De Cara: Arctic Monkeys – Suck It And See

Agendado para sair oficialmente em 6 de junho, o disco acabou de aparecer na internet. Quer baixar? No twitter do Move tem o link, mas corre que não vamos deixar ele lá por muito tempo!

Já baixou? Que tal escutar com a gente? Vai aí uma resenha em tempo real de Suck It and See. Sem edição e escrita no tempo de duração da música. Dê o play agora!

1- She’s Thunderstorms Riff de guitrra climático acompanhado em sequência por uma guitarra limpa. E aí temos a voz de Alex Turner, grave e cantando numa calma… A bateria dá a intenção que a música vai acelerar puxando uma forte batida, mas caímos em versos lentinhos. É uma balada? Parece. Tem aquele truquezinho de ficar baixo e bateria na segunda parte e o refrão é bem bom. Humbug encontra Favourite Worst Nightmare? Vamos ver…

02 – Black Treacle A voz de Turner soa muito juvenil no começo, contrastando com a primeira faixa. Só ele e guitarra começam, para logo serem acompanhados pelo baixo, bem marcante, e bateria. Os backings na segunda parte acompanhando os versos são ótimos e a guitarra de Jamie Cook dá show com um timbre psicodélico. Para efeito de comparação, tem um clima à “Fluorescent Adolescent”.

03 – Brick By Brick Essa já cansamos de escutar, não? Críticada pela simplicidade, achei a faixa um acerto da banda. Divertida, para cima e com os bons vocais do baterista Matt Helders.

04 – The Hellcat Spangled Shalalala Outra já conhecida. Eles apresentaram ela no programa do Jools Holland. A introdução tem um clima tão nostálgico… Devem ser os shalalalas espalhados pela faixa. Os timbres de guitarra mais um vez são o destaque.

05 – Dont Sit Down ‘Cause I Move Your Chair Mais uma conhecida. A melhor aceita pelo fãs? Aqui Turner e cia. resumem o que devem ter aprendido com Josh Homme. Um riff simples por toda música, bateria marcadinha com o baixo e só. O truque baixo e bateria enquanto a guitarra faz apenas uns ruídos funciona muito bem na segunda parte. O refrão é ótimo e a música termina com um solo meio virtuoso. Simples e bom. Rock, certo?

06 – Library Pictures – Um começo nervoso, com Helders tocando muito forte e a guitarra em bom solo. Tudo isso para o baixo dar uma deixa e a música  entrar em uma parte tranquila. O baixo faz um riff e a guitarra só marca com os timbres viajantes. Quando tudo tá tranquilo, ela volta ao clima nervoso do começo. A voz de Turner ganha distorção e temos aí um final empolgante. Beleza de faixa.

07 – All My Own Stunts Não sei se é a pressão de resenhar o disco na hora, mas essa faixa não me chamou nem um pouco atenção. Até acho que já ouvi um riff reaproveitado de outra música aí, hein? Não é ruim, mas passa meio em branco.

Que isso? O Let It Be? Uma pequena inserção de áudio, uma zoeira. Pronto! É a melhor coisa que essa faixa tem.

08 – Reckless Serenade Com introdução inspirada” pelo Interpool, como bem notou nosso editor Neto Rodrigues, Alex chega falando sobre modelos fazendo topless. Legal, né? A melhor faixa até agora. Alguém discorda? O solo de guitarra é ótimo.

09 – Pilerdriver Waltz Amigos, isso é ao vivo, tenham paciências com eventuais erros. Aliás, por ser ao vivo, posso mudar de opinião sobre o que disse na faixa anterior? “Pilerdriver” é a melhor até agora. Já conhecida em uma versão mais calma e “tosca” no EP solo de Alex, trilha do filme Submarine, ela parece outra na versão do Arctic Monkeys. Ficou mais linda e reforçou seu parentesco com “Cornerstone”. Nota 10.

10 – Love Is A Laserquest Outra balada? Boa, mas fica menor depois da excelente “Pilerdrive Waltz”. Chama atenção pelo título. O que será “laserquest”?

11 – Suck It And See Temos então a faixa que dá nome ao disco. Uma música sem maiores destaques, mas bem boa. Deve ganhar força com o tempo. O refrão tem o bom reforço nas vozes e Turner chegar a dividir os vocais com uma voz feminina. É um trecho curto, mas ficou bem bonito. A frase final é matadora, um recado: “Seja legal comigo, pois sou idiota por você”

12 – That’s Where You’re Wrong Chegando ao fim da nossa nobre experiência. Como uma tradição em disco dos Monkeys, a faixa mais longa fica para o final. Embora não seja tão longa, com seu quatro minutos ela encerra bem o disco, com Alex fazendo a voz de quem passa um recado para a outra pessoa ficar esperta. Será que estou enganado? A força do refrão ameaça dar um fim mais apoteótico ao disco, mas ele termina de maneira simples com uma frase de baixo. Belo encerramento. Belo disco.

