11 ago 2011

Sigur Rós libera teaser em seu site

Por Neto Rodrigues @14:30

Misterioso como sempre, o Sigur Rós liberou há pouco, em seu site, um video-teaser que, apesar da beleza costumeira e esperada, não diz muito sobre a novidade que a banda possivelmente está preparando.

O informado One Thirty BPM arrisca que deve ser o preview de um DVD ao vivo, em preto e branco, e que talvez tenha algo nos moldes da preocupação estética do documentário/show Heima, lançado em 2007 e que conta um pouco da turnê islandesa da banda de Jónsi. O novo projeto terá, ao que parece, o nome de INNI – e, pelo vídeo abaixo, já desperta a ansiedade e curiosdade de todos os fãs:

[UPDATE] De acordo com o leitor Bruno Granato, “o teaser é do DVD ao vivo que eles gravaram em Londres, durante dois shows em novembro de 2008, será lançado em breve!”

4 abr 2011

Sigur Rós libera quase 40 minutos de raridades de sua discografia

Por Neto Rodrigues @18:04

Pra quem não se contentou com o lindo Go, disco solo de Jónsi, do ano passado, os post-rockers do Sigur Rós resolveram dar um aperitivo para os fãs inquietos enquanto o novo trabalho não chega. Em um player do Sound Cloud, a banda subiu quase 40 minutos de sons inéditos.

Entre as 10 faixas liberadas, estão demos, versões ao vivo, ao contrário (!) e aceleradas de materiais que os apreciadores do quarteto mais adorado da Islândia provavelmente já conhecem. Mesmo assim, é bom tirar um tempinho do seu dia pra relaxar com a experimentação climática na qual o Sigur Rós é especialista (repare que o material inédito vai somente até a décima música):

E que 2011 traga pra gente o sucessor do impronunciável Með suð í eyrum við spilum endalaust, lançado em 2008.

[via]

1 out 2010

O Sigur Rós não quer mais ser plagiado

Por Alex Correa @0:21

Beleza, título besta – não é como se alguém realmente quisesse ser plagiado um dia. Mas tem algumas cópias que a gente vai deixando passar, faz de conta que não viu e, quando nos damos conta, BOOM, todo mundo já roubou um pouquinho. O Sigur Rós que o diga: entre os publicitários gringos, a banda é conhecida por não vender suas músicas a preço algum, apesar de ser mega requisitada para propagandas de TV.

A solução que os publicitários geralmente procuram é bem simples: chamar outra banda qualquer para reproduzir as músicas do Sigur Rós com mudanças bem, mas BEM sutis. O tema virou pauta do Stereogum depois que os islandeses escreveram sobre o infinito histórico de plágios em seu blog oficial, compilando vídeos de propagandas que os fãs enviaram. Entre eles, aparece uma campanha de Belo Horizonte que chupinhou “Go Do”, do Jónsi (vocalista do Sigur Rós), na cara dura.

Até agora, “Hoppípolla” parece ter sido a mais copiada, com quatro vídeos listados. Olha aí a falta de vergonha na cara do HSBC chinês:

A lista continua aqui e mal dá pra acreditar na cara de pau alheia.

4 ago 2010

Clipe: Jónsi – Animal Arithmetic

Por Neto Rodrigues @1:50

A preocupação estética e harmônica não são novidades pra quem conhece o trabalho de Jónsi. Em mais um lançamento, o líder do Sigur Rós acerta a mão no clipe da ótima e frenética “Animal Arithmetic”.

Closes na bateria a todo momento, enquadramentos de perfil e uma singela chuva de confetes – tudo isso se reveza, de forma sutil e lúdica, com imagens de pessoas dançando, luzes e fogos de artifício. De acordo com o Teco Apple, o vídeo foi gravado na própria casa do cantor, na Islândia, durante o ano novo de 2010. De encher os olhos:

“Animal Arithmetic” faz parte do sensacional Go, debut que Jónsi lançou em abril.

18 jun 2010

Mix That Jukebox #15

Por Neto Rodrigues @17:59

Foto via We Heart It

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Lado A [Download] – Como sempre, um apanhado de boas novidades surgidas ultimamente.

01 – Stars – Passenger
Em seu quinto disco de inéditas, a banda canadense dá mais uma aula de como mesclar bem tecladinhos à indie pop com os vocais doces e “feitos um para o outro” de Torquil Campbell e Amy Millan.

02 – Vespas Mandarinas – Impróprio
Com EP recém-lançado, a banda que conta com Chuck Hipolitho em sua formação manda o bom e velho rock cheio de guitarras no talo – e um riff que vai ficar grudado na sua cabeça por dias.

03 – The Drums – Book Of Stories
Cheguei a criticá-los quando escutei os singles isolados, mas os americanos do The Drums fizeram jus à lista de bandas promissoras para 2010 da BBC e lançaram um agradável debut.

04 – Rooney – I Can’t Get Enough
A banda californiana finalmente voltou a fazer aquele indie rock descompromissado presente em seu debut. E “I Can’t Get Enough” é uma das melhores provas de que The O.C. fez certo em apostar nos caras.

05 – Jennifer Lo-Fi – Escafandro
A voz – e os gritos – de Sabine Holler se junta às guitarras inquietas da banda para dar forma a um dos destaques presentes no novo EP do grupo paulistano, intitulado Summer Sessions.

06 – Tokyo Police Club – Gone
Depois de um EP sensacional em 2006 e um disco razoável em 2008, o Tokyo Police Club passou com louvor na prova do segundo álbum, Champ, que já foi resenhado por nós.

