Thiago Klein’s Jukebox (Quarto Negro)

Thiago Klein é alto, branquelo, ruivo e poderia ser facilmente confundido com um alemão – a começar pela origem de seu sobrenome. Mas, na verdade, o cara chama mais atenção quando, de cima de um palco, comanda a melodia das músicas do Quarto Negro (principal atração da quarta edição da nossa festa) em um piano vermelho. Ao lado de Fábio Brazil e Eduardo Praça, Thiago é um dos grandes responsáveis por “Bom Dia, Lua”, EP lançado pela banda no início do ano e que carrega duas músicas extremamente classudas. Você pode fazer o download do trabalho aqui, mas não saia desse post. Logo abaixo, Thiago fala sobre clássicos, hypes e guilty pleasures que, de uma forma ou de outra, podem ter respingado sobre as influências da banda.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?

É uma pergunta bem díficil pela quantidade infinita de bandas, sons e estilos diferentes que uma pessoa escuta durante a vida, mas é inegável dizer que Beatles realmente não importa o momento nem onde ouço, sempre traz recordações e sempre cai bem. Posso até ficar meses sem ouvir, mas assim que começa a tocar é imbátivel. Mas creio que Chemical Brothers seria um bom lado B.

E o hype? O que você tem ouvido de novidade?

Eu realmente sou uma pessoa que demora um pouco pra descobrir as novidades, por achar que ouvir uma banda atrás de outra numa busca sem fim acaba dificultando a absorção dos sons, e, às vezes, até por ignorância minha mesmo! Tanto que Jeff Buckley é uma novidade para mim – e realmente estou viciado, apesar de não ser hype. Mas tenho ouvido muito The XX, Big Echoes, do Morning Benders, Phoenix, Cat Power e Andrew Bird, também.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Com certeza um ambiente que não esteja muito cheio nem com muitas pessoas trombando em mim. Além disso, Stevie Wonder, Michael Jackson e qualquer música que tenha gabarito para tocar em uma rádio de Miami nos anos 80.

Falando como banda e como público, o que você acha que não pode faltar em um show?

O mais importante em um show é a energia da banda, seja para 10 ou para 1000 pessoas. Ela contagia e transforma o show. Mas, com certeza, um bom equipamento, um bom técnico de som e um local de bom gosto e agrádavel de se tocar interfere bastante no desempenho do show.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.

Realmente. Alguns artistas, por mais que você goste e não se importe em dizer que gosta, causam certa reação negativa nas pessoas. No meu caso, citaria Cazuza, ABBA, Titãs, e até algumas músicas de Kid Abelha e Maroon 5, mas não tenho nenhum problema em admitir – ou até defendê-los.