Três videoclipes nacionais: Banda Uó, Rico Dalasam e Dillo

Banda uó (edit)

A sequência de videoclipes hoje tem uma coisa em comum, todos são vídeos que tratam da emancipação e liberdade. Coincidência ou não, começamos aqui com o trio goiano Banda Uó, que sai com “Arregaçada”. A música é uma crítica aos videoclipes de música pop, que sempre trazem mulheres dançando (dá uma olhada nos clipes da Nicki Minaj, que você vai entender) e ainda fala da condição da mulher. Afinal, porque diabos uma mulher não pode sair por aí, pegar um boy magia e se “pegar atrás da cortina” da balada, às 5h da manhã? Arrá! Outro delahe: eles usam o sample do “U Can’t Touch This”, do MC Hammer (que por sua vez, usou o sample de “Superfreak”, do Rick James).

“Tô arregaçada mesmo, ninguém paga as minhas contas”. Arrasaram!

Rico Dalasam está quase quase lançando o seu primeiro disco Orgunga, ainda não saiu, porque o lançamento será neste domingo, (29), no auditório Ibirapuera. Antes de saber como será este show maravilhoso, ele lançou um videoclipe da canção “Esse close eu dei”, que das novas que consegui ouvir nos vários shows que fui do Rico é a que mais gosto. E o clipe ficou muuuito bom!

Fechamos com um artista de Brasília, o Dillo. Confesso que assisti o clipe e achei muito estranho. Explico. Depois que me descobri feminista, acho que não tem nada a ver homem ficar falando certas coisas, aqui no caso, o clipe/letra de “Mamãe, mamãe”, Dillo expressa com o eu-lírico feminino, que não quer casar, que gosta mais de tirar fotografia e que não quer terminar como a vó, que se matou porque casou.

Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, a explicação para a canção me fez gostar muito mais dela. Na verdade, a música não usa apenas o eu-feminino, mas está sob a perspectiva de uma jovem em plena puberdade, a música foi inspirada pelos boatos de que as meninas que estudam na mesma escola da filha dele estariam se beijando. Enquanto alguns pais reagiram com espanto, Dillo procurou entender a situação por outro lado. E ainda tem uma menção a um dos blocos mais legais de São Paulo, o “Tô de Bowie”. O clipe foi dirigido por André Gonzales (vocalista da Móveis Coloniais de Acaju) em parceria com o fotógrafo André Miranda.

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