Vento Festival celebra a diversidade em Ilhabela

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Destaque no Vento Festival foi a diversidade e o grupo Álafia amandou ver na apresentação. Foto: Luis Felipe Moura @foioluis

Texto e fotos de Luis Felipe Moura

Em sua segunda edição, o Vento Festival, que aconteceu entre os dias 9 e 12 de junho em Ilhabela, no litoral paulistano, foi consagrado por apresentações marcantes, pela diversidade de gêneros e encontros musicais. Com a temática da liberdade e diversidade de gêneros, subiram ao palco durante os 4 dias do evento, grandes nomes do atual cenário musical como Liniker, Rico Dalasam, Karina Buhr, entre outros. Confira o que rolou dia a dia.

Quinta – 09/06

mahmundi - vento - Luis Felipe Moura (@foioluis)

A primeira e mais gélida das noites d festival, contou com apresentações dos paulistanos do Samuca e a Selva, esquentando o público, ainda singelo, com as batidas latinas de seu primeiro disco, Madurar. Na sequência, a carioca Mahmundi comandou o palco apresentando canções de seu elogiado álbum homônimo, com batidas fortes no estilo da nova onda de tecnopop de artistas como Silva; O último show da noite no palco principal ficou com toda a força da black music de Russo Passapusso. A Oca, nome dado ao palco menor do Festival, contou com discotecagem da Free Beats e a viagem psicodélica de Serge Erege.

Sexta – 10/06

Liniker - Vento Festival -- Luis Felipe Moura (@foioluis)

Recém chegados de sua participação no Primavera Sound, os paulistanos da Aldo, the Band eletrizaram o segundo dia do festival, com direito a canções de seu último álbum, Giant Flea. Com uma apresentação meio morna no frio da praia de Perequê, Jaloo subiu ao palco ao gritos de “Fora Temer!” ecoando pelo público. O grande destaque da noite ficou por conta da estreia do coletivo musical Salada das Frutas, formado por Liniker, Rico Dalasam e As Bahias e a Cozinha Mineira. Eles fizeram curtas apresentações individuais, e juntos, fizeram o público cantar junto para a versão de “Olhos Coloridos”, canção consagrada na voz de Sandra de Sá. Em seguida, o trio curitibano do Bonde do Rolê trouxe o público a loucura, cantando clássicos de seu Funk Trash como “Solta o Frango”e “James Bonde”. Há boatos de que esta pode ter sido uma das últimas apresentações do trio, já que todos encontram-se dedicados a projetos paralelos e morando no exterior. Encerrando a mais diversificada das noites, a funkeira Mc Linn da Quebrada apresentou canções que saudavam a diversidade e a quebra de paradigmas tão cultuada pelo nesta edição do festival.

Sábado – 11/06

Aláfia-vento festival - Luis Felipe Mora (@foioluis)

Xênia divaaaando no show do Aláfia. Foto: @foioluis

Apesar do atraso de quase 1 hora, devido à ressaca do mar de Ilhabela, os shows da terceira noite do festival foram marcados por espetáculos poderosos, com destaque para o aguardado show de Johnny Hooker, vencedor do Prêmio de Música Brasileira 2015, apresentando seu elogiado disco Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, Maldito!. Com toques de um espetáculo teatral milimetricamente pensado e com sonoridade do brega recifense. O show contou ainda com participação de Filipe Catto em singela homenagem ao saudoso cantor Reginaldo Rossi, quando encenou com Hooker a canção “Garçom”. Karina Buhr subiu ao palco com tom de protesto, aos gritos de “Fora Temer!”. Ela mostrou canções de também elogiado Selvática, com canções que representam forte crítica ao machismo e à submissão do papel da mulher na sociedade. A grande surpresa da noite foi a banda Aláfia, que conta com os vocais de Xênia França, Jairo Pereira e Eduardo Brechó, trazendo à tona traços musicais das raízes brasileiras e do black music. Encerrando a noite na Oca, a cantora LAY apresentou o ápice do empoderamento feminino, apresentando seu rap como expressão da liberdade sexual feminina, em canções como “Ressalva” e “Ghetto Woman” de seu EP recém lançado.

Domingo – 12/06

Bruno Morais - Vento festival - Luis Felipe Moura (@foioluis)

O último dia do festival foi marcado pela estreia em festivais das bandas Dom Pescoço e O Grande Grupo Viajante, ambas vencedoras de um Open Mic realizado este ano e de curadoria do próprio Vento, com o objetivo de selecionar novas bandas para o evento. Os paulistanos do Dom Pescoço apresentaram seu trabalho com uma mistura de samba e ritmos latinos, enquanto O Grande Grupo Viajante, banda conhecida por suas apresentações pelas ruas de São Paulo, surpreendeu a todos com sua sonoridade eclética que vai de ritmos como jazz e lambadas latinas. Bruno Morais encerrou o festival num tom de música popular, trazendo canções consagradas de seus quatro trabalhos autorais e promovendo um “beijaço” ao público que restou firme ao último dia.

Mais fotos de todos os dias do evento, estão no nosso Facebook. 

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