Yoko Ono está preparando um megashow nos dias 1 e 2 de outubro, em Los Angeles, com sua Plastic Ono Band. O show será uma homenagem a John Lennon, que faria 70 anos em outubro se estivesse vivo.
E a lista de participações especiais não é pequena. Deverão se apresentar: Lady Gaga, Nels Cline (Wilco), Iggy Pop, Mike Watt (Stooges), Kim Gordon e Thurston Moore (Sonic Youth), Perry Farrell (Jane’s Addiction), Harper Simon (filho de Paul Simon, do Simon & Garfunkel) e os atores Carrie Fisher (a Princesa Léia) e Vincent Gallo, entre outros. Além disso, a banda base será composta por Sean Lennon e pelos músicos japoneses Yuka Honda e Cornelius.
Podemos esperar, portanto, muitas músicas da fase solo de Lennon e um final com um monte de gente no palco cantando “Give Peace A Chance”. Bonito, mas quem a gente queria ver mesmo eram Ringo Starr e Paul McCartney…
2007 foi um ano recheado para quem gosta de cinema e, principalmente, para quem gosta da combinação de cinema com boa música. Há três anos atrás era lançado Once (Apenas Uma Vez, aqui no Brasil), com trilha sonora composta e gravada pelo ex-casal checo-irlandês Marketa Irglová e Glen Hansard, que chegou a ganhar um Oscar de Best Original Song. Com uma banda de apoio, a dupla passou pelo país no final de agosto (dia 27 em São Paulo e 28 no Rio de Janeiro) e a Thaís, nossa colaboradora, estava na edição paulistana do show e nos contou como foi.
Na última sexta-feira (27) fui presenteada com um par de ingressos para ver The Swell Season. O show rolou no HSBC Brasil, um lugar de acesso fácil para quem tem carro. Para mim, humilde usuária do tranporte público, foi meio complicado. O show estava marcado para às 22h com abertura de um coletivo de cantores (entre eles, a rainha do shimbalaiê, Maria Gadú) chamado Varandistas.
Cheguei umas 21h30, sentei na minha mesinha com outras duas garotas (pra quem não sabe, o HSBC Brasil não é um lugar pra se ver shows em pé: ele tem lugares marcados, com simpáticas mesinhas e um cardápio de preços não tão simpáticos). Vi só o final dos Varandistas e posso dizer que, das pessoas ao meu redor, uma boa parte estava lá por conta deles. Não é o tipo de música que me agrada: é como se a Maria Gadú fizesse um CD com participações especiais. E mesmo nas músicas que a cantora não participa, é clara uma vibe bem MPB, com um quê de modernidade, aquela coisa de voz e violão com letras bonitinhas.
O que eu achei bacana foi um sofá no palco pra quem não estava cantando no momento dar aquela descansada. Segundo as meninas da minha mesa (que estavam lá só por causa da banda de abertura) o show durou 30 minutos, porque começou com meia hora de atraso. Às 22h27 as luzes se apagaram, e Glen Hansard entra sozinho cantando “Say It To Me Now” (a mesma música que inicia o filme Once, que fez o Swell Season estourar mundialmente), com o violão desplugado e sem microfone. Ele canta de uma forma muito viceral, se entrega mesmo. Coisa mais linda. Eu estava sentada ao lado da mesa de som e vi o desespero dos técnicos achando que tinha algo errado: “Gente! Tá tudo desligado! É assim mesmo?”
Logo em seguida, Marketa Irglová – outra metade da dupla - entra no palco com o restante da banda de apoio pra tocar a linda “Low Rising“. É evidente a sintonia que o ex-casal tem. Os olhares trocados, a forma como eles se entendem, tudo traduz perfeitamente o clima das músicas. Arrisco até a dizer que os dois eram um casal perfeito: enquanto Glen é todo fanfarrão, comunicativo, cheio de fazer piadinhas e tal, Markéta é muito tímida e muito doce. Todas as vezes que ela dizia alguma coisa (sempre em português… o que me espantou, já que ela fala português muito bem!) a platéia respondia com um “ouuuuunnn”, de tão fofo.