07 – Arcade Fire – Month Of May
Josh Homme levou Win Butler e toda sua trupe para seu estúdio no deserto californiano. Mentchira, né, gente. Mas poderia ser verdade. Enfim, por enquanto, essa é a melhor música do ainda-não-lançado-possível-melhor-disco-do-ano.

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Lado B [Download] – Se existe algo melhor do que dormir, é dormir ao som daquela música que você adora, calminha, tocando ali do lado, bem baixinha, aí você fecha os olhos, relaxa, puxa o edredon, esvazia a cabeç… zzZzZZzzz

01 – Air – All I Need
Moon Safari, 2008

02 – Death Cab For Cutie – Summer Skin
Plans, 2005

03 – Broken Social Scene – Anthem For A Seventeen Year Old Girl
You Forgot it in People, 2002

04 – Sigur Rós – Heysátan
Hvarf / Heim, 2007

05 – Zero 7 – In The Waiting Line
Simple Things, 2001

06 – Oasis – She Is Love
Heathen Chemistry, 2002

07 – Anya Marina – High On The Ceiling
Slow & Steady Seduction: Phase II, 2009

08 – Aimee Mann – Wise Up
Magnolia Sountrack, 1999

09 – Belle & Sebastian – Asleep On A Sunbeam
Dear Catastrophe Waitress, 2003

10 – The Postal Service – Sleeping In
Give Up, 2003

13 mai 2010

Jónsi leva a faixa “Go Do” para os palcos de Craig Ferguson

Por Neto Rodrigues @1:32

Go, maravilhoso debut solo de Jónsi, líder do Sigur Rós, já foi todo esmiuçado aqui no Move, pelo Vitor. Como faixa de abertura do disco, a onírica “Go Do” cumpre mais do que bem o papel e dita boa parte da sonoridade encontrada no trabalho do cantor islândes.

E foi justamente a faixa supracitada que Jónsi apresentou no palco de Craig Ferguson, na noite da última terça-feira. Se fosse você, eu nem consideraria a hipótese de perder a performance impecável de Jónsi e banda:

E bateu uma saudade do Sigur Rós, hein?!

1 abr 2010

Jónsi – Go

Por Vitor Gonçalves @17:12

Sigur Rós é uma daquelas bandas que, apesar de ter um som muito peculiar, são aclamadas por muita gente. Quem nunca viu todos os elogios rasgados da Pitchfork – ou até mesmo de Chris Martin, vocalista do Coldplay – endeusando o grupo islandês? Todos eles são justíssimos – afinal, ouvir Sigur Rós é uma experiência quase espiritual.

Sendo assim, quando o hiato da banda foi anunciado e Jónsi, líder do Sigur, disse que iria lançar um álbum solo, muitos torceram o nariz. Mas eis que o primeiro CD do cantor, composto em inglês quase integralmente, vem com força total, traçando um estilo novo em meio à “névoa sigurosiana” e, também, com elementos já mostrados aos fãs.

Para apresentar essa nova fase do cantor, nada melhor que a faixa de abertura do álbum, “Go Do”. Nela, o que se pode ouvir é um Jónsi bem mais empolgado e animado do que de costume, carregando os batuques remanescentes da faixa “Gobbledigook” dentro de uma atmosfera leve, pouco apressada. A sonoridade de todo o álbum casa perfeitamente com a linha visual adotada por Jónsi: um clima naturalista, com uma arte que faz referência a pássaros e com cores quentes destacadas.

A segunda música do trabalho, “Animal Arithmetic”, ilustra o exemplo ainda melhor, mostrando versos em que os falsetes, velhos amigos de Jónsi, não predominam.  Isso volta a acontecer em outra faixas, como em “Tornado”, que vem na sequência – e vem para deixar suspirando os fãs de Sigur Rós, apesar de não ter o perfil exato das músicas do principal trabalho de Jónsi. Há toda a orquestração, mas um clima único, diferenciado, é criado pela associação de batidas cheias de contratempos. “Boy Lilikoi”, a primeira música do trabalho que chegou aos nossos ouvidos, é mais uma da fase animada e colorida anunciada.

“Sinking Friendships” se inicia com um interessante jogo de vozes dispostos de uma forma a criar o ritmo da música. Essa faixa se situa entre os dois “extremos” do álbum: as músicas enérgicas, que parecem celebrar a vida, e as músicas mais lentas e “reflexivas”. “Kolniður” entra para o segundo grupo, mostrando que Jónsi pode também arrasar corações sem o falsete a todo o tempo. “Around Us” é linda, agitada e com um refrão bem harmônico,  que em determinado momento nos apresenta uma das passagens mais interessantes de Go: há uma mudança estrutural sutil e eficiente da música de quatro para três tempos – tão sutil que você nem chega a percebê-la se não estiver atento. Ponto pro Jónsi! Para finalizar o disco, vêm as duas músicas com mais cara de Sigur Rós: “Grow Till Tall” e “Hengilas”, ambas  altamente reflexivas.

Depois de ouvir Go por várias vezes, o que se pode perceber é que o trabalho parece ser uma evolução do que o Sigur Rós começou a fazer em seu mais recente álbum, Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust. Aliado ao estilo artístico naturalista e às músicas em inglês, o CD solo de Jónsi parece algo bem mais convidativo (principalmente para o público americano) do que os registros do Sigur Rós. Independente de teorias sobre o propósito dessa renovação sonora, uma coisa é certa: Jónsi acertou mais uma vez, para a alegria daqueles que buscam um plus quando o assunto é emoção e arte.