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Domingo (3) tem a 5ª edição do Festival PIB na Casa das Caldeiras em São Paulo

No próximo domingo, dia 3 de agosto, a Casa das Caldeiras recebe a quinta edição do Festival PiB – Produto Instumental Bruto, voltado exclusivamente para a música instrumental e suas inúmeras diversidades de estilo.

Se apresentam Testemolde (SP), Projeto Ccoma (Caxias do Sul/RS), Os Pontas (Sorocaba/SP), Kubata (São Bernardo do Campo/SP) e Herod (SP).

Além das bandas, a organização do evento expandiu o leque de atrações para oficinas culturais, intervenções audiovisuais e até feira gastronômica.

A edição 2014 do PIB acontece das 15h às 22h na Avenida Francisco Matarazzo, número 2000, Água Branca, São Paulo. A entrada é gratuita.

SERVIÇO
Festival PIB 2014
Casa das Caldeiras: Av. Francisco Matarazzo 2000, Água Branca, São Paulo
Data: 03/8, domingo | A partir das 15h
Entrada Franca

PROGRAMAÇÃO
15h: Abertura da casa
15h–16h: Oficina interativa com Flávio Cruz – Construção de instrumentos musicais e percussão em sucata (quintal)
15h–22h: Exposição artista: Fernando Coelho (Mamma Cadela) (Tunel)
15h30-21h30: Feira gastronômica (ruazinha) e feira cultural (salão dos tanques).
16h: Exibição do documentário “Profissão: músico” (30’) + Bate papo com o diretor Luciano Balen.
17h: Herod
18h: Kubata
18h45: Apresentação Cia Bambolística (Salão principal)
19h: Os Pontas
19h45: Intervenção poético visual com o VJ Fabio Vietnika – poesias Edgar Braga (Porão)
20h: Projeto Coma
21h: Testemolde
22h: Encerramento do Festival

Site oficial: www.festivalpib.com.br
Confirme presença na página do evento no Facebook

Nos vemos lá.

Conheça o projeto Noites Café com Leche, novo palco da Rua Augusta dedicado às bandas autorais brasileiras

No próximo dia 5 de agosto a Rua Augusta volta a ter um palco dedicado às bandas autorais brasileiras. Estamos falando das Noites Café com Leche, que resgata a diversidade musical explorada por projetos como Cedo e Sentado (do antigo Studio SP).

Além do horário – que seguirá à risca os limites do transporte público – os preços também fogem do padrão tradicional das casas noturnas da região ao propor o formato “pague quanto quiser”. Como funciona? Com um valor inicial de R$5 que cresce gradativamente até o término das atrações (R$10, R$15 e R$20), deixando na sua mão a escolha final.

As Noites Café com Leche integram a nova fase do Da Leoni, que resolveu apostar suas fichas em uma programação dividida por gêneros e formatos musicais fixos para cada dia da semana. Uma corajosa atitude que desafia o modus operandi da região do Baixo Augusta.

Gostou da ideia? A grande estreia acontece no dia 5 de agosto (terça-feira) com Gullivera e Nevilton, a partir das 20h com discotecagem de DJ’s, blogueiros e convidados especiais (os shows começam às 21h e terminam entre 23h e 23h30).

SERVIÇO
Noites Café com Leche
Local: Da Leoni Bar e Danceteria
Horário: A partir das 20h
Valores: R$5, 10, 15 ou 20
Capacidade: 600 pessoas

Confirme presença na página do evento no Facebook.

PRÓXIMAS ATRAÇÕES
12/08 Daniel Peixoto (CE) e Jonnata Doll & Os garotos Solventes (CE)
19/08 Marcelo Perdido (SP) e Maglore (BA)
26/08 Bratislava (SP) e Adriano Cintra (SP)

A primeira e única vez de Big John Duncan (The Exploited) como guitarrista do Nirvana

No dia 23 de julho de 1993, Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic chegam à Nova Iorque para tocar no Roseland Ballroom como parte do New Music Seminar (evento corporativo que contava com bandas alternativas como atração musical). Os fãs não sabiam, mas a banda apresentaria várias faixas inéditas que fariam parte do álbum In Utero.

