Urban Music Festival: impressões gerais

foto: Fabiano Cerchiari/UOL

Em plena tarde de domingo, o Anhembi recebeu o Urban Music Festival com a missão de conseguir dar conta de um festival sem a presença de Cee-Lo Green, um dos grandes nomes anunciados no line-up oficial. Performances bem desconhecidas iniciaram o evento, e tanto o palco Street quanto palco Urban viram nomes como Anjo dos Becos, Kaka Mendes, Live Delu, Rock Roots Revolution (surpreendente!) e Copacabana Club passarem pelo tablado.

foto: Fabiano Cerchiari/UOL

A noite começou com o antigo Technotronic, mostrando muita força de vontade em resgatar aqueles hinos da dance music dos anos noventa. Foi um show divertido, com muitos hits pra lá de manjados que, ao vivo, soam muito bem. Em seguida, foi a vez do respeitado DJ King, que esbanjou talento e competência dirigindo as pick ups, mas já nesse número veio o primeiro momento de confusão no festival, em que o DJ simplesmente trocou de palco no meio do show, para compensar o atraso de Ja Rule – que, até então, não tinha chegado ao Anhembi. Emicida então sobe ao palco e de imediato manda um recado pra galera, criticando a postura de Cee-Lo Green, que cancelou sua apresentação sem mais nem menos – demonstrando total falta de respeito para com o público brasileiro. No mais, bom som, rap nacional representado com uma ajudinha da turma do Instituto, que deu uma força extra para o nosso querido rapper.

foto: Fabiano Cerchiari/UOL

Fechando a noite, John Legend e o The Roots levaram o público à loucura, com um repertório que teve como base o álbum Wake Up!, aliado a canções próprias, como “Ordinary People” (John Legend) e “The Seed 2.0” (The Roots).

fotos: Fabiano Cerchiari/UOL

No final, ficou a nítida impressão de que o baixo público presente não ficou satisfeito com a estrutura e a (des)organização do festival que, pra fechar com “chave de ouro”, ainda teve um Ja Rule se recusando a tocar para as poucas centenas de pessoas que insistiram em ficar até o final, mesmo com o atraso de seu show.