Momentos marcantes: a hora que o Glen começa a falar sobre o trânsito maluco em São Paulo. A platéia (ACENTO, EU NUNCA VOU TE ABANDONAR PORQUE EU TE AMO) estava respondendo tão bem , mesmo conversando em inglês, que ele se empolgou e compôs em improviso uma música em homenagem aos motoboys e suas Hondas. Foi praticamente um show de stand-up.
O show terminou com as mais-lindas-do-mundo “When Your Mind Is Made Up” e “Falling Slowly“. No bis, a turma dos Varandistas subiu com Fernando Anitelli (d’o Teatro Mágico, heh) ao palco e tocou junto um cover de “You Ain’t Going Nowhere”, de Bob Dylan – mas essa parte fiquei devendo, já que era quase meia-noite e tive que ir embora (aquela coisa do transpote coletivo, né?).
O que posso dizer é que The Swell Season é amor. Mesmo quem foi só por conta de Maria Gadú e companhia (!), saiu de lá apaixonado pela dupla.
Pode ser. “Fuck You” exprime a harmonia perfeita entre a competência como cantor soul que consagrou o Cee Lo no Gnars Barkley e a levada pop alto astral que, percebe-se nitidamente, o cantor busca escancarar em sua carreira solo. O clipe ilustra as historinhas fracassadas de Cee Lo – na infância e na fase adulta – flertando com garotas em um lanchonete toda ambientada nos anos 50, cheia de gente sorrindo, cantando e dançando o tempo todo. Como não poderia deixar de ser: se “Fuck You” não é a música do ano, talvez seja a mais contagiante – ouvir sem deixar escapar um estalar de dedos ou aquela batida frenética com o pé no chão é quase inevitável.
“Fuck You” é o primeiro single do terceiro álbum solo de Cee Lo Green, The Lady Killer, com lançamento oficial agendado para 7 de dezembro.
Que o Black Drawing Chalks flerta com as guitarras roqueiras de Chuck Hipolitho – e vice versa – há um tempo, não é novidade pra ninguém. Afinal de contas, dessa união já saiu até um EP. O projeto, que recebeu o nome de Love Bazucas, lançou um pacotinho de 4 faixas lá em março. Desde então, já fizeram alguns shows e, durante 3 dias na segunda metade de setembro, a parceria será retomada. Mas isso é só o aperitivo do que pode acontecer nesse ensurdecedor encontro.
Como visto no flyer acima, as cidades de São José dos Campos, Campinas e São Paulo receberão a mini-turnê com o nível de decibéis mais alto da temporada. “Esperamos que seja mais que uma pequena turnê. Acredito que vai ser uma grande festa de 3 dias! Afinal, serão 3 bandas amigas em uma van, tocando e curtindo em festas”, disse Denis Pereira, baixista do Black Drawing Chalks, em pequena entrevista ao Move.
Denis também garantiu o encontro do Love Bazucas nos shows paulistas, mas disse que nem a banda nem Chuck têm planos concretos para gravar material inédito com a formação. “Fazendo uma analogia, é como se você pegasse um grupo de amigos em um feriado numa chácara e começasse a jogar futebol, gravasse e depois colocasse no Youtube pra quem quisesse ver. O Love Bazucas é isso, só que colocamos músicas bem gravadas e produzidas”, concluiu o baixista cabeludo que não pára quieto nem por um segundo sequer durante os shows. E, por falar em shows, o disco ao vivo que o Black Drawing Chalks gravou em Goiânia, no primeiro semestre do ano, não demora a sair do forno. As mixagens já estão finalizadas e a arte quase pronta, mas ainda falta definir o formato e a estratégia de lançamento, que ainda estão sendo discutidos pela banda.
