Viagem ao Porão do Rock

Fotos: Divulgação

Brasília é sempre um dilema. Lugar quente e seco, mas que ainda consegue ser bacana e agregar uma cena musical bastante diversificada. Apostando nisso, o festival Porão do Rock escalou várias bandas locais para integrar o lineup de sua 15º edição. Daí vieram boas surpresas como Soul Factor, Passo Largo, Jazahu, Blood Chip, Shotgun Killa, Dog Savanna, Divine Asphyxiation, The Neves e Cassino Supernova,  além de nomes que já possuem projeção nacional como Cabeloduro e DFC.

Cabeloduro

Ainda na parte nacional do festival, forasteiros como Claustrofobia, Vivendo do Ócio, Cascadura e Não Religião também fizeram bonito diante do público brasiliense.

Claustrofobia

As consideradas grandes atrações, responsáveis pela maior movimentação de público, foram Raimundos (com setlist dedicado ao álbum Lavô Tá Novo), Almah, Autoramas e B Negão (tocando Planet Hemp, Earth, Wind & Fire, The Troggs, Pato Banton, entre outras pérolas), Red Fang, Motosierra, Trivium, Sepultura (que também montou um set especial baseado nos álbuns Beneath The Remains, Arise e Chaos A.D.) e Viper (de volta com a formação original, comemorando os 25 anos do álbum Soldiers of Sunrise). As decepções foram Gaz Coombes (que até fez uma boa performance mas não empolgou) e Kyuss Lives! (última atração do festival com apenas alguns sobreviventes na platéia).

Kyuss Lives!

Viper

Gaz Coombes

Raimundos

Sepultura

O público esperado pela organização do PDR Festival era de 40.000 pessoas durante os dois dias. Infelizmente essa meta passou longe de ser atingida mas houve compensações em outros aspectos, como o grande número de adolescentes/estudantes da rede pública de ensino que puderam ver o festival sem pagar um centavo.

A parte estrutural dos três palcos (dois externos e um localizado dentro do ginásio) estava em perfeitas condições, com exceção de alguns detalhes técnicos que atrapalharam o som.

A lição deixada pela edição 2012 do Porão do Rock é que devemos acreditar mais nas bandas nacionais (questão defendida por Edu Falaschi durante sua entrevista coletiva) se quisermos fortalecer a cena roqueira/metaleira do Brasil, bastando saber escalar boas bandas locais que tocam rock de qualidade cantado em português para intermediar as grandes atrações internacionais. É isso.