Por exigência dos novos arranjos, Lori Goldston é recrutada para tocar violoncelo pela primeira vez em um show do Nirvana (apesar de Goldston acompanhar a banda por um tempo e participar do MTV Unplugged in New York, quem cuida do instrumento nas gravações do novo álbum é a musicista Kera Schaley).

À esquerda, Lori Goldston

Pat Smear ainda não fazia parte do grupo (isso aconteceria um mês depois). Por isso, a banda contou com alguns segundos guitarristas durante a fase de testes do novo repertório. Entre eles, Big John Duncan, lendária figura do movimento punk britânico e integrante da fase de ouro do Exploited (1980-83).

Kurt Cobain e “Big” John Duncan

No concerto em questão, Duncan participou de quatro faixas: “Drain You”, “Tourette’s”, “Aneurysm” e “Very Ape”. Reza a lenda que Kurt Cobain teria sofrido uma overdose antes do show, se recuperando minutos antes da apresentação. Fora isso, foi “apenas” mais um show do Nirvana, que você ouve na íntegra logo abaixo, após a reportagem da MTV feita especialmente sobre a grande noite. Enjoy.

0:00 Serve The Servants
3:51 Scentless Apprentice
7:40 School
10:37 Breed
13:42 Lithium
18:17 Come As You Are
22:05 Milk It
26:35 Drain You
30:25 Tourettes
31:51 Aneurysm
36:19 Very Ape
38:40 Blew
42:11 Heart-Shaped Box
47:15 Rape Me
49:54 Territorial Pissings
54:23 All Apologies
58:40 Polly
01:01:40 Dumb
1:04:23 Something In The Way
1:07:40 Where Did You Sleep Last Night?
1:11:35 Smells Like Teen Spirit
1:16:16 Endless/Nameless

R.I.P. Syd Barrett (06/01/1946 † 07/07/2006)

Após sua inevitável saída do Pink Floyd em 1968 por “motivos droguísticos”, Syd Barrett passa longos períodos internado em diferentes clínicas de reabilitação, buscando controlar a esquizofrenia agravada pelo uso de LSD.

Apesar das condições adversas (e com a ajuda de David Gilmour, Roger Waters, Malcom James e Peter Jenner), no dia 3 de janeiro de 1970, o músico lança seu primeiro álbum solo, The Madcap Laughs, com belas canções como “Terrapin” e ”Here I Go”, mostrando os últimos momentos de criatividade que o compositor ainda guardava na manga.

Não houve turnê de divulgação. Ainda em 1970, o LP rendeu apenas uma desastrosa apresentação no Olympia Exhibition Hall durante o mês de junho no Extravaganza ’70 Music and Art Fashion Festival, com David Gilmour no baixo e Jerry Shirley na bateria.

Abaixo, um bootleg com a íntegra do show, que durou apenas quinze minutos (Barrett simplesmente largou a guitarra e nunca mais voltou), com as faixas “Terrapin”, “Gigolo Aunt”, “Effervescing Elephant” e “Octopus”.

A qualidade não é das melhores, infelizmente, pois se trata do único registro ao vivo de Barrett em sua fase pós-Pink Floyd.

Para completar nossa pequena homenagem ao músico – falecido no dia 7 de julho de 2006 – ficamos com o primeiro álbum completo do Pink Floyd, The piper at the gates of dawn, lançado em 1967.

R.I.P. Mark Sandman (24/09/1952 † 03/07/1999)

Poucas bandas e artistas foram únicos na história da música. Você não deve ouvir a frase “isso é Morphine puro” com muita frequência por aí, certo?

Mark Sandman foi uma dessas figuras. Antes do Morphine, foram dezenas de empregos nos mais variados países (reza a lenda que Sandman trabalhou como taxista noturno durante sua estadia no Brasil) e passagens por grupos como Treat Her Right, Candy Bar, Hypnosonics, Treat Her Orange, Pale Brothers e Supergroup.