Além do quarteto goiano, as noites ainda terão as presenças das bandas Suéteres, um dos melhores produtos de Pirassununga desde a 51, e Vespas Mandarinas, que é um pequeno “dream team” do rock nacional: Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys), Thadeu Meneghini (Banzé, Conjunto Vazio), Mike Vontobel (ex-Video Hits) e Mauro Motoki (Ludov).
Essa é pra chamar a galera toda, encher a cara a noite inteira e gritar os refrões de músicas como “Sem Nome“, “Eu Já Vi Pior” e “Red Love” a plenos pulmões.
Olha, vou confessar: em vez de tentar encher linguiça fingindo que conheço a banda, falo logo de cara que não sei nada sobre Built To Spill. Me julgue quanto quiser, mas fazer o quê? Só que fiquei curioso e resolvi ver qual era a da banda nesse clipe recém-lançado para a música “Hindsight”. E, poxa, gostei tanto da vibe Death-Cab-meets-Teenage-Fanclub, que quero ouvir mais. Alguém aí sabe indicar o(s) melhor(es) disco(s)?
A faixa que é tocada no vídeo faz parte do álbum mais recente dos caras, There Is No Enemy, de 2009.
O Rock Rocket, uma banda pela qual eu carrego grande simpatia, lançou clipe novo láááá no começo de julho – e eu só fiquei sabendo agora. Ainda vale postar? Obrigado. “Rocket Jane” foge um pouco da gritaria e guitarras no talo, que são marcas registradas da banda, pra dar lugar a uma levada mais cadenciada, chegando a ter até alguns toques de, hm, forró (?). A faixa faz parte de um compacto que ainda conta com as músicas “Pérola da Noite” e “Malóri Beach”:
Alan, o batera do Rock Rocket, também está envolvido em outro projeto: com a ajuda de outros músicos, ele gravou alguns temas para o filme Pólvora Negra, de Kapel Furman. O resultado foi tão satisfatório que ele resolveu reunir alguns companheiros de gravação – no caso, Zé Mazzei, do Forgotten Boys, e Paulo Soares, do Baoba Stereo Club – para tocarem, sob o nome de Os Pólvoras Negras, na exposição de arte Lost Horse. O resultado, que ficou com um clima bem intenso de estradas e desertos, você pode ver aqui. Já a exposição acontece pela última vez nesta quinta, 02, na Galeria Oscar Cruz.
Não é fácil se tornar um gênio hoje em dia – quanto maior a oferta de bandas, maior a competitividade pelo posto de “godlike genious” que as revistas britânicas gostam de oferecer em suas premiações anuais. Mas quem são esses gênios, afinal? Se a gente seguir à risca o manual da NME, semanário que defende o incentivo ao “novo”, o tal troféu sempre vai parar, com contradição, nas mãos dos coroas – The Cure, Manic Street Preachers e até Joy Division. Sim, Ian Curtis foi um gênio, mas porque lembrar disso em 2005, mais de duas décadas depois do cara se enforcar na sala de casa?
Os gênios estão aqui, agora e na frente dos nossos narizes.
Com três discos lançados, o Arcade Fire se comporta com uma banda que tem muito mais história. Funeral, de 2004, é um dos melhores debuts da década passada; o conceitual (e mais difícil) Neon Bible, gravado durante 2006 em uma igreja condenada no Quebec, passou longe da popular “crise do segundo disco” – e, de quebra, apareceu com um dos projetos gráficos mais incríveis dos últimos anos.
Se houvesse uma crise do terceiro disco, o septeto canadense também não se sentiria ameaçado.
Não, The Suburbs não é o Ok Computer, como a BBC especulou. The Suburbs não é um clássico, mas simplesmente porque os clássicos são definidos pelo tempo. Que tal a gente voltar nessa conversa daqui a dez anos? Quando o momento chegar, não duvide da presença do disco no ranking dos melhores da história.
