Robert Smith faz 53 anos. Com uma ajudinha dos amigos, homenageamos alguns clássicos do Cure

Robert Smith está completando 53 anos de idade hoje, e por se tratar de um dos cantores/compositores mais influentes das últimas três décadas, não poderíamos deixar de fazer uma homenagem à banda que o consagrou e desde 1979 faz a nossa alegria: The Cure. A ideia é bem simples, requisitamos amigos próximos ao blog e pedimos que escolhessem uma música de sua preferência e escrevessem algumas linhas sobre o que ela (ou o The Cure) representa para eles. O resultado ficou acima do esperado, com declarações sinceras, emocionantes e bastante inspiradas.

Fica aqui o meu MUITO OBRIGADO o a todos os envolvidos. E um feliz aniversário ao gênio Robert Smith.

A Letter To Elise, por Izadora Pimenta (Rock ‘n’ Beats)

Essa música tá no top das melhores músicas que eu já ouvi na vida. Lá quando eu tinha uns 12 anos, precisei ouvir o Blink 182 fazer um cover dela no especial MTV Icon The Cure para conhecê-la. E pirei. Daí foi através dela que eu acabei indo atrás de The Cure pra valer (naquela época que não tinha lá muita internet discada, valeu até uma coletânea comprada na 25 de Março). Não sou ouvinte assídua de Robert Smith e cia., mas “A Letter To Elise” é essencial.

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Love Cats, por Mih Nakano (www.mihzoca.tumblr.com)

Quando eu ouço os primeiros arranjos com miadinhos ao fundo, meus pêlos se arrepiam… É, “The Love Cats”… Essa música desperta em mim um lado felina-selvagem que geralmente fica adormecido. Sinto vontade de andar pelas ruas de São Paulo durante a noite nas pontas dos pés em busca de uma “caça” ou uma boa aventura.

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Killing an Arab, por Daniel Corrêa (Deckdisc)

Eu conheci Cure, de verdade, por causa dessa música. Estava lendo O estrangeiro, do Camus, quando um amigo me mostrou essa música. É a adaptação mais fantastica de um livro para uma música, tem todo o clima ali. Foi quando eu notei que aquela banda tinha muito mais a mostrar do que o que conhecia. Além do fato que essa música abre o “Standing at the beach”, o vinil que mora na minha vitrola.

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In Between Days, por Carol Patrocinio (Per Raps)

The Cure é uma daquelas bandas que você precisa cantar gritando, com uma fúria adolescente sem fim, colocando toda a dor pra fora. É quase um exorcismo. E escolher apenas uma música é daquelas tarefas extremamente árduas. Minha escolhida, hoje (porque se fosse amanhã poderia ser outra), é “In Between”. Sabe quando você se sente tão cansado do mundo e de tudo e de você? Aí é só escutar essa música, gritar cantando, dançar de um jeito bem estranho e tá tudo bem de novo. Esses caras eram mágicos!

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Fascination Street, por Alisson Guimarães (Oasis News)

Uma das melhores faixas do álbum Disintegration. É um som diferente, viajado, com umas das linhas de baixo mais fortes do Cure, apoiado na tecladeira também. É o hino do hanging out na rua, com uma vibe muito boa.

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Just Like Heaven, por Neto Rodrigues (Move That Jukebox)

Confesso não ser dos maiores conhecedores de The Cure e, quando em contato pela primeira vez com a banda, anos atrás, sempre confundia as introduções de “In Between Dreams” e “Just Like Heaven”. Mas quando entra o inesquecível “show me, show me, show me”, a dúvida some e dá lugar ao vislumbre causado pela sensibilidade pop de Robert Smith. A amada, que fica em seu pescoço no começo, é roubada pelo mar no final – e deixa o músico na fossa por ter perdido a única garota que amou. Montanha russa de sentimentos com final amargo. E não é disso que são feitos grandes momentos do rock?

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More Than This, por Victor Bianchin (Monkeybuzz)

Em 2008, quando Arquivo X era a série mais cool da galáxia, o filme foi lançado e boa parte da nata musical dos anos 90 participou da trilha sonora – Björk, Noel Gallagher, Cardigans, Filter, etc. A faixa que marcou essa trilha foi “Walking After You”, dos Foo Fighters, mas deveria ter sido a do Cure, uma composição original em que a banda retrabalha os barulhinhos da música de abertura do seriado em uma balada doce, soturna e envolvente. O groove da música se equipara fácil aos clássicos da banda e a letra é uma captura perfeita do romance entre os personagens. “More Than This” é um tesouro que não merecia ficar enterrado.