E aí, curtiram esse “liveposting”? Se a repercussão for positiva, podemos repetir em outros leaks esperados por vocês, leitores. Então, podem começar a sugerir: qual disco que deve chegar por esses próximos dias merece outra resenha ao vivo do Move That Jukebox?

61 Comentários para "De Cara: Arctic Monkeys – Suck It And See"

  1. Alguém achou o Alex no CD?? Parece que ele da uma passada na música 5.
    Escutar o álbum como se fosse uma banda nova penso que é o melhor caminho.

  2. Cara que coisa linda essa resenha ao vivo! Todos unidos pela mesma expectativa , saboreando juntos cada novo acorde!!

    Simplesmente ÚNICOO não vou esquecer nunca disso!!

  3. As três primeiras músicas estão “perdidas” no CD. Deveriam ter sido colocadas alternadamente entre as outras, porque assim o álbum da uma impressão leve demais das músicas.

  4. Não concordo contigo Duque. A proposta dos dois CDs é bem diferente, a começar pelo vocal do Alex e do Julian.

  5. A proposta é bem diferente mesmo, mas pra mim o SIaS tá “pegando” mais, dando mais vontade de ouvir sabe?

  6. Por mais que seja o pior deles (e eu discordo disso, acho mto bom, melhor que hambug e no mesmo nivel de FWN, só perde pro debut mesmo) é bem melhor que muita coisa por aí, isso pode ter certeza.

  7. Melhor muita coisa por aí é, mas melhor que o Humbung não é não, acho que me decepcionei, gostei de 1 ou 2 músicas, preciso ouvir de novo pra formar uma opinião.

  8. Catei um bend bem Black Sabbath na “Lousy Pictures”. Várias músicas boas. Empata com o Humbug na minha modesta opinião.

  9. Muito boa a resenha! Vou ouvir aina, mas fiquei empolgado.
    Sobre a proposta: eu gostaria que vcs fizessem a resenha do álbum novo do Guillemots: Walk The River. É uma ótima banda que não é muito divulgada por aqui.

  10. Carol, vc não acha q esse cd é mais ”leve” que Suck It and See e por isso vc prefiria o Hambug?
    Estou falando musicalmente, longe de mim querer criticar sua preferência, até pq os 2 cds são bons

    Como disseram do Angles, que foi 1 diferente q ficou igual, eu tenho a sensação que o AM sempre, se não evoluindo, mas tentando coisas novas.

    Vendo os cds deles, eles não me parecem uma banda que se repete. Pelo menos na minha modesta opnião. Não sei o q vcs acham

  11. Não acho que o Humbug seja mais leve, pelo contrário, achei esse álbum tão “genérico”, ehehe, as vezes nem parece AM, enfim, não conseguiu superar e nem ficar no mesmo nível do Whatever People Say…

  12. eu acho o HUMBUG o melhor cd deles =]. Não acho que este está ruim, mas eles podiam ter deixado alguma matadora de surpresa depois de criar a expectativa com a Don’t sit down….

  13. “All My Own Stunts”,”Reckless Serenade” e “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” são as melhores, mas eu realmente sinto falta das musicas mais “adolescentes”( as mais antigas ). O estilo deles mudou muito apartir de Humbung.

  14. Raphael, permita-me fazer uma modesta correção: Humbug é com dois Us.

    Tudo bem. Também estou com fome, pois ainda não saí do trabalho.

  15. Carol, melhor que “Humbung” é literalmente impossível.

    Pô, pessoal, eu sei que ortografia é bem chato e tal, mas vocês estão me ferindo os olhos.

  16. E acho engraçado atacarem logo a pessoa que não gostou do álbum quando teve gente que também errou o nome, nem todos tem a mesma opinião, deal with it.

  17. Parabéns pela resenha! Quanto ao CD achei bem maduro, mas realmente sinto falta da energia dos primeiros CDs, que fez a gente se apaixonar pela banda. Mas acho que esse vai melhorar com o tempo, quanto mais a gente ouvir…

  18. Engraçado que quando vi a capa pela primeira vez na hora lembrei de Beggars Banquet. Agora ouvindo não é difícil relacionar também a volta a “simplicidade” que os Stones fizeram, os macacos o fizeram aqui.

    Digo, o disco não tá com aquela pretensão de soar foda. É apenas um disco. Com faixas muito fodas, felizmente. Hahaha

  19. GRRR só porque tive que passar o maldito dia inteiro na faculdade hoje!!! o link não está mais disponível, isso foi mau hem, muito mau!

  20. porra, os que nao sabem nem escrever direito ‘Humbug’, nao tem o direito nem de ter uma opiniao sobre o novo album do Arctic Monkeys. Como todos, esta muito foda, mostra como eles evoluíram e cresceram, e ainda tem muito pra nos mostrar. Arctic Monkeys é Arctic Monkeys!
    E os doentes que nao sabem escrever ‘Humbug’ vao ouvir restart por favor..