Mais versos de Régine Chassagne e uma maior participação de Owen Pallett (vulgo Final Fantasy, responsável pelos arranjos de cordas do Arcade) não fariam mal a ninguém – mas, quando os dois aparecem, HAJA CORAÇÃO. Os violinos frenéticos abafam a guitarra distorcida e o rock jovial de “Empty Room”, em que Régine, com versos tímidos em francês, consegue conquistar qualquer um (“Toda minha vida é com você”, repete).
Aos 30 anos, Win Butler soa saudosista em algumas faixas. Aliás, essa é a primeira impressão que o disco passa com “The Suburbs”, música carregada por uma baladinha no piano com cara de anos 60. O mesmo piano eficiente – e, dessa vez, monotônico – reaparece em “We Used To Wait”, mais uma composição que dá gosto cantar junto. Não pela primeira vez, o Arcade Fire se destaca como um grupo de letristas praticamente impecáveis.
The Suburbs não tem uma música mediana sequer – a única coisa que você vai ouvir nele são hinos ainda não descobertos (e, para te ajudar a descobrir isso, nada melhor do que ouvir o disco no shuffle/random algumas vezes). Em alguns casos, como “Rococo”, o termo “hino” pode ser levado ao pé da letra: não há como não pensar em um estádio (“estádio” e “Arcade Fire” são palavras que finalmente começam a combinar, como dá pra notar logo abaixo) lotado por pessoas brandando o título da música, só com a base de cordas para sustentá-las.
As melhores composições não se concentram em um único pólo do disco. “Ready To Start”, que aparece logo no início, só encontra uma faixa à sua altura na segunda metade do álbum – essa seria “Month of May”, primeira vez em que os canadenses se aventuram (e marcam ponto) fazendo rock cru, chiado e quase punk.
As investidas do septeto em uma pegada mais leve e doce, como a da inesquecível “Crown of Love” (Funeral, 2004), não falham.“Half Light” não é o ápice do disco, mas “Suburban War” compensa o que ela fica devendo. Alguns versos de “The Suburbs” reaparecem aqui, com uma nova melodia, acompanhados por notas de guitarra que podem te lembrar daquela música do Blink 182 (!).
Régine chega a seu momento de glória com “Sprawl II (Moutains Beyond Mountains)”, em que lidera os vocais sobre uma balada totalmente inusitada, com cara de pop oitentista, mas que não chega a se encaixar nas pistas.
Os subúrbios vão indo embora em baixo tom com o segundo round de “The Suburbs”, mais curto e dramático, parecendo um desabafo choroso de um Win Butler mais nostálgico e criativo do que nunca: “Se eu pudesse ter de volta o tempo que desperdiçamos, sei que eu adoraria desperdiçá-lo novamente”.
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O Massive Attack vai se apresentar no Brasil. A notícia é da Folha.com, que anuncia dois shows da banda: um em Belo Horizonte, no dia 15 de novembro no Chevrolet Hall, e outro em São Paulo, no dia seguinte, no HSBC Brasil.
O site oficial da banda ainda não confirma a data, mas a Folha diz que os ingressos para o show da capital mineira começam a ser vendidos nesta sexta-feira (3) pelo site Tickets for Fun, e que as entradas para a apresentação em São Paulo serão vendidas a partir de 13 de setembro no site do HSBC Brasil.
Os britânicos do Massive Attack estouraram nos anos 90 com a bela “Unfinished Sympathy” e foram um dos maiores representantes do trip hop junto com o Portishead. A banda já se apresentou no Brasil em 2004 e já havia sido cotada para outros shows aqui em março de 2010.
Animado para o show do Caribou em outubro? Pois saiba que, se você for, pode acabar levando um mimo bem exclusivo. A banda acabou de anunciar um vinil duplo contendo um show realizado em Nova York em setembro de 2009, que será acompanhado também de um DVD com o registro em vídeo. Mas nada de vender na internet ou em lojas: o lançamento é exclusivo para as barraquinhas de souvenir montadas na saída dos shows do grupo.
