguma dessas da noite não fosse tocada faria falta. Essa é a responsabilidade de ser hit maker.

Foi com dedicação, empolgação, e com todos clichês de um show de rock, que afinal combinam com suas composições, que o Vaccines arrancou sorrisos na plateia, gritos e pôde até comandar momentos onde deixava o público presente cantar os versos sem perder a força e clamava por cada um deles. Jogando guitarra no chão, fazendo pose de guitar hero, se exibindo em solo de bateria ou dramatizando cada verso, o quarteto fez a apresentação ideal para engrandecer o clima da noite – até o figurino repaginado e cabelos renovados, mostrou o cuidado que a banda vem trazendo para suas apresentações ao vivo (comparando com a última passagem no Brasil).

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O rock quadrado, repetitivo e de fórmula fácil só parece ser um desafio para o Vaccines, que vence facilmente com os mais potentes rocks feitos na atualidade: “No Hope”, “Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)”, “I Always Knew”, “Wetsuit”, “Post Break-Up Sex”,”All in White”, “Wolf Pack”, “Blow It Up”, “Family Friend”, “Teenage Icon” e “Nørgaard”, fechando a noite. O show foi perfeito para quem queria se divertir – para eles e para nós.