  21. Este obra prima vai arrecadar os prémios todos…cada uma melhor que a outra

    Estes não sabem fazer má musica…

  22. Pingback: Move that Jukebox – Vazou álbum do Arctic Monkeys — PostAll

  23. Parei de comparar. Cada um dos discos é bom à sua maneira e dá vontade de ouvir repetidamtente. Talvez eles nunca consigam superar a epicidade visceral do Whatever…, mas eles mesmo já disseram que não são a mesma banda ingênua daqueles tempos.

    Disco foda, pop e rock na medida certa. Um dos grande de 2011. Aposta certa pra que, como eu, não tem podido acompanhar as novidades.

  24. Marco P.

    As outras pessoas que corrigiram simplesmente falaram a correção e continuaram com o comentário. Você ficou todo putinho.

    Só porque algumas pessoas erraram o nome do cd, isso faz delas menos fãs que você?

    Se elas erraram o nome do disco e não podem falar sobre ele, você que errou o português não pode nem comentar. Já ouviu falar de acento?

    Surpreendentemente você escreveu Restart certo, coincidência?

    Em vez de ficar enchendo o saco por causa de erros de português acidentais, podíamos falar apenas do disco, motivo desse tópico.

  25. Pingback: Ouça uma prévia dos lados B de “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”, novo single do Arctic Monkeys | Move That Jukebox!

  26. Diferente de Strokes, Arctic Monkeys não decepcionou. “Suck It and See” é tão bom quanto Humbug. Particularmente ADOREI Brick by Brick. Pode ser “fórmula batida”, mas soa bem aos ouvidos.
    Reckless Serenade é a melhor!!!

  27. Pingback: Arctic Monkeys: Suck It and See – faixa a faixa | Na Mira do Groove

  28. Acho fantásticas (ridículas) essas brigas de fãs, haha. Acho que o Arctic é uma das mais talentosas bandas da atualidade, Suck and See me impressionou, e acho que vai ser muito mais aceito que o Humbug por ter mais traços daquela pegada que indentificou tanto o AM nos primeiros CDs. E, apesar de o tópico não ser sobre Strokes, acho o Angles sensacional, muito DIFERENTE do que esperavam, mas sensacional.

  29. Pingback: Vazou o novo do Arctic Monkeys, Suck It and See | Revista O Grito!

  30. “Belly buttons piercings”, “Go into business with the grizzly bear”, “Do the macarena in the devil’s lair”. A mente de Alex Turner sempre foi um mistério para minha pessoa. Gostei do álbum. A poppier version of AM.

  31. Não é Pilerdriver Waltz, é Piledriver Waltz. E não é “seja legal comigo”, é “seja cruel comigo”.

  32. PQP…não consegui acessar ontem, não dá pra disponibilizar de novo???? hein? hein? 🙁 dancei nessa?

  33. eu não entendo essas pessoas que falam que o SiAS não superou o Whatever… como assim superou? é outro tipo de rock, feito 5 anos depois, por músicos mais velhos e vividos buscando uma sonoridade diferente. não dá pra tentar comparar.

  34. Ouvi quarta no trabalho e não formei opinião devido a qualidade das caixas de som. Péssimas.

    Ouvi hoje e pensei de cara. Arctic Monkeys passeando entre FWN e Humbug, LINDO!

    Em alagumas passagens lembrei de ‘Secret Door’ e ‘Cornerstone’.

    ‘Brick by Brick’ é uma canção muito boa, divertida mas acho que erraram em pô-la no disco. O Arctic Monkeys é uma banda com excelentes b-sides(alguns até melhores que a-sides) e aposto que dessa vez não é diferente. Devem ter b-sides que superam essa faixa e que deveriam ter entrado em seu lugar.

    No geral, adorei o álbum, soou diferente mesmo utilizando de elementos dos discos anteriores. Nota 9.5.

  35. Acho que a decepção que tive com esse album é comparável a que tive com o final de Lost. Para mim, só 4 músicas me chamam a atenção, Don’t Sit, Library Pictures, Piledriver Waltz e Reckless Serenade, na qual a ultima gostei mesmo por causa da intro post-punk. É, poisé, eu definitivamente não sou dos albuns romantiquinhos-ensolarados-felizinhos.

  36. Discordo com o autor sobre a música “All My Own Stunts”…
    a musica é d++++++

    acabei de ouvir ela (pela 10ª vez) e lembrei de vir correndo pra posta minha opinião…

    como sempre, AM fodástico

  37. Agradeço a correção. O erro do “Be Cruel” e “Be Cool” ficou no texto, pois foi uma circunstância da resenha feita na hora. O disco mal tinha vazado e as letras não estavam disponíveis. Na hora parecia que ele falava “be cool”. E fazia sentido.

    Seria sacanagem corrigir isso ou qualquer outra coisa do texto. Mata o objetivo da proposta.

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