O show foi parte do festival All Tomorrow’s Parties e foi especial para o grupo, que montou uma banda de quinze músicos para tocar na apresentação, entre eles Kieran Hebden (Four Tet), Luke Lalonde (Born Ruffians) e Koushik Ghosh (Koushik).
Confira a tracklist de Caribou Vibration Ensemble Live At ATP New York:
A1. Every Time She Turns Round It’s Her Birthday
A2. Hendrix With Ko
B1. Sandy
B2. Skunks
C1. Barnowl
C2. Melody Day
D1. Brahminy Kite
D2. A Final Warning
Durante o show do Radiohead na cidade de Praga, em agosto do ano passado, cinquenta fãs da banda distribuíram-se no meio da mulditão, filmando tudo em diferentes ângulos. Para deixar o trabalho com uma cara mais profissional, o áudio foi extraído diretamente das mesas de som – e, pasmem, cedido gentilmente pelos próprios músicos. O resultado é impecável!
Assim como o Projeto Rain Down brazuca, o Radiohead: Live in Prague está disponível para download gratuito no site oficial e em diversos formatos. Olha só o trailer, é de arrepiar:
Às vesperas de um dos lançamentos nacionais mais aguardados dos últimos tempos, os caras do Holger invadiram os estúdios da Oi Novo Som para dar uma prévia de como será Sunga, debut do quinteto paulistano a ser lançado na memorável data de 11 de setembro.
Caribbean Nights
Com a percussão sempre marcante e vocais alternados, os caras não fizeram o revezamento já usual nos instrumentos – Pedro, um dos integrantes, se atrasou e faltou durante boa parte da session. Mas os que marcaram presença conseguiram levar a apresentação a um nível bem digno. E na ótima “Beaver”, o apresentador do programa se juntou ao grupo e também mandou bem no baixo. SE LIGA pra não perder a vaga, hein, Pedro:
E só pra não fugir do clima e me chamarem de chato, vou aderir à campanha lançada pelo Alex e que já foi seguida até pelo Hick: MOSTRA ESSA SUNGA, HOLGER!
Na visita diária ao blog da Babee, peguei o vídeo do Chromeo tocando a ótima “Tenderoni”, do disco Fancy Footwork, na sessão que o duo fez nos estúdios da rádio KCRW.
Prestes a lançar disco novo (Business Casual sai no próximo dia 14), a dupla aterrisa em solo brasileiro amanhã, quarta-feira, para uma festa fechada para apenas 200 sortudos convidados. Pra você que tá amaldiçoando cada alma que vai estar no evento, relaxe um pouco com a vibe irrestisível da banda:
Dá pra curtir a apresentação inteira da banda por este link aqui.
Depois de “Bang Bang Bang“, o novo single do esperado terceiro disco de Mark Ronson é a inofensiva “Bike Song”. Como de praxe, o produtor da Amy Winehouse recrutou alguns convidados para preencher suas melodias cheias de groove e sintetizadores. Desta vez, os escolhidos foram Spank Rock e Kyle Falconer, vocalista do The View. Assista na sequência – e tente não deixar ser influenciado pelo cabelo de Ronson:
Esperado para o dia 27 de setembro, Record Collection já tem capa e lista de músicas, como você já deve ter visto por aqui.
É o tipo de projeto que tem pouquíssimas chances de dar errado. De um lado, criando melodias singelas mas cativantes ao piano, Ben Folds. Do outro, o renomado escritor britânico Nick Hornby, que emprestou letras suas para que Ben as juntasse na forma do disco Lonely Avenue. E a primeira impressão deste trabalho foi mais que positiva – ainda mais por contar com a participação do Pomplamoose, aquele duo que exala fofura e que faz vídeos com covers e montagens bem divertidas.
Veja como ficou o clipe do single “Things You Think”, no qual aparece o próprio sósia do Phil Selway Hornby falando, entre os refrões cantados de Folds, sobre Charles Dickens, sobre o novo disco do The National, sobre a vida, o universo e tudo mais:
Lonely Avenue chega lá fora no próximo dia 28, via Nonesuch Records.
