Três dicas para o fim de semana: Gabriel Bruce, Only Real e Childhood

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Gabriel Bruce: de um lado temos Peter Gabriel e de outro, Bruce Springsteen – esse casamento de um mestre da psicodelia inglesa com o poder do “Boss” americano parece encapsular bem o que Gabriel Bruce oferece. No entanto, vários sites de música comparam Gabriel com Leonard Cohen. Parece razoável, devido à riqueza poética de suas músicas, com o tom de voz barítono do grande Cohen. O debut do londrino, Love In Arms, é uma quimera de sons: violinos, sintetizadores, trombones, fanfarras. Extremamente ambicioso, mas igualmente irresistível.

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Only Real, aka Niall Galvin, vem do oeste de Londres e “Cadillac Girl” já é um verdadeiro hit – repleto de melodias à la Durutti Column combinado com a verbosidade fluída do rap do Galvin por cima, é hipnotizante. A melhor hora do dia para escutá-la é quando o sol está se pondo, e o melhor lugar, no carro. Dando uns amassos, de preferência. Não consigo evitar a comparação, mas Only Real me lembra muito a euforia etérea do My Bloody Valentine – só que, em vez de ouvir som urbano do jungle como o Kevin Shields, Galvin injeta o cool do West Coast rap em suas músicas. “Backseat Kissers” é uma daquelas músicas que fica na sua cabeça o dia inteiro – dá vontade de mandar o seu chefe passear, pegar todos os seus amigos e cair na estrada em direção ao sol.

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Childhood vai ser a sua trilha sonora para quando você estiver no parque, assistindo aos jogadores de futebol super entusiasmados, contemplando o significado da vida ao observar tudo isso. Também vindo de Londres, via Nottingham, Childhood deseja beijar o céu como Echo & The Bunnymen em Porcupine. Deleite-se com os visuais do countryside britânico no mais novo single, “Solemn Skies”. Se você quiser uma música para dançar e pular junto, fique tranquilo, porque “Blue Velvet” irá suprir suas necessidades de dançar loucamente no salão ou em um campo aberto. Maravilhoso.