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Not In Love e All Of This [ou como ressaltar a importância de Bob Smith para diferentes gerações], por Raul Ramone (Move That Jukebox)

Escolhi essas canções por uma simples razão: a relevância de Robert Smith para as mais diversas gerações, que se comprova através de participações especiais nos mais inuistados projetos musicais – no caso o eletrônico da dupla canadense Crystal Castles (com uma releitura de um tema do antigo Platinum Blonde) e o punk-pop (até então brincalhão) do Blink 182. Isso mostra a força do legado do The Cure que, apesar de nunca ter conseguido manter o sucesso comercial durante muito tempo, mostra que sua influência é e sempre será atemporal.

  • Junior

    LINDO. SEM PALAVRAS

  • Deives

    Grande Robert! Homenagem mais que merecida para um dos maiores gênios do rock!

    Agora, se eu fosse um dos entrevistados, sem sombra de dúvida que escolheria “A Forest” como música que mais me marcou (e marca ainda), com sua pegada dark, letra impecável e uma historinha de vida relacionada a ela.
    🙂

  • katia Mnedonça

    Amooooooo♥♥ tive muita influ~encia de um tio que era Gotico, puxa eu adora isso.!!! kkk

  • Patricia

    Ouço The Cure há 22 anos, a primeira que ouvi foi Lovesong e daí não parei mais. Parabéns ao gênio da música!!! E eles continuam ótimos e a voz dele impecável! Nem sei qual seria minha música preferida, vai de Cold a The big hand…

  • ellen smith

    AMO ROBERT SMITH HÁ 18 ANOS…ADORO TODAS AS MÚSICAS DO CURE,SOU APAIXONADA PELO ROBERT ELE É MUITO ESPECIAL PRA MIM,ESSA BANDA MARCOU MINHA VIDA…

  • manoel carlos

    cure e robert perfeitos ea musica é a forest , que ouço desde os meus 18 anos hoje tenho 45 e continuo curtindo, vida longa ao robert cure smith!!!!!!!!!

  • Ana Peiter

    Simplesmente espetacular!!! Som para a eternidade…
    Pena que nos dias de hoje se houve tanta porcaria…
    Mas o bom sobrevive sempre!!!
    Vida longa ao genio Robert Smith!!!

  • ALICE LINHARES

    Embora com mais de 50 anos, conheci the cure a uns 2 anos mais ou menos. E já conheci ouvindo uma das músicas mais bonitas de toda a vida, que é A LETTER TO ELISE. Não conheço nada igual: a letra divina:
    “Oh, Elise, não importa o que você faça
    Eu sei que nunca entrarei em você
    Para fazer seus olhos pegarem fogo
    Do jeito que eles deveriam”, o solo de guitarra é inigualável e a voz, tão característica. Mas, junto com A LETTER TO ELISE, fica PLAINSONG e ai não sei qual das duas é mais bonita.Eu viajo no instrumental, viajo na letra tão triste e ao mesmo tempo tão carinhosa quando ele diz: está gelado como se estivesse morto – é simplesmente o jeito que eu sorrio”. Daí, tudo se ilumina.Você é ILUMINADO Robert Smith.

  • Leandro

    The Cure me faz relaxar , me alegra , seu chorus é perfeito.Na minha vida nunca tinha ouvido uma banda tão perfeita. Pictures Of You – The Cure , não consigo parar de escultar.

  • Oseias Morais

    Parabéns ao gênio Robert Smith,eu ouço o Cures desde a década de 1980,sou apaixonado pela sua história de vida,ele vive de uma forma simples no sul da Inglaterra ,esta casado a anos com a mulher de sua vida,e continua tocando nossa emoção com suas musicas.Eu gosto de todas ,mais especialmente Trust,e Love Song.

  • odeiomary

    estou relembrando suas músicas na aula de inglês,através de friday Im me love. Estou relembrando os clássicos boys don’t cry e in between day.Ouço toda hora todo dia.Ele é um genio real sobrenatural!! lindoooooosempreeeeeeeeee, mesmo com aquele cabelo e batom abarrotado.