Ainda tá longe pra acontecer, mas não custa nada já ir se programando – ainda mais se você for um fã xiita do The Flaming Lips. A banda se apresenta no Alexandra Palace, em Londres, no primeiro dia de julho do próximo ano.
Wayne e sua bolha maluca
Mas o show não será simplesmente “mais um” na carreira de Wayne Coyne e cia. A performance terá como setlist todas as músicas do clááááássico The Soft Bulletin, lançado em maio de 99. Pra quem não sabe, o disco ganhou nota máxima de várias publicações especializadas e é praticamente uma unanimidade entre os fãs e apreciadores de um bom rock.
E não é só isso. De acordo com a Gigwise, na mesma noite ainda tocarão Dinosaur Jr. e Deerhoof. Com shows em setembro marcados no Brasil, a banda de J Mascis presenteará os sortudos que estiverem em Londres na ocasião com um show de seu disco Bug, de 1988. Já o Deerhoof marcará presença com seu lançamento de 2004, o álbum Milk Man, na íntegra.
Os ingressos para o ainda longíquo show começarão a ser vendidos a partir da próxima sexta, dia 3. E aí? Algum sortudo pensando em dar o ar graça na sensacional noite que deve ser a do dia 1 de julho de 2011?
Lembra da Feist (1, 2, 3, 4, tell me that you love me more…)? Andava sumida, mas já está trabalhando em seu retorno.
No melhor estilo Exile On Main St., a moça se mudou para uma mansão na França (em Paris, para ser mais exato) para gravar seu disco novo. O lugar foi construído no século 19 e transformado em estúdio pelo produtor francês Eddie Barclay nos anos 1960.
Feist está tendo a ajuda de outro músico canadense, Chilly Gonzales, e, por enquanto, isso é tudo que se sabe. O último trabalho de estúdio da moça foi The Reminder, de 2007.
O elogiadíssimo álbum Bitte Orca, do Dirty Projectors, vai ganhar uma edição dupla de luxo no final de setembro. O box, que chega às lojas gringas dia 28, traz o disco original mais uma apresentação acústica ao vivo, lados-b e uma cover de Bob Dylan.
Bitte Orca é o sétimo álbum dos nova-iorquinos, mas o primeiro pela Domino Records e o que catapultou o grupo à fama. No ano passado, os Dirty Projectors tocaram em São Paulo, no Clash Club.
Confira a tracklist:
Disco 1
01. Cannibal Resource
02. Temecula Sunrise
03. The Bride
04. Stillness Is the Move
05. Two Doves
06. Useful Chamber
07. No Intention
08. Remade Horizon
09. Fluorescent Half Dome
Disco 2
01. Fluorescent Half Dome (Live at Other Music)
02. Temecula Sunrise (Live at Other Music)
03. Two Doves (Live at Other Music)
04. Cannibal Resource (Live at Other Music)
05. No Intention (Live at Other Music)
06. Ascending Melody
07. Emblem of The World
08. Bitte Bitte Orca
09. Stillness Is the Move (Lucky Dragons Remix)
10. As I Went Out One Morning (Bob Dylan cover)
Só mais alguns dias até a gente descobrir se a carreira solo de Brandon Flowers vai parar no saco ou no topo do ranking da Billboard: Flamingo, primeiro disco que o americano grava sem o The Killers, é lançado na gringa em 3 de setembro.
Pelo jeito, também não falta muito pro álbum aparecer inteiro na web – até agora, quatro das dez faixas já estão rodando por aí. “Crossfire”, single inofensivo que saiu em julho, ganhou reforço de “Swallow It” (SIGNIFICA) e das recém-vazadas “Only The Young” e “Was It Something I Said?”, que você escuta logo abaixo [via Oh My Rock]. Se suas expectativas não tiverem muito altas, até dá pra curtir.