Em 1989, de volta à sua terra, Mark funda sua própria banda com o saxofonista Dana Colley e o baterista Jerome Deupree (logo substituído por Billy Conway). O primeiro foi integrante do Three Colors, banda da cena independente de Boston, e o segundo já havia sido companheiro de Sandman no Hypnosonics.

A ousada composição de instrumentos fez do Morphine um dos mais interessantes nomes da cena roqueira que atravessou os anos 1990, com os álbuns Good (1992), Cure for Pain (1993), Yes (1995), Like Swimming (1997) e The Night (2000).

Mark Sandman faleceu de ataque cardíaco no dia 3 de julho de 1999 em cima do palco, durante o festival Nel Nome del Rock, em Palestrina, Itália. Ele tinha 46 anos.

Para relembrarmos os 15 anos de sua morte, separamos dois álbuns do Treat Her Orange, a discografia completa do Morphine e a íntegra do documentário Cure for Pain: The Mark Sandman Story, lançado em 2011. Enjoy. Continue lendo

As máscaras sensoriais de Lygia Clark e a capa de “Kveikur”, sétimo álbum do Sigur Rós

Em 1966, Lygia Clark, uma das mais cultuadas artistas brasileiras de todos os tempos, passava a dedicar seu tempo ao projeto Objetos Sensoriais, trabalhando com ferramentas do cotidiano para explorar todas as relações possíveis entre o corpo e a arte.

São obras que propõem experiências solitárias, quase uma busca pelo autoconhecimento, onde o contato com o outro simplesmente não existe.

Em busca de sensações únicas, cada máscara foi confeccionada com cores e materiais diferentes. No lugar dos olhos, orifícios costurados com vários ingredientes que aguçam nossos sentidos farejadores, como saquinhos de sementes e ervas aromáticas, cada um com seu cheiro específico. Perto dos ouvidos, mais objetos integrados às sensorialidades propostas pelas máscaras.

A intenção é fazer com que o espectador, ao colocar a máscara, entre em absoluto estado de isolamento com o mundo exterior.

Pois bem. Em 2013, os islandeses do Sigur Rós lançaram o sétimo álbum de sua carreira com uma belíssima adaptação de uma das fotografias de Objetos Sensoriais.

Ou seja, além de ser um dos melhores LPs do ano passado, Kveikur ainda nos brinda com um pedacinho da arte experimental brasileira. Tem como não amar o Sigur Rós?

sigur

Por essas e outras, ficamos com o áudio completo de Kveikur (que ganhou nota alta aqui no Move, na época de seu lançamento).

Kveikur by Raul Ramone on Grooveshark

Fonte: Degenerando Neurônios

Space Oddity, 45 anos

No dia 20 de junho de 1969, David Bowie finalizava as gravações de “Space Oddity”, sexto single de sua carreira solo. A principal inspiração da música foi o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.

Originalmente lançado em novembro de 1969 no álbum autointitulado do cantor, o compacto (até então disponível somente no Reino Unido) foi programado para sair em julho do mesmo ano, coincidindo com o pouso do homem na lua. A jogada de marketing deu certo, levando “Space Oddity” à 5ª posição das paradas britânicas.

A faixa chegou a ganhar um videoclipe ainda em 1969, produzido com imagens de Love You Till Tuesday, um dos primeiros filmes promocionais do Camaleão.

Em 1972, David Bowie, o álbum, seria relançado como Space Oddity, fazendo com que a música em questão se tornasse o primeiro sucesso do compositor nos Estados Unidos, cravando a 15ª posição no Top 40.

Abaixo, o mencionado vídeo de “Space Oddity” extraído do filme Love You Till Tuesday.

Major Tom, o personagem central da letra, é um astronauta que sai flutuando pelo espaço após perder a comunicação com a terra. Ele voltaria a contatar o planeta em 1980, através da faixa “Ashes to Ashes”, dizendo estar feliz no espaço. Continue lendo