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Entre essas, “Swallow It” é a menos pão com ovo, mas também não é grande coisa (a dica é ouvir pensando no significado literal e malicioso do título, “Engula”, e aí a letra fica bem engraçada… #molecagem). A capa de Flamingo, ali em cima, também é meio breguinha. Parece até coisa do Miguel Bosé…
Com disco novo para ser lançado em novembro, o Matt & Kim vai preparando o público para receber seu novo trabalho. Quase dois anos depois de Grand, que veio com a arrebatadora “Daylight” e uma bela exploração de nu artístico (heh), os nova-iorquinos magricelos aparecem com um single inédito, ”Cameras”, com uma meio batida groovy, boa pra dançar.
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A música serve como um bom aperitivo para o próximo álbum, mas Sidewalks deve estar guardando alguma faixa mais interessante pra gente. Espero. O disco completo sai em 2 de novembro.
Depois de usar a carta da interatividade por mais de uma vez, com os clipes de “Neon Bible” e “Black Mirror”, o Arcade Fire tomou de assalto um pedaço do Google e suas ferramentas para produzir seu mais novo “vídeo”. As aspas aparecem porque, na real, o lance é bem mais que isso. Em parceria com o Google Maps e o navegador Chrome, o diretor Chris Milk bolou uma aventura por ruas à sua escolha – a ideia é você colocar o lugar onde nasceu, mas, como disse o Merigo, não dá muito certo com algumas localidades brasileiras. É só indicar algum lugar dos EUA, por exemplo, e curtir a nova produção da banda canadense.
Aviso: tentei rodar o projeto pelo Firefox e o navegador travou 3 vezes. Já com o Chrome, até que flui bem – mas lembre-se de fechar todos os programas que você puder antes de por o vídeo interativo pra tocar. Daí, uns 8 pop-ups serão abertos e aparecem no meio da tela, do nada, à medida em que a música toma corpo. Cada janelinha acrescenta um elemento diferente à trama do carinha encapuzado que corre, meio que sem rumo, pelas ruas escolhidas por você. Se não curtir o andamento da coisa toda, espere pelo menos até passar a animação que surge mais para o final, que é fantástica.
A trilha é a linda “We Used To Wait“, um dos destaques de The Suburbs, disco mais recente do Arcade Fire. Pra matar a curiosidade e testar a capacidade de processamento do seu computador, vá logo ao site do projeto, intitulado The Wilderness Downtown.
Ainda em Arcade Fire, o The Drums, cujo clipe novo também acaba de ser postado, resolveu arriscar e mandou um cover para a própria “We Used To Wait”. Sim. De acordo com o Some Kind of Awesome, o The Drums regravou Arcade Fire em um de seus recentes shows. E por que não? Obviamente, a versão não chega aos pés da original, que pode marejar os olhos de tão intensa e emocionante que é – mas ainda assim a releitura é digna de alguns minutinhos de sua atenção. Até porque a intenção do quarteto nova-iorquino – de homenagem à banda mais comentada do ano, acredito eu – foi bem legal:
Sou um dos muitos apreciadores do debut homônimo do The Drums, lançado no começo de junho. O disco tem bons momentos, como o primeiro single “Let’s Go Surfing“, que tem um dos refrões mais assobiáveis da temporada. A nova música de trabalho, no entanto, é uma das poucas faixas “sem sal” do tracklist. Tirando tinta da chatice, “Down By The Water” ganhou um clipe igualmente fraco – mas, se você for daqueles fãs xiitas, talvez até consiga assistir o vídeo até o final:
Criado pelo produtor Rafael Ramos, o selo Vigilante estreou em junho com seis artistas no casting – um deles, oThe Name, já até tocou em uma de nossas festas. Nessa semana, depois de quase três meses de atividade, o braço cool da Deck faz sua festa de lançamento em São Paulo com todas as atrações do seu elenco. Além do The Name, participam Vivendo do Ócio, Volantes, Colombia Coffee, Boss In Drama e Madame Mim (!) – esses dois últimos fazem DJ set entre as apresentações das bandas. O showcase acontece na quarta-feira, dia 1º de setembro, no Studio SP.
Os ingressos saem por R$15 (porta) e R$10 (lista), mas pode ser que sua noitada saia por nossa conta. Como a semana é de comemoração (pra quem não sabe, estamos estreando como parte da rede de blogs do Portal MTV), vamos sortear cinco pares de convites por aqui. E NÃO É SÓ ISSO, diria a propaganda da Polishop: o primeiro sorteado, além do par de entradas, ganha cinco compactos do Vigilante: “Favorite Song” (Boss In Drama), “Maçã” (Volantes), “Dilema” (Vivendo do Ócio), “Can You Dance, Boy?” (The Name) e “As Coisas Que Ela Diz” (Colombia Coffee). Tem uma foto com todos eles aqui, dá uma espiada.
Pra participar, já sabe: Deixe um comentário nesse post com nome completo, e-mail válido e conta de twitter até às 11h de quarta-feira. Os vencedores da promo serão anunciados ao vivo na Rádio Levi’s, que começa às 16h. Fica ligado!
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Resultado
O Edu, que comanda a Rádio Levi’s, acabou ficando sem voz e não pôde anunciar os vencedores ao vivo. Sendo assim, os nomes dos ganhadores estão logo abaixo. São eles:
Cada um tem direito a um par de entradas para a festa do Vigilante hoje, no Studio SP. Os nomes estarão na lista VIP e cada um terá um convidado. Qualquer dúvida, dá um alô nos comentários!
Parem as prensas! Se faltava alguém para completar o revival dos anos 90, não falta mais: o Ace of Base acaba de anunciar seu retorno. E já tem clipe.
O novo Ace of Base troca o elenco feminino: saem Linn e Jenn Berggren e entram Clara Hagman e Julia Williamson. “All For You” é o primeiro single de The Golden Ratio, disco de inéditas que deve sair ainda este ano.
O clipe e a música reciclam o que havia de melhor (e, portanto, pior) na dance music dos anos 90. Será que isso significa que vamos dançar “Beautiful Life” no Terra do ano que vem? A conferir.
E já tô até vendo o Roxette e o Aqua virando a esquina com seus discos novos…
Paul McCartney, o baixista dos Beatles (preciso mesmo falar isso?), é o ilustre convidado do primeiro álbum solo de Fran Healy, do Travis.
Macca toca na faixa “Fly In The Ointment”. Em troca pela colaboração, Healy prometeu ao amigo se tornar vegetariano. Nunca mais comer carne em troca de ter um Beatle no seu disco? Também não pensaríamos duas vezes, Healy.
Dá para fazer streaming da música aqui. E dá para comprar o disco (autografado, com camiseta e outras coisas) no site oficial de Healy.
Um dos discos brasileiros mais esperados do ano finalmente está prontinho – e esperando por sua audição e pelos seus pitacos. Então, tá pronto para dez faixas com muito suingue, funk, groove, psicodelia, rock n’ roll e jovem guarda? Tudo-junto-ao-mesmo-agora? Pois é isso mesmo que você vai encontrar em Escaldante Banda, estreia com pé direito do Garotas Suecas.
Com pouco mais de meia hora de duração, o debut dos paulistanos – que sai oficialmente no próximo dia 6 – vem para garantir, com certa folga, pelo menos um dos primeiros lugares nas listinhas de melhores do ano que adoramos fazer quando dezembro chega. E a novidade é cortesia da rádio fodona NPR, que, vez ou outra, solta pra galera o streaming de discos esperados por aí, com exclusividade e qualidade de sobra.
Sua playlist dessa segundona tensa já tá pronta. E garanto que, ouvindo faixas como “Tudo Bem”, “Você Não É Tudo Isso, Meu Bem” e “Ninguém Mandou”, a sexta nem vai parecer